13 de janeiro de 2011

Healing by Julia Scoz

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Healing







Resumo da história:

Viagens, lugares, homens, paz, irresponsabilidade, tranquilidade, poder. Era isso que Scoz e Peter Scoz tinham. Não eram ricos, apenas seu padrasto, que não tinha o que fazer com a montanha de dinheiro que tinha, era rico. Sua mãe trocara o pai, por um carfa mais rico, o seu atual padastro.
Seus pais se separaram quando ela ainda tinha quatro anos de idade. Moravam em La Push, fazia anos que não via seu pai, Kevin.
Sua mãe nunca deixara ela voltar. Então, como distração, permitiu que ela e seu irmão, Peter, viajassem pelo mundo.
era esperta, esperta demais. Nunca fora para uma escola, a não ser que um mês signifique alguma coisa. Ela não precisava da escola, era só ler algum livro de química, matemática e seja lá o que for, que sabia das coisas como se estudasse o ano inteiro. Peter já estava com vinte anos, começou a faculdade de Biologia, mas trancou a faculdade para viajar pelo mundo.
Mas coisas estranhas estão acontecendo com Peter, coisas que ele não conseguia entender.
Uma ligação para a mãe, a faz mandar Peter de volta para La Push, mas nunca deixaria seu irmão querido e acabou indo com ele.
Lá, ela reata os laços com seus dois outros irmãos, que ficaram, por ordem da justiça, com o pai. Drake e Afrodite.
Ela teve que abandonar seus sonhos, de ser uma artista nata. Grande talento, era isso que ela sempre escutava. Pintura, era o que ela mais prezava em sua vida. Mas voltando pra La Push, por enquanto, a única coisa que trabalharia seria na "loja" de seu pai.
E quando Peter se torna amigo de um grupo, que vê como um grupo problema de La Push, ela conhece Jacob Black.

Dor, essa era a palavra-chave na vida de Jacob. Bella não o queria e ele lutava por ela, para fazê-la mudar de idéias. Mas um novo - e velho amigo - entrará na alcatéia.
E ao vê-la, tudo parou de existir, era apenas ela. A sua prometida. O seu remédio para a cura da dor.
Mas é claro que nada seria fácil. O sentimento por Bella ainda permanecia, quase extinto, mas ainda estava lá e Jake não sabia o que fazer, pois cada movimento que fazia, machucava a amada.

Capitulo 1: Segredos entre família.

Me remexi em meu carro, suspirando e tentando não dormir. Peter já estava apagado ao meu lado. Vamos lá, só mais um pouco, pensei.
Então, Peter soltou um leve gemido de dor. Ah, Deus!

- Estamos quase chegando, aguenta firme, ok? - Eu disse.

Então passei as ultimas semanas na minha cabeça, até o momento atual.

# FlashBack on #

- Peter, meu Deus, você está fervendo! - Eu dissera, colocando a mão em sua testa. Estávamos voltando de Singapura, indo para Paris, onde lá, pelo menos, eu trabalharia em algo que gostava e sonhava, paisagismo.

- Eu estou bem, maninha. Não sei preocupe comigo, acho que deve ser uma gripe. Pegamos a maior chuva. - Ele disse.

- Gripe?! Pelo amor de Deus, Peter! Você está a uma semana assim - Eu disse apavorada. O que mamãe falaria quando eu contasse pra ela sobre Peter?! Ela me comeria viva! Ok, ok, ele é o mais velho, ele tem que cuidar de mim. Mas mesmo assim, eu era e sempre fui a mais responsável. Isso está no meu sangue! Ok, exagerei.

- Nem pense em contar para a mamãe. - Peter disse enquanto entravamos no hotel. É claro que eu - com meu dom de persuasão contra Peter Scoz - o convenci várias e várias vezes a ir ao hospital. E ele ia, mas quando os médicos vissem sua temperatura logo o internariam, dizendo, onde eu só entenderia, o nome de Peter no meio de palavras diagnosticadas.
Mas Peter sempre fugia - não sei como - dos hospitais, nos enviando para outra viagem de seus sonhos.
Eu havia desistido de mandá-lo ao médico. Além do mais, todos diziam as mesmas palavras estranhas e indecifráveis que os outros diziam. E nunca dava em nada.

- Você está muito quente, Peter! - Exclamei.

- Somos brasileiros, somos quentes - Ele brincou, mas eu não estava no ritmo de brincadeira.

Bom, fodam-se eles, eu pensava. Cuidaria de Peter quando ele ficasse tremendo, não sei por quê. Seu temperamento havia mudado drasticamente, de uma hora para outra, mas isso não era bipolaridade, eu havia pesquisado no Google.
Na verdade, essa febre constante de 42º graus, não me dizia nada, as tremedeiras dele quando ficava muito bravo, também não fazia sentido, as constantes mudanças de temperamento muito menos.
Meu celular tocou quando entrei no meu quarto. Era minha mãe. Peter me fez jurar de pé juntos, jurar pelos meus preciosos pincéis e tintas, que eu não contaria nada para ela. Mas a coisa estava fugindo do controle!

-Oi, mãe! - Atendi (N/A: O que estiver em negrito, de agora em diante, serão as conversas em português)
-Filha! Então, como estão as coisas ai? - Ela perguntou eufórica.
-Bem. É…estão bem - Eu disse. Minha mãe sempre exigiu inglês fluente para nós, já que nosso pai morava em La Push e tínhamos - nos 13 anos de idade - que ligar todo dia para ele.
- Hmm... conheço esse "Bem. É…estão bem". O que houve? - Ela perguntou, sempre tão perceptiva.

Bom isso é para o bem de Peter, pensei, minha mente já justificando e inventando mentiras para contar ao Peter.

- É o Peter, mãe. Ele está com febre a mais ou menos um mês, tem constantes mudanças no humor, de bravo para furioso, de furioso para assassino, e fora que sempre quando ele tem esses ataques ele começa a tremer, que só quando eu dou uns tapinhas na cara dele é que ele se acalma. – Expliquei. Talvez Peter seja masoquista e eu nem sabia!

Minha mãe ficou em silêncio por um tempo. Mordi os lábios nervosamente.

- Eu vou ligar para o pai de vocês, depois eu retorno - Ela disse. O que meu pai tinha a ver com isso!? Eu ia perguntar, mas a ligação caiu, quando olhei no visor do celular, estava sem sinal! Como assim?! Lá fora caia o mundo.

- Maninha! Meu Deus, o mundo está acabando lá fora! - Peter entrou sorrindo pra mim.

- Não sabe bater, não? – Perguntei. Já pensou se ele me pega na conversa com a minha mãe?! Eu tô morta, na certa.

Peter me lançou um sorriso envergonhado.
Ele tinha muito da minha mãe, os cabelos loiros, os olhos azuis safira, a pele branca que nem algodão, mas pegou o físico do meu pai - pelo menos em seus anos de juventude -, onde ele era musculoso e tinha lindas ondulações em seu peitoral.
Sim, eu sou irmã dele, mas qual é! Não sou cega!
Peter era irmão gêmeo de Afrodite, minha outra irmã, linda também. Loira, olhos azuis profundos, corpo escultural. Fazia tempo que eu não falava com ela, embora todas as vezes que falava me divertia muito. Meu outro irmão - infelizmente meu gêmeo - Drake estava com Afrodite em La Push.
Sim, ô mãezinha pra ter gêmeos!
Eu puxei mais o lado do meu pai, os cabelos negros, descendo em ondas suaves até um pouco abaixo do meu ombro. Eles têm um ar de bagunçado, propositadamente, às vezes, mas mesmo que eu quisesse, ele não mudaria esse estilo. Eu não me importo, até gosto um pouco (N/A: Imaginem o cabelo da Ke$ha, então desse jeito só que castanho), os olhos são um misto de mãe e pai, eles são castanhos, mas nas bordas, um pequeno filete de azul safira profundo. Chamam a atenção de dia, pois em certos momentos esse filete passa para um mais grosso, deixando sua marca. Minha pele é igual a da minha mãe, se não mais, sou beeem branca mesmo. O corpo - o que eu tenho certeza que é coisa da parte da família de meu pai -, é, não querendo me exibir, mas escultural, como o de Afrodite, embora ela seja uma mulher agora.

- Bom, eu só passei aqui para ver se você estava bem. - Ele disse. - Sei que morre de medo de trovões. Rolei meus olhos.

- Esses detalhe você guarda pra você mesmo, Peter. Não pode ficar espalhando isso por ai - Brinquei com ele. Peter riu.

- Ok, a mamãe ligou? - Ele perguntou, pegando uma maçã na mesa de decoração. Tentei fazer uma cara de desentendida.

- É, só para saber se já tínhamos chegado, mas a ligação caiu, meu celular ficou sem sinal. - Eu disse fazendo uma careta para o meu celular.

- Só isso, mesmo? - Ele perguntou. Esse era o ruim de ser tão próxima de um irmão! Peter me conhecia melhor do que eu mesma!

- Aham. - Murmurei, me virando de costas e arrumando minha mala.

- Scoz! - Ele disse. - O que você falou pra ela?!
Olhei pra trás e as mãos de Peter tremiam um pouco. Ah, merda!

- Er... nada demais... só que... ah! Não sei mentir pra você. Bom, eu contei resumidamente tudo o que está acontecendo com você - Eu disse. Peter me olhou furioso, os tremores aumentando.

- Peter, pára com isso! - Eu disse, dando uns tapas nele - Foi para o seu bem, ok!? Eu só quero seu bem. - Sussurrei a última parte. Peter relaxou os ombros. - Eu odeio te ver doente, bravo e tremendo, eu tinha que fazer alguma coisa. Ele me abraçou, seu corpo muito quente.

- Ah, maninha! - Ele disse. - Eu vou ficar bem, provavelmente não é nada.



Mais alguns dias se passaram, eu tinha feito em Paris uma nova tattoo. Sim, contando com a nova eu tinha três tatuagens e um piercing.
Eu tinha uma no pulso, o símbolo do infinito. Uma um pouco atrás da orelha, uma estrela azul safira. E a minha nova, era uma estrela grande no meu ombro, o que super combinava comigo.
Meu trabalho era a melhor coisa, eu me sentia leve pintando, deixando meus sentimentos fluírem, e construir essas paisagens, que eu tanto desenhava, era a melhor coisa.
Mas é claro que felicidade de pobre dura pouco, depois da segunda semana, minha mãe finalmente conseguiu me ligar. Ela disse que o celular dela tinha parado de fazer ligação quando ela ficou fuçando nele e trocou para a Linha 2, sendo que não existia uma Linha 2.
- Filha, você e seu irmão terão que voltar agora mesmo... para La Push! - Ela dissera. No inicio eu protestei até a morte. Eu e Peter. Tanto é que quando as passagens chegaram, nós só embarcamos cinco dias depois, já que ela dissera que eu ainda era de menor e para Louis seria fácil, fácil me tirar daqui.
Chegamos em Seattle, e a coisa era dirigir até La Push. Estranhamente já tinha um carro alugado para nós, na verdade era o meu carro, que eu usava quando fomos de NY para L.A.
#FlashBack off#

As coisas se tornaram ruins quando passamos por Forks, no carro Peter esbravejava comigo, dizendo que era tudo minha culpa, e foi quando os tremores começaram, e ele começou a reclamar de que estava tudo muito quente.
Fiquei - pela primeira vez na vida - aliviada ao ver as primeiras casinhas de La Push.
Eu não me lembrava muito bem onde era a casa do meu pai. Mas quando entramos em uma vila que eu me lembrava apenas até ali, avistei Drake, o rosto ansioso. Ele abriu a porta do passageiro, já que Peter se contorcia deitado no banco detrás.

- Vai, rápido! - Drake mandou - É a ultima casa. O olhei atonita, Drake estava diferente mais... forte.

- PISA FUNDO! - Ele gritou olhando pra Peter.

- Idiota - Murmurei pisando fundo, ainda bem que o carro era 1.8.

Corri para a casa, freiando bruscamente ao avistar a casa do meu pai, a chuva caia forte em La Push, como sempre.
Drake saiu do carro, abriu a porta traseira e jogou Peter - que era muito maior que ele e mais pesado - nos ombros. Quando olhei para a varanda, estava cheia de meninos Quileutes.
Mas que merda era aquela?! Afrodite estava no meio deles, o rosto sério.

- O que esta acontecendo com ele? - Eu perguntei, enquanto os outros meninos ajudavam Drake a carregar Peter para os fundos. - Hey! Soltem ele! - Eu disse correndo atrás dele, mas braços quentes seguraram minha cintura. - MAS QUE MERDA! ME SOLTA, CARALHO!

- Mais que boca suja! - Afrodite disse atrás de mim, tentei lutar contra ela, mas foi em vão. Ela estava estranhamente muito forte. - Eles vão cuidar dele, .

- No meio do mato?! - Perguntei, uma angustia crescendo em meu peito, meus olhos ficaram marejados, o que estava acontecendo com meu irmão?!

- Vem, vamos pra dentro - Afrodite disse, me rebocando.

- NÃO! Afrodite, me solta! - Eu lutava, soluços escapando pela minha garganta, eu estava em desespero, cadê o Peter?! Era só nisso que eu pensava. Pete, Peter. Meu irmão.

- Pare, ! - Minha irmã disse.

Ela me levou pra dentro de casa, aonde tinha alguns meninos ali. Eu bufei, tentando - inutilmente - passar por Afrodite.

- Filha, se acalme! - Escutei a voz grossa de meu pai atrás de mim.

- Se acalmar o caralho! - Gritei, me virando pra encara-lo, percebi que os meninos pararam de assistir a TV, e me olharam alarmados. - É melhor mandar aqueles meninos devolverem meu irmão agora mesmo! Mais que merda! Eu nem queria estar aqui! – Soltei. Percebi que meu pai se encolheu. Ótimo, eu o ofendera. Mas que maravilha.

- Ele está bem, . - Afrodite disse se sentando no colo de um menino. A fuzilei com os olhos.

- Pra você está tudo bem - eu disse entre dentes. Eu não sabia por que, mas uma angústia crescia dentro do meu peito. - Pra onde o levaram?

- Ele está com o Sam, Paul, Jared e Drake, relaxa ok? Eles são bons, vão ajudar seu irmão. - Meu pai disse.

- Ajudar em quê?! Essa é a pergunta - Eu disse. Kevin olhou para o lado e suspirou.

- Não vai me responder, não é? - Eu disse. - ARGH! Eu odeio esse lugar! - Eu disse marchando para o meu antigo quarto. Minhas coisas já estavam lá, eu estava toda molhada, mas não liguei.

- Ela vai ficar bem, você sabe que ela é tão geniosa quanto você - escutei Afrodite confortando meu pai.

- Eu sei, o ruim vai ser manter o segredo. – Escutei ele falar. Que segredo?!

- Idiotas, todos eles - resmungou.

Comecei a andar pelo meu quarto, só não roía as unhas, por que as prezava.

Escutei a porta se fechar, abri a minha e desci as escadas correndo. Peter estava parado na porta, sorridente.

- ! - Ele disse sorrindo aliviado. Estreitei meus olhos.

- Mas, você... você estava...tremendo...eles... - Eu dizia coisas desconexas.

- Eu tô bem maninha, Sam disse que isso geralmente afeta os meninos de La Push em uma certa idade. Então me levou para a casa dos anciões, que tem um médico especializado nisso, e ele me deu o medicamento. - Peter disse, natural demais. Conhecia meu irmão. Os que o tinham levado, me olhavam sorrindo angelicais demais.

- Jura? - Eu disse sorrindo levemente, serena - E cadê seu medicamento? - Perguntei levantando uma sobrancelha. O sorriso de Peter morreu em sua cara.

- Hm... ah, droga! Acho que esquecemos lá - Ele disse. Ainda não me convenci.

- Ok, pode deixar que eu vou buscar pra você, irmão querido, tenho certeza que esta cansado de toda essa doença La Pushiana - Eu disse, indo sair pela porta.

- Sugiro que você pegue o remédio amanhã, . - Um homem - que suspeitei ser Sam - me impediu.

- E você é? - Eu disse unindo as minha sobrancelhas.

- Sam Uley - Ele disse. Na mosca!

- Bom, Sam Uley - eu disse me soltando dele - Eu sugiro que você vai tomar no...

- Como é engraçadinha essa menina! - Peter me cortou, tapando a minha boca e me puxando pra ele. - Cala a boca, menina. - ele sussurrou no meu ouvido. Murmurei algo como " me solta ". Peter me largou. Olhei para todos em volta. Estreitei meus olhos.

- Só mais uma coisinha, ok? - Eu disse para Peter, que assentiu cauteloso - Se você está tão bem assim, por que ainda tem febre? Alem do mais, faz mais ou menos uma hora desde que eu te vi no carro tremendo. Peter suspirou.

- O efeito demora a passar, filha deixe seu irmão - Meu pai disse.

- Ah, que saber, que se foda - Eu disse indo pra cozinha. - Estou com fome. Escutei a risada estrondosa de Peter.

- Então, a boa filha a casa torna. - Drake me zoou, tenho certeza que só por que os amigos dele estavam lá. Soltei um risinho.

- O que é tão engraçado? - Drake disse. Eu o odiava, e sabia que o sentimento era recíproco.

- Você continua com a mesma mentalidade da última vez que eu te vi, querendo se mostrar para os seus amiguinhos - Expliquei.

Drake uniu as sobrancelhar. Os olhos totalmente castanhos me fitando com interesse.

- Mas a ultima vez que você me viu foi quando tínhamos 10 anos - Ele disse.

- É, bom, então diminua mais nove anos, e dá o resultado da sua mentalidade - Eu disse, indo pra sala, onde Peter estava.

- Mas ai fica dois anos! - Drake disse fazendo careta. O olhei atónita.

- Esse menino tem ido pra escola? - Perguntei para Afrodite.

- Sim - ela respondeu, também atónita.

- Seria segundo ano, certo? - Eu perguntei. Como não ia pra escola, nem sabia que série estava, minha mãe buscava nas escolas o que aprendiam agora, e me mandava o nome dos livros, para que eu treinasse, e depois mandava Peter me fazer uma prova, se eu passasse eu continuava a viajar, se não eu voltava para o Brasil e ia pra escola. Peter sempre levou isso muito a sério sendo bem rígido comigo nesse ponto.

- Sim - Ela respondeu.

- Pai, coloca ele de volta no primário - Murmurei, dando uma mordida na maçã. Peter riu novamente e me abraçou.

- Essa é minha maninha - Ele disse.

- Cai fora - Eu disse tentando me soltar dele, eu nunca fui muito de contato físico. - Então, quem são eles? - Perguntei me referindo à aglomeração de meninos na sala.

- Esse são Seth e Leah Clearwater - Meu pai disse, indicando um menino que parecia ter 15 anos, e uma mulher que parecia ter a idade de Afrodite, se não mais velha. - Esse é Embry Call... namorado da sua irmã. - Ele disse fazendo uma careta. - Jared, Paul e Quil Ateara. - Ele disse, indicando outros meninos, Paul me olhava de modo malicioso, o que me fez fazer uma leve careta. - E o Sam, que você foi tão educada - Meu pai ironizou.

Mas Sam não me olhava com raiva, ele me olhava sereno, como se eu quase não o tivesse mandado tomar no cú. Todos da sala riram.

- Bom, temos que ir. - Sam disse.

- Até mais, - Seth disse, embromando no meu nome. - Que nome difícil.

- Não é difícil! - Me queixei. Ele riu, então ficou só nossa família mesmo na sala. Olhei pra Afrodite, que tinha uma tatuagem no ombro. - Nossa, que tatuagem é essa?! - Eu disse sorrindo.

- Linda, não? - Ela disse, mas eu havia percebido que os outros também tinham esta tatuagem. Fui toca-la com a minha mãe direita, foi quando a minha tatuagem, o símbolo do infinito, ficou a mostra. - E o que é isso, dona ?! - Ela disse, puxando meu braço com, no mínimo, violência.

- AI! - Eu disse, ela quase arrancou meu braço. - Pai, você esta dando esteróides para ela? - Me queixei, mas meu pai tinha a expressão carrancuda.

- Uma tatuagem? - Ele disse.

- Na verdade ela tem mais duas. - Peter comentou da cozinha.

- Peter! Essas coisas ficam entre nós! - Eu disse fazendo cara feia.

- E um piercing!? - Meu pai disse, olhando para o meu nariz, onde tinha uma argolinha prata que super combinava comigo.

- Eu tenho outro em lugares aonde o sol não pega, também. - Brinquei. Meu pai arregalou os olhos - Tô de brinks, pai! - Ele suspirou aliviado.

- Sua mãe sabe sobre isso? - Ele disse. Assenti.

- Menos sobre a nova tatto, que ela fez em Paris. - Peter disse de boca cheia, aparecendo só sua cabeça na cozinha.

- Peter, continua falando que eu vou soltar seus podres também. - Eu disse erguendo uma sobrancelha. Peter se calou.

- Ah! Deixa eu ver as outras?! - Minha irmã disse.

Assenti, puxando a blusa, descendo uma manga para mostrar a do ombro, fazendo Afrodite suspirar.

- Nossa, amei! - Ela disse. Então mostrei a que tinha atrás da orelha. - Linda! Ah, eu acho que vou também fazer uma ai, se você não se importar. Rolei os olhos.

- à vontade - Eu disse. Então bocejei. - Eu vou dormir, não me acordem antes das duas da tarde. - Eu disse subindo para o meu quarto.

Não sabia quanto tempo íamos ficar aqui, e isso me irritava profundamente. Tomei um relaxante banho, lavando os cabelos. Então voltei para o meu quarto, colocando uma calça larga moletom cinza, uma blusa regata branca e me jogando na cama, adormecendo rapidamente.


Acordei com alguém batendo na porta insistentemente.
Não se cansem, eu abro a merda da porta, pensei. Lavei o rosto, escovei rapidamente os dentes e fui abrir a porta. Alguém tocou a campainha.

- JA VAI! - MERDA, acrescentei mentalmente. Abri a porta fazendo o máximo de barulho que eu conseguia.

- O que é!? - Perguntei curta e grossa, olhando para baixo. Então quando se fez silêncio, olhei impaciente pra cima. Um deus grego estava na minha porta, me olhando de olhos arregalados.

- E então, quem é você?! - Perguntei impaciente, tentando fugir de seus olhos intensos.

- Ja...Jacob Black - Ele disse meio que com dificuldade.

Olhei com uma cara de "Então, o que você quer, meu filho?".

- Er... ? É você mesmo? - Ele perguntou. Foi quando me toquei, Jacob Black, esse nome me parecia familiar. Estreitei meus olhos, e pendi minha cabeça de lado.

- Calma aí, Jacob Black. Filho do Billy?! - Eu disse, sorrindo. Ele sorriu calmamente.

- Pensei que nem se lembrava mais de mim. - ele disse rindo.

- Jacob... você mudou... e muito. - Eu disse, olhando os músculos destacados dele, onde estava coberto pela camisa preta.

- Eu que o diga! - Ele disse me medindo. É claro que eu corei.

- Mas tenho certeza que você não veio aqui só pra me ver. - Eu supus. Ele sorriu envergonhado.

- Peter está? - Ele perguntou. Jacob e Peter eram grandes amigos, desde a infância.

- Acho que sim, vou chamá-la...hmmm... entra. - Eu disse, então subi correndo para o quarto de Peter. Ele estava jogado na cama. - Peter, seu brutamontes, acorda você tem visitas! - O chacoalhei.

- Seja quem for, mande ir se fuder. - Ele murmurou.

- Até se for, Jacob? - Perguntei.

Jamais mandaria um Deus como aquele ir se fuder! Peter pulou da cama. Sério, as vezes acho que Peter se daria bem com gay.

- O distraia até eu terminar de usar o banheiro - Ele disse. Claro, eu sempre sou a isca.
Desci as escadas.

- Ele já esta vindo. - Eu disse meio sem graça, Jacob estava encostado na soleira da porta da cozinha.

- Ok. - ele disse. Ficamos brevemente em um silêncio tenso.

- Então, fiquei sabendo que você quase mandou Sam ir para aquele lugar. - Jacob disse. Rolei meus olhos e deixei um riso trêmulo e nervoso escapar por meus lábios.

- É, vamos dizer que ele não me pegou em uma hora que eu estava doce e gentil, como sempre sou. - eu disse sorrindo e levantando rapidamente uma sobrancelha, como de costume. Jacob riu.

- Jake, cara! - Peter disse descendo as escadas. Eles se abraçaram. Rolei meus olhos. Homens!

- Eu vou me trocar. - Eu disse subindo as escadas de dois em dois, queria sair para ver se alguma coisa nesse lugar pacato tinha mudado.


Hoje estava realmente bem abafado, acho que era verão. Então coloquei um shorts curto, um top preto e jogando por cima uma blusa branca, com desenhos abstratos em néon. Ela caia de lado, expondo minha tatuagem. Calcei meu all star de cano longo - até o inicio da canela - preto e fiz um coque bagunçado, mas que ficou bem legal.
Peguei meu iPhone e desci as escadas, colocando um fone no ouvido e dando "play", aonde uma musica da Pixie Lott começou, Turn It Up. Desci as escadas cantando sem realmente sair o som. Fui pra cozinha.

- Ja vai sair? - Peter perguntou. - Não, não, você não vai sair com essa calcinha!

- Não é uma calcinha, é um shorts. Está abafado aqui, Peter. E outra, o shorts até que é grande, a blusa nem cobre ele todo, como cobre os outros shorts. - Me queixei pegando apenas uma torrada. Jacob riu dos ciúmes de Peter. - Vá se acostumando, Jacob. Peter vai ser ciumento assim com você.

- Eu hein. - Jacob disse, mas notei seus olhos passando por minhas coxas torneadas.

- Bom, eu já vou indo, que horas são mesmo? - Perguntei.

- 10:30 da manhã - Peter disse. Parei no meio do caminho pra porta.

- Tá de brincadeira, certo? - Me virei, eu nunca acordava a esse horário e era um saco acordar a esse horário, já que eu ficava cansada mais fácil e ia dormir mais cedo. Peter riu.

- Isso por que você não queria se acordada antes da duas - ele disse. Mandei um olhar assassino para Jacob.

- Valeu, Jacob - brinquei. Ele levantou as mãos em forma de rendimento.

- Aqui todo mundo acorda cedo. - Ele se justificou. Eu ri e rolei os olhos.

- Não sou todo mundo - Retruquei.

- Sim, será definitivamente a pessoa mais incomum aqui, já que tem piercing e tatoo. - Jacob disse.

- A aberração. - Ironizou. - Tô saindo. - Então saí pra fora, repirando fundo.
Comecei a caminha, vendo as crianças correrem para todos os lados, como se nenhum problema fosse acontecer.

Capitulo Três: Idéias

Jacob Black#

Não sei quanto tempo a passou naquele local, apenas olhando o mar. Ela admirava o horizonte, e eu tentava ver o que ela via, mas apenas via o mar, a ilha James e depois... Mais água.
Então seu celular tocou.

- Fala pai. – Ela disse suspirando. – O que?! Trabalhar na loja? – Ela suspirou e passou a mão nos cabelos. – Ok, certo... Como assim, eu vou pra escola?! Nem morta que eu vou pra escola... Não, não vou. Me dei bem sem escola desde a quinta série, não é agora que eu vou voltar... Pouco me importa o que você acha prudente, eu não vou mesmo... – Então ela bufou. – Ok estou indo pra sua “loja” agora mesmo. Por que pai, escola pra mim é chato, irritante, monótono e rotineiro.

Então desligou o celular.

- Era só o que me faltava. – Suspirou. – Pensei que ia ficar de boa aqui, e lá vou eu trabalhar.

Eu tive que rir do seu tom mimado. Ela deu meia volta e começou a andar, aonde era a galeria de Kevin.

Lá tinha – claro -, objetos para pesca, e também tinha uma seção de musica e objetos para fazer camping.
Era a melhor daqui de La Push, vivia cheia nos fins de semana. Coitada da .
Eu a segui de longe, minha cabeça bolava milhões de planos para me aproximar dela, mas eu corria o risco de Peter brigar comigo, e provavelmente a manda-lá para não sei aonde.
Continuei a acompanhando.
Talvez... Se eu pedisse para ela não contar a ninguém... Eu não ia deixá-la só por causa dos preconceitos de Peter. Não mesmo.

O mais confuso é que antes eu sempre imaginei isso como a pior e mais horrenda coisa do mundo, você não ter livre arbítrio para escolher quem amar. Então eu a encontro e minhas idéias começam a mudar. Lentamente.
Eu vejo a beleza em , me fascina o modo como ela passa as mãos no cabelo, ou quando – no curto momento que a observei – ela se empolgar muito com a música, e dança levemente, não se importando se tem alguém a vendo ou não.
O ruim era que isso veio tão rápido! Uma hora o meu amor por Bella me machucava, e agora eu já sinto o amor por Bella se esvaindo, enquanto meu corpo se prende à . Eram coisas difíceis de acompanhar, de entender. Mas não tem nada de horrendo nisso. Não tem nada de “sem escolhas”. Mas é claro que a dúvida ainda pairava sobre mim, a dúvida sobre Bella, o que aconteceria se ela ainda me quisesse por perto? Eu ainda continuaria com ela? Ou eu simplesmente diria “Olha, achei meu imprinting, siga sua vida que eu sigo a minha”, não eu ainda não me achava capaz de dizer isto à Bella. E isso era frustrante.

não demorou muito para chegar na galeria de seu pai, sendo recebida de braços abertos por ele. Percebi que não sabia como reagir, ela apenas sorriu para o pai.

- Vamos, vou te mostrar a galeria. – Ele disse sorrindo amplamente para ela. suspirou e assentiu.
Fiquei impaciente lá fora. Talvez eu pudesse entrar, pegar mais iscas ou alguma coisa de pesca para o meu pai, e falar com ela...
Não, tudo isso não era medo de Peter, mas ele estava certo, é possível eu machucar , com toda a loucura da minha vida.
Mas... se eu apenas tentasse! Um contato, é o que eu preciso. Senti uma vontade inexplicável de vê-la sorrir. Esperei Kevin sair da galeria, deixando com seus funcionários. Respirei fundo, era isso. Custe o que custasse, eu tentaria não machucá-la
Atravessei a movimentada rua do “centro” de La Push.
Entrei na loja e vi sentada no caixa, provavelmente seria seu trabalho. A galeria estava vazia, escrevia alguma coisa em um papel, talvez apenas rabiscando.
Rodei um pouco, procurando por alguma coisa que meu pai ainda não tivesse – o que era difícil. Mordi o lábio, eu era péssimo em me aproximar de meninas!
Suspirei e fui até o balcão.

- Oi, Jake! – me cumprimentou sorrindo torto. Sorri de volta.

- Er... hmm.. será que você pode me ajudar a achar um bom.. Cd? – perguntei olhando diretamente em seus olhos. Escutei o coração dela acelerar, ela respirou fundo uma vez e depois se levantou da onde estava.

- Que tipo de Cd, você gosta? – Ela perguntou, indo para o local aonde tinha muitos Cd’s. – Embora eu não acha que algum daqui é bom. – Ela murmurou mais para si mesma do que para mim.

- Eu não sei, algo animado mas nem tanto. – Eu disse, não tinha um gosto musical formado.

- Hmm... deixa eu ver. – Ela disse, mexendo nas pilhas de Cd’s, passando cada um. – Nossa, me admira que tenha esse estilo de mÚsica aqui... Bom, que tal Panic At The Disco? – ela disse, mostrando o Cd para mim.

Ótimo, nunca ouvi falar dessa banda. Ela pareceu notar.

- Já assistiu Garota Infernal? – ela perguntou.

Eu ri.

- Aquela aonde um tipo de demônio possui o corpo dela? Sim, já vi esse filme. – Eu disse, me lembrando de quando os garotos de La Push quiseram assistir, me lembro de Seth ficar cagando de medo por mais ou menos três dias, até Paul dar um susto tão grande no menino que ele deixou de ter medo... e passou a ter pavor. Tanto é que só de ouvir falar desse filme, ele já inventa uma desculpa e cai fora.
soltou uma curta risada.

- Bom, eles fazem parte da trilha sonora. – Ela disse, olhando o verso do Cd, aonde tinha as músicas.

Tentei passar o filme na minha cabeça, tentando me lembrar de ouvi-los, mas não deu muito certo.

- Ok, eu vou uma pôr música pra ver se você lembra. – Ela disse sorrindo, o rádio ao lado dos Cd’s deveria ser para isso mesmo. Então ela fuçou no rádio e a música tocou baixa.

- Qual o nome da musica? – Perguntei depois de um tempo ouvindo.

- New Perspective. – Ela disse sorrindo. – Ok, vamos tentar ver outro. – Ela disse rindo, enquanto via que eu não gostava muito da banda.

Não sei quanto tempo ficamos lá, ouvindo quase todo o estoque todo de músicas. Eu ria com os comentários que ela fazia sobre a banda, ou a letra da música, ou até mesmo o clip. Ela parecia gostar muito de música.

- Taylor Momsem? – Ela perguntou. – É meio dark, mas é legal.

- Nunca ouvi falar. – Eu disse.

- Ah, não acredito! – Ela disse. – Hmm.. talvez voce tenha ouvido falar o nome real da banda que é The Pretty Reckless – Ela disse.

Neguei com a cabeça .

- Ah, vamos lá! O que você houve, Jake? Sertanejo? – Ela disse rindo.

Rolei meus olhos.

- Não. É só que eu não tenho um gosto musical...formado, podemos dizer assim. – Eu disse sorrindo pra ela.

- Ok, então vamos construir seu gosto musical. – Ela disse, levatando uma sobrancelha em desafio.

- Ok, você quem manda. – Eu disse sorrindo mais pra ela.

Ficamos um tempo assim, nos olhando, inconscientemente eu me aproximei mais dela, querendo tocá-la. O coração dela acelerou, assim como o meu.
Ela engoliu em seco, sua respiração se acelerando. Toquei de leve sua bochecha, vendo ali esquentar e ficar em um lindo tom de rosa suave.
Me aproximei ainda mais, eu não pensava, apenas agia, era o que meu corpo precisava, mais do toque quente dela.
Agora meus dedos traçaram de leve seus lábios, que estavam entre abertos, então desceram para o pescoço, e depois indo para a nuca.
E como se despertasse de um transe, se afastou sorrindo levemente.

- Bom...er... vamos ver o que podemos.. er... fazer por você. – Ela disse se afastando e mexendo nos Cd’s.

- Er...é..ok. – Eu disse meio embaraçado pelo momento anterior.

- Guns’n Roses é muito bom. – Ela disse.

- Muito barulhento. – Eu disse, essa banda sim eu conhecia, Paul vivia escutando.

riu.

- Mas que cliente mais exigente! – Ela brincou comigo.

Rolei meus olhos, mas não pude evitar o meio sorriso.

- Hmm... Fall Out Boys é muito bom também. – Ela disse me mostrando o Cd.

O peguei na mão sorrindo.

- Você recomenda esse? – Eu disse olhando as músicas.

- Esse álbum não, talvez... – Ela disse remexendo nas pilhas de Cd’s. – Ah, aqui, este sim na minha opnião é o melhor. Infinity on High.

Sorri pra ela.

- Ok, então é esse que eu vou levar. – Eu disse pegando o Cd e sorrindo para ela, que sorriu de volta.

O clima estava... como eu poderia dizer? No mínimo tenso.
Eu me perdi novamente em seus olhos, e o silêncio pairou entre nós, enquanto nos olhávamos.
Minha mão formigou para tocá-la novamente. E não me fiz de rogado, toquei novamente seu rosto, ganhando como recompensa um suspiro alto.
Me aproximei dela, aproximando mais nossos rostos. O meu coração e o dela aceleraram. Minha mão foi para a sua nuca, a puxando um pouco mais para mim, suas mãos fora para a minha nuca também, e vi que ela também queria.

- , consegui... – Alguém disse atrás de nós, se separou de mim rapidamente. – Desculpe, eu não queria atrapalhar nada.

Olhei para trás, bravo. Um menino loiro, que carregava uma caixa grande em seus braços. – Ah,me desculpe, eu....er... não queria atrapalhar. – Ele disse, sem graça.

Mais que merda! Eu estava tão perto de beijá-la!

- Hm... tudo bem, Brad. – Ela disse suspirando. – É só isso que você vai levar, Jacob?

Suspirei e voltei meu olhar pra ela, mas ela não me olhava. Ela olhava os outros Cd’s que ali tinham.

- É, é só isso. – Eu disse suspirando novamente. Ela assentiu, então nos encaminhou ao caixa, aonde ela ficava.

- Onze dólares. – Ela disse. Retirei o dinheiro e dei para ela.

- .. er… – Eu a queria convidar para sair, mas suspirei. – Obrigado.

Ela não me olhou.

- De nada. – Respondeu suspirando então começou a mexer em algumas folhas. Virei as costas e sai de lá.

Covarde!, minha mente gritava. É eu sei!
Fui para casa, Billy não estava lá, provavelmente estava na casa de Sue ou de Kevin.
Fui para o meu quarto, liguei o rádio e coloquei o novo Cd.
A primeira faixa começou, olhou no verso do Cd. Thriller,era o nome da música.
Mas não fiquei escutando por muito tempo, minha mente disparava à frente, pensando em várias maneiras de tornar tudo muito simples, mas as coisas estavam complicadas demais para simplificá-las.
Me remexi na minha cama. Uma grande parte de mim, a que estava dominando agora, não queria ceder muito a esse imprinting, uma estúpida teimosia que eu não sei da onde saia, mas uma parte que eu sabia que iria ganhar no final das contas, agradecia/me impulsionava, a aceitar esse imprinting.
Mas por enquanto, quando nada da minha vida – leia-se sentimentos – estivessem resolvidos o suficiente para que eu fizesse feliz, eu seguiria o conselho de Peter e me manteria afastado...se eu conseguisse.


Scoz #

Ok, estou morta, por favor traga meu caixão. Jacob Black quase me beijou!
OMG, OMG!
Respira fundo. Eu não sabia o que me deu, como se eu nunca tivesse beijado, menino bonito. Problema é que Jacob não é só bonito!

- Olha, eu espero não ter atrapalhado nada. – Brad disse, ele era o estoquista, meu pai tinha falado pra ele, se ele conseguia pegar a nova encomenda de pesca ou sei lá o quê. Já estava me cansando de suas desculpas, cada hora que ele subia aqui para pegar alguma coisa ele pedia desculpas.

- Ah.. er.. que nada. – Eu disse, rabiscando em uma folha. Era melhor mesmo nós não termos nos beijado, eu não queria criar raízes aqui, quanto antes fosse eu daria o fora daqui. Só esperaria Peter melhorar.

Dois homens entraram na galeria e ficaram olhando em volta. Suspirei, meu pai só me colocou aqui por que ele dizia que Brad era péssimo com números, então a filha-gênio entraria em cena. Rá, rá.
Eles voltaram com um balde de iscas e com uma vara de pescar.
Um deles sorriu abertamente pra mim. Dei um sorrisinho forçado. Disse o preço que era e fiquei esperando eles pagarem.

- Bom...er... Cadê o Kevin? – Um deles perguntou.

- Ele saiu. – Respondi o mais simpática que podia.

- É que ele sempre coloca na nossa conta... – Outro deles disse. Ah sim, esses eram os cara que meu pai disse que vinham hoje, mas ao que parece a conta deles nunca era paga.

- Bom, mas como eu sou nova aqui, não me informaram de conta nenhuma... então terá que ser esse mesmo o preço. – Eu disse pegando a nota deles.

- Que horas o Kevin volta? – Um deles perguntou, impaciente.

- Hoje ele não retorna. Então são setenta dólares. – Eu disse sorrindo “amigavelmente”.

Eles bufaram e pegaram a carteira. Colocaram com uma certa grosseria o dinheiro e saíram com suas compras. Caloteiro é um bicho folgado mesmo, compra sorrindo e quando é hora de pagar, paga de cara fechada!
Suspirei e guardei o dinheiro.

- Nossa, nem eu nem seu pai conseguimos tirar quinze pratas dele, e você tira setenta. – Brad disse rindo.

Dei de ombros.

- Não foi tão difícil assim. – Murmurei.

- Sabe...hoje o pessoal vai ir à um barzinho, em Port Angeles, tá afim? – Ele perguntou, encostando ao meu lado.

- Hmm... hoje eu não sou uma boa companhia, Brad, desculpe. – Eu disse dando um sorriso torto pra ele.

- Ah, garanto que você vai gostar. – Ele disse sorrindo.

- Quem sabe um outro dia. – Eu disse olhando o relógio. – Que horas que a galeria fecha?

- Às seis, porquê?

- Por que vai demorar. – Eu disse suspirando. Ou era isso ou ir para a escola. E eu odiei ir para a escola.

Ah sim, mas meu pai acha ‘prudente’ que eu vá, assim eu teria alguma coisa pra fazer. Mas para quê me matricular, sendo que eu não vou ficar muito tempo aqui? Não tem sentido. E além do mais, minha mãe já tinha me mandado os livros desse ano, era só estudar em casa.
O dia foi se arrastando, como se quisesse realmente me provocar. Hoje não teve muitos clientes, então eu passei o resto da tarde, organizando as pilhas de Cd em ordem de estilo musical. Até que não era tão ruim assim o arsenal de músicas por aqui, tenho certeza que Afrodite que opinou, já que tinha várias coisas da Britney Spears.

- Brad, você fecha a loja? – Perguntei, já era dez para as seis, e eu nem acreditava que passei o dia todo aqui! A não ser quando eu saia um pouco. Mas não tinha nada para ver aqui, a não ser a praia.

- Sim, eu sempre fecho a loja. Hey, , tem certeza que não quer ir? – Ele perguntou.

Assenti, me despedi e voltei andando pra casa mesmo, o céu não estava tão escuro.
Coloquei os fones de ouvido e fui andando e ouvindo musica. Sem querer, meus pensamentos foram para hoje de manhã, em como eu me diverti com o Jacob, enquanto ‘construía seu gosto musical’. Fora divertido.

Não crie raízes aqui, minha consciência me dizia.
Ah cala a boca, consciência!, pensei de volta.

Continuei o caminho para casa ao som do Panic At The Disco – Nine in the Afternoon.
Era a minha música preferida deles.
Não demorou muito para chegar em casa, as luzes da sala já estavam acesas, meu pai devia ter voltado da casa da Sue.
Entrei em casa com a maior cara de incomodada que consegui colocar na face. Ficar com meu pai, em um único ambiente não era minha prioridade.

- Er... filha, podemos conversar? – Meu pai perguntou, enquanto eu tentava passar de fininho pela sala. Suspirei, meu plano indo água a baixo.

- Ok. – Eu disse e retirei os fones de ouvido, fiquei encostada na parede da sala.

- Olha, eu sei que você não quer ficar aqui, e tudo mais. Mas...Bom, sua mãe ligou e...er... ela disse que Louis não está passando por um bom momento na empresa aonde ele trabalha, e...er... você terá que ficar mais algum tempo aqui. – Meu pai disse, meio hesitante.

Respirei fundo, controlando as coisas. Não queria machucar meu pai, não queria ficar aqui,mas não era motivo para machucar meu pai.

- Quanto tempo? – Perguntei.

- Er...acho que mais ou menos seis meses, para mais. – Ele disse.

- O QUÊ?! – Eu disse, tá legal, me pegaram desprevenida agora.

Nisso Peter, Afrodite e Drake entraram em casa.

- O que esta havendo? – Peter perguntou, passando os braços em meus ombros.

- Papai quer que nós fiquemos seis meses, para mais, aqui em La Push! – Eu disse indignada. Senti Peter se enrijecer, bom, um aliado pelo menos.

- Er... Maninha, eu acho uma boa. – Peter disse, me pegando de surpresa.

Eu o olhei, chocada.

- Tá de brincadeira, não é? – Eu disse.

Ele negou com a cabeça. Mas que merda!

- Peter. – Gemi o balançando de leve. – Vamos lá, você bateu a cabeça em algum lugar?

- Maninha, eu ainda nem...er...me recuperei. – Ele disse, mas não olhava pra mim, e sim para o nosso pai.

Então, com um ‘clic’, eu me liguei.

- Vocês estão mentindo! – Eu apontei, me afastando imediatamente de Peter, ele nunca mentira para mim, tinha certeza que se ele cometesse um assassinato ele me contaria e para mais ninguém. E eu sabia que isso me mimava.

- Olha, não é mentira, acho mesmo uma boa... – Peter começou.

- Cale a boca, Peter! – Eu disse – Você estava mentindo pra mim. Não vai ser apenas uns meses não é? – Eu disse, olhando para todos na sala. Eles não disseram nada, apenas me olharam, mas eu já sabia a resposta.

- Filha...

- Você também está mentindo para mim, Louis não está passando por dificuldade nenhuma na empresa dele! – Eu disse, eles realmente achariam que eu cairia nessa?! Faça meu favor!

Se eles ao menos dissessem ‘Olha querida, você passará um bom tempo aqui em La Push, por que um tempo com seu pai seria bom’, tudo bem, tinha certeza que minha mãe que falaria isso, mas mentir? Não mesmo. E que pelo menos soubessem mentir, não ficassem cheio de ‘er’, ‘hmm’, e derivados.
Meu pai ficou em silencio.
Então, Drake – como um retardado que ele é – começou a rir.

- Olha só a cara dela, da filinha do papai e da mamãe, sendo contrariada. – Ele ria. Eu estava tão nervosa, que fui até a cozinha, peguei uma frigideira e desci na cabeça de Drake, que parou de rir e me olhou atônito.

Mas ele sequer reclamou de dor...e foi uma puta frigideirada!

- Você.Me.Bateu.Com.Uma.Frigideira. – Drake disse pausadamente. Mas eu o olhava atônita, então Afrodite tentando ser sutil, mas é claro que não deu certo, beliscou de leve o Drake, que parecia ter se ligado.

-AI!AI! – Ele disse, colocando a mão na cabeça. – Porra, ! Doeu!

A raiva me tomava cada vez mais.

- Seu mentiroso! – Apontei que nem uma criancinha de cinco anos. –Qual é o problema dessa família? Bando de malucos! – Murmurei para mim mesma.

Pra quê tantas mentiras?! Não fazia sentido. Peter parecia bem demais para quem estava se recuperando e tudo mais...Foi ai que me lembrei, será que ele foi pegar o medicamento...?
Não, , não é hora para se preocupar com seu irmão, ele mentiu pra você, minha consciência dizia.
Fui para o banheiro, liguei meu chuveiro, mas a água desceu fria demais, franzi o cenho e abri mais o quente, continuou fria.
Uma leve batida na porta soou.

- Entra! – Eu disse. Foi quando o Drake surgiu na soleira da porta. Sorrindo malicioso.

- O chuveiro do seu quarto não pega, maninha, não mais. – Ele disse.

Trinquei meus dentes.

- Sai daqui, Drake! – Eu disse correndo atrás dele até ele sair do meu quarto. – Qual quer dia desses, eu acabo com essa sua manha na porrada, Drake! – Gritei pra ele, que riu.

Desliguei o chuveiro, peguei uma toalha e a minha roupa e fui para o banheiro que ficava do lado do meu quarto, aonde meu pai e Drake usavam.
Suspirei e liguei o chuveiro. É, não tinha outro jeito, eu teria que ficar.

Depois de um banho relaxante, me troquei, colocando para dormir a mesma roupa de ontem, e fui para o meu quarto. Mexi nas minhas malas, e achei as coisas de pintura.
Fui até a janela, aonde dava para a frente da casa, ou seja, para o meio do mato.
Suspirei. Ajeitei as coisas, como a tela, organizei os pincéis, tintas ao meu lado. Inspiração era o que não me faltava, mas eu precisava de alguma coisa, um tipo de ‘palavra-chave’. Olhei pela janela procurando alguma coisa, mas a única coisa que eu via era a floresta.
Não sei porquê, mas uma memória de quando eu era criança – um pouco sem sentido – veio na minha mente, quando minha mãe ainda morava aqui, e quando de noite meu pai contava para mim historias sobre as crenças dos Quileutes.
E uma em particular, que eu sempre gostei que era sobre os guerreiros-espiritos. Gostava quando ele contava que eles assustavam os invasores.
Mas rapidamente tirei isso da cabeça, então peguei o lápis e fiz um leve desenho na tela, para ter uma base de um homem – que veio a minha mente - , aonde aos poucos aderia sua forma forte – como os homens de La Push geralmente eram -, a postura serena, mas ao mesmo tempo mostrava agressividade. O homem em minha mente, mirava a lua com reverencia. E assim eu o fiz na tela, tentando deixar ao máximo como eu via em minha cabeça.
Depois de fazer o homem, em cima dele havia o seu espírito-guerreiro, em postura de defensiva, sua lança empunhada, mirava a frente, como se esperasse um ataque.
Fui me perdendo nas linhas do desenho, nas formas, nas expressões que eu tentava colocar. Segui mais para frente, fazendo o contorno da lua, então desci fazendo árvores em volta do homem, e um lago à sua frente.
Quando o trabalho do lápis estava feito, peguei o pincel e a tinta.
E quando eu ia pintar, escutei vozes no corredor.
Bom, digamos que sim, sou muito curiosa. Prendi a respiração, tentando escutar melhor.

- Você sabe o por que ela tem que ficar aqui, Peter. – Escutei a voz do meu pai. – Se acontecer com ela, ela terá o apoio da tribo. Se acontecer longe, ela pode causar muitos estragos.

Mordi o lábio. Era claro que Peter interviria por mim, sempre protetor. Como assim, se acontecer comigo?
Me lembrei de ontem, quando Peter explicou pra mim, que sua ‘doença’, era só uma coisa que acontecia com os garotos de La Push. O que eles escondiam? Peter não me contaria, isso era certo, se não já o tinha feito.

Esqueça isso, !, minha consciência disse.
Tem como cuidar da sua vida?, respondi/perguntei.

OMG! Estou falando comigo mesma, isso nunca é um bom sinal. Nunca é um bom sinal.
Resolvi deixar para lá. E voltei ao meu quadro.


Capitulo Quatro: Teorias.

SCOZ#

Acordei meio grogue. Dormi muito mal nessa noite, tendo pesadelos com guerreiros perseguindo alguma coisa.
Fui até o banheiro onde, pelo menos, a torneira da pia funcionava. Eu tinha que mandar meu pai arrumar aquilo! Escovei meus dentes e fui até o quarto, me trocar para ir trabalhar. Remexi nas minhas malas, uma hora eu teria que desfazê-las. Peguei uma calça jeans skinny, uma camisa xadrez, coloquei uma jaqueta de couro bem quente por cima, e meu tênis da Nike, preto, de cano alto.
Desci as escadas remexendo no meu celular, e o cheiro de café logo acordou meu estômago, que reclamou de fome, já que eu não jantara ontem.

- Bom dia, filha. – Meu pai disse, dando um largo sorriso para mim. Eu sabia que ele gostava de ter eu e Peter aqui em casa, Peter amava ficar aqui, menos eu.

- Bom dia, pai. – Eu disse. Nada contra a cidade ou coisa do tipo, longe disso. Mas eu gostava de ficar em lugares históricos, onde teria alguma coisa para descobrir ou redescobrir, ou até mesmo visitar. Mas a única coisa histórica que tinha aqui era a praia, conhecida por suas baleias e tudo mais.

Mas nunca fui muito ambientalista. Eu deixava essa função para Afrodite, não sei como ela não foi parar no Greenpeace.
Peguei um pouco de bacon e ovos mexidos.

- Você tem noção de quantos porcos morrem por isso? – Afrodite disse, fazendo uma careta.

- Não, e nem quero saber. – Comentei. Afordite rolou os olhos.

- Você é impossível. – Ela disse, então comemos em silêncio...calma ai! Silêncio? Nunca teve silêncio nessa casa desde que cheguei aqui...

- Cadê o Drake? – Perguntei, olhando em voltar.

- Ele...saiu cedo com o Sam. – Afrodite disse, tomando o suco que ela mesma fizera.

Rolei meus olhos.

- Ou seja, ele foi andar pra não sei onde com o Sam ontem de noite, e não voltou até agora. – Eu corrigi – Só uma coisa, vocês são péssimos mentirosos. – Eu disse sorrindo de canto.

Peguei uma maria-chiquinha do bolso da minha jaqueta e prendi meu cabelo em um coque frouxo.

- Cadê o Peter? – Perguntei, alias cadê a família?! Americanos geralmente não comem juntos?

- Dormindo. – Afrodite disse. Tomei rapidamente meu café da manha e me levantei.

- Bom, eu to indo pra galeria, ok pai? – Eu disse.

- Ok, eu te encontro lá... Filha a semana que vem eu quero que você pare de ir para a galeria e estude mais, eu ainda não me conformo como você não precisa de uma escola. – Ele disse, passando manteiga em sua torrada.

Dei de ombros.

- Ok, pode ser. – Eu disse. Era uma boa caminhada daqui até a galeria, mas era bom andar por aqui. Hoje estava bem frio, choveu forte ontem, trazendo novamente o frio.

Olhei ao redor, estava com uma estranha sensação de ser vigiada. Suspirei e balancei a cabeça. Devia ser minha imaginação.

Você não é o centro do mundo, . – Minha consciência disse.

Trinquei meus dentes, eu não iria responder, não queria bancar a louca.
Algumas crianças corriam pela vizinhança, rindo alto com seus pais. A vida aqui parecia ser bem tranqüila e monótona, o sentimento de segurança pairava no ar, era quase palpável. Acho que era por isso que meu pai nunca mais saiu daqui, já que ele nasceu aqui e provavelmente vai morrer aqui. Não é maldade, é a verdade.
Resolvi dar uma passada na praia, tinha certeza que nesse horário a galeria não precisaria tanto de mim, nem tinha movimento lá. Me sentei na areia novamente, olhando o céu cinza e triste, a cor do mar escura e sem vida. Acho que era por isso que eu não gostava daqui, não tinha vida, não tinha cor, não tinha nada!

- Sempre solitária? – Uma voz rouca disse ao meu lado. Olhei sobressaltada para o lado, encontrando a forma de Jacob, me encarando e sorrindo.

- Esta me seguindo? – Perguntei. Ele riu pra valer.

- Posso te fazer companhia?

Dei de ombros.

- Mas já vou avisando, não vou ficar por muito tempo aqui. – Eu disse, Jacob se sentou do meu lado quietamente.

- O que você vê nessa praia? – Ele disse, o olhei confusa pela pergunta. Por fim dei de ombros.

- Ela é calma, sem cor nem nada, mas é calma. Aqui eu posso pensar. – Admiti, não sei por quê, mas com Jacob eu me sentia mais segura, com um suspiro inquieto eu espantei esse sentimento, eu estava ficando maluca, só podia ser.

- Entendo. – Ele disse, olhando o horizonte.

- E você, o que faz aqui? – Perguntei o olhando timidamente. Jacob era lindo, moreno, um sorriso devastador, cabelos curtos e arrepiados, olhos negros e simpáticos, e eu nem vou comentar do corpo musculoso dele...OK, acho que preciso de um banho de mar, já que a água aqui deveria ser abaixo de zero. E mesmo assim, eu não via um monte de meninas correndo atrás dele, e nem ele delas.
Eu podia sentir o calor que o corpo de Jacob emanava, era avassalador e confortante.
Ele deu de ombros.

- Eu só estava de passagem, andando pelo estacionamento, foi quando te vi aqui sentada, achei que seria uma boa companhia. – Ele disse, olhando para a frente, parecia tímido e se eu não me achasse louca o suficiente para imaginar isso, podia jurar que ele corou um pouco.

- Hmm... – murmurou – Gosto da sua companhia.

Merda! Eu e minha grande boca! Eu queria ter um controle universal, voltar no tempo e apagar o que eu fiz. Seria tão bom!
Ficamos mais um tempinho em silêncio, foi quando resolvi me deitar, não me importando com a areia que sujaria a minha jaqueta ou o meu cabelo. Jacob se deitou ao meu lado.

- O que vocês ficam fazendo por ai? – Perguntei. Jacob me olhou confuso. – Vocês e o Sam. Eu quero dizer, Peter estava doente alguns dias atrás, então ele parece muito bem, bem demais até, e...não que eu ligue, mas as pessoas que foram ontem na galeria, comentaram algo sobre Peter agora andar com Sam... e vamos dizer que a reputação de Sam aqui é duvidosa. – Eu disse. Esperava não estar falando demais, eu sempre falava demais quando ficava nervosa.

Jacob soltou um risinho.

- Bobagem, não liga para o que essas pessoas dizem. Peter só esta se inteirando melhor – Jacob disse sorrindo, lindamente, para mim.

Retribui o sorriso.

- Vocês são estranhos. – Comentei depois de um tempo.

- Porquê? – Jacob perguntou, sobressaltado. Dei de ombros.

- Não tenho uma justificativa plausível. – Eu disse rindo. Jacob fez uma leve careta. Um vento super frio passou por mim, me fazendo temer.

- Você deveria estar mais agasalhada. – Ele disse, um olhar de censura, rolei meus olhos.

- Olha, acho que você deve comprar um espelho, já que você está de camisa e shorts. – Eu disse, em um tom petulante. Jacob riu alto.

- Vem cá. – Ele disse, me puxando para os seus braços. No início eu fiquei muito tensa, em um momento eu estava deitada na areia, e no outro estava com a cabeça em seu ombro, e seus braços me rodeando.

Eu percebi que ele ficou tenso por que eu fiquei tensa. Mas o calor de seu corpo era convidativo, então fui relaxando aos poucos.
A noite mal dormida agora fazia efeito. Eu tentei lutar contra o sono, mas quando Jacob começou a fazer um leve carinho em meus cabelos, o sono foi ganhando território, e meus olhos se fechando aos poucos.

Abri meus olhos assustada, olhei em volta, Jacob dormia quietamente, e OMG! Eu tinha dormido! Eu dormi! Ai, mais que mico! Que king-kong!
O céu continuava no mesmo tom cinza. Peguei meu celular e olhei no visor. PUTA QUE PARIU! Já era duas da tarde!

- Merda! – murmurou, tentei me levantar sem acordá-lo, eu já estava bem quente, minha nuca começara a suar. Um vento frio bateu em mim, levantei sem sucesso.

- Aonde você vai? – Jacob perguntou, se sentando, eu fiquei de pé.

- Tenho que ir. – Eu disse, então comecei a andar apressadamente para a galeria do meu pai, ele deveria estar louco atrás de mim.

- Como assim, você tem que ir? – Jacob disse, me acompanhando facilmente, eu quase corria .

- Eu tinha que estar na galeria desde manhã, e agora já é duas da tarde, Jacob! – Eu disse, parando apenas para atravessar a movimentada rua.

- Ah, entendi. – Ele disse, atravessei a rua. – . – Ele me chamou, puxando meu braço e me fazendo parar e olhá-lo. – Vamos sair? Quero dizer...um cinema em Port Angeles? – Ele perguntou, coçando a cabeça. Mordi o lábio inferior.

Quando eu fui responder escutei a voz de Peter.

- SCOZ! – Ele gritou comigo. Ih! Falou o nome inteiro, ele não devia estar muito feliz com o meu sumiço. Jacob enrigeceu ao meu lado. – Aonde você... – Peter disse, mas parou e olhou para Jacob incrédulo – O que você esta fazendo aqui, Black?! – Ele disse.

PÁRA TUDO! Peter e Jacob não era melhores amigos ou sei lá o quê?

- Ele só estava fazendo companhia pra mim na praia, Peter. – Eu disse – Só que como ontem eu não dormi muito bem, eu...hmm...acabei dormindo, acordei agora e vim o mais rápido que pude. – Tentei defender Jacob, mas quando admiti que tinha dormido, minhas bochechas ficaram da cor do sol e quente como o sol.

- E você estava com ele? – Peter disse com antagonismo na voz.

Rolei meus olhos.

- Obrigada, Jacob pela companhia. – Eu disse me virando e dando um leve beijo na bochecha dele. – Vem, Peter, vamos. – Eu disse o puxando.

- Não quero mais você com ele, entendeu? – Peter disse. O olhei atónita.

- Não se meta na minha vida particular, Peter. – Eu disse, brava.

- , ele tem namorada... – Peter disse.

- O quê!? – Eu disse incrédula.

- Quer dizer, não é a namorada dele, mas ele é apaixonado por ela, Isabella Swan, filha do...

- Eu sei de quem ela é filha. – Cuspi para Peter.

- Enfim, não quero que se machuque. A menina namora o Edward Cullen, e deixou Jacob de lado, mas ele ainda luta por ela. – Peter disse, com um tom sombrio na voz. – E você vai se machucar se envolvendo com ele, . – Então ele ficou um tempo em silêncio, e deu um sorriso malicioso. – Eu acho que ele só quer se divertir com você, já que não tem a Bella-preciosa dele. – Peter disse.

Peter parecia muito vingativo e sarcástico demais para reconhecê-lo.

- Pensei que Jacob fosse seu melhor amigo. – Eu disse, entrando na galeria do papai.

- Er...bom... – Peter começou a dizer coisas desconexas e a inventar desculpas.

- Ok, Peter. – Eu disse – Páre de ser tão malvado e hipócrita, eu sei cuidar de mim muito bem, ok?

Peter se calou durante um tempo.

- Eu tenho que ir. – Disse por fim. Depois que foi embora, foi a vez do meu pai de vir pegar no meu pé.

- Onde você estava, mocinha? Eu estava louco atrás de você, e você nem me ligou...

- Eu estava andando na praia com o Jacob, pai. – Eu o cortei, indo para trás do balcão – Perdi a hora, desculpe isso não vai se repetir.

Meu pai ficou um tempo em silêncio.

- Bom...Jacob, rum? – Ele disse. Rolei meus olhos. Como eu disse, um controle universal não seria nada ruim, assim eu pularia essa parte, e acabaria com a falação maldosa de Peter.

- Não é nada disso, pai. Eu estava por lá, ele também, acabamos nos encontrando e ficamos conversando. – Eu disse com indiferença. Embora na minha cabeça a cena seria diferente.

Eu estaria pulando e dizendo “Dormi nos braços dele! Dormi nos braços dele!”. Mas é claro que eu tive que me manter neutra, Peter já era muito xereta, meu pai então, ele poderia criar a revista de La Push. “La Push News”.
Assim ele teria a onde colocar as fofocas que ele ouvia. Ele, o Billy, e o avô do Quil Ateara.
Pareciam velinhas cochichando da vida alheia, não sabia como Sue agüentava.
Hoje até que teve mais movimento. Meu pai tinha trazido para mim os livros que minha mãe mandara. Eu estava fazendo algumas anotações no caderno, minhas idéias e o que eu entendia do que lia, depois eu veria com Peter se estava certo. Peter é inteligente, se lembra do que aprendeu na escola desde a oitava série. Embora as lembranças fossem um pouco vagas.

Inclinei um pouco a cabeça para o lado, estava estudando matemática, e tinha que confessar matemática nunca foi meu forte.
Larguei a caneta e os cadernos de lado. Jacob namorava? Estava apaixonado por outra? Então por que ele dava a intenção de que gostava de mim, ou queria ficar comigo?

Coisa de menino sua idiota! Vai no que o Peter diz, Jacob só quer te usar. – Minha consciência disse.

Sabe, gente desesperada escuta o que a consciência diz, gente inteligente e lúcida, não liga para ela. Principalmente se sua consciência só fala merda e sacanagem, ou dá os conselhos errados.
Esse era o meu caso.

Eu acho que ele só quer se divertir com você, já que não tem a Bella-preciosa dele. – As palavras de Peter invadiram a minha mente.

Eu não iria deixar menino nenhum simplesmente brincar comigo. Não deixei antes e não vou deixar agora! Isso estava decidido.
Mas se estava decidido, por que eu me sentia triste por Jacob amar outra menina?
‘Tá ai uma pergunta que ficará sem resposta.


Na semana seguinte



Frustração. Essa era a palavra-chave da minha semana passada. E no início dessa.
Peter estava cada vez mais paranóico, e estranho. Ficava resmungando pela casa como um velho rabugento. Eu e ele mal nos falávamos, ele vivia fora, não sei onde, com o Sam. Saia às seis e voltava bem tarde. Isso quando voltava!
Aparentemente lá em casa – além de mim – ninguém ligava. Afrodite era igual ao Peter, se bem que eu não duvidava nada que ela ficasse na casa de Embry fazendo sei lá o quê – sim, eu sei o que ela faz lá, mas prefiro pensar que não sei -, Drake...bom, Drake é um caso perdido mesmo, sempre foi. E eu não ligava nem um pouco se ele estava ou não em casa.
Como meu pai havia dito, eu tinha que ficar essa semana estudando, Peter sempre fazia as minhas ‘provas’, e ele levava isso muito a sério, parecia até um padrasto ou coisa do tipo. ´

Antigamente ele olhava as minhas anotações, para ver se eu realmente entendi a matéria, mas agora, com ele saindo o tempo todo, ele nem liga, passa por mim como se eu não estivesse na sala.
Eu sentia um ar de mistério na casa, e quando Afrodite, Drake e Peter voltavam de não sei onde com o Sam e seus discípulos, eles voltavam rindo, se divertindo e quando chegavam em casa, um ar de sigilo pairava sobre nós.
Eu me sentia uma intrusa ali, como se todo mundo soubesse de alguma coisa menos eu. Jacob também nunca mais me viu, e eu a ele. Não nos trombávamos mais, e quando eu falava dele para o Peter, perguntando como o Jacob estava, ele fechava a cara e dizia: “Fica longe dele, ! Está me ouvindo?! Se eu ver vocês dois juntos, você terá uma passagem só de ida para o Brasil.”.

Se fosse uma semana atrás, isso seria a melhor notícia do mundo, e eu praticamente me colaria ao Jacob se fosse necessário, mas agora...até que a vida aqui não era tão ruim. Eu tinha os pesadelos de sempre, variavam entre perseguição de alguma coisa, e da minha família se distanciando de mim, mas eu sabia que era só imaginação.
Acordei cedo, como de costume, e liguei para a minha mãe, eu precisava de um colo de mãe, mesmo que ele fosse por telefone.
Chamou. Chamou. Chamou. Mas ninguém atendeu, caindo na secretaria eletrônica.
Suspirei, ela deveria estar dormindo ou coisa do tipo.
Ligar para a Luciana também não adiantaria muito, mas tentei.
Luciana era a minha melhor amiga, nos conhecemos depois que eu fui embora de La Push com a minha mãe. Desde então somos amigas e mantemos constantemente contato. Nessas semanas eu não consegui falar com ela, eu não tinha paciência para ligar pra ela.
Mas resolvi tentar, ela era minha confidente, acreditava que talvez ela pudesse me ajudar.
Disquei seu número de celular.

(n/a: as frases que estiverem em negrito, serão as falar em português)

- Alô? – Luciana atendeu, a voz rouca e sonolenta.

- Amiga, sou eu a . – Eu disse com um alívio.

- Ah, vai a merda, ! Tá de madrugada e você vem me ligar? – Luciana disse impaciente.

Não pude deixar de rir, essa era a minha amiga!

- Ah, desculpe, se você não quer saber que eu estou em La Push, e com uma crise a ponto de me matar, tudo bem, eu te ligo no céu. – Dramatizei.

- Desculpa, amiga! – Ela disse rapidamente. – Pode falar, como assim, La Push?! Não é ai que seu pai mora? – Ela disse confusa.

Eu soltei um curto riso.

- Sim, isso mesmo. Lembra que eu te contei que Peter estava doente e tudo mais? Então, minha mãe nos mandou para cá, aparentemente era só uma doença que os meninos de La Push pegam, depois de certa idade. – Expliquei – Mas está tudo bem agora, ele está bem.

- Então por que você não volta para o Brasil, amiga? Eu sinto tanta sua falta, confi. – Ela disse chorosa.

Minha garganta se fechou.

- Eu também sinto sua falta, confi. – Eu disse suspirando – Não dá, minha mãe e meu pai, por algum motivo sigiloso, não querem me deixar voltar, e... eu meio que não quero voltar, a vida aqui é calma. – Dei de ombros. – Tranqüila.

Luciana riu do outro lado da linha.

- Quem é o gato que te prende ai, confi? – Ela disse rindo.

- Cale a boca, Luciana, não tem gato nenhum. – Eu disse geniosa.

Luciana riu ainda mais.

- Bom, e como está seu irmão gostoso, Drake Scoz? – Ela disse, maliciosa. Ela um dia viu a foto do Drake, que ele a Afrodite mandaram, e simplesmente gamou nele.

- ECA! – Eu disse – Luciana, você deixou cair algumas coisas.

- Que coisas? – Ela perguntou.

- Seu valor, orgulho e moral. – Eu disse seca. Luciana riu.

- Ah, amiga, ele é bem gato mesmo, mas tenho certeza que você não me ligou para falar do Drake- Gostosão. – Ela disse.

Rolei meus olhos, então comecei a explicar, como Peter estava estranho, toquei rapidamente no nome de Jacob, querendo evitar perguntas desnecessárias, mas o faro de Luciana era muito forte para a missão ter sucesso, então, pedi para ela primeiro escutar a história do Peter, e depois ela me atormentar com o Jacob.

- Ai, que bad, amiga. – Ela disse suspirando – Você já pensou que ele esteja envolvido com drogas?

Me assustei com isso, eu não tinha parado para pensar nessa hipótese!

- Não! Que nada! Peter não faz o tipo, confi. – Eu disse, tentando mais me convencer do que a Luciana.

- Olha, confi, você disse praticamente todas as coisas que acontecem com um menino que usa devido tipo de droga, o sono excessivo, a fome constante, ele tem agido estranho, volta tarde para casa...E pelo que você disse, o grupo desse Sam, não é visto muito bem pela sociedade de La Push. – Ela disse convicta de sua teoria.

Parei um pouco pra pensar.

- AI MEU DEUS! – Eu gritei. – Como o Peter pode usar drogas?! Como ele se perdeu! – Comecei a surtar, só que não a surtar em português ou inglês, e sim no pouco do Francês que eu sabia, na verdade estava tudo misturado.

- ! Não surta! Não surta! – Luciana disse do outro lado da linha, e tenho certeza que se ela estivesse aqui, provavelmente estaria me batendo, ou me chacoalhando. – Respira fundo, confi. – Ela disse, fiz o que ela pediu. – Agora tente se aproximar dele novamente. E... o que foi que você disse antes? Foi um mix de línguas que eu não consegui identificar uma palavra a não ser ‘perder’, e o nome de Peter. – Luciana disse rindo.

- Isso não é engraçado! – Eu disse exaltada. – Meu maninho, no mundo das drogas! Meu Deus, meu pai precisa saber disso!

- Confi! Se controla! Vai com calma com seu pai, vai que ele tem um ataque cardíaco e ai você fode com tudo, gata. – Luciana disse.

Respirei fundo.

- Ok, mais tarde eu te ligo, certo?– Eu disse.

- É, em um horário em que eu não esteja dormindo! – Ela praguejou. – Boa noite, confi.

- Bom dia, Lu. – Eu disse rindo, então desliguei o celular.

Fui no banheiro para tomar um banho. Sim, o chuveiro do meu quarto voltou! Para completo desgosto de Drake - há-há, chupa essa manga podre, maninho. Depois do banho, me vesti, colocando uma calça jeans, uma Max T-shirt branca com um tigre como estampa, e uma jaqueta de couro por cima, coloquei uma sapatilha de oncinha e baguncei um pouco mais meu cabelos. Eu não iria lava-los logo de manha, no frio que estava.
Desci as escadas indo para a cozinha, meu pai conversava na sala com...o Billy? O que ele fazia aqui tão cedo?

- Bom dia, pessoal. – Eu disse.

- Ah, bom dia, filha. – Meu pai disse sorrindo para mim como sempre. Ele estava tentando fazer de tudo para que eu ficasse feliz aqui, isso era evidente.

- Bom dia, . – Billy disse, sempre com um sorriso no rosto para mim. Simpatizei com o Billy, ele era legal e engraçado.

- Vocês vão pescar hoje? – Eu perguntei da cozinha, colocando um pouco de suco pra mim.

Me sentei no sofá, ao lado do meu pai, e cruzei as pernas, naquela famosa posição de índio que as professoras sempre pedem pras crianças.

- Er...sim, mas se você quiser eu posso ficar com você, já que seus irmãos...hmm... não vão ficar em casa. – Meu pai disse.

Rolei os olhos.

- Pode ir, pai, sem problemas. – Eu disse. Meu pai pegou meu suco e tomou uns bons goles – De nada, pai. – Eu disse brava.

Seja calma e devagar com ele, pensei.

- Pai, acho que o Peter está usando drogas. – Eu disse, meu pai cuspiu o suco longe, e o que ficou na boca ele engasgou. É...digamos que eu meio que sou indelicada.

- O quê?! – Ele disse, depois que eu e Billy demos tapinhas nas suas costas para ele desengasgar.

- É, olha ele mal pára em casa, tem uma fome que poderia comer três vacas inteiras, com osso e tudo mais, dorme que nem pedra...Afrodite também deve estar metida nessa, já que ela é a mesma coisa que o Peter, embora ela não engorde... – Eu parei de falar, pensando no que minha irmã fazia para ter aquele corpão...Ih! Prefiro deixar isso pra lá, a imagem dela e Embry juntos podia ser bem traumática.

- ! Você ficou louca, menina?! – Meu pai disse – Chame o Dr.Bentley aqui, Billy, acho que ela esta doente.

Rolei os olhos.

- Não estou doente, pai, considere os fatos... – Foi quando eu lembrei que o Jacob também andava na turma de Sam. Pra falar a verdade, quem não andava na turma de Sam nesse lugar?! – Jacob também deve estar metido nisso! Billy, Meu Deus!

Billy começou a rir. Nossa, que tipo de pai ri quando descobre que o filho é um drogado?

Ah, ele deve estar rindo para não chorar, coitado, pensei.

- , filha, pára com isso, eu saberia se eles estivessem ou não drogados, eles só estão curtindo aqui em La Push. – Meu pai disse, com um ar de riso.

- É, você deve saber que o Drake pega a Angelina atrás da igreja também, né? – Eu disse rindo.

- C-Como é? Atrás da igreja? – Meu pai disse, incrédulo.

- Ah, deixa o garoto, eu fazia coisa pior atrás da igreja, do que apenas beijinhos. – Billy disse com um ar de galanteador.

É, ok, nojento.

- Eu...vou lá pra...ah tanto faz. – Eu disse, arranjando um modo de sair de lá sem constranger o Billy. Embora eu estivesse vermelha.

- Ah, esses jovens de hoje em dia...na nossa época o fogo era bem maior, humpf, atrás da igreja, eu fazia na capelinha pra se confessar. – Meu pai disse.

- PAI! QUE NOJO! – Eu disse subindo as escadas – Esse tipo de informação e lembrança você guarda para você mesmo! – Eu disse. É, eu precisaria mesmo de um médico quando fosse embora daqui, de tão traumatizada eu estaria.

Algumas vezes eu tinha que fingir que era surda e muda, por que, Meu Deus! Era cada coisa que eu escutava nessa casa, principalmente da Afrodite! Ela e seus detalhes íntimos sobre ela e o Embry. Por que diabo eu iria querer saber em que posição ele a deixou?! Nojento! Então entrei no quarto do Peter.

- Acorda, vagabundo. – Eu disse chacoalhando ele.

- Nossa, quanto amor, . – Ele disse sorrindo.

- Se você não levantar eu vou mostrar todo o meu amor por você, Peter. – Eu disse rolando os olhos, tentando soar ameaçadora, embora um sorriso tenha surgido nos meus lábios, vendo que nem tudo estava morto entre eu e Peter. – Preciso conversar com você, mano.

Ele suspirou e se sentou.

- Ok, o que é? Conselho amoroso, dividas, dúvidas de matéria...

- Tem como calar a boca? – Perguntei. Ele levantou as mãos, em forma de rendição. - É só que...Peter você esta usando drogas? – Perguntei.

Peter me olhou atônito.

- Não, de onde você tirou isso, ?! – Ele disse rolando os olhos.

- Da...Luciana. – Eu disse. Peter começou a rir.

- Luciana? Você está aceitando conselhos familiares da Luciana? – Ele disse rindo. – Maninha, isso se chama fundo de poço, hein!

Fechei a cara.

- Ela me dá os melhores conselhos, ok? – Eu disse, - Não zoe minha confi.

Peter riu ainda mais.

- Ah sim, como quando ela mandou você falar com um menino lá na praia, te dando conselhos e tudo mais, no final das contas, quando você ainda seguia o conselho dela, você acabou xingando o pai do menino e voltou para casa a pé. – Ele disse rindo.

Ok, talvez os conselhos de Luciana não sejam os melhores, mas mesmo assim eles já me livraram de muitas coisas, pensei comigo mesma.

- É só por que você mal pára em casa, vive com fome; quando foi a ultima vez que nós trocamos mais que duas palavras? – Eu disse cruzando os braços.

- Ah, teve aquele dia que eu disse “Bom dia, , como você esta?” – Peter citou – Viu, são seis palavras. – Ele disse sorrindo.

O encarei e levantei uma sobrancelha.

- Ok, tenho que admitir, estou em divida com você, maninha, mas é que as coisas agora estão meio confusas...

- O que está confuso? – Perguntei, minha curiosidade me tomando, tentei parecer calma.

Eu sempre tive um grande poder de persuasão, principalmente com o Peter, apenas um olhar, ou um beijinho na bochecha, Peter já me revelava o seu mais sombrio segredo, ou apenas fazia o que eu queria.

- Eu...não posso falar, desculpa mana. – Ele disse suspirando, então se levantou e se dirigiu para o banheiro do quarto dele.

Como assim?! Está na hora de a persuasão entrar em ação.

- Peter, por mais que você não me dê um bom motivo para não me contar, seja lá o que você esta fazendo, – Eu disse, tocando seu ombro e o virando para mim, o encarei com meus olhos – eu continuo a amar você, e sei que você deve ter uma boa razão para isso. Não quero que esse mistério todo nos separe, maninho.

Era isso! A armadilha já estava pronta. Chantagem emocional sempre foi uma boa escolha!
Peter soltou o ar e eu vi em seus olhos azuis a decisão e o desejo de me contar, dei um leve beijo em sua bochecha.

- Ah! Não é justo quando você faz isso comigo! – Peter disse, saindo de meu toque. – Você é uma manipuladora, sabia?

- Então é isso que no fundo você acha de mim, Peter? – Perguntei, fazendo cara de choro. – Que eu não passo de uma manipuladora, e por isso você não pode me contar o que esta acontecendo? – Fiz bico.

- Não, você sabe que não é isso, . – Ele disse. – É só que... não é uma coisa só minha entende? Não posso contar, é mais forte do que eu!

Suspirei, ainda atuando.

- Ok, não precisa me contar. – Então fui me retirando do quarto. – Só quero que você saiba que eu ainda amo muito você, e que eu confio muito em você, Peter. – Eu disse por cima do ombro, fingindo desapontamento, então sai do seu quarto e fui sorrindo para o meu. Logo, logo, Peter arranjaria um modo de me contar.

Jacob Black#

Peter ficou uma fera comigo. Não nos falamos mais. Eu seguia – secretamente – , observando ela de longe, ela não parecia muito feliz. E todo o dia antes do trabalho ela ia para a praia se sentava na areia e ficava lá.

Ok, cara você tem sorte que o Peter ainda não esta aqui. – Afrodite pensou.

Cuida da sua vida, Afrodite. – Eu disse de volta.

Peter se transformou para tomar o meu lugar.

Jacob, preciso conversar com você. – Ele disse, eu suspirei, além de me privar de ver , ele ainda quer conversar? Balela.

O que é? – Perguntei amargo.

Preciso que você conte pra sobre seu imprinting com ela...e sobre nós. – Peter disse, pegando todos de surpresa.

Você, quer que eu fique perto dela? – Eu disse em um misto de felicidade e outro de surpresa.

Peter suspirou.

Se for o único modo para que eu mantenha o contato com ela novamente, sem segredos, então sim, eu quero. – Peter disse suspirando. – Estou cansado de mentir para ela, nunca mentimos um para o outro, quero ter ela na minha vida novamente.

Ok, Peter. – Eu disse. Então me transformei de volta, o problema seria...como eu contaria para ela?

Capitulo Cinco: Perguntas.

Scoz #

Fechei-me no meu quarto, me deitando na cama e caindo de cabeça nos estudos. Peter tinha saído há algum tempo, indo para não sei onde. A campainha tocou, tocou, tocou.
Porra! Ninguém vai atender aquilo?!
Sai do meu quarto brava.

- É para os fracos irem atender a porta, certo? – Eu disse, para o meu pai que estava na cozinha com o Billy.

- Desculpe querida, eu nem ouvi. – Ele disse.

- Certo, mais tarde vamos ao médico. – Eu disse – Esses de velhos, sabe. – Sacaneei. Meu pai me mandou um olhar tão feio que eu tremi.

- Vai atender a porta que você ganha mais, menina. – Ele disse irritado, Billy caiu na gargalhada. – Você tem a mesma idade que eu, Black.

- Sim, mas sempre fui o mais bonito. – Ele disse.

Se o Jacob puxou o pai em quesito de beleza, então Billy devia arrasar na juventude dele!
Abri a porta, e Embry estava lá, sorrindo pra mim.

- Hey, cunhadinha. – Ele disse, rolei meus olhos.

- A Afrodite não está Embry. – Eu disse.

- Ah, eu sei. – Ele disse, estreitei meus olhos.

- Então o que tá fazendo aqui? – Perguntei. Indelicada, eu? Nunca.

- Nossa, que cunhadinha receptiva eu tenho. – Ele disse. OK, eu odeio quando me apelidam assim, acho tão ridículo. – Eu vim esperar por ela, se não for incômodo.

- Não, claro que não, pode entrar Call! – Meu pai disse da cozinha. Dei espaço para o Embry entrar, ele começou a conversar com o meu pai e Billy.

- , querida, pode pegar um suco pra gente? – Meu pai disse. O olhei incrédula.

- Pai! A geladeira esta atrás de você! – Eu disse.

- Ah, sim esqueci. – Ele disse.

- Geriatra, pai, geriatra. – Eu disse rindo.

- Some daqui, ! – Ele disse, me fazendo correr. – gargalhando – para o meu quarto.

- Nossa, que alegria é essa? – Drake perguntou. – Comovente.

Rolei os olhos.

- Essa casa costumava ser bem alegre. – Eu comentei, abrindo a porta do meu quarto.

- Sério, quando? – Drake perguntou.

- Faz quanto tempo que você nasceu mesmo? – Perguntei rindo, Drake fechou a cara.

- No mesmo dia em que você nasceu. – Ele disse.

- Ah, sim, tem esse inconveniente. Embora eu seja três horas mais velha. – Eu disse me vangloriando.

- Não mesmo! Eu sou três horas mais velho! – Ele disse.

Descemos as escadas correndo, vendo quem chegava primeiro na cozinha.

- Pai, quem nasceu primeiro, eu ou o idiota do Drake? – Perguntei.

- Você, querida, três horas de diferença, por quê? – Meu pai disse.

- RÁ! CHUPA ESSA MANGA PODRE, DRAKE! – Eu disse rindo. – Pai, pega uma manga podre aí que ele vai chupar, já que eu sei que você adora isso, certo, Drake?

Todo mundo da cozinha começou a rir.

- Três horas não é nada. – Drake disse rolando os olhos.

- É, sim, em três horas uma criança pode nascer em três horas você pode morrer, e é em três horas que você e menos desprovido de inteligência que muitos jovens da nossa idade. – Eu disse.

- UOOOL! – Embry e Billy disseram, depois riram.

Drake me mandou um olhar assassino.

- , não faça isso com seu irmão, ele pode se magoar sabia? – Meu pai disse.

- Não se preocupe pai, ele deixou de entender o que eu disse quando ouviu a palavra ‘desprovido’. – Eu disse rindo.

- Cara! Sua irmã acabou com você! – Embry disse – Imagina se o Paul sabe disso, ele te alopra pro resto da eternidade!

Eu estava rindo muito, foi quando Drake rosnou. Sim, isso mesmo ele rosnou! Quem nem um cachorro ou lobo.
Meu riso parou na hora, e eu olhei sobressaltado para o Drake, que também me olhou, preocupado. Todo mundo agora olhava para mim, olhares preocupados.

- O que foi isso?! – Eu disse exaltada.

- Er... Hmm... Do que você esta falando? – Embry disse.

- Não me venha com essa, o Drake... Ele... Ele rosnou! Ele rosnou! Que nem um animal! – Eu disse apontando para o Drake, que engoliu em seco.

- Você está em uma brisa boa, né maninha? – Drake brincou, mas eu podia ouvir o seu tom preocupado.

Meu coração estava acelerado.

- Quer saber, que vocês se fodam! Tô cansada de tanto mistério e esquisitice! – Eu disse, indo para o meu quarto. Mais que povo estranho! Nisso meu celular tocou. Atendi sem ver.

(n/a: em negrito é em português)
- Quem incomoda? – Atendi brava.

- Oi, filha! – Minha mãe disse.

- Mãe! – Eu disse toda feliz. – Ah, eu queria falar com você hoje, mas não consegui.

- É eu vi sua ligação perdida. Me desculpa, estava dormindo. Louis anda muito tarado ultimamente.
– Ela disse.

- Por que todo mundo quer me falar da sua vida sexual?! – Perguntei mais para mim mesma do que para a minha mãe.

- Talvez porque está na hora de você ter uma. – Ela disse rindo.

- Mãe! – A repreendi, era certo que ela se desculpasse pelo o que falou não dizer essas coisas.

- Ok, eu paro. Louis está com saudades de você, assim como eu, querida! – Minha mãe disse.

- Então me tira daqui, mãe.– Pedi, quase implorando. Aqui não era o meu lugar.

- Filha... Você tem que agüentar mais um pouco aqui, ok? – Ela disse, me fazendo suspirar, não adiantava, já ameacei até a me matar para minha mãe me tirar daqui, e adivinha o que ela falou: “Boa sorte no inferno”. É claro que na hora eu comecei a rir, ela era tão... Sincera. – Mas enfim, para nos redimir, Louis e eu estamos mandando um presentinho pra você, querida.

Estreitei meus olhos, os presentes da minha mãe sempre são muito chamativos.

- Se você esta mandando esses carros de mensagens... Eu mato você. – Eu disse, ela tinha feito isso quando nós brigamos, eu nunca fiquei com tanta vergonha na minha vida!

Minha mãe riu do outro lado da linha.

- Não, meu amor, você vai amar! Você vinha nos pedindo isso faz tempo, então Louis resolveu se redimir com você, já que ele não pôde te trazer de volta. – Ela disse suspirando.

- E que presente que é? – Perguntei animada.

- Não vou falar, vai chegar aí acho que depois de amanhã, não sei ainda. – Ela disse toda feliz.

- Ah! Vai mãe me conta! – Eu pedi.

Ela suspirou.

- Não tem como manter segredo de você, você é muito persuasiva menina! – Ela disse rindo – Ok, dica: É um carro.

Bom, eu tinha esse meu carro, mas ele estava muito ruim, pegava quando queria, já tinha levado ele pra concertar em um monte de lugar, mas nunca achavam o problema dele.
E quando eu pedi um carro para o Louis, eu tinha pedido uma Meriva.

- É um Meriva?! – Perguntei toda animada.

- Não, claro que não! Se acha que o Louis vai te dar uma Meriva menina? Se for para te darmos um carro que seja um bom carro. – Minha mãe disse.

- Mãe eu não sei, não faço idéia .– Eu disse.

- Ok, é um... – Ela fez suspense – Pajero!

BUUUUUUUUUUUUM! Esse foi o barulho quando eu caí da cama, dando de cara com o chão.

- , filha, ainda esta ai? – Minha mãe perguntou.

- Não brinca que eu vou ganhar uma Pajero?! – Eu disse me levantando e quicando no chão;

- Sim! Eu falei com seu pai, e com seus irmãos, eles não quiseram uma Pajero, Drake pediu uma Meriva, Afrodite o novo Uno, e o Peter pediu uma moto, você sabe como ele é. – minha mãe disse. – Então, é provável que chega o seu depois de amanhã, pois ele pediu bem antes de você ir para La Push, e dos seus irmãos vai demorar mais um pouquinho. – ela disse.

Comecei a gritar de felicidade pelo quarto.

- Valeu mãe, te amo, te amo, te amo! – Eu disse, praticamente beijando meu celular.

- Eu também te amo querida. Estou morrendo de saudades suas.– Ela disse.

- E como estão as coisas aí em Riviera? - Perguntei. Louis e minha mãe mantinham residência em Riviera, já que Louis não precisava ficar o tempo todo em São Paulo, ele só ia lá raras vezes.

Louis trabalha em uma empresa, de importação e exportação de tecnologia e automobilística. Era por isso que ele sempre conseguia bons carros para nós. Embora teríamos que construir uma puta garagem para guardar esses carros. Principalmente uma Pajero! Será que não teria problema em andar com ela por ai?
Não, acho que não.

- Ah, esta ensolarada como sempre, cheio de gente bonita. – Ela disse indiferente. – Não tem nada de novo, querida. Luciana passa muitos dias aqui em casa, ficamos conversando horrores aqui. Louis passou o fim de semana em São Paulo. – Ela disse triste. – Mas enfim, semana que vem viajaremos para Washington, ele tem uma reunião da empresa, ver os novos modelos de carros e tudo mais, se der eu dou uma passada por aí. – Ela disse, mas eu sabia que ela não gostava muito de voltar pra cá.

- Sim! Aí você traz a Lu, estou com tanta saudade dela. – Eu disse imaginando a cena de nós três andando por La Push, embora se minha mãe aparecesse aqui seria somente para deixar a Lu.

Ficamos conversando mais, contei como estavam as coisas aqui, dizendo que estava tudo bem, apenas.
Eu gostava de saber que ela e Louis ainda se amavam, e que ela moveria montanhas para ele. Minha mãe sempre foi perdidamente apaixonada por ele, e era claro que era recíproco Louis zelava minha mãe como ninguém.

- Bom, querida, eu tenho que desligar, vou sair com a Andréia, nós vamos lá ao centro comprar algumas coisas para a decoração da sala. – Minha mãe disse. Eu ri.

- Ok, te amo mãe. – Eu disse, sentindo um nó na garganta.

- Também te amo querida. Mais do que você imagina. – Ela disse, então desligou, assim como eu.

Andréia era nossa empregada, cuidou de mim desde bebê. O bom da minha mãe é que ela não deixou o dinheiro lhe subir a cabeça, sempre uma mulher consciente e nada de peruagem, como cheia de jóias e tudo mais, ela odeia jóias caras, assim como eu.

- Qual o motivo de tanta animação? – Escutei uma voz na soleira da porta, foi quando notei que eu dançava – ridiculamente – pelo quarto. Olhei para a soleira da porta, era o Jacob!

O que ele estava fazendo ali?

- Jacob? O que você esta fazendo aqui? – Perguntei um pouco amarga, o que o Peter falou sobre ele vindo em minha mente.

- Vim te ver, oras. – Ele disse, sorrindo pra mim.

Levantei uma sobrancelha.

- Peter sabe que você esta aqui? – Eu disse ranzinza.

Parece que a bolha de felicidade de Jacob foi rompida pelo meu tom seco, pois ele me olhou confuso por um tempo.

- Sim, ele sabe, na verdade ele me pediu pra vir aqui. – Jacob disse… encabulado?

- Ok, então o que você quer? – Eu perguntei.

Não se deixe levar por esses músculos, lábios, olhos... – minha consciência disse.
Ok, já entendi – respondi de volta. E por um erro da natureza, eu segui o conselho da minha consciência.
Jacob vacilou um pouco.

- Er... Eu... Hmmm... Queria falar com você. – Ele disse desconfortável.

- É, isso eu deduzi sozinha. – Eu disse, cruzando os braços.

- Qual é o problema com você? – Ele perguntou bravo. Trinquei meus dentes.

- Qual é o problema com você. – Eu disse. – Além do mais, você não tem sei lá, uma namorada pra visitar, não? – Eu disse ainda com a sobrancelha erguida.

- Na... Namorada? – Ele disse atônito.

- Desculpe, deixe que eu refaça minha frase: Você não vai à casa da Isabella Swan, visitá-la? – Eu disse. – Eu tenho muita coisa pra fazer, Jacob. Estudar em casa não é coisa fácil.

Jacob ficou quieto durante um tempo, me olhando incrédulo. Comecei a arrumar minha cama, então arrumei as tintas que estavam bagunçadas, cobri com um pano a tela, onde o quadro do guerreiro estava quase terminado. Senti uma mão forte em meu braço, forte e quente, me parando e me fazendo virar. Era Jacob, a expressão severa e dura. Parecia que ele tinha envelhecido anos.

- Quem te contou sobre a Bella? – Ele perguntou.

- Isso realmente interessa? – Eu disse tentando puxar meu braço, mas ele não aliviou. – Escuta aqui, Jacob. Só pra você saber eu não sou segunda opção, ok? – Eu disse firme. – Peter disse que você é apaixonado por essa, Bella, e que como ela não esta com você, você que se divertir comigo, mas olha uma informação pra você, Jacob. Eu não sou um parque de diversões.

Puxei mais uma vez meu braço. Mas ele não soltou.

- Você está me machucando. – Eu disse, ele apertava muito meu braço. Como se tomasse um choque, ele me largou.

- Eu não namoro a Bella. – Ele disse depois de um tempo, rolei meus olhos.

- Não por falta de vontade. – Eu disse. – Olha... Isso... Isso não importa, não sei nem porque eu tô falando disso com você, é a sua vida. – Eu disse, me tocando agora que eu estava quase com ciúmes! Eu nem tinha nada com ele!

- ... Eu... – Ele me disse, me virei para olhá-lo. Ele soltou o ar.

- Você é sempre tão articulado assim? – Perguntei uma sugestão de sorriso no canto dos meus lábios.

Jacob suspirou.

- Você não está ajudando. – Ele disse, com um ar de riso.

- Perco o amigo, mas não perco a piada. – Tentei amenizar a tensão que pairava no ar.

Jacob soltou uma curta risada.

- Ok, é que eu preciso te contar... Uma coisa assim... Séria. – Ele disse, e depois suspirou. – Droga, eu tinha todo um esquema...

Não agüentei e ri.

- Esquema? Você veio até a minha casa, planejando um discurso? – Eu disse, colocando a mão na boca para tentar segurar o riso. Alguns escapavam.

- Muito engraçada. – Ele disse, respirei fundo.

- Ok, parei. – Eu disse, mordi o lábio inferior.

- Eu não estou apaixonado pela Bella. – Ele disse, vindo mais perto de mim, nossos rostos a centímetros de distancia, seu calor me invadiu, mandando minha pulsação em um ritmo não muito saudável. – Eu estou apaixonado por você, .

Segurei a respiração, o olhando a incrédula.

- Você... O quê?! – Eu disse – Mas... Você só falou comigo duas, três vezes no máximo!

Ok, que pegadinha era essa?! Só podia ser brincadeira.
Jacob ainda me olhava intensamente, ele tinha um leve sorriso nos lábios, como se estivesse aliviado de dizer isso.

- Na verdade, eu te conheço desde pequena. – Ele disse.

- Pode ter certeza que muita coisa mudou desde que eu era pequena! – Eu disse. Jacob riu e seu olhar desceu pelo meu corpo.

- É eu sei disso. – Ele disse, me fazendo corar. – Olha, , eu... Estou mais confuso que você, pode ter certeza, mas... Eu tenho mais certeza disso do que muitas coisas na minha vida.

Eu não sabia o que falar, eu simplesmente fiquei parada... Em choque.

- Então, você... Não vai... Falar nada? – Ele disse, me encarando. – Respire .

Respirei fundo. Então, mordi o lábio inferior.

- Isso é... Loucura. – Eu disse finalmente. Jacob suspirou.

- Você não sabe nem metade da loucura. – Ele disse tão baixo que eu suspeitei se ele realmente disse alguma coisa ou foi a minha imaginação.

Mas um desejo se apossou de mim, eu não sei do onde ele veio, eu sei que eu senti uma vontade súbita de beijar Jacob, talvez por causa da sua declaração.
Isso se eu não estivesse sonhando, claro. Minha imaginação seria fértil o bastante para produzir tudo isso.

- Jake... – Sussurrei, olhando em seus olhos. Jacob tocou de leve a minha bochecha, como se eu fosse quebrar ou alguma coisa assim. – Você sabe que isso não faz sentido, não é? – Eu perguntei um sorriso torto em meus lábios.

- Sim, eu sei. – Ele disse sua mão agora foi para a minha nuca. – Mas eu não dou à mínima. – Então ele me puxou, selando nossos lábios. Sua boca era quente, me esquentava inteira, principalmente em pontos mais abaixo.

Inicialmente era só um selinho, mas quando ele entreabriu de leve a boca, e beijando delicadamente meu lábio inferior, tudo ao meu redor parou de existir. Eu o puxei com força, me atirando mais ao beijo, minhas duas mãos se fecharam em sua nuca, o puxando mais. As mãos de Jacob foram para a minha cintura, me levantando um pouco, pela diferença de altura.
Abri meus lábios e deixei sua língua entrar em minha boca, e se encontrar com a minha, fazendo nossos corpos tremerem. Borboletas alçaram vôo na minha barriga.
Sua língua era suave contra a minha. Suguei seu lábio inferior, Jacob tremeu e então, senti algo duro nas minhas costas, demorei um tempo – meu cérebro estava bem lento agora – para perceber que Jacob me encostara na parede, o desejo me consumia como nunca antes.
A mão dele desceu da minha cintura até a minha coxa, apertando ali, então a levantando, colocando-a na sua cintura. Ele se encaixou mais entre as minhas pernas, e pude senti-lo animado.
Mas Jacob parou de me beijar rapidamente, foi quando escutei passos subindo as escadas.
Eu estava arfando, assim como o Jacob.

- Abra os olhos. – Ele sussurrou no meu ouvido, a voz rouca. Tremi quando seus dentes roçaram em meu lóbulo, clamei para que as minhas pernas me sustentassem.

- O que esta acontecendo aqui? – Meu pai disse, entrando no quarto. Abri os olhos, como Jake pedira. Olhei para o meu pai, que me olhava desconfiado, foi quando percebi que estava encostada na parede mais longe da porta, lá no fundo perto da janela, perto dos meus objetos de pintura.

- Hmm... – Eu murmurei incapaz de formar alguma coisa coerente. – Essa... É uma excelente pergunta, pai. – Eu disse, sorrindo bobamente. Meu pai estreitou os olhos.

- O que vocês estão fazendo aí no canto? – Ele disse, mas não me olhava e sim olhava para Jacob.

- ia me mostrar o novo quadro que ela fez. – Jacob disse totalmente calmo. Engoli em seco.

- Eu ia? – Perguntei.

- Sim você ia. – Ele disse sorrindo. – Coopera. – ele disse baixo por baixo do sorriso.

- Ah, é! Eu queria mostrar pra ele o quanto La Push me inspira, pai. – Eu disse, tentando soar verdadeira.

- Ia? Queria? – Meu pai disse. – Verbos no passado.

- Olha pai, eu sei que é verbo no passado, ok? É para isso que eu estudo. – Eu disse um pouco brava pelo meu pai estar tão rabugento.

Meu pai levantou as sobrancelhas.

- Ok, eu vou... pescar com seu pai, Jacob. Vejo você mais tarde, . – Ele disse, estava claro que ele não queria nenhum menino comigo, no quarto quando voltasse.

Meu pai saiu e desceu as escadas, meu coração tamborilava mais do que os cara do Olodum tocando em carnaval.

- Tudo bem com o coração? – Jacob perguntou brincalhão. Nossa, estava tão alto assim?

Estreitei meus olhos.

- Tenho certeza que ele não esta tão alto assim. – Murmurei desconfiada. Jacob sorriu.

- Pela sua cara, parece que vai ter um ataque cardíaco. – Ele disse, e depois riu.

- Rá-Rá, realmente muito engraçado. – Eu disse rolando os olhos.

- Mas é sério, fiquei interessado nesse seu novo quadro. – Jacob disse indo tirar o pano de cima do quadro.

Foi quando me lembrei, que o quadro, o homem acabou parecido de mais com o Jacob.

- Pois guarde seu interesse. – Eu disse, entrando em sua frente e o impedindo de olhar o quadro. – Isso aqui... É... Não pode ser visto.

- Por que não? – Ele perguntou confuso.

- Puff... Porque... Porque eu não quero. – Eu disse, rolando os olhos. Jacob sorriu levado.

- Hmm... O que será que você esconde, hein, ? – Ele disse, e piscou pra mim, esse olhar de menino levado dele, ainda me causava uma morte súbita.

- Nada. – Eu disse e soltei uma risada curta e nervosa. Decidi que tinha que distraí-lo – Então... Como ficamos?

Jacob sorriu amplamente.

- Eu não sei você, mas eu te quero do meu lado. – Ele disse, chegando mais perto.

Por instinto eu recuei um pouco, mas a tela e as coisas de pintura estavam atrás de mim, então algumas coisas caíram. Olhei para trás, vendo o estrago que eu fiz isso foi uma brecha para Jacob, que passou seu braço quente em minha cintura e colou meu corpo ao dele.
O olhei atônita e surpresa. Jacob inclinou a cabeça, para me beijar, eu não fiz protesto algum, não conseguia nem me mexer quem dera fazer algum protesto!
Ele roçou seus lábios no meu, e eu os entreabri para receber seu beijo, ele sorriu amplamente, mas não me beijou. Ele apenas mordeu meu lábio inferior eroticamente, me fazendo tremer, então sugou meu lábio para dentro de sua boca.
Dessa vez eu clamei, rezei, orei, mas minhas pernas não me sustentaram, e o aperto de Jacob se intensificou, segurando meu peso.
Sua outra mão subiu até a minha nuca, entrelaçando nos meus cabelos e deitando minha cabeça um pouco mais para trás. Eu arfava como louca.

O que deu em Jacob?! Não que eu estivesse reclamando, claro.
Seus lábios quentes passaram para o meu pescoço, me fazendo estremecer. Os lábios mal tocavam meu pescoço, era suave e reconfortante.

Faça alguma coisa sua idiota! Vai ficar parada aí como a retardada que você é?! – Minha consciência brigou comigo.
É, acho que é a coisa mais sensata a se fazer. – Pensei de volta.

Minhas mãos estavam nos ombros de Jacob, como se fossem impedi-lo, ou algo assim. Meu coração tamborilava alto em meus ouvidos, era quase difícil ouvir a baixa e rouca risada de Jacob.
Minhas mãos trêmulas apertaram com força os ombros de Jacob, quando o mesmo mordeu meu pescoço.
Como em forma de rendição, tombei minha cabeça para trás, dando livre acesso para Jacob fazer o que quisesse.
E ele não se fez de rogado, explorou cada canta do meu pescoço, seu nariz roçou de leve perto da minha orelha, aonde eu me encolhi pelo forte arrepio.

- Você é muito cheirosa, sabia? – Ele disse com a voz mais rouca do que o normal.

- Hmm… – Murmurei.

Nunca tive tanta consciência de um homem assim como tinha de Jacob - sim um homem, não um adolescente -. Jacob parecia experiente demais para sua idade, não que eu reclamasse, claro.

Mas você é tapada mesmo. – Minha consciência disse. – Ele está aí, todo ao seu dispor, e você nem uma casquinha tira dele?! O que eu te ensinei nessa vida?

Bem... Ela tinha razão. Minha mão direita subiu para a sua nuca, ergui novamente minha cabeça e beijei Jacob com força, me apertando mais a ele.
Nossas línguas duelavam entre si, mordi seu lábio inferior e depois suguei de leve sua língua.
Jacob me encostou novamente na parede, seus lábios devorando os meus. Quando o ar se fez necessário eu parei de beijá-lo, mas era a minha vez de explorar, então comecei a beijar o pescoço dele, Jake fechou os olhos com força, sua respiração mais rápida que a minha.
Mordi seu pescoço e puxei um pouco, sendo prensada ainda mais na parede, quando abri meus olhos, encontrei dois pares de olhos azuis chocados me olhando. Afrodite estava de boca aberta.
Empurrei – sem muito sucesso – Jacob.

- Afrodite, maninha. – Eu disse, respirando uma golfada de ar, nossa, não para de vir empata foda aqui, hein!

- Caralho, o que foi isso? Até me excitou. – Afrodite disse olhando para Jacob assombrada. Então seu rosto se iluminou em um sorriso glorioso – Oh! Acho tão bom que você já saiba de tudo, maninha, vai ser bom não guardar mais segredos nessa casa...

- Sabia do quê? – Perguntei confusa. Afrodite olhou para Jacob com um olhar de interrogação.

- Que... Jacob estava apaixonado por você! – Ela disse, de repente, sorrindo e batendo palminhas. – Você não sabe o quão chato ele pode ser quando quer.

Olhei para trás, aonde Jacob me olhava sorrindo, ele piscou rapidamente para mim.
Minhas bochechas estavam quentes como o sol. Dava para fritar um ovo nelas.

- Bom, eu tenho que ver Embry, só passei aqui para ver como vocês estavam. – Afrodite disse, sorriu maliciosa e saiu.

É o clima já tinha ido para o ralo. Obrigada mesmo, Afrodite!
Não consegui encarar Jacob, mordi o lábio inferior e olhei durante um tempo a porta, tomei coragem e olhei para Jacob, que me fitava a expressão indecifrável.

- Eu... Tenho que arrumar as coisas. – Eu disse me referindo às coisas que caíram no chão.

- Ok, eu te ajudo. – Ele disse, sorrindo. Retribui o sorriso. Jacob Black ainda seria minha morte.

Começamos a guardar as coisas e começamos a conversar animadamente, sobre tudo: música, artes, escola, pais, tudo. Mas Jacob parou de me ajudar quando no meio das coisas de artes ele encontrou um sutiã meu. E ficou meio encabulado segurando na mão e perguntando aonde guardava.
É, vamos dizer que meu quarto não é o santuário da organização.

- Que lindo! – Jacob disse, depois de um tempo, quando eu fui guardar o sutiã na gaveta, me virei e o vi olhando para o quadro que eu havia pintado.

- Jacob! – Eu disse, correndo até ele e cobrindo novamente o quadro.

- O quê? Por que não posso ver? – Ele perguntou, franzindo o cenho.

Eu soltei uma curtíssima risada nervosa.

- Não é que você não pode ver... É só que... Ainda não esta acabada... Então você só vai ver quando estiver acabado. – Eu disse, tentando dar coerência no que dizia. Jacob pendeu a cabeça de lado.

- Isso é injusto sabia. – Ele disse. – Me deixa ver, por favor. – Ele pediu, fazendo uma carinha manhosa.

Mordi o lábio inferior. Suspirei.

- Olha, vai ser rapidinho, ok? – Eu disse. – Só vou mostrar por alguns segundos, então depois nada de ficar xeretando pelas minhas coisas. – Eu disse, fazendo uma careta no final.

Jacob assentiu. Retirei o pano, deu dois segundos eu o coloquei de volta.

- Ah, vamos lá! Eu nem vi direito. – Ele se queixou, então ele retirou o pano – sob meus protestos – e viu mais detalhadamente a pintura. – É muito bonito, . Muito mesmo. – Ele disse observando. – São os guerreiros-espíritos, certo? – Ele perguntou.

- Sim, são. – Eu disse, ficando ao seu lado e fitando a pintura também.

- Você conhece muitas lendas Quileutes? – Ele perguntou de repente tenso.

Neguei com a cabeça.

- Só essa, quer dizer, sempre foi a minha preferida então eu sempre me prendi mais nessa. – Expliquei com um simples dar de ombros.

- Você é muito boa, pretende sei lá, se especializar nisso? – Jacob perguntou, colocando o pano por cima da pintura.

Eu soltei uma risada.

- Não, por mais que pintura seja com certeza meu caminho/destino, eu não vou seguir essa profissão. Você já ouviu falar de algum pintor que era apenas pintor? – Perguntei rindo. – Vou fazer arquitetura.

Jacob sorriu para mim.

- Tenho certeza que você vai se dar muito bem. – Ele disse com carinho. Sorri sem jeito.

- E você, o que pretende Jake? – Perguntei curiosa, enquanto me sentava na cama e Jake se sentava comigo.

Ele deu de ombros.

- Eu não sei ainda. – Ele admitiu.

- Você esta em que série mesmo? – Perguntei.

- Segundo colegial. O mesmo que você.

Assenti.

- Eu não fico realmente contando as séries. – Eu disse com um simples dar de ombros. – Mas... Bom, você está a dois passos da faculdade, deveria se decidir.

- Sei disso... Mas as coisas estão bem... Tensas por enquanto. – Ele disse sorrindo. – Agora me explica uma coisa que estou muito curioso...

- A curiosidade matou o gato, sabia? – Eu disse. Jacob riu, como se no que eu tivesse dito fosse realmente engraçado.

- Como você consegue estudar em casa? Eu mal entendo o que o professores dizem, em casa então! – Jacob disse sorrindo de canto pra mim.

Sorri constrangida.

- Não é muito difícil... Agora. – Eu disse sorrindo. – Era mais difícil no começo, quando eu ainda estava me acostumando a estudar em casa, mas agora é fácil, aprendi a ser bem centrada na questão de estudos.

- E por que parou de ir à escola? Não sabia que você era anti-social. – Ele disse.

Rolei meus olhos.

- Não é isso! É só que... Bom, eu sempre li muito, então eu lia a apostila e já sabia as respostas e tudo mais, a escola se tornou desnecessária. – Dei de ombros. – Já sabia o que os professores iam explicar, a coisa complicava quando eles saiam um pouco da rotina sabe, explicavam do modo deles, eu me embaralhava toda. Assim, minha mãe decidiu que eu não precisava de escola. E eu não sou anti-social! – Me queixei. – Eu fiz amigos desde que a quinta série, e os tenho até hoje... Alguns. – Jacob riu. – É serio, mas como eu viajei muito com o Peter, tive mais amigos pelo mundo. É realmente muito legal.

- Você não é que nem todas as meninas da nossa idade. – Ele disse. – Pensa muito no futuro.

Eu tive que rir, ele não era a primeira pessoa que me dizia isso.

- Eu sempre soube o que queria ser desde pequena, por que me desviar do que eu quero? – Perguntei. – A maioria das pessoas tem uma idéia do que querem ser, mas mesmo assim só deixam para correrem atrás alguns anos antes, mudam de idéia constantemente, eu sempre tive certeza, então não havia por que não pensar longe.

Conversamos mais um pouco, mas Jacob estava muito cansado, isso era óbvio, então praticamente o chutei de casa.

- Vamos sair hoje? – Ele perguntou. Estreitei meus olhos.

- Para onde? – Perguntei.

Jake deu de ombros.

- Um cinema em Port. Angeles – Ele disse.

Eu ri curtamente.

- Em um ambiente escuro com você, não é a coisa mais segura do mundo. – Eu disse, na verdade, acabei pensando alto demais. Jacob riu.

- Eu prometo me comportar. – Ele disse tocando minha bochecha com carinho. Suspirei. – Seus olhos são muito lindos, sabia?

Sorri sem jeito.

- Obrigada. – Eu disse. – Ok, eu vou. Vamos pegar a sessão das dez, assim você pode descansar.

Jacob assentiu me deu mais um beijo demorado e saiu.
Meu coração batia descompassado, fechei a porta de casa e me deixei escorregar por ela, um sorriso bobo surgindo em meus lábios.




Capitulo Seis: O começo.



Scoz – PDV.


Voltei para o meu quarto totalmente sorridente. Me joguei na cama, fechei meus olhos e resolvi dormir um pouquinho mais, ainda era onze da manhã!
Não demorou muito e eu apaguei.

Jacob aproximou seus lábios dos meus.

- ! Acorda, menina! – ele disse.

- Com certeza isso não saiu dos seus lábios – eu disse pra ele, que sorriu, nisso tudo se transformou em um borrão e eu cai da cama.

- Mas que merda é essa? – eu disse, brava por terem interrompido meu sonho, olhei em volta, Peter e meu pai me olhavam.

- Por que você fazia biquinho em quanto dormia? – Drake perguntou, entrando no quarto com uma jarra cheia de água gelada.
- Se você derrubasse isso em mim, eu colocaria gelo nas suas calças moleque. – eu o ameacei. Drake piscou malicioso.

Urgh, nojento!

- Já são duas da tarde, filha. Não vai comer nada? – meu pai perguntou então se sentou na minha cama, fui me levantar, mas ainda estava meio grogue pelo sonho, então cambaleei um pouco. Peter me ajudou a levantar, me colocando sentada na cama também, depois sorriu e piscou para mim.

- O que vocês querem? – perguntei, emburrada.

- Bom, queremos conversar com você sobre o Jacob, querida – meu pai disse.

- Queremos vírgula! – Drake disse – Eles querem, só estou aqui por que adoro um barraco de família, acho super empolgante.

- Eu acho você super gay – eu disse, fazendo Drake rolar os olhos. – Gente fala logo vai.

- Bom... Nós só não queremos... Er... Ele aqui no seu quarto, sabe – meu pai disse, franzindo o cenho.

- Ok, mas por que você esta falando isso para mim, sendo que o Embry vive dormindo aqui? – eu disse, emburrada.

- Eu conversei do mesmo modo com a Afrodite – meu pai disse.

- Mentira. Você só disse ‘ Usem camisinha’ – Drake disse, bebendo um pouco da água.

Peter rolou os olhos e empurrou a jarra, aonde a água caiu toda no Drake. Tive um ataque de riso.

- Mas é diferente. – meu pai disse – ainda é uma criança, não sabe de como os meninos podem ser, Afrodite já é adulta.

Rolei meus olhos.

- Era só isso? Me acordaram para nada então! – eu disse, voltando a me deitar.

- Querida, tome cuidado ok? Use camisinha, se previna, tome pílula... – meu pai começou a dizer.

- Pai! – protestei – Fala sério! Olha, não se preocupa ok? – eu disse, minhas bochechas esquentando mais do que nunca.

- Ela ainda é virgem, pai. Relaxa – Peter disse rindo.

- Peter! – eu disse brava – Saiam os três do meu quarto! É a minha vida, ok?!

Fui empurrando eles até a saída, mas eu não ousava tocar no Drake, então peguei o pincel e ameacei sujar sua camisa nova. Fechei a porta e a tranquei.

Escutei a risada de Drake.

- Como se uma tranca fosse me impedir – Drake murmurou entrando em seu quarto – Pai! To varado de fome!

Rolei meus olhos, como sempre.

Estranho era Peter ainda não me contar nada sobre essa confusão da vida dele, mas eu não ligava mais, tinha que me concentrar em estudar, antes que Peter me de uma prova que eu não saiba fazer.

Abri meu livro em Física Térmica e comecei a ler e fazer anotações. Até que não era tão difícil.


As horas se arrastaram para passar, liguei para Luciana, pedindo ajuda no que vestir. Eu não podia ir muito chique, já que era apenas um cinema em Port. Angeles, mas não podia ir toda largada.

(n/a: o que estiver em negrito é em português)

- Oi, amiga! – ela atendeu toda feliz.

- Lu, preciso urgente da sua ajuda – eu disse toda eufórica, contei resumidamente – sem muitos detalhes – o que aconteceu entre eu e Jacob. Ela é claro jurou que já sabia que aconteceria. – Então, o que eu visto ?!

- Bom, é um encontro...

- Não é um encontro, é só um cinema
– eu a cortei.

- , encontro é encontro, seja no parque ou na farmácia! – ela disse brava – Fique simples, confi. Uma calça jeans, uma blusa bonita que revele seus atributos, se é que me entende, um tênis ou sapatilha, nada de salto! Ai, amiga, eu sou péssima para isso, você sempre me vestiu, eu não sei fazer o contrario – Lu se queixou, eu ri.

- Ok, deixa comigo – eu disse, conversamos mais um pouco, estava confirmada a vinda de Luciana para Washington com minha mãe. – Tenho que desligar confi, já é dez para as nove! – eu disse apressada. Jacob disse que viria nove e meia, para podermos pegar a sessão das dez.

- Ok, boa sorte amiga, não dá para ele no primeiro encontro, hein! – ela disse rindo. Desliguei na cara dela mesmo.

Fui até meu armário e o abri, buscando alguma coisa. Peguei uma calça jeans skinny preta, uma max T-shirt cinza com a estampa de zebra, embora fosse quase impossível ver a estampa, coloquei um colete preto por cima, e uma jaqueta de couro bem quente, nos pés fiquei com uma bota mesmo, de cano alto sem salto. Mordi os lábios ao olhar no espelho, não estava nada mal!




Fui ao banheiro e passei um blush, rimel e batom nude. Fiquei indecisa se prendia ou soltava o cabelo. Acabei prendendo ele em um coque bem bolado com alguns fios desfiados moldando meu rosto.

Meus olhos brilhavam como nunca, o azul mais destacado agora, como se clareasse um pouco. Peguei meu perfume e borrifei em mim.

Inspira, respira, inspira, respira – eu dizia para mim mesma.

De um modo estranho, Jacob mexia comigo, mexia intensamente comigo.

Ainda bem que nada de estranho acontecera hoje em casa, passei a maior parte do dia estudando, pintando, estudando, pintando, ia para a sala, assistia TV, mas voltava a estudar. Peguei uma pequena bolsa, bem pequena mesmo, aonde só cabia meu celular e minha carteira, mais nada.

Escutei a campainha tocar, eu estava tão alienada que tomei um susto grande, derrubando algumas coisas que estava na pia.

Para com isso sua tapada! Parece uma adolescentezinha virgem! – minha consciência disse.

O pior é que eu sou, sua tapada! – respondi de volta. Ok, tenho que procurar um médico, essas coisas não são normais.

Respirei fundo a abri a porta.

- Jacob? O que faz essa hora aqui, rapaz? – meu pai perguntou.

- Eu vim... Buscar a , combinamos de sair hoj... – mas ele não terminou a frase, por que eu apareci na escada mandando um olhar furioso para o meu pai. Notei também o olhar de Jacob em cima de mim.

- Oi – eu disse, para ele, tentando reprimir o sorriso bobo, na minha mente, eu estava assim ó: “AI MEU DEUS! ELE ESTA ME SECANDO!” e provavelmente pulando pela casa.

- Oi – ele respondeu, sorrindo lindamente para mim.

- Er... Pai nós vamos sair – eu disse, sem tirar meus olhos de Jacob. Ele usava uma camisa gola ‘V’ branca, grudada mostrando seus músculos, uma jaqueta marrom escura por cima de couro, uma calça jeans e um tênis comum.

Eu tecnicamente não pedi a permissão do meu pai, só lhe fiz um comunicado – que já estava obvio.

- Não traga ela muito tarde, Jacob – meu pai disse firme.

- Pode deixar, Kevin – ele disse, mandando um sorriso confiante para o meu pai.

Eu passei pelo meu pai, murmurando um ‘até mais’. Andamos em silencio até o carro de Jacob.

Ele abriu a porta para mim e eu entrei, tentando ignorar os olhares do meu pai.

Jacob entrou no carro então começou a dirigir em direção à Port. Angeles.

- Você está linda – ele elogiou, olhando para mim e piscando me fazendo corar.

- Obrigada. Você também está – eu disse sorrindo pra ele. Foi quando me lembrei da novidade que tinha que contar para ele. – Ah! Você não sabe, recebi a melhor noticia de todo o mundo! – eu disse toda feliz, Jacob sorriu amplamente para mim.

- E o que é?

- Minha melhor amiga vem semana que vem pra cá! Junto com a minha mãe! Não é fabuloso? – eu disse toda animada.

- Ah, depende, se você não for me trocar por ela, sim é fabuloso – Jacob disse rindo, rolei meus olhos e soltei um risinho.

- Faz tanto tempo que eu não a vejo! – eu disse, com um suspiro triste – Nem ela nem minha mãe.

- Vai ser bom pra você, tenho certeza que ficará mais animada – ele disse sorrindo torto.

Meu coração – estranhamente, como tudo em mim – acelerou.

- É, eu também acho. Embora eu saiba que minha mãe não gosta muito de voltar para cá – eu disse olhando a floresta passando por nós. – Tenho certeza que ela só trará a Luciana no inicio de La Push, inventando uma desculpa para sair dali.

Jacob pegou minha mão e a apertou, mostrando seu apoio. Era triste que minha mãe não quisesse nem ao menos ver mais meu pai.

Ficamos um tempo em silencio, mas não era um silencio ruim, era bom, calmo e tranqüilo.

- Peter me disse que sua mãe vai te dar um carro. – Jacob comentou depois de um tempo, já estávamos em Port.Angeles.

- Sim, eu tinha pedido uma Meriva, faz tempo. Mas ela não me deu, e bom... Também não quer me dar agora, comprou outro modelo de carro – eu disse, sem querer realmente dizer o modelo do carro, não me sentia muito bem falando sobre o que a minha mãe me dava, eu não era de ficar me vangloriando.

- Afrodite não para de falar no carro dela – Jacob disse – É bem irritante sabia?

- Ah, pode ter certeza que eu sei, pelo menos ela fala de carros com você, não de outras coisas – eu disse, fazendo nós dois rirmos. Jacob estacionou o carro, então saímos para pegar os ingressos.

- Faz muito tempo que eu não venho aqui – ele disse, com um ar de pesar.

- Podemos ir em outro lugar que você queira, eu realmente não me importo qual lugar – eu disse. Jacob entrelaçou sua mão quente na minha, fazendo uma leve corrente elétrica passar por nós, mas tentei ignorar, Jake parecia fazer o mesmo.

- Então o que você quer assistir? – Jacob perguntou. Mordi meus lábios, olhando os cartazes, só tinha romance ou comédia romântica, nada muito interessante.

- Que tal esse? É de comedia – eu disse, apontando para o cartaz do filme “Gente Grande”.

- É, pode ser. – Jacob disse então ele fez questão de pagar a minha entrada, ficamos sentados nas mesas que tinham para comprar pipoca, eu não gostava muito de pipoca.

Começamos a conversar sobre banalidades, até a entrada ser liberada, estava tudo muito calmo hoje. Jacob me fazia rir, era atencioso e carinhoso.

Ela tinha os braços em volta de mim, às vezes quando ficávamos em silencio, ele mexia em uma mecha do meu cabelo, ou apenas ficava fazendo o contorno da minha tatuagem no pulso.

- No que você esta pensando? – Jacob perguntou depois de um tempo. Soltei o ar.

- Até que vir para cá não foi tão ruim assim – eu disse sorrindo torto.

Jacob beijou de leve meu cabelo

- Você não faz idéia – ele disse bem baixo que duvidei se ele realmente havia dito alguma coisa.

Levantei meu rosto para vê-lo melhor.

- Jake... O que o meu irmão faz com você e o Sam? – a pergunta escapou antes mesmo que eu pudesse evitar.

Jacob suspirou e olhou para frente, a expressão receosa.

- A entrada foi liberada – ele disse, sorrindo de leve e entrelaçando nossos dedos. Suspirei e me levantei.

- Esta evitando a minha pergunta – eu disse.

- Não estou evitando a sua pergunta – ele disse meio receoso.
- Esta sim, você fica todo estranho só de falar no Peter, olha ele pode ser meio assustador no inicio, mas ele melhora com o tempo. – eu disse me lembrando das – raras – vezes que eu namorava sério, e que Peter bancava o ‘irmão mais velho protetor’, era horrível.

Jacob soltou uma curta risada.

- Eu não tenho medo do seu irmão, – ele disse entregando os ingressos para a mulher.

- Fale por você mesmo – eu murmurei, os outros meninos não acharam isso, foram poucos eu tenho que admitir, nunca fui beijoqueira, mas mesmo assim.

- Como assim, ‘Fale por você mesmo’? – Jacob perguntou, estreitando os olhos.

- Ahmm... Como assim o que? – eu disse, tentando me fazer de desentendida.

Porra, , que brecha, falar de ex-namorados para novos namorados não é a melhor da conversa, será que eu não te ensinei nada direito?! – minha consciência chamou minha atenção.

Decidi ignorá-la, embora ela estivesse corretíssima.

- Você esta evitando a minha pergunta – Jacob disse, fazendo uma careta. Ótimo, nossa primeira briga, que romântico.

- Eu não estou evitando sua pergunta – eu disse, entramos na sala de cinema, estava escuro, eu quase não enxergava nada. – E alem do mais, eu perguntei primeiro!

Jacob suspirou.

- Digamos que Peter faz trabalhos para a sociedade – Jacob disse, com um ar sombrio na voz.

- Que tipo de trabalho? – perguntei traficar não era um trabalho para a sociedade, se é que Peter traficava, o que eu duvidava, já que se você coloca uma tatuagem já é falado por ai.

- Você é muito curiosa, sabia? A curiosidade matou o gato – Jacob disse soltando um riso.

Rolei meus olhos.

- Tenho sete vidas – declarei, subimos as escadas para nos sentarmos no meio, bem de frente para a tela.

Quando me sentei, me virei para Jacob.

- Desembucha – eu disse em tom firme. Jacob riu.

- Está se achando não é? – ele disse ainda rindo.

Rolei meus olhos.

- Ok, ele trabalha com a segurança de La Push – Jacob disse, fazendo uma careta.

Pensei um pouco sobre isso e depois um leve sorriso apareceu em meus lábios.

- Segurança? Ah, conta outra, Jake! – eu disse – Desde que quando La Push precisa de segurança, tenho certeza que nem ladrãozinho de mercearia vocês tem por lá. – eu disse rolando os olhos e fazendo uma cara de ‘To certa’.

- Não acredite em tudo o que te dizem, é isso o que o pessoal de La Push pensa – ele disse, depois piscou para mim.

- Aham... Sei. – eu disse estreitando os meus olhos – Tem alguma coisa de estranho em vocês, e pode ter certeza que uma hora ou outra eu vou descobrir.

- Preferia que não – Jacob murmurou triste.

- E por que não? – levantei uma sobrancelha.

Jake negou com a cabeça, suspirando.

- Não é nada – ele disse, então olhou para a tela, que ainda estava sem imagem.

Mordi meu lábio inferior, acho que Jake precisava de um empurrãozinho para me contar.

Me aproximei dele, de seu ouvido.

- Me conta – sussurrei, Jacob se enrijeceu, a sua mão que estava entrelaçada á minha, apertou um pouco mais meus dedos.

- – ele advertiu, eu sorri de leve. Então mordi o lóbulo de sua orelha, arrancando um suspiro de Jacob – Não me provoque, estou falando sério.

- Então me conta – eu disse, beijando sua mandíbula, depois passando a beija o canto da boca dele.

Jacob fechou os olhos com força, respirando fundo. Eu sorri triunfante ao saber que eu não era a única afetada pela presença dele.

- Te... Contar o que mesmo? – ele perguntou, sua respiração mudou. Nessa bendita hora, as luzes se apagaram, e tudo ficou completamente escuro.

Tirei minha mão da sua, então a deslizei de leve pelo seu abdômen. Jacob segurou minha mão com força, mas não a tirou de seu abdômen.

- Quero que me conte a verdade, Jacob. O que Peter e você faz tanto com o grupo do Sam? – perguntei no pé de seu ouvido.

O cheiro amadeirado de Jacob me invadiu, fazendo meu coração acelerar.

Os trailers ainda passavam, anunciando que não podia fumar na sala e blá, blá, blá. Quem seria o otário que fumaria em uma sala de cinema? O Drake, claro.

- Vai por mim, você não vai querer saber – ele disse, a voz baixa e mais rouca que o normal, mandando uma corrente de eletricidade para o meu corpo, me esquentando de imediato.

- Arrisca – eu disse, pegando seu rosto com a outra mão e o fazendo me olhar, seus olhos negros queimavam de desejo, a boca estava comprimida entre os dentes. Os olhos dele passaram para o decote da minha blusa, mas rapidamente voltou para cima.

Engoli em seco.

- Eu não vou te contar – ele disse, um sorriso malicioso surgiu em seus lábios – Você vai ter que adivinhar.

Merda odiava adivinhação!

- Uma dica – eu disse.

- Não mesmo, ai você vai saber rápido demais – ele disse, depois piscou para mim. Fiz um bico.

- Só uma dica – pedi. Jacob suspirou.

- Ok, está nas lendas que seu pai te contava quando criança – Jacob disse meio temeroso – Pronto, agora eu não falo mais nada.

Sentei corretamente na cadeira, tentando passar as lendas na minha cabeça, mas eu nunca prestava muito atenção nela quando meu pais as contava.

Mordi o lábio, esforçando minha mente ao máximo, tentando lembrar.

- Não pense nisso, por favor – Jacob pediu, sussurrando no meu ouvido. Relaxei, e com algum esforço eu tentei prestar atenção no filme que começara.

O filme foi se seguindo, bem engraçado até. Percebia que algumas vezes Jacob me fitava longamente.

Quando Kevin James caiu da corda, eu nunca rira tanto na minha vida! Sequei rapidamente uma lagrima que caiu de tanto rir.

- Hilário – eu disse balançando a cabeça. Em devidos momentos eu achava que Jacob se divertia mais me vendo rir do que com o filme.

Mas, quase no final, Jacob começou a me provocar, as vezes ele aproximava os lábios da minha orelha, ou as vezes sua mão ia para a minha nuca, ou me abraçava.

Mas é claro que eu não sou de ferro, não agüentei mais toda aquela tensão sexual, é claro que eu não faria nada no cinema, mas me virei para Jacob e o puxei para um beijo ardente.

Parecia que era isso o que ele queria, por que rapidamente me puxou para mais perto, minha língua contornou seu lábio inferior suavemente.

Jacob me puxou mais para ele, e a única coisa que me irritava agora era o braço da cadeira, por que não retirava aquela merda?!

Então, a sala explodiu em aplausos e as luzes se acenderam. Fomos parando o beijo aos poucos, com singelos selinhos.

- Você disse que ia se comportar – eu disse.

Escutei sua risada rouca.

- Abra os olhos, – ele disse, foi quando me lembrei que eles ainda estavam fechados – E respire.

Abri meus olhos e respirei fundo, Jacob tinha um lindo sorriso de sol em seu rosto, fazendo meu coração acelerar ainda mais. Eu ainda vou ter um ataque cardíaco.

Ficamos nos fitando por um tempo.

- Todo mundo já saiu da sala – eu disse, finalmente olhando em volta. Jacob assentiu então nos levantamos e fomos descendo as escadas. – Ah, eu gostei muito do filme!

- Sim, é bem engraçado – Jacob disse sorrindo.

Fomos andando até o carro conversando sobre banalidades, e algumas passagens do filme.

- Então, me conta sobre suas viagens com o Peter – Jake pediu enquanto entrava no carro.

- Ah, não tem muito o que contar, nós viajávamos para cidades que tinham alguma historia importante sabe, mas também íamos para lugares apenas para se divertir – eu disse, pensando em inúmeras – Um dia, Peter tentou me convencer á irmos para Amsterdã.

Jacob caiu na risada e eu o acompanhei.

- Nossa, seria hilário ver você lá! – ele disse rindo, rolei meus olhos.

- Talvez você se surpreenda – eu disse com um tom de desafio, é claro que eu não fui/nem quero, ir para Amsterdã, mas mesmo assim, ver a cara de espanto de Jacob foi demais. – To brincando.

- Então, me conta mais – ele pediu, mordi os lábios.

- Ah, deixa eu ver... Paris foi legal, embora eu não tenha ficado muito tempo por lá. – eu disse.

- E por que não?

- Por que Peter estava tremendo todo, tivemos que voltar as pressas. – eu disse tremendo ao vê-lo tão ruim.

Ficamos quietos por um momento, e eu fiquei pensando na conversa que tivemos no cinema, minha mente tentava a todo custo buscar as outras lendas da tribo, mas era difícil, fazia muito tempo que eu não as ouvia ou fazia questão de lembrar. Talvez meu pai pudesse me contar algumas coisas, refrescar a minha memória.

- No que esta pensando? – Jacob perguntou.

Suspirei.

- Na conversa do cinema – eu disse olhando pela janela.

- Ah – ele disse, então vi pelo canto do olho ele apertar suas mãos no volante – Por favor, não pense nisso agora.

- Por que não? – eu perguntei curiosa, não podia ser nada de tão ruim assim. – Você já matou uma pessoa?

- Não! Claro que não! Por quê? – ele perguntou me olhando espantado. Dei de ombros.

- Se você não matou ninguém, então não tem como ser tão horrível assim – eu disse, embora tivesse outras coisas horríveis alem de matar uma pessoa, mas não era momento para isso.

Jacob soltou uma risada sem humor.

- Tão humana – ele murmurou. Estranhei aquilo, franzindo meu cenho, mas deixei essa passar. – Você... Já namorou... – ele pigarreou – Alguém em uma dessas suas viagens?

Corei bem forte, e virei minha cabeça totalmente para a janela, vendo as luzes de Port Angeles ficarem para trás.

- Você quer mesmo saber? – perguntei mordendo o lábio inferior.

- Acho que não – ele disse.

Droga! No cinema estava tão legal! Agora estava tudo no mínimo tenso.

- E você, Jacob? Já... Namorou alguma menina daqui?

- Não, nenhuma – ele disse sincero.

O olhei e ergui uma sobrancelha. Um gostosão como ele nunca namorou?! Ta de brincadeira com a minha cara!

- O que? É verdade! – ele disse me olhando com um ar de riso.

- Se você esta dizendo – eu disse sorrindo torto.

Começamos a conversar sobre o que gostávamos e não gostávamos, com Jacob era raro ficar sem assunto, eu me sentia bem com ele, segura, podia sentir o amor dele por mim, embora uma parte bem grande da minha cabeça tentava não ver isso, ignorar isso, podia ser coisa da minha imaginação, talvez.

Fiquei um tempo em silencio, tentando organizar meus sentimentos, era obvio que eu gostava de Jacob... Não, eu não gostava dele, tinha que ser uma palavra mais forte... Amor talvez? Eu ainda não sabia, alem do mas era nosso primeiro encontro!

- Chegamos – ele disse me trazendo de volta para a realidade, olhei para a minha casa, aonde estava tudo apagado.

- Que horas são? – perguntei.

- Meia noite – ele disse.

Eu não queria ir embora, e ele parecia sentir o mesmo. Ficamos um tempo nos olhando, até que eu suspirei.

- Eu me diverti muito hoje, Jake – eu disse, um sorriso involuntário surgindo em meus lábios.

- Eu também, . Muito mesmo – ele disse, então tocou de leve a minha bochecha, fechei meus olhos, curtindo a sensação de sua mão quente tocando meu rosto, minha respiração acelerou um pouco, não demorou muito e eu senti a respiração quente de Jacob varrer meu rosto, mostrando o quão perto ele já estava de mim.

Seus lábios tocaram os meus gentilmente, suave e macio. Minha mão foi para a sua nuca, o puxando um pouco mais para mim, aprofundando o beijo. As mãos de Jacob se entrelaçaram em meus cabelos, sua língua quente tocando a minha com suavidade.

Meu coração batia irregular, alto bem alto.

Desci uma unha pela nuca dele, aonde ele se arrepiou e me puxou com mais força, o desejo claro ali.

Pontos de eletricidade corriam por mim e passava para Jacob, ou talvez ele estivesse me passando isso, eu não tinha certeza.

Ele mordeu meu lábio inferior e o puxou, me fazendo arfar, e parece que a vadia dentro de mim entrou em ação, e quando dei por mim estava sentada no colo de Jacob, minhas costas estavam encostada no volante, eu rezava para que a buzina não soasse!

E por mais que eu gostasse que Jacob me respeitasse, pois suas mãos ainda estava na minha cintura, eu queria seu toque quente.

Quando o ar se fez necessário, Jacob passou a beijar o meu pescoço, beijava e mordia, desci as mãos de Jacob para a minha bunda, o que o pegou de surpresa, mas ele não retirou a mão ao contrario ele apertou ainda mais, me puxando mais para perto dele, como se quisesse fundir nossos corpos, reprimi o gemido, trincando meus dentes.

- ! – escutei a voz do meu pai.

No susto eu me atrapalhei a buzina do carro tocou.

- Ah, merda – eu disse, enquanto Jacob ria. – Idiota, isso não tem graça!

Voltei ao meu banco e abri a porta do carro.

- Oi, papai! – eu disse saindo do carro, ele estreitou os olhos para mim.

- Chegou agora? – ele perguntou, Jacob saiu do carro também.

- Er...sim? – eu disse, meu pai levantou uma sobrancelha pra mim.

- Isso é uma pergunta ou uma resposta? – ele disse.

Merda! Odiava pressão!

- Uma resposta! – eu disse bufando, me virei para Jacob, que agora estava do meu lado. – Tchau, Jake.

Fui para lhe dar um selinho, mas meu pai pigarreou, então o beijei na bochecha mesmo. Jacob me puxou para um rápido abraço, mas significativo.

- Tchau, – ele sussurrou no meu ouvido, sorri de leve me virei e fui até a porta da minha casa, aonde meu pai batia o pé impaciente.

- Até mais, Jake! – meu pai disse todo simpático depois que eu entrei.

- Até mais, Kevin! – Jake respondeu rindo.

Fui subir para o meu quarto, com um sorriso enorme na boca, mas fui impedida por um Peter de cara feia que estava no inicio da escada, com um olhar censura.

- O que é? – eu disse brava, já não bastava o showzinho do meu pai, ainda tinha que agüentar o Peter?! Sem essa!

- Você sabe que horas são? – ele disse firme. Rolei meus olhos.

- Meia noite – eu disse sem rodeios.

- Exatamente! Você acha que isso é hora de chegar? Olha, tudo bem eu concordei com esse namorico de vocês...

- Namorico? – eu o cortei – Eu e Jacob saímos apenas uma vez, e se for virar algo mais serio, pode ter certeza que não é um namorico qualquer – cuspi pra ele – Para de ser chato, Peter!

Peter soltou o ar.

- É, eu estou bem chato né? – ele disse tirando a cara de sério.

- Sim, insuportável – eu disse.

- Ei! Não pega tão pesado assim – ele disse, mas deu um sorriso tranqüilo pra mim – É que não esta sendo nada fácil admitir que você esta crescendo e já esta namorando! Com o meu melhor amigo ainda por cima!

Rolei meus olhos.

- Não torra, Peter – eu disse, passando por ele e indo para o meu quarto.

- Ok, mas... , se ele te machucar... Você me avisa que eu acabo com a raça dele, ok? – Peter disse em um tom brincalhão, mas dava para ver que ele faria isso mesmo.

Eu tremi.

- Ok, pode deixar – eu disse, então entrei no meu quarto, olhei ao redor. Eu estava segura? Ótimo!

Comecei a dançar pelo quarto sorrindo como uma idiota.

- , você é foda garota – eu disse para mim mesma.

Então fui para o banheiro tomar um banho e relaxar, Jacob me deixava assim, agindo como uma adolescente estúpida, mas era legal até!

Depois do banho coloquei uma boxer e uma camisa branca comprida por cima, fui me deitar.

Mas eu não conseguia dormir de jeito nenhum! Suspirei e peguei meu celular... Não, amanha eu ligaria para a Lu.

Voltei a me deitar e me remexi um pouco na cama, acabei dormindo tranquilamente, nada de pesadelos por hoje.



Capitulo sete: Duvida.


Jacob Black – PDV

Dirigi até em casa com o coração aos pulos. Meu ‘plano’, era não contar nada para ela ainda, ir com calma, eu não sabia como ela iria reagir, alem do mais ela não era de La Push, foi um dia, mas depois que sua mãe a levou, deu para ver as mudanças nela. As garotas aqui de La Push sabiam sobre as lendas, seus pais não os deixavam esquecer, assim eles não invadiam as terras dos Cullen.

Cheguei em casa e meu pai ainda estava acordado. Imagens do beijo dela vieram á minha cabeça, me fazendo sorrir como um retardado. Caminhei pensando sobre ela, sobre os beijos, sobre o jeito dela, sobre ela em si.

- Oi, Jake, como foi com a , filho? – meu pai perguntou, vindo da sala.

- Excelente – eu disse, caminhando sem olhar para ele, para o meu quarto.

- Você andou fumando, Jacob? – meu pai perguntou. Mas eu estava tão alheio é ele, que a única coisa que eu disse foi “É, aham”, e entrei no meu quarto.

Respirei fundo umas três vezes, eu ainda tinha ronda pra fazer hoje, era melhor não me atrasar, assim Sam amanha abriria uma folga pra mim.

Fui tomar um rápido banho e vesti meu shorts, pulei a janela do meu quarto e fui em direção á floresta, tentando achar alguma coisa para tira-la do meu pensamento, mas estava difícil.

Tirei o shorts, amarrando-o no meu tornozelo, a calor se espalhou pelo meu corpo, de uma forma conhecida. Era fácil me transformar. Depois de feito, respirei fundo novamente, enchendo meus pulmões grandes de ar, comecei a correr, pensando no tempo e não nela.

Nossa, chegou agora do seu encontro? O que você e a estavam fazendo, hein? – Paul perguntou todo malicioso.

Cuida da sua vida, Paul – eu disse, não me irritaria com o Paul, nenhum sentimento – a não ser felicidade – me invadiria agora.

Hm... vejo que foi muito bom – Drake disse, eles estavam na clareira que tinha ali perto, esperando Sam chegar.

Calem a boca, deixa o Jacob em paz – Jared disse, ele sabia como eu me sentia.

Valeu, Jared – eu disse.

Sam se transformou, então começamos a fazer nossa ronda. Eu estava quieto mentalmente, tentando me controlar para não soltar nada de muito constrangedor. Foi quando um cheiro forte invadiu minhas narinas, me fazendo recuar, era cheiro de vampiro, doce demais e conhecido demais, era aquela ruiva eu tinha certeza.

Sam, estou indo verificar – pensei, seguindo o rastro com Quil e Embry no meu encalço.

Jacob, volte! – Sam disse.

Não, o rastro pode se perder – respondi, a única coisa que eu pensava agora era em pegar a ruiva de deixar Bella a salvo.

Nossa, que imprinting mais fiel – Drake disse acido, ele admitindo ou não ele se preocupava com , do mesmo modo que Peter.

Ignorei o comentário e comecei a correr, foi quando vi seus cabelos ruivos correndo.

Estou chegando, Jake – Jared disse, ao mesmo tempo que Seth.

Comecei a correr pra valer, a ruiva nos ouviu então aumentou a velocidade. Em menos de três minutos todos nós já estávamos juntos.

Seth e Paul, vão pelo lado, e bloqueiam ela na frente – Sam disse, Seth e Paul aumentaram mais o ritmo, seguindo as instruções de Sam. Victoria ficou atenta a nos, eu estava bem próximo dela. Quando Seth e Paul fizeram o que Sam pediu, ela foi mais rápida e pulou em uma arvore, passando por cima deles, pulei por cima deles e recomecei a correr.

Victoria pulou para a fronteira, indo para o território dos Cullen.

Será que eles estão com Bella? Pensei comigo mesmo.

E quem se importa? – Drake comentou, mais acido ainda, a imagem de em sua mente.

Rosnei de raiva. Ela continuou a correr pelo lado dos Cullen, com um sorriso zombeteiro no rosto.

Não a deixem escapar! Uma hora ela terá que voltar ao nosso território – Sam disse, sua mente mostrando o final da trilha dos Cullen, aonde passava para a nossa.

No escuro, três Cullen saíram detrás das arvores, Victoria foi surpreendia, então pulou para o nosso lado, Peter se transformou, e quando viu o que acontecia em nossas mentes, começou a correr como nunca.

Finalmente uma diversão – ele pensou.

Leah estava mais próxima de Victoria, quando conseguiu velocidade para ficar emparelhada com ela, Victoria dançou para o outro lado da fronteira.

- Alice! – o vampiro grandão ladrou

- Não consigo ver nada com esses cães! – ela disse brava, um vampiro loiro, cheio de cicatrizes assumiu a frente do grandão, quase conseguindo tocar Victoria.

Peter entrou em nosso campo de visão, ao lado de Leah, só que ele estava mais a frente, já que pulou na frente de Leah. Podíamos ver o quanto Peter estava perto dela, ele tocava sua roupa. Ele foi para morder, mas a ruiva é rápida!

Ela deu impulso e foi para o outro lado, Peter conseguiu arrancar um pedaço de sua roupa, do sobretudo que ela usava, a coisa estava ficando perigosa, estávamos correndo lado a lado com os Cullen, um deslize e invadíamos o território um do outro.

Mas quando ela saltou, Paul saltou também, assim como o grandão.

Paul, não! – Sam gritou, tarde demais, ele colidiu com o vampiro, e um estrondo soou. Paul rapidamente se colocou de pé, rosnando para o grandão.

Vou acabar com esse parasita nojento – Paul praguejou, uma vampira loira, vendo a situação, resolveu defender o maridão, rosnando para Paul, dei meia volta e fui flanquear Paul, junto com Jared.

Nos esquecemos completamente da vampira ruiva. Cada um defendendo seu território.

O vampiro líder olhou para o vampiro-frankstein, o cheio de cicatrizes, então tudo ficou muito calmo, calmo demais, e eu sabia que ele devia estar bagunçando com nossos sentimentos, eu sabia que aquele sentimento não era meu.

- A prioridade aqui é a Victoria – o vamp-lider disse calmamente.

Sam assentiu, então voltamos a caça, mas ela já estava longe, e por mais que corrêssemos, quando quase a pegamos novamente, ela pulou para o mar, ganhando a vantagem.

- Ainda podemos pega-la, se vocês liberarem o território apenas para isso – o vamp-grandão disse.

Exclamações encheram a minha mente. Sam negou com a cabeça, eles não ficaram muito feliz com a resposta de Sam, mas deram meia volta e saíram, assim como nós.

Bom trabalho, Peter – Sam disse

É, você arrasou – Paul disse rindo, então Peter trouxe na boca o pano que arrancara.

Vamos levar isso para os mais novos também, assim eles ficam ciente, se trombarem com o cheiro novamente – Sam disse.

Assentimos.

Continue na ronda, Jacob, Quil e Embry, fiquem aqui na fronteira, caso ela volte. – Sam disse. – Peter, Paul e Leah, fiquem ao norte. Eu, Jared, Seth e Drake vamos ao leste, ate o perto do próximo povoado.

Então começamos a correr novamente, o bando em estase pela briga.

Não adiantava brigar com Paul pelo seu comportamento, fazia parte de quem ele era. Corremos até o amanhecer, quando Afrodite, e os dois mais novos do bando se juntaram á nos. Substituindo eu, Quil e Paul.

Fui para casa frustrado. Ela não tinha voltado, os Cullen com seus cheiros horríveis também não ajudavam muito, na mudança de vento o rastro da ruiva saia e vinha o fedor dos Cullen.

Entrei no meu quarto e fui dormir, eu podia ir ver a mais tarde, estava cansado.


Acordei já era duas da tarde, pulei da cama indo para o banheiro, tomar um banho. Deixei a água escorrer pelas minhas costas, enquanto a imagem de vinha na minha cabeça, o sorriso bonito, mostrando os dentes brancos, os olhos... Ah! Seus olhos eram os mais lindos que eu já vira, brilhavam cheios de emoções que eu podia ver que ela tentava segurar.

Sorri para mim mesmo, eu estava tão feliz! Era bom, por que Bella não tomava mais meus pensamentos como antes, eu só fui pensar nela ontem, enquanto caçávamos a ruiva.

Depois me de esfregar eu desliguei o chuveiro, enrolei uma toalha na cintura e sai do meu quarto. Coloquei uma calça jeans e uma blusa preta, como de praxe.

Fui até a cozinha, a onde meu pai estava, ele olhava um jornal.

- Você viu isso? – ele perguntou, me entregando o jornal.

- Você sabe que eu não vejo jornal, pai – eu disse, mas o peguei, tinha uma manchete dizendo que Seatle estava em crise de mortes, todas a noite, cadáveres mal desovados, falta de provas. E mais uma em negrito:

Aumentam as mortes, policia teme atividade de gangue.

Dei de ombros.

- Isso não pode ser nada, pai – eu disse, franzindo o cenho – Sam sabe sobre isso?
Billy assentiu.

- Falei com ele hoje cedo, quando fui comprar o jornal, ele disse que vai ficar monitorando.

Rolei meus olhos.

- Pai, mesmo que seja alguma coisa, não podemos fazer nada, nossa prioridade é La Push, apenas.

Meu pai suspirou.

- É, talvez você tenha razão, deve ser um fã de Hitler ou coisa parecida – meu pai disse, mas voltou a ler seu jornal.

- O que tem pra comer? – perguntei.

- Sue mandou algumas coisas para nós, já que eu estava com preguiça de cozinhar.

- Você mal sabe cozinhar, pai – eu disse rindo, então peguei a comida e comecei a almoçar.

- Você vai ao Kevin hoje? – meu pai perguntou curioso.

Assenti.

- Daqui a pouco. – eu disse olhando para o relógio da cozinha.

Meu pai sorriu satisfeito. Rolei meus olhos.

- Não me mande esse olhar, pai. – eu disse terminando de comer. Meu pai ergueu as mãos, em sinal de rendição.

- Só estou feliz por você, filho. – ele disse rindo, então foi até a sala. – Hoje o Kevin vai vir aqui de noite, assistir o jogo, ta afim de ver com a gente?

- Você sabe que não – eu disse, colocando meu prato na pia, subi e escovei meus dentes novamente, quando eu ia sair o telefone tocou, suspirei. – Alo? – perguntei.

- Oi, Jacob, é o Sam. Pode me fazer um favor? – Sam disse.

- Se for rápido – eu disse.

- Ligue para a Bella, quero que você veja se o vampirozinho dela esta com ela, se estiver, amanhã vá até a escola dela e converse com ele, lembrando sobre o território, já que se não fosse por nós, eles teriam invadido – Sam disse severo.

Suspirei, ótimo, quanto mais eu tento esquecer a Bella – o trabalho estava indo muito bem – Sam me empurra novamente para ela.

- Ok, vou ver o que posso fazer – eu disse amargo.

Desliguei e disquei o numero de Bella, rezando para que ela atendesse de uma vez e eu acabasse logo com isso.

- Alo? – a voz de Charlie acabou com os meus planos.

- Oi, Charlie, é o Jacob, a Bella está? – perguntei.

- Oi, garoto! – ele disse todo feliz, a preferência por mim do que pelo vampiro-mauricinho era clara – Ah, não ela não esta, viajou com... o Edward, foram visitar a mãe de Bella, por que?.

Respirei fundo, uma, duas vezes, parecia que eu teria mesmo que ir na escola.

- Você sabe quando eles voltam? – perguntei.

- Hmm... em três dias no máximo. – Charlie respondeu meio alheio.

- Ok, quando ela chegar peça para me ligar, por favor? – eu pedi.

- Claro, claro. Posso falar com seu pai? – ele perguntou.

- Claro, tchau Charlie. – eu disse, então olhei para o meu pai, que já estava do meu lado – Telefone para você.

Dei o telefone na mão do meu pai e sai de casa, indo para casa a de .

Fui a pé mesmo, não chovia, tinha um leve sol e o dia parecia mais quente do que o normal, já que as pessoas se permitiram usar roupas mais leves.

Cheguei na casa dela e sorri para mim mesmo.

Fui um pouco para trás, vendo sua janela, se estivesse tudo quieto demais eu iria embora, não queria acorda-la. O quarto estava quieto.

Mordi meu lábio, bati na porta de leve.

- Já vai! – Kevin disse, quando abriu a porta sorriu – Hey, Jake. A ,não está.

Franzi o cenho.

- Você sabe aonde ela foi?

- Ah, ela de manhã disse que ia andar por ai, então voltou correndo falando que tinha achado um lugar lindo na floresta, eu disse para ela não ir, mas ela rara vezes me escuta, pegou as coisas de pintura dela e saiu correndo, murmurando algo sobre contraste, luz e etc.

Eu tive que rir com o tom desinteressado dele. Mas meu riso parou quando a imagem de Victoria cruzou minha mente, seria impossível ela passar para a nossa fronteira, mas e se...

- Você sabe em que lugar da floresta? – perguntei mais seco dessa vez.

Kevin notou isso.

- Para lá – ele disse, apontando para frente – Ela disse que não ficava muito longe, disse que ainda conseguia ver a casa, quando eu me preocupei.

Assenti, agradeci e sai de lá, indo para o lugar que ele apontou. Respirei fundo e senti seu leve aroma, estava bem fraquinho.

Corri até onde ele falou, olhei para trás, tinha que ser aqui! Se eu fosse mais para o fundo, não veria a casa!

Mas não tinha ninguém ali, seu rastro também estava fraco.

Suspirei, a onde ela se metera?

Tirei minhas roupas e me transofrmei, seria mais fácil assim.

Tão cedo na ronda, Jake? – Afrodite perguntou.

Não estou fazendo ronda – eu disse, farejando, indo mais para o fundo, a onde o cheiro era mais forte.

Foi quando a vi, tinha alguns raios de luz e uma leve trilha de água, aonde ela estava do outro lado, seu rosto era vago, mas seus olhos brilhavam com tanta intensidade, com tanta animação que contagiava o lugar.

Instintivamente me aproximei, esquecendo que ainda era um lobo.

Jake ela pode te ver e ter um ataque! – Afrodite me avisou. E foi isso o que aconteceu, por um breve momento, minha pata quebrou alguns galhos, olhou na direção, encontrando meus olhos, mas antes que ela pudesse fazer alguma coisa eu voltei para a escuridão, corri dando a volta na trilha, me transformei de volta e surgi atrás dela.

- ? – perguntei.

- AH! – ela gritou de susto. Quase caindo na água, mas eu a segurei pela cintura.

- Desculpa, não queria te assustar – eu disse, o coração dela batia bem alto, rápido e não muito saudável – Você esta bem? – perguntei.

Ela assentiu, embora ainda estivesse um pouco assustada.

- Eu vi... – ela disse, mas me olhou e se calou. Essa era a minha deixa.

- O que você viu? – perguntei curioso. A coloquem em pé.

- Eu... Não tenho certeza do que vi – ela disse com uma cara de confusão, olhando para o outro lado. – Acho que era... Um lobo... Não, era muito grande.

- Pode ter sido – eu disse um pouco amargo. Ela me olhou duvidosamente.

- Era muito grand... – mas ela parou de falar, seu olhar ficou um pouco vago, então depois me olhou espantada, ela se afastou um pouco de mim – Seria loucura se eu achasse que era você?

Então era isso, essa era a hora.

- Não, não seria – eu disse.

Ela colocou as mãos na boca.

- As lendas... – ela murmurou, eu apenas consegui assentir. – Então... você é... Lobisomem?

Eu não conseguia dizer nada, não conseguia falar que eu não era um monstro, que ela podia confiar em mim, eu apenas assenti.

- Oh! – ela disse – Então... Peter...

- Sim – eu disse não mais que um sussurro.

Ela ficou um pouco quieta, ousei olhar para seu rosto, ela era uma mistura de fascinação com medo. caminhou até uma arvore e se sentou, fitando seus pés.

- Ual, é... muita informação – ela disse – Não parece real.

- Mas é – eu disse, ficando quase na sua frente.

- OMG! Você mata pessoas! – ela disse se levantando.

Rolei meus olhos.

- Não, eu não faço isso. Sou humano, , como você. Não totalmente, mas sou.

- O que você quis dizer quando disse que trabalha com segurança? Um trabalho social?

Um sorriso sem humor surgiu em meus lábios.

- Nós protegemos La Push – eu disse não olhando em seus olhos.

- Protegem do que? Por que se for... humanos – ela disse balançando a cabeça com um breve sorriso em seus lábios – Significa que você mata pessoas... Vampiros! – ela disse chocada, seu coração perdeu uma batida. – Isso não pode ser verdade!

- Se isso te consola, o Pé Grande não existe – eu disse com humor negro.

- Meu Deus – ela disse com um suspiro, passou a mão pelos cabelos bagunçados. Ela voltou a se sentar em uma arvore. – Então, Afrodite, Embry... todo mundo?

- Não todo mundo – eu disse, me referindo á ela.

- Por isso aquele mistério todo, e eu achando que era drogas! – ela disse.

Soltei um riso.

- Antes fosse – eu disse.

Ela me olhou e pendeu a cabeça de lado.

- Por que não me contou antes? – ela perguntou.

- Isso não é uma coisa que se diz no primeiro encontro, certo? – eu disse.

- Mas você queria me contar, você até me deu dicas – ela disse.

Eu queria me sentar ao seu lado, abraçá-la, mas eu tinha medo dela me rejeitar.

- Se eu tivesse a opção de não te contar, eu não contaria, mas é impossível te negar alguma coisa – eu disse com um suspiro.

Ela ficou um tempo em silencio.

- Por que Peter não me contou antes? – ela perguntou.

- Por que não é permitido – eu disse – O segredo é realmente algo que não podemos contar.

- Mas você me contou – ela disse.

Ok, respira fundo que ta na hora de você contar para ela sobre o imprinting.

- Isso é... complicado – eu disse.

- Mais complicado que meu namorado ser um lobisomem assim como metade da minha família, e ficar sabendo agora, não, não é – ela disse.

Sorri com a palavra namorado.

- Namorado? - eu disse, um brilho passando por meus olhos.

ficou corada.

- Não fuja da minha pergunta – ela disse.

- Podemos contar nosso segredo... para... nosso imprinting – eu disse bem baixo, percebi que ela processava as palavras, já que eu disse muito baixo.

- Imprinting? O que é? – ela perguntou.

Suspirei.

- É como nós achamos nossa parceira, é algo involuntário, quando você a vê, nada mais importa, entende? O amor pela família, pelos amigos, tudo é esquecido no momento que você coloca os olhos nela. Você seria tudo o que ela quisesse, amigo, confidente, irmão, amante, marido, namorado – eu disse.

arfou, seu coração voltou a acelerar.

- Então... você e a Bella...? – ela não terminou a frase.

O que?! Ela estava brincando comigo, certo?!

- Não! Não, , foi você, será que você não entede? É você! – eu disse me agachando na sua frente. – Sempre foi você.

Ela me encarou espantada. Eu a olhava intensamente, ela ficou em silencio torturante, eu queria tanto poder saber o que ela pensava! Assim seria mais fácil. Mas é claro, nada é fácil para mim!

- Então... – ela disse depois de um tempo, seu rosto se tornou frio, eu tremi – Eu não tenho escolha, é isso?

- É claro que você tem, eu é que não tenho – eu disse.

- Está me culpando? – ela disse indignada.

- Não, claro que não! Agradecendo – eu disse, com um breve sorriso.

- Mas... aonde a Bella entra nessa historia? – ela disse, ainda cismada com a Bella!

Bufei.

- Bella não entra em lugar nenhum! – eu disse.

olhou para longe.

- Mas você ainda gosta dela – ela disse com um suspiro, sua voz falhando, mordeu o lábio inferior que tremeu.

Eu queria toca-la, confortá-la, mas achei melhor apenas olhá-la.

- Eu vou admitir que um dia achei que ela fosse meu imprinting ou algo próximo –eu disse, a cor do rosto de se foi – Me escute! Me deixe terminar! – eu disse, ouvindo seu coração acelerar e seus olhos se encherem de lagrimas. Mas ela as segurou bem. – Eu achava isso. Mas quando eu te vi, soube que o que eu sentia por ela, o amor, não era mais nada, entende? Nada comparado ao que eu sinto por você. Eu não sei ainda o que fazer em relação a Bella, já que faz tempo que eu não á vejo, mas sei que nada vai afetar o que eu sinto por você.– eu disse.

- Você está confuso – ela afirmou. Era como se ela lesse meus pensamentos!

Não ousei negar aquilo, estava confuso em relação a Bella, em qual era o meu sentimento por ela agora. Bella as vezes dominava de leve meus pensamentos, mas era passageiro, por que logo eu pensava em .

- Eu amo você, – eu disse, ela me olhou chocada – Entenda, Bella não exerce mais nada em mim, eu... só não sei... como fica as coisas entende? Não sei o que sinto por ela agora, mas não é amor, disso eu tenho certeza absoluta.

respirou fundo três vezes, fechando os olhos. Quando os abriu, o azul quase dominava seus olhos, o rosto voltou a ter cor. Ela me deu um leve sorriso e depois suspirou.

- Jake... eu ainda não sei... o que... – ela disse.

- Ei, ta tudo bem, não estou pedindo para você dizer que me ama, ok? – eu disse chegando mais perto dela, a esperança me tomando. – Só quero que você fique comigo, , por que eu não consigo ficar sem você.

Ela mordeu os lábios.

Arrisquei um leve carinho em sua bochecha, ela fechou os olhos e sorriu, meu coração martelava, meus lábios clamavam para ter os dela.

- Jake... eu... – ela disse, então abriu os olhos – Eu acho que te amo.

Eu ri de sua frase, sendo acompanhado por ela.

- Isso é bom, meio caminho andado – eu disse, chegando mais perto e tocando de leve meus lábios nos dela.

suspirou em meus lábios, então suas mãos foram para a minha nuca, me puxando para mais perto. O desejo me consumiu, como sempre acontecia quando ela me beijava. A segurei com mais força, dançando minha língua na sua.

Acho que eu te amo. Isso rondou minha mente, em uma explosão de felicidade, que eu a levantei, ainda a beijando, e a abracei mais, minha mão em sua cintura, enquanto a outra adentrava seus cabelos, se entrelaçavam ali e puxavam de leve.

desceu as mãos pelos meus braços, e sua mão adentrou a minha camisa, passando pelas minhas costas, então o meu abdômen, meu corpo todo tremeu, meu corpo bem ciente de seus toques.

Aprofundei mais o beijo, amando ela, amando beijar ela. Minha mão que estava em sua cintura desceu até a sua bunda, a apertando, escutei um gemido baixo – tão baixo que se eu fosse humano quase não ouviria -, sair dos lábios de , a encostei em uma arvore, minhas mãos explorando seu corpo, enquanto suas unhas me arranhavam de leve, minhas costas, minha cintura. Era incrivel! Eu não sentiria isso se fosse com outra pessoa, não sentira um tapa se me dessem, mas era incrivel como eu sentia os toques dela, a respiração falha mexia comigo.

Ela quebrou o beijo, arfando, aproveitei a deixa e passei a beijar seu pescoço, mordendo. tombou a cabeça para o lado, me dando mais espaço. Suas mãos apertavam meus ombros, me puxando para mais perto.

Peguei sua perna e a levantei até a minha cintura, me encaixando melhor entre elas, pela minha visão periférica eu via seu peito subindo e descendo, pelo decote da blusa. Parei de beijar o pescoço e fui descendo os beijos, chegando no inicio do seu busto, a senti prender a respiração, seu coração batia como hélices de helicópteros. Sorri para mim mesmo, mas voltei meus beijos, minha outra mão levantou sua outra perna, a colocando em meu colo. me olhou intensamente, cada uma de suas mãos ao lado do meu rosto. E em seus olhos eu vi aceitação, vi o amor que ela duvidava, vi paixão, desejo, felicidade, fascinação.

Lentamente eu voltei a encostar meus lábios nos dela, os movendo com delicadeza.

Algo tremeu perto de meu peito, e não eu não estava sendo um poeta romântico.

Tremeu novamente. Era o celular dela.

Julia parou de me beijar com um suspiro, pegou o celular e o atendeu.

- É bom que seja caso de vida ou morte, pai – ela disse brava. Mordi meus lábios, evitando rir. – E eu vou lá saber a onde o Drake esta, pai?! Tenho cara de rastreadora, meu filho?! – ela disse indignada. Não agüentei e comecei e rir, escondendo meu rosto no vão de seu pescoço. – Cale a boca, Jacob – ela disse brava – Não, pai, to falando com o Jacob, mas se a carapuça serviu pra você – ela disse dando de ombros.

A desci do meu colo.

- Ta, pai, tatatatata, depois eu falo com ele... To perto de casa, pai. Posso desligar? – ela perguntou impaciente. – Ok, tchau. – ela desligou o celular e bufou.

A abracei, ela correspondeu, escondendo seu rosto no vão do meu pescoço, sua respiração batia na minha pele, mandando uma eletricidade.

- Você não esta perto da sua casa, sabia disso? – eu disse rindo. Ela corou

- Se eu falasse para o meu pai que ficava longe de casa, ele não me deixaria ir. – ela disse rolando os olhos.

Fiz uma careta.

- Certo ele, , você não esta mais em Paris ou coisa do tipo, aqui tem animais, muitos deles – eu disse.

- Sim, principalmente lobos gigantes e humanitários – ela disse assentindo.

Rolei os olhos e ri.

- Então, o que você esta pintando? – eu disse, me virando para a tela.

- AH, não é nada – ela disse, seu coração voltando a acelerar. Me aproximei da tela, aonde tinha representado – de uma forma mais bonita e suave – o lugar aonde estávamos, as arvores eram suaves e dava a impressão que o vendo batiam nelas, o pequeno riacho estava em um tom de azul e verde, as pedras ao redor, decorando.

- É muito lindo – eu disse impressionado. Não era atoa que se dava bem com pintura, as cores eram vivas e passavam tranqüilidade e paz.

- Uhum – ela murmurou, me virei para ela, mas seus olhos eram distantes, como se ela se lembrasse de alguma coisa, ela olhava a floresta a frente.

- No que esta pensando? – perguntei, chegando mais perto dela.

- Nos meus sonhos que eu tive – ela disse sua boca se contorceu em desgoto – Sabe, eu acho que no fundo eu sabia sobre você, sempre achei esse lugar estranho.

- Obrigado pela parte que me toca – eu disse sorrindo – Sonhos?

- Pesadelos seria mais correto – ela disse.

Fiz uma careta, não gostei que ela tinha pesadelos comigo.

- Não são com você – ela disse rolando os olhos – É... Com tudo sabe, eu sonhava que vocês perseguiam alguma coisa, quer dizer, não vocês e sim lobos enormes, mas eu não conseguia ver direito... Agora eu acho que sei o que era – ela disse, então tremeu. A abracei.

- Relaxa ok? – eu disse beijando o topo de sua cabeça. – Nada nunca aconteceu comigo de ruim.

- Ah, eu sei, mas é angustiante. – ela disse e balançou de leve a cabeça. Ela levantou a cabeça e quando nossos lábios iam se tocar... Novamente o celular dela tocou. Suspirei. – Pode deixar, eu jogo ele no lago – ela murmurou de mal humor, então o atendeu – O que é, mãe? – perguntou. – É, é, também estou morrendo de saudades... Serioo?! Quando?! – ela disse toda animada. – Ok, então agente se vê amanha. – então ela desligou o celular.

- Deixa eu adivinhar, sua mãe e sua amiga vem amanha? – eu disse sorrindo.

- SIM! – ela disse pulando na minha frente. – Vou buscá-las em Port. Angeles. Ao que parece, a viagem foi adiantada, ela esta em Washington a dois dias, e nem me contou! – ela disse ainda pulando. Então ela parou de pular e sorriu – Você vai comigo, certo?

- Claro! – eu disse sorrindo satisfeito por ela querer a minha companhia. – Só por curiosidade, a quanto tempo você esta aqui? Na floresta.

Ela parou para pensar, pressionou os lábios enquanto os olhos demonstravam que ela estava pensando.

- Acho que desde manhã, umas dez horas, por que? – ela perguntou.

- Só curiosidade – eu disse, dando de ombros.

- Ok, me ajuda a guardar minhas coisas – ela disse, colocando um pano na tela.

- Se não tiver um sutião por aqui, eu ajudo – eu disse rindo.

Ela corou bem forte, e rolou os olhos.

- Se você não quiser eu guardo sozinha – ela disse firme.

- Não, eu te ajudo – eu disse, então comecei a ajudá-la. – Você atravessou o riacho com essas coisas?

- Não, claro que não! Tenho cara de Aquaman? – ela disse rolando os olhos e me fazendo rir – Ele não é muito longo, um pouco mais para lá o riacho é só um filetinho, foi por lá que eu passei.

- Você teve sorte – eu disse rindo, pegamos as coisas e fomos andando mesmo, não demorou muito e o lugar por onde ela passou apareceu e atravessamos. – Você não podia se perder por aqui?

Ela deu de ombros.

- É bem possível, mas como você esta aqui, tenho certeza que sabe como voltar – ela disse, então piscou para mim.

Balancei minha cabeça.

- Você é impossível – eu disse.

- Estranho, já ouvi isso antes – ela disse rindo.

Começamos a conversar, ela me fazia algumas perguntas e eu respondia, de bom grado. Acabei falando dos vampiros que mantém residência aqui perto, e sem querer o nome deles escaparam.

- Eu já ouvi falar deles – Ju franziu o cenho – Peter murmurava pela casa, como um velho rabugento. Pera ai... Cullen? – ela disse – A Bella... ta namorando um vampiro?!

Suspirei e assenti.

- Eca, que nojo – ela disse franzindo o cenho – Ela não se incomoda com as presas?

Eu ri alto com isso.

- Aparentemente não, e eles não tem presas... Não como as dos filmes – eu disse.

- Estanho mesmo assim, se bem que é claro, namorar um lobisomem não estava na minha lista do que fazer em La Push. – ela disse, me fazendo rir – Mas saiu melhor que encomenda.

Sorri para ela.

- Gosto quando pensa assim – falei.

assentiu.

- Gosto de pensar assim – respondi.

Chegamos na porta da sua casa.

- Vem, entra – ela disse, me puxando para dentro. – Oi pai – ela disse, mas não parou para me deixar cumprimentar seu pai.

- Oi filha, oi Jake – ele disse sorrindo.

- Oi de novo,Kevin – eu disse sorrindo.

- De novo? – perguntou, enquanto subíamos para o seu quarto.

- Quem você acha que te dedurou?

riu, abriu a porta do seu quarto e entramos, para colocar as coisas perto da janela.

- Então, o que vamos fazer hoje? – perguntei para ela.

- Eu não sei. – ela disse pendendo a cabeça de lado – O que você quer fazer?

Dei de ombros.

- Podemos ficar aqui. – ela disse, vindo até mim e me abraçando de leve.

- Ótima idéia. – eu disse sorrindo, dando um leve selinho nela.

- ! Seu carro não quer pegar de novo! – Kevin gritou lá da garagem.

rolou os olhos.

- Não sei por que eu ainda tenho aquela merda – ela disse, pegando minha mão. Levantei uma sobrancelha.

- Se você quiser eu posso dar uma olhada – eu disse sorrindo pra ela.

- Pode ser, embora eu já tenha levado ele na china para ver qual o problema, e nunca ninguém sabe – ela disse, rolei meus olhos.

- Aqui você esta falando com o Jacob Black – eu disse me gabando. Ela começou a rir

- Vou ignorar esse seu ataque de modéstia – ela disse rindo. Descemos até a garagem. Seu pai só faltava chutar o carro.

Falei com Kevin, dizendo que ia dar uma olhada. Então comecei a mexer, me perdendo nas peças, nos motores, vendo tudo, minha mente trabalhava com facilidade para ver os problemas do carro, que não parecia ter problema nenhum.

Em devido momento, retirei minha camisa, para não sujá-la, embora minhas mãos ainda não estivessem suja, já que eu mexia aqui e ali.

- Eu vou...er... lá na cozinha, quer alguma coisa? – disse atrás de mim.

- Ah.. Não eu to bem – eu disse por cima do ombro, escutei seus passos se afastando.

Escutei o celular dela tocar novamente.

Mas começou a falar em uma língua que eu não entendia nada, tentei me concentrar, ver se tinha alguma coisa em inglês, mas não tinha nada! A cor saiu do rosto de , ela ficou um tempo em silencio apenas escutando, seus olhos arregalados.

- NÃO ACREDITO! – ela, finalmente, gritou em inglês – AQUELE CACHORRO MAL AMADO, FILHO DE UMA PUTA! – ela praguejou. Parei de fazer o que fazia e me virei, da garagem para a cozinha, era só uma porta que separava, e eu via andando de um lado para o outro no cômodo. – Eu vou matar ele! Não acredito que ele fez isso! – ela gritou mais uma vez em inglês, depois a conversa se seguiu no que eu reconheci brevemente em português, já que na minha escola tinha o espanhol básico.

Então ela desligou e ficou bufando na cozinha.

- Algum problema, filha? – Kevin disse, aparecendo na cozinha.

- Por que teria que ter um problema?! Por que tudo tem que ser um problema?! As pessoas não podem gritar quando bem entenderem?! – disse brava.

Ixi, a coisa devia ser feia.

- Calma, só quero saber o que aconteceu – Kevin disse.

- Você quer saber demais – disse brava, então saiu da cozinha e passou por mim, indo para a varanda da casa.

- O que deu nela? – Kevin perguntou ao meu lado.

- Não sei – respondi. Então fui até ela, que estava sentada na escada, tinha as mãos no rosto. – , esta tudo bem?

- To com cara de que esta tudo bem? – ela disse com a voz embargada. Me sentei ao seu lado, a puxando para um abraço.

- O que aconteceu? – perguntei, alisando seu cabelo.

- Não é nada. – ela disse, então se afastou um pouco de mim, respirando fundo, guardando o choro para ela mesma.

- Você pode me contar, . Sabe disso – eu disse, não queria pressioná-la, mas não gostava de vê-la chorando ou sofrendo.

Ela bufou.

- Minha melhor amiga me ligou agora pouco – ela disse, mas não continuou.

- É, eu ouvi, embora não tenha entendido nada devo confessar – eu disse, tentando quebrar o clima, mas a única coisa que consegui foi um breve sorriso triste – O que aconteceu com ela?

- Eu tinha um namorado no Brasil – ela disse, tentei disfarçar minha cara de ciúmes. – O nome dele era Junior, mas ele era muito ciumento sabe? Mas mesmo assim eu gostava dele, só que ele queria mais do que eu podia dar – ela disse, e entendi o que ela quis dizer, suspirou – Então, ele terminou comigo, na verdade eu não fiquei chateada, mas também não fiquei feliz. Alguns dias depois nós voltamos, com a desculpa dele que ele ainda me amava, que só tinha terminado comigo por que me machucaria e blá, blá, blá – ela disse, abrindo e fechando a mão – Mas o ciúmes dele era muito, eu tenho um amigo no Brasil, o nome dele é Gabriel, nós nunca tivemos nada alem da amizade, ele até namorava a Luciana! Mas Junior ficava pegando no meu pé e tudo mais, dizendo um monte de merda e que eu não dava carinho suficiente para ele – ela deu de ombros – Então eu terminei com ele.

Se ele tivesse feito algum mal para ela, era certo, eu o mataria, não importasse aonde ele estava.

- Mas ele enchia o meu saco, dizendo que me amava e todas essas merdas de garotos com o ego ferido – ela continuou, rolando os olhos. – Depois disso as declarações de amor passaram para algo mais sério. E... – ela não respondeu, um soluço escapou de seus lábios. – Luciana me ligou agora e disse que ele meio que embebedou ela... Ela só me ligou agora... por que estava muito nervosa, minha mãe a consolou...– ela parou de falar. E eu já sabia o final da historia – Ela não tinha nada a ver com isso, entende? – disse, chorando em prantos. Eu não sabia o que falar apenas a abracei – Ah, que ódio dele, Jake! Que ódio, que ódio! Filho da puta, filho da puta... – ela ficou xingando ele ainda mais. Eu estava em estado de choque.

- .. ele... nunca fez... – respirei fundo, tentando controlar a tremedeira que começou, só de imaginá-lo...

- Não! Não! Eu terminei com ele em uma das viagens que eu fiz – ela disse, limpando as lagrimas – Desde então eu nunca mais o vi.

Assenti.

- Ela o denunciou? – perguntei.

- Pelo o que? – disse – Ela estava ciente do que fazia, um pouco bêbada mas mesmo assim, se for denunciar em alguma coisa, não dará em nada.

- Ela vem amanhã? – perguntei, assentiu, então respirou fundo.

- Acho que vou mandar o Peter chamar os mano dele – ela disse pensativa – E eu mesmo vou torturá-lo, primeiro eu vou arrancar os membros dele, com ele ainda vivo, então depois os órgãos, aonde eu vou queimar, depois eu vou dar choques nele, então queima-lo por partes, e depois que ele estiver bem estrupiado, eu vou queima-lo vivo, jogar as cinzas no mar, os tubarões vão comer ele, e ele vai virar merda de tubarão! – ela disse, a olhei espantado.

Ok, não imaginava uma coisa dessas sair da boca dela.

- O que? – ela disse, então secou as lagrimas. – Ou eu só o atropele, ele morrendo eu estou de boa, tenho certeza que minha consciência não vai pesar. – ela disse assentindo para si mesma.

- Ou ele pode virar comida de lobo – eu sugeri, riu curtamente.

- Se você fizer o serviço lento... – ela disse sugerindo e levantando uma sobrancelha.

- Farei o mais lento que puder – eu disse sorrindo para ela. Ela deitou a cabeça no meu ombro, ficou em silencio durante um tempo. Eu a abraçava, minha cabeça deitada em cima da sua.

O dia já estava acabando, devia ser umas quatro da tarde.

- Conseguiu achar o problema do meu carro? – ela perguntou depois de um tempo em silencio.

- Não, ele parece perfeitamente perfeito – eu disse sorrindo.

- Eu avisei – ela disse.

- Esta melhor? – perguntei, colocando minha cabeça para trás e a olhando melhor, suspirou.

- Me sinto menos pior, se é isso que quer saber – ela disse.

Toquei seu rosto. Suas feições mostravam culpa.

- Não foi sua culpa, . – eu disse.

- Eu não sei, talvez sim, talvez não. É só que... – ela bufou – De certa forma era para ser eu, entende? Eu tenho sorte de ter uma amiga que nem a Lu, ela ficou bem triste com o que ele fez, claro. – então ela soltou um riso e balançou a cabeça. – Mas ela esta de boa, disse que pelo o que se lembra foi até bom – ela terminou a frase com um careta.

Sorri por ver que ela estava melhorando. Então os olhos dela passaram para o meu peito nu, e ela me olhou arqueando uma sobrancelha.

- Não queria sujar minha camisa – me justifiquei. Ela rolou os olhos. – Minha semi-nudez te incomoda?

- Não, bem longe de incomodar – ela admitiu olhando para frente, corando fortemente, soltei uma risada alta. – Muito engraçado, Jake – ela disse. – Ficar rindo da desgraça dos outros.

- Parei, serio – prometi.

- , querida, estou indo na Sue rapidinho, já volto – seu pai disse, cauteloso.

- Ok, pai – ela disse.

- De lá eu vou para o Billy, tem jogo hoje, quer ir comigo?

levantou uma sobrancelha.

- Claro, ficar sentada em uma sala, vendo jogo na TV, é não tem nada melhor do que isso – ela disse sarcástica.

- É bem legal mesmo. – seu pai disse, descendo as escadas. – Não saia daqui muito tarde, Jacob. – ele disse mais firme.

- Ok – respondi.

- Garoto, se eu ou o Peter te encontrarmos no quarto dela, o bicho pega pro seu lado, eu ainda tenho uma espingarda muito bem guardada – Kevin disse, indo em direção a casa de Sue.

- Pode deixar – eu disse sorrindo.

- Vem, vamos entrar, esta ficando frio – disse esfregando os braços, e entrando pela garagem mesmo, a segui quietamente – Você ainda vai continuar vendo? – ela apontou para o carro.

- Mais tarde, quem sabe – eu disse sorrindo malicioso. Ela riu e rolou os olhos. Então fechou o capô do carro.

- Vem, vou fazer sanduíches – ela disse nos levando para a cozinha, começamos a conversar sobre tudo, sempre tínhamos assunto e o silencio entre nós não era ruim, era bom de vez enquando.

Nós comemos sanduíches e ficamos rindo na cozinha mesmo.

- Não acredito que sua mãe queria que você fosse uma Miss! – eu disse, rindo ainda mais.

- É sério, minha mãe não bate bem da cabeça – ela disse rindo comigo – Fora um dia quando eu estava conversando com Peter pela internet, quando eu ainda não viajava com ele, então eu comentei que estava muito frio lá em casa, e ele disse que estava muito quente – ela rolou os olhos – Minha mãe pegou o bonde andando, nem leu que era o Peter e disse “ Diz tchau ai para o homem-fogo e vai dormir” – nós começamos a rir. – Então eu disse: “ Tchau homem-fogo”, e desliguei o computador.

- Sua mãe parece ser legal, embora eu não me lembre muito dela. – eu disse, tentando lembrar dela.

- Afrodite é a imagem copiada da minha mãe – disse sorrindo tranquilamente – Só que mais jovem. Engraçado, não? Eu sou bem mais parecida com meu pai, e mesmo assim não peguei esse lado lobo dele – ela disse pensativa – Afrodite e Peter não tem nada do meu pai, e mesmo assim pegaram. Estranho.

- Tem o Drake, ele é seu irmão gêmeo e também é do bando.

- Oh! Não me lembre do fardo de tê-lo como irmão gêmeo, por favor – ela disse fazendo uma careta que me fez rir – Mas Drake nunca foi normal, então... – ela deu de ombros – Família é para isso, relevarmos o que os outros parentes fazem.

Rolei meus olhos. Fomos conversando até o quarto dela, parecia muito cansada, tinha sido um dia cheio para ela,cheia de descobertas e tudo mais.

Ela se deitou na cama, e eu ao seu lado, a puxei para dormir em meu braços, e em menos de dez minutos sua respiração se acalmou.



Capitulo oito: Surpresa.



Scoz - PDV.


Acordei e não senti Jacob ao meu lado, olhei para fora, deveria ser muito tarde. Suspirei. Fui me levantar, quando senti um papel tocar minha mão.

O peguei e sorri ao ver que era de Jacob.



“Eu tive que ir embora, antes que seu pai me matasse. Mas amanhã não vá sem mim buscar sua amiga.

Eu te amo,

“J.B”


Passei as mãos pelo cabelo, sorrindo como boba, toda aquela loucura de lobisomem era bem estranho ainda para mim, mas eu estranhamente não achei ruim nisso, se Jacob ficasse comigo não seria nada ruim.

É claro que eu o amava. Só não tinha coragem de dizer isso, minha mente era covarde demais, por que eu – como ele mesmo dissera – pensava muito no futuro, e se em um futuro bem próximo, Isabella resolvesse ficar com Jacob? Como e ficaria? Como ele ficaria? O que ele falaria?

Uma parte da minha cabeça sabia que resposta para ela sabia que era não, que ficaria comigo, mas eu não entendia a magnitude do imprinting, era tudo muito confuso ainda, tudo muito recente. Imagina! Em três dias que eu namorava com ele, já poderia fazer uma declaração se ele quisesse!

Levantei-me e fui até o banheiro, tomar um banho e descer para jantar, já que meu estomago reclamava por isso.

Tinha o maior alvoroço lá em baixo, desci as escadas, mas o alvoroço era lá fora mesmo, olhei no relógio da cozinha, eram oito horas.

Abri a porta de casa.

— O que esta acontecendo? — perguntei, olhando para os meus tênis, eu precisava lavá-los.

— Me deixa dar uma volta?! — Peter perguntou, todo feliz.

— Dar uma volta nos meus tênis? — perguntei, estranhando a pergunta dele. Foi quando olhei para a entrada de casa, e um grande carro preto estava lá, com um laço em cima. — OMG! — eu gritei, garantindo reclamação dos vizinhos, corri até meu carro, minha Pajero Full!

— É desse ano, mana — Peter disse todo feliz.

— Eu sei, eu sei, eu sei — comecei a pular em volta do carro:

Corri para o lado do motorista, abrindo a porta e gritando com o interior dele, era lindo! Maravilhoso, fabuloso!

— Peter! Vem ver! — gritei para ele, que entrou do outro lado.

— Mana! Que puta carrão! — ele disse, tocando o painel. — Vem até com GPS! Mamãe acertou dessa vez hein!

— Pode ter certeza! — eu disse toda feliz. — Quando chegou?

— Uma sete eu acho, o cara também levou seu carro, ao que deu para entender, Louis vai mandá-lo para a fabrica, ver o problema dele e vai vendê-lo. — Peter disse sorrindo. Liguei o carro e o barulho suave de seu motor me preencheu, comecei a quicar no banco.

Não sei por que, mas um impulso me fez olhar para a floresta, e encontrei um par de olhos negros me fitando.

— Jacob! — eu disse feliz saindo do carro e indo em direção á floresta pude perceber que ele também veio um pouco para frente, então me encontrei com ele... Na forma de lobo. — Ual — eu disse erguendo as sobrancelhas, Jacob me olhou intensamente — Acho que posso me acostumar — eu disse sorrindo e passando, hesitantemente, a mão em sua cabeça, acariciando. Jake fechou os olhos e se aproximou um pouco mais. Seu pelo era grosso e quente. Jacob suspirou. — Você tem que ir certo? — perguntei fazendo uma careta. Ele assentiu, balançando a grande cabeça, suspirei — Ok — eu disse e dei um rápido beijo acima de seu focinho, então com um aceno eu voltei para frente da minha casa.

Peter me olhou abismado.

— Já sei de tudo, maninho — eu disse, piscando para ele, que sorriu largamente.

— Isso é bom! — Peter me abraçou e me levantou do chão.

— É... Ok, agora me coloca de volta no chão, eu tenho que dar uma volta no meu carro! — eu disse toda feliz.

— Ah, mas esta tarde — meu pai disse — Deixa para amanha.

— Por favor, pai — pedi.

— Não, — ele disse severo.

Olhei no fundo de seus olhos.

— Por favor, pai — pedi novamente, com um suspiro meu pai disse:

— Não vá muito longe.

Sorri largamente e entrei no carro.

— Posso dirigir na volta? — Peter perguntou, enquanto eu ligava o carro.

— Claro, se você não bater ele, alem do mais, não é uma moto — eu disse sorrindo torto, dei a volta e comecei a dirigir, indo pela estrada principal. Era macio e suave dirigir esse carro, quando passava por lombadas ou buracos eu quase não sentia. Como prometido, Peter dirigiu na volta e amanhã seria ainda melhor, por que eu ia buscar minha mãe a minha amiga no aeroporto de Seattle.

— Ah, não vai dar para mim ir amanha, eu tenho ronda pra fazer, mas se você conseguir, traga a mamãe para cá — Peter disse, enquanto chegávamos perto de casa.

— Vou ver o que posso fazer — comentei sorrindo, embora soubesse que minha mãe não gostaria de vir.

Depois de deixar todo mundo – menos o Drake, que também nem se voluntariou – dar uma volta no meu carro, voltamos para dentro, a fim de jantar.

Eu não estava nem um pouco com sono, mas subi para o meu quarto mesmo assim. Terminei de pintar o quadro da floresta, dando os últimos retoques com o brilho do lugar. Mas como ele já estava terminado, não tinha muito mais o que fazer.


Quando fui me deitar, suspirei, bem que Jake podia estar aqui. Deitei-me e fechei os olhos, pensando em tudo o que me acontecera hoje, de todas as descobertas, e feliz por não ter mais segredos na família. Minha mente já voava para como seria amanhã, em como estava tudo perfeito, mais perfeito do que eu imaginara pensar em La Push.

E uma parte bem pequena da minha cabeça, pensou que perfeição não existia, e que não demoraria muito para eu cair do cavalo, mas eu mantive essa pequena parte no fundo do meu subconsciente, e acabei dormindo.


— Jacob disse sorrindo, tocando meu rosto levemente. Sorri de volta para ele, estávamos na floresta, aonde ele tinha me contado o que era.

— Jacob — outra voz disse, nos fazendo virar para trás, eu não consegui ver o rosto dela, mas sabia que era mulher. Então Jacob andou até ela, sob protestos meus, mas me arrastou junto.

, essa é a Bella — ele disse feliz, olhando para ela com amor, a mesma pegou na mão dele e se aproximou de seus lábios, me senti tremer...


! ACORDA! — meu pai dizia me chacoalhando.

— Ah! — eu disse me sentando e batendo minha testa na de meu pai. — Autch! — reclamei, esfregando a testa. Eu não brigaria com meu pai, ele tinha me tirado de um pesadelo, eu agradeceria a ele.

— Desculpa querida, mas já é meio dia, que horas você vai pegar sua mãe mesmo? — meu pai perguntou.

— Meio dia?! — eu disse — Uma e meia eu tenho que pegá-la. — comecei a correr pelo quarto, vesti uma legging preta parecendo meio plastificada, uma blusa branca por cima dela, regata e bem soltinha que ia até o inicio da minha coxa, com alguns detalhes na ponta, vesti um colete preto-claro por cima e um blazer para me proteger do frio, peguei uma peep toe de cano alto, preta também.

— Nossa tudo isso para ir pegar sua amiga no aeroporto? — meu pai perguntou, eu ri.

— Pai, você não conhece a Lu como eu conheço. Se eu for buscá-la de moletom ela me bate e diz que eu não dou valor para a chegada dela. — eu respondi rindo.

— Jacob esta lá em baixo já — meu pai disse.

O olhei atônita pelo espelho, terminando de passar o blush.

— Desde que horas? — perguntei indo de volta para o meu quarto colocando meu celular no bolso do blazer.

— Chegou quase agora — ele disse

— Pai, por favor, me diga que você e o Peter não o interrogaram — eu supliquei.

Meu pai coçou a nuca.

— Qual o seu conceito de ‘interrogar’? — ele perguntou.

Gemi.

Sai do meu quarto, descendo as escadas, quando meu celular tocou, era um numero desconhecido.

(n/a: negrito é em português)

— Alo? — eu atendi.

— A onde você está?! O vôo adiantou, chegamos agora — Lu disse.

— Ah, e eu vou saber que o vôo adiantou?! Eu to... Chegando ai — eu disse mentindo, por que será que Luciana mudara de telefone?.

— Provavelmente você ainda esta na sua casa, ok bom, eu espero aqui na entrada — ela disse.

Desliguei o celular.

Jacob estava na porta, seus olhos se arregalaram quando ele me viu, isso me fez corar.

— Oi — eu disse me aproximando dele, que sorriu para mim.

— Oi — respondeu — Elas já chegaram?

Assenti, ele vestia uma blusa cinza, gola V, uma calça jeans escura e uma jaqueta preta por cima.

— É melhor irmos então — ele disse entrelaçando seus dedos nos meus.

— Pai, daqui a pouco nós estamos de volta — eu disse por cima do ombro, então saímos indo em direção ao meu novo carro.

— Você esta linda — ele disse sorrindo de canto para mim.

— Obrigada — eu disse dando um leve selinho nele, que me segurou pela cintura, me mantendo presa a ele.

— Você não acha que eu mereço mais do que um selinho? — ele disse sorrindo convencido.

— Talvez — eu disse sorrindo também, mas antes que nos beijássemos, meu pai pigarreou.

— Não percam tempo — ele disse bravo, me fazendo suspirar, assim como Jacob.

Entramos no meu carro, eu que iria dirigir, claro.

— Nossa, é lindo — Jacob disse.

— Sim! Ontem eu e Peter fomos até Port. Angeles com ele, foi muito legal — eu disse sorrindo amplamente, liguei o carro e saímos de lá.

Começamos a conversar sobre banalidades, sempre rindo.

— Você parecia bem agitada hoje, enquanto dormia — Jacob disse — Seu pai só te acordou por causa disso.

— Ah — foi à única coisa brilhante que eu consegui dizer. É claro que eu não contaria para ele sobre o meu pesadelo.

Jacob também não perguntou, mas ficou um pouco estranho.

Tínhamos que ir até o aeroporto de Seattle, mas a viagem não foi tão longa assim, não com Jacob me fazendo rir, de algumas coisas que o bando fazia.

— Deve ser ruim ter alguém na sua cabeça, sabendo o que você pensa — eu disse fazendo uma careta, no que será que Jacob pensava? Espero que nada constrangedor.

Jacob riu.

— É, é bem ruim, mas não se preocupe eu tento não pensar em nada de constrangedor — ele disse.

— Ah, você tenta — eu disse rindo.

O resto do caminho foi bem tranqüilo, contei um pouco sobre a Luciana para Jacob, contei um pouco mais sobre a minha mãe.

Quando chegamos à porta do aeroporto, é claro que Luciana estava impaciente na porta. Ela estava bem diferente desde a ultima vez que eu a vi, os cabelos lisos estavam até a sua cintura, a franja cobrindo sua testa, os olhos castanhos atentos, estava bem mais alta também, mas o corpo continuava lindo. Ela vestia uma calça jeans preta, uma bota de salto e uma blusa gola V azul, e uma jaqueta de couro por cima.

Sai do carro, junto com Jacob.

— CONFI! — ela gritou e veio correndo até mim. Se não fosse por Jacob ao meu lado, eu teria caído quando ela pulou em cima de mim, me abraçando.

— Amiga! — eu disse em inglês, a lembrando que ela não estava mais no Brasil, Lu tinha feito inglês comigo, o que foi muito bom.

— Ai, que saudades! — ela pulava na minha frente.

— Muitas! — eu disse sorrindo — Lu, esse é Jacob, meu namorado. — eu apresentei, ela olhou para Jacob, e arqueou uma sobrancelha.

— Seu namorado? — ela disse o cumprimentando.

— Sim, meu namorado — eu respondi.

— Como assim seu namorado? — ela disse pendendo a cabeça de lado.

— Meu namorado, oras! Qual o problema em ele ser meu namorado?

— Namorado? — ela disse.

— Sim, meu namorado! — repeti.

— Como assim seu namorado, Scoz? Você teve sorte que me avisou que ele era seu namorado, eu já ia dar em cima dele.

— Não dê em cima do meu namorado! — eu disse brava

— Não vou dar em cima do seu namorado, só disse que foi bom você ter me avisado que ele era o seu namorado.

— Isso mesmo, meu namorado. — eu disse rindo, e Jacob rachava o bico com a conversa estranha.

— Jacob, Drake é tão forte como você, por que estou afim de caras fortes — Luciana disse sorrindo.

Jake ficou sem graça, mas riu.

— Ah, sim bem forte — ele disse assentindo.

— Drake é nojento, isso sim — respondi olhando em volta — Cadê minha mãe?

— Foi comprar água — Lu disse. Jacob passou os braços ao meu redor, ficando atrás de mim. Encostei-me nele. — Olha ela ali! — Lu disse, apontando para minha mãe. Meu coração acelerou de felicidade, minha mãe não mudara nada, os cabelos loiros na altura do pescoço, os olhos azuis profundos e as roupas simples.

— Mãe! — eu disse indo até ela e a abraçando.

— Oh, querida que saudade de você! — ela disse me abraçando forte — Você esta tão linda, ah! — ela disse chorando.

— Mãe, para de chorar! — eu disse rindo.

— Ok, vou parar... — foi quando ela olhou para Jacob — Quem é o gostosão?

— Mãe! — eu disse brava, por que todo mundo tem que dar em cima do meu namorado?

(n/a: por que ele é um gato – fato!)

— É o meu namorado! — eu disse.

Encaminhando minha mãe até a onde Jacob estava.

— Seu namorado? Ele não pode ser seu namorado — minha mãe disse.

— Jacob, essa minha mãe Bruna, mãe esse é o Jacob — apresentei.

— Ola Srª Scoz — ele disse.

Minha mãe riu e balançou a mão.

— Scoz não, Fontaine — ela disse com um suspiro — E, por favor, senhorita... Tem certeza que você é namorado dela?

— Mãe! — eu disse, Jacob sorriu e me abraçou.

— Certeza absoluta — ele disse sorrindo.

— Qual o problema dele ser meu namorado? — perguntei ainda abraçada a ele.

— Muita areia pro seu caminhão, filha — minha mãe disse rindo.

Fechei minha cara.

— Tenho certeza que é o contrario — Jacob disse rindo. Então, beijou meus cabelos.

— Bom, vamos? — eu disse.

— Ahmm... Eu... Vou pegar o próximo vôo querida — minha mãe disse sorrindo constrangida. — Eu li os jornais, ate eu voltar de La Push já escureceu, não quero ficar aqui até escurecer.

Franzi o cenho.

— O que tem no jornal? — perguntei.

— Uma chacina — Luciana disse, então estremeceu — A policia acha que é uma gangue.

Mordi meu lábio inferior.

— Quanto tempo você vai ficar aqui, Lu? — perguntei.

— Eu já falei com seu pai, querida — minha mãe disse sorrindo — Ele não vê problema algum ela ficar uma semana.

— UMA SEMANA! — eu e ela dissemos juntas, felizes.

Então o vôo da minha mãe foi chamado.

— Tchau mãe — eu disse um nó na minha garganta se formando. Abracei-a fortemente, ela mal tinha voltado!

— Está tudo bem, querida — ela disse me abraçando de volta. Enterrei meu rosto no vão de seu pescoço.

A ultima chamada para seu vôo soou novamente.

— Eu preciso ir — ela suspirou, então beijou meus cabelos. — Fique bem ok, filha? Qualquer coisa eu vou ficar em Washington até amanhã, é só me ligar.

Assenti, tentando engolir meu choro.

Minha mãe se despediu de todos.

— Cuide bem dela, garoto — minha mãe disse para Jacob, que assentiu sério. — E você dona Luciana, nada de ficar dando em cima do meu bebe, hein. — ela disse sorrindo e balançando o dedo para a Lu. — Mande um beijo para seus irmãos, . E diga para Afrodite parar de me ligar em horas infortunas, é serio, ela acaba com o clima. — eu comecei a rir, assim como todos.

Luciana sorriu.

— Farei o meu melhor — respondeu. Minha mãe me deu mais um abraço de despedida então, partiu, entrando no meio da muvuca, eu fiquei lá, até vê-la entrar no embarque.

— Vamos? — Jake perguntou me abraçando por trás. Suspirei, não tinha jeito.

Assenti, eu deixaria que Jacob dirigisse na volta. Entrei do lado do passageiro, e Jacob ergueu uma sobrancelha, joguei a chave do carro em sua mão, ele sorriu, abriu a porta para Luciana e foi para o lado do motorista.

— Hm... cavalheiro, se saiu bem hein amiga – Luciana comentou sorrindo.

— Shiu, ele pode te escutar, bobona — eu disse

— Escuta nada!

Nisso Jacob entrou no carro, seus lábios pressionados, provavelmente contendo o sorriso.

— Algum problema meninas? — ele disse ligando o carro, rolei meus olhos, é claro que ele escutou!

— Não, nenhum — Luciana disse de imediato.

Jacob manobrou o carro com habilidade então, seguiu para a estrada rumo á Port. Angeles. Eu fiquei em silencio, olhando pela janela o lugar passar ao meu redor, meu lábio inferior tremeu, e minha respiração ficou presa na minha garganta, a imagem da minha mãe na minha mente, eu mal tinha ficado com ela! Mordi o lábio para faze-lo parar de tremer.

Jacob notou isso, então segurou minha mão firmemente, e eu me senti relaxar um pouco, com a presença dele.

— Ah, eu também quero namorar — Luciana disse de repente, me virei no banco e a olhei atônita.

— Essa é nova — eu disse assentindo — Ué, não era você que vivia dizendo que nunca namoraria, que não se casaria e coisa tal?

Luciana sorriu constrangida mas deu de ombros

— Vendo vocês dois me dá vontade de namorar — ela disse rindo — Quero dizer, sua mãe disse que Afrodite já se enlaçou, agora você, estou ficando para trás amiga.

Rolei meu olhos e ri.

— Você ainda tem dezesseis anos, Lu, tem muito o que viver ainda — eu disse. Jacob tentava não prestar atenção na conversa, mas podia ver o breve sorriso em seus lábios.

— Mas sem você amiga, quem mais vai sair para pegar gatinhos?— Lu disse.

— Quando que eu sai para pegar gatinhos com você, Luciana? — perguntei rindo, mas senti Jacob tenso.

— Pense nas saideras então que teremos — ela disse sorrindo.

— Ah, claro — ironizei.

— É, Jacob... se prepara meu filho, a só é santinha e tímida assim nos primeiros dias, deixa passar mais três dias você vai ver o fogo que essa menina tem — Lu disse rindo.

Jacob gargalhou.

— Luciana! — eu disse.

Ah pronto, agora eu sou a safadinha da historia!

— É serio, dizem que as santinhas são as mais foguentas — Lu disse — Embora você nunca foi santa.

— Luciana cala a merda da sua boca! — eu disse brava, Jacob se contorcia de tanto rir — E você Jacob Black, preste atenção na estrada! — briguei com ele, que me olhou e piscou.

— Talvez eu me aproveite desse fogo dela, Lu — Jacob disse rindo.

— Jacob! — eu disse levantando minhas sobrancelhas. — Vocês me pegaram pra Cristo hoje, né!

Luciana se contorcia no banco de trás, rindo como uma hiena. Ok, não era uma hiena, mas como eu estou com raiva... então sim, era uma hiena!

— Ai ai — Luciana disse suspirando e secando as lagrimas.

Estávamos entrando em Port. Angeles.

— Ah! Lojas! Amém, senhor, Amém! — Luciana disse sorrindo, a cara grudada na janela.

— Não babe na minha janela — reclamei. — Lu, você mudou de celular?

— Deixei o outro chip cair na privada — ela disse. — Falando nisso,me dá ai seu celular ai eu já anoto o seu numero e coloco o meu no seu.

— Sem querer ser indelicado, mas já sendo, como você deixa um chip cair na privada? — Jacob perguntou, franzindo o cenho.

— Isso é meio constrangedor — Luciana disse rindo. – Eu estava correndo do meu irmão mais velho, ele tem mania de passar trote pros outros, o ruim é que ele só pega o meu chip pra ligar, então me trancei no banheiro, eu fui retirar meu chip do celular, para esconde-lo, quando ele bateu muito forte na porta, eu tomei um susto o chip caiu da minha mão e foi para dentro da privada, que tinha tampa aberta, mas como eu me desajeitei com o susto, quase cai, e quando fui cair segurei na descarga e o chip foi esgoto a baixo.

Comecei a rir muito, assim como Jacob.

— Que podre, amiga. Nem eu que sou desajeitada consigo fazer uma aventura dessas!

— Rá-rá, muito engraçado — Luciana disse, mas quando me virei para trás ela sorria.

Então ela começou a fuçar no meu celular, foi quando ela disse a coisa mais monga que já disse em anos. — Amiga, sua câmera do celular é 15 mega pixels? — ela perguntei, a olhei atônita.

— Quinze vai ser o grau de óculos que eu vou comprar pra você, Luciana — eu disse pegando meu celular da mão dela, Jacob rachou o bico — É 1.5 menina!

— Ah, eu vi 15. — ela disse dando de ombros — Esqueci de por as lentes hoje.

— Ta explicado o por que da cegueira — respondi rolando os olhos.

Ficamos mais um tempo conversando, até que entramos em La Push. Luciana e Jacob se deram super bem, se bem que ela ficava falando umas coisas bem constrangedoras, como quando eu sai com ela – uma única vez, amém – para ir em uma balada, um cara me chamou para dançar e eu o mandei ir tomar no cu.

O que eu posso fazer se ele tinha praticamente me agarrado?! Mas a Lu não revelou esse segredo.

— Hmm... Fofinho. Amiga, você tem sorte que eu não sou patricinha — Luciana disse rindo.

— Tenho muita sorte mesmo — respondi rindo com ela.

Toda essa ansiedade, animação e despedida me deram um pouco de dor de cabeça.

— Você esta bem? — Jake perguntou me olhando preocupado.

— Só um pouco de dor de cabeça — eu disse, e por reflexo olhei para a Luciana, que ainda fuçava no meu celular. Ela me olhou.

— O que? Tenho cara de Aspirina, agora? — ela disse.

Jacob uivou de rir.

— Só fui olhar para o que você estava fazendo — eu disse rolando os olhos.

— Vocês duas são hilárias juntas, de longe ate parecem inimigas — Jake disse balançando a cabeça.

— A Luciana que é uma ogra — eu me defendi.

— Eu?! Nossa, amo saber que você pensa assim de mim — ela disse sarcástica.

Estávamos já chegando em casa, quando entramos na rua de casa, pude ver ao longe meu pai e meus irmãos lá fora, nos esperando.

— Estranho — murmurei, eles estavam em fileira, com um sorriso nos lábios — Acho que meu pai quer nos fazer parecer normais. — murmurei para Jacob que riu.

— Acho difícil isso acontecer — ele disse, levantei uma sobrancelha para ele — Você é exceção é claro — ele rapidamente corrigiu.

— Aham, sei — murmurei. Jake estacionou o carro e apertou o botão para o porta malas abrir. Saímos do carro.

— A mala esta pesada, cuidado — Luciana disse para Jacob, que assentiu, mas eu sabia que a mala seria levantada com a unha dele se ele quisesse.

- Lu! – Peter disse feliz, ele também gostava bastante de Luciana.

- Peeter! – ela disse, então ele a levantou em um abraço de urso – Peter meu Deus, você está diferente.

— Olha quem fala! — ele disse sorrindo, então a colocou no chão.

— Lu, essa é Afrodite, minha irmã — eu disse apresentando-a, Afrodite sorriu e deu um beijo na bochecha de Luciana. — Esse é o namorado dela, Embry — Luciana o cumprimentou então e levei para Drake. — Esse é o Drake, o irmão retardado que eu te contei

Mas Drake nem se incomodou com o que eu disse! Ele olhava para Luciana de um jeito estranho... era... O mesmo jeito que Jacob me olhava...

Olhei para Jacob, buscando apoio.

— Imprinting — ele murmurou para mim.

— Ah, não! — eu disse brava — Não, não, não, não e não! Mais que merda, Drake por que você sempre estraga tudo, menino?!

Mas nem ele nem Luciana me ouviram.

— Luciana esse é meu pai, Kevin – eu disse, a puxando e apresentando para o meu pai.

— Olá, Sr Scoz — ela disse assentindo.

— Drake, você fica na sua, escutou? — sibilei para ele, ver Luciana e ele juntos era nojento, muito nojento!

— O que eu posso fazer, ? — ele disse rolando os olhos, mas não os tirava de Luciana. Fiz bico

— Ficar longe dela — eu disse.

, não faça isso — Jacob disse atrás de mim, me abraçando. — Deixe que eles se resolvam.

— Ah... Mas é o Drake... com a Luciana — eu disse ainda com o bico — É nojento, repulsivo ele com a minha melhor amiga.

— Jacob é o meu melhor amigo — Peter disse.

— Mas eu sei que mesmo assim, você também não gosta — eu retruquei. Jacob me fez olhar para ele.

— Você sabe que não pode impedir, uma hora eles vão ficar juntos, é o destino – Jacob disse, dando de ombros. Bufei.

— E como você vai contar pra ela? — perguntei para Drake.

Ele deu de ombros.

— Vou chamá-la para conversar e dizer — ele disse. Levantei uma sobrancelha.

— Isso, faça isso que ela terá um ataque cardíaco seu imbecil! Ou se não ela pode rir da sua cara — eu disse.

— Não vejo outro modo — ele disse, então caminhou com passos decididos até Luciana e a chamou para dar uma volta.

— Jacob Black, se eles ficarem se beijando pela casa, cheios de ‘amorzinho pra cá, amorzinho pra lá’, eu acabo com você. — ameacei Jacob que riu.

— Bom, nós vamos entrar — meu pai disse, todo mundo entrou, menos eu e Jacob que estava encostado no meu carro.

— Não fica brava — ele disse sorrindo para mim, suspirei e o contornei, me sentando no capô do carro, Jacob ficou entre minhas pernas e me segurou ali, para que eu não escorregasse. Ele olhou bem no fundo de meus olhos. — Ainda esta brava?

Mordi o lábio inferior, pensando na resposta.

— Um pouco, me acostumar com a idéia de ver Luciana cheia de amores para Drake não é uma coisa que eu realmente goste de ver ou pensar — respondi.

Jacob sorriu e aproximou seu rosto do meu.

— Mas pelo menos você vai ter mais tempo pra mim — ele disse sorrindo sacana.

— Nossa, não conhecia esse seu lado egoísta — brinquei. Jacob sorriu, suas mãos foram para o meu joelho, então subiram até o inicio da minha coxa, apertando no caminho todo.

Meu coração acelerou, como se alguém me reanimasse.

— Hmm... Talvez eu saiba qual o remédio para a sua dor de cabeça e para o seu mal humor — ele disse sorrindo e piscando para mim.

Me fingi de desentendida.

— Serio? Qual? — perguntei sorrindo, Jake ergueu uma sobrancelha, então me beijou com força, para logo depois invadir minha boca com sua língua a enroscando com a minha.

Fechei minhas pernas ao redor dele, o prendendo ali, minhas mãos se entrelaçaram nos seus curtos cabelos, o puxando mais para mim.

Jake subiu mais suas mãos, as colocando em baixo da minha blusa, sua mão quente na minha barriga me fez arfar. Quando o ar se fez necessário, parei de beijá-lo, para descer meus beijos por seu pescoço, mordendo, chupando. Percebi que Jacob segurava seus gemidos, é não seria muito legal Peter ouvir isso.

Mordi o vão de seu pescoço com mais força, deixando temporariamente – sério mesmo, em questão de segundos – a marca dos meus dentes ali.

Jacob me empurrou um pouco para trás, agora beijando o meu pescoço, só que seus chupoes e mordidas ficavam marcadas em mim, diferente dele. Acabei apoiando os cotovelos no capo do carro, enquanto Jake sorriu travesso e levantava um pouco minha blusa, ele abaixou um pouco e beijou minha barriga, me fazendo suspirar alto. Então ele subiu os beijos, e algumas mordidas.

Sua boca quente na minha pele me trazia arrepios e tremores.

Jake me ergueu novamente, me beijando com desejo, bagunçando ainda mais meus cabelos, quando suas mãos se entrelaçavam neles.

Mordi seu lábio inferior para depois chupá-lo.

Jake me segurou com mais força, me apertando mais nele. Não tinha uma parte de nós que não estivesse grudada e mesmo assim não era o suficiente para nós.

Scoz! — escutei a voz de Luciana. Jacob parou de me beijar, mas não separou seu corpo do meu.

Olhei para a onde Luciana exclamará, ela me olhava com uma sobrancelha erguida.

— Que pegação é essa aqui!? — ela disse. Rolei meus olhos para ela — Amiga, preciso conversar com você.

Olhei para Drake, que me mandara um olhar suplicante.

Mas eu precisava me acalmar antes de falar com ela.

— Ok, vai indo pro meu quarto que eu já vou, ok? — eu disse.

Ela assentiu, entrando em casa com o Drake.

Respirei fundo.

— Você vem? — perguntei, indicando com a cabeça para a casa.

Era impressão minha ou Jake tinha corado?

— Hmm... pode ir indo, eu... já vou — ele disse, estreitei meus olhos e meus olhos desceram para baixo.

— Ah, sim! — eu disse com um sorriso nos lábios, Jacob estava bem animado! E bota animado nisso!

Soltei um curto riso.

— Sabe, isso não tem graça, já pesou seu pai me vê assim?

Eu ri ainda mais, encostando minha testa em seu ombro.

— Seria hilário — eu respondi sorrindo ainda mais.

Jake rolou os olhos.

— Eu vou indo falar com a Lu, ok? Ou você precisa de ajuda para se acalmar? — perguntei maliciosa.
Jacob mordeu os lábios e olhou para o lado.

— Se você me ajudar, garanto que pode ficar pior — ele respondeu.

Eu ri ainda mais, parecia que as bochechas de Jacob dessem para fritar ovos!

— Ok, então eu vou subindo — eu disse, descendo do capo do carro, dei um leve beijo em Jacob que suspirou.

— Assim você não me ajuda, — ele disse envergonhado.

Sorri ainda mais.

— Ok, ok — respondi então me virei e entrei em casa, olhei por cima do ombro e Jacob tinha virado de costas, balancei a cabeça e ri. Subi correndo as escadas, se Jacob estava assim, imagina eu!

Eu estava no mínimo... molhada.

Entrei no meu quarto, Luciana estava sentada na minha cama... e tinha mais uma cama no quarto!

Reconheci a cama de solteira de Afrodite.

— Confi, eu preciso conversar com você — ela disse.

— Eu sei o que você vai falar — eu disse com um suspiro — Luciana Machado, se você me largar e ficar de beijinhos com o Drake, eu te chuto daqui, entendeu? Por que em primeito lugar você veio aqui para me ver. — eu disse rolando os olhos.

Luciana sorriu e deu pulinhos pelo quarto.

— Ok, deixa comigo, não vou te esquecer, ok? É claro que eu preciso de tempo para ficar com Drake, mas vai ser perfeito! — ela disse toda animada.

A abracei.

Descemos as escadas abraçadas.

Drake sorriu, provavelmente ouviu a conversa. Ele foi beijá-la, mas eu separei a cabeça deles.

— Não é por que eu deixei esse amor acontecer, que eu tenho que assisti-lo, é nojento — eu disse passando por eles. Luciana sorriu e só deu um selinho em Drake — Humpf, tenho certeza que fizeram pior que isso na floresta — resmunguei e me sentei no sofá ao lado de Jacob.

— Bom, agora vamos comer — meu pai disse, e todo mundo foi animado para a cozinha, comemos rindo e conversando, como uma família feliz.

Estava começando a gostar de La Push, me sentia cada vez melhor aqui, e não conseguia me ver em qualquer outro lugar.


Jacob saiu de casa era oito horas, ele estava bem cansado, depois de me despedir dele, ele me prometeu que amanha mesmo eu ia até sua casa. Eu fiquei um pouco aflita, conhecia Billy e já tinha me simpatizado com ele, mas eu ainda não namorava seu filho, será que muda alguma coisa?

Fui dormir era bem tarde, eu e Lu ficamos conversando até altas horas da noite, era tão bom te-la aqui comigo!


Jacob Black – PDV.

Não tinha lugar melhor do que ao lado de , isso era fato comprovado. Eu me sentia leve com ela, me sentia muito mais humano, como se nenhuma parte de mim fosse de lobo.

É claro que ela me deixava louco, principalmente no que aconteceu no capo do carro dela. Ela me tirava qualquer juízo, e era estranho por que quando eu estava assim com ela, não percebia mais nada ao meu redor, minha super audição não era nada, eu parecia surdo. Era por isso que Luciana pegou nós dois de surpresa, eu mais ainda, por que a minha excitação era mais visível do que a de .

Voltei para casa e liguei para Charlie, para saber de Bella já chegará.

— Ela chega amanhã, Jake. — Charlie dissera, não o incomodei mais, eu queria logo acabar com isso.

Fui para o meu quarto, ir dormir já que hoje Sam me liberara da ronda, a ruiva não voltara.


Acordei de manha e fui tomar café.

— Pai, hoje eu vou trazer a aqui... Por favor, não fale nada de constrangedor — pedi, meu pai sorriu para mim.

— Ok, ok, não mostrarei suas fitas de quando você é bebe, uma gracinha aquelas fitas hein! — meu pai disse rindo, rolei meus olhos e fui me trocar, não sem antes ir para a sala e quebrar todas aquelas fitas estúpidas.

Escovei meus dentes novamente e me troquei, pulei a janela do meu quarto mesmo, não querendo ouvir a reclamação do meu pai pelas fitas quebradas.

Caminhei em largos passos para a casa dela, era hoje que Bella voltava, e eu estranhamente estava inquieto com isso, tinha medo de machucar a Ju, caso eu sentisse atração novamente por Bella.

Com um balançar de cabeça eu expulsei isso da minha cabeça. Estava chegando na casa de .

Quando cheguei, as risadas no quarto dela eram contagiantes e me fez sorrir. Toquei a campainha.

— Já vai! — ela gritou descendo as escadas, quando abriu a porta sorriu largamente para mim e me abraçou. — Oi — ela disse, dei um leve selinho nela.

! Me empresta um sapato, por favor! — Luciana apareceu na escada — Oi, Jacob! — ela disse sorrindo — Por favor convença sua namorada teimosa a me emprestar um sapato.

Eu ri.

— Empresta um sapato pra ela — eu disse rindo.

Ju rolou os olhos.

— Nenhum italiano — ela disse de cara feia, Luciana suspirou deu de ombros e subiu correndo. — Já comeu? — ela perguntou para mim.

— Sim, tomei café em casa — eu disse colocando uma mecha de seu cabelo bagunçado atrás de sua orelha.

— Bom, eu estou terminando de comer — ela disse me puxando para dentro de sua casa.

— Aonde esta seu pai?

Ela deu de ombros, mas vi um pouco de desgosto em seu rosto.

— Foi pescar com o Charlie Swan — ela disse e vi que ela reprimiu a careta. Ela caminhou até a cadeira, e pude ver como ela estava linda. Usava um shorts jeans claro meio rasgado, uma blusa por baixo de onça que mostrava um pouco da sua barriga, uma blusa de frio esverdeada por cima e aberta na frente, e uma bota de galocha que ia até sua panturrilha. Suas coxas torneadas estavam a mostra, o shorts bem grudado nelas. — O que você tanto olha? — ela perguntou, olhei em seu rosto que estava corado. Sorri tranquilamente.

— Nada — respondi e me sentei ao seu lado, ela colocou suco em seu copo.

— Tem certeza que não quer nada? — perguntou, levando a torrada na boca.

Neguei com a cabeça. Eu podia ver o nervosismo dela e sorri.

— Relaxa, meu pai não é um bicho de sete cabeças — eu disse rindo, rolou os olhos.

— Eu já conheço seu pai, Jake. — ela disse rindo — Ele vem direto aqui.

Foi quando Drake e Luciana se juntaram a nos.

— Luluzinha, quer alguma coisa? — Drake perguntou, engasgou com a torrada, ficando vermelha e sem ar.

Dei alguns tapinhas em suas costas, preocupado com ela.

Quando ela desengasgou ela olhou atônita para Drake.

— Não, Kekezinho, obrigada — ela respondeu, toda amorosa.

— AH! QUE NOJO! — disse se levantando — Perdi minha fome. Vou escovar meus dentes e nós vamos. — ela disse então disparou para cima, depois de cinco minutos ela voltou — Vem, vamos Jake — ela disse de mal humor. Eu me matava de tanto rir. Quando saímos da casa dela, fomos andando mesmo para a minha casa. — Olha, temos que fazer um juramento — disse de repente. Ergui minhas sobrancelhas — Nada de: xuxuzinho, amoreco, zinha, Jakezinho, tchutchuca, gatinho ou gatinha, firmeza?

Enquanto ela falava eu rachava o bico.

- Jacob! Estou falando sério, é constrangedor e é ridículo! – ela disse rindo comigo.

- Ok, nada desses apelidos – eu disse ainda rindo. – Tchutchuca?

- Cala a boca — ela disse rindo.

Continuamos a andar até a minha casa, não parecia sentir frio.

— Depois vamos na Emily? — perguntei.

— A esposa de Sam? Pode ser — ela disse sorrindo.

Com nossas mãos entrelaçadas, chegamos a minha casa, mordeu os lábios mas respirou fundo. Entramos em casa.

— Oi, garotos! — meu pai disse, então olhou para — Jacob, é muita areia pro seu caminhão filho.

Lhe mandei um olhar feio. riu mas corou bem forte.

— Como vai Billy? – disse sorrindo.

— Ah, estou ótimo, hey, bem que você podia fazer aquele macarrão que você fez semana passada para seu pai né,

— Pai! A não veio aqui para cozinhar para nós! — briguei com meu pai.

— Esta tudo bem, Jake — ela disse rindo — Faço sim, Billy.

Rolei meus olhos.

— Vem — eu disse a puxando para meu quarto. Me virei apenas para sibilar para o meu pai — Você é um aproveitador, isso é muito feio.

Meu pai riu.

— Boa moça ela, Jake — ele disse, mas não brincando, seu rosto era suave e era claro a aceitação dele por . O que me fez sorrir.

já estava no meu quarto, ela sorria para um Cd em sua mãe.

— Fall out Boys — ela disse mostrando o Cd que eu comprara com ela. Sorri amplamente para ela. — Eu, uma moça inocente, cai nas garras do lobo mal, sendo seduzida por um Cd. Tsk, Tsk, que coisa feia, Jacob Black — ela disse rindo. Fui para atrás dela, passando os braços ao seu redor.

— Lobo mal? — perguntei rindo. rolou os olhos.

— Bonzinho é que não é! — ela riu comigo. Tirei seu cabelo do seu ombro, o beijando delicadamente, sua pele era macia, tinha um aroma doce e suave, seus cabelos tinham cheiro de melancia, esses shampoo’s de criança. O ritmo descompassado de seu coração era puro deleite para mim, passei a beijar o vão de seu pescoço mordendo de leve.

— Jake — ela sussurrou, embora soasse mais como um gemido. — Me trouxe para o seu quarto a fim de segundas intenções? — ela perguntou com ar de riso.

Ri contra seu pescoço.

— Eu não, a culpa não é minha se você me deixa assim — sussurrei em seu ouvido, mordendo de leve seu lóbulo. Senti as pernas dela tremerem e ela apoiou suas mãos na pequena escrivaninha que tinha no meu quarto, aonde tinha alguns Cd’s espalhados e material da escola, que ainda não havia começado.

Gostava quando ela reagia assim á mim. Eu me sentia mais adulto com ela, mais experiente, poderoso.

— Problemas com o equilíbrio? — perguntei retirando sua blusa de frio.

— Problemas com o coração mesmo — ela respondeu sorrindo, me ajudando a retirar sua blusa. Eu tive que rir com aquilo. Sua blusa de baixo era pequena, como eu havia tido antes, mostrava parte de sua barriga.

Passei a beijar agora sua nuca, enquanto minhas mãos seguravam sua cintura, caso ela caísse. Em um ímpeto, virou para mim e me beijou com desejo, se agarrando a mim, me beijando de forma que deveria ser crime. O sabor de seus lábios era original e doce, me fazendo ficar viciados neles. Suas pequenas mãos na minha nuca, nos meus ombros e as vezes por dentro da minha camisa me levavam a loucura.

Um único toque de . Era o que eu precisava para ir a loucura.

Acabei nos levando para a cama, com no meu colo. Minhas mãos foram para baixo de sua blusa, tocando sua barriga e subindo um pouco.

pegou na barra da minha camisa e com a minha ajuda ela a tirou, jogando em algum canto do quarto. Suas unhas desceram de leve pelo meu peito, até meu abdômen, sem parar de me beijar. Segurei firme em sua cintura, e nos virei na cama, ficando por cima. Passei a beijar seu pescoço, nossos corações voavam e eu estava alheio a qualquer coisa que não fosse ela, sua respiração, nossos batimentos cardíacos descompassados.

Peguei na barra de sua blusa e a olhei durante um tempo, não queria forçá-la a nada, embora não faria nada com meu pai aqui.

Quando olhei em seus olhos, vi todo o seu amor ali, todo o carinho multiplicado por mil, suas pupilas dilatas e era como se o azul de seus olhos ganhassem território, pois passava de um leve filete como geralmente eram, estavam mais grossos e o desejo era claro como água ali.

Retirei sua blusa e meu coração acelerou ao ver seu sutiã preto com rendas vermelhas, minha respiração ficou mais acelerada do que antes, meu coração se acelerou ainda mais.

Ela é linda! De todas as formas possíveis. Percebi que minha observação a estava deixando bem corada, voltei a beija-la agora com mais desejo, pele contra pele, isso estava me levando a loucura.

Me sentia excitado e com calor. O que era estranho para mim sentir calor.

Minha mão foi até um de seus seios por cima do sutiã mesmo e ela gemeu, me fazendo estremecer.

Suas mãos arranhavam as minhas costas, e as vezes ela arqueava as costas para mim, quando o toque se tornava mais intimo e a tensão sexual maior.

Eu estava tão alheio, mas tão alheio, que não notei os passos do meu pai pelo corredor, só soube dele quando o mesmo entrou no quarto e exclamou.

— Jacob! — ele dissera.

— Oh! — disse se escondendo.

— Pai! Por tudo que é mais sagrado, bata na porta antes de entrar! — eu disse bravo pela interrupção.

Meu pai murmurou alguma coisa ininteligível e saiu resmungando.

— Ai meu Deus — disse escondendo seu rosto com as mãos. — Jacob! Sua culpa!— ela disse brava, seu rosto mais vermelho do que eu já vira.

Eu soltei um riso e a abracei.

— Ta tudo bem, meu pai não vai falar nada para o seu pai — tentei confortá-la.

— Eu realmente não ligo a mínima para o meu pai, imagina o que seu pai vai pensar de mim agora! — ela disse. Então saiu de baixo de mim e caçou a sua blusa.

— Esta brava comigo? — perguntei.

Ela suspirou e colocou a blusa.

— Claro que não. — ela disse sorrindo para mim então se sentou na minha frente. — Mas entenda, é constrangedor seu pai me ver assim... Com que cara eu vou olhar para ele agora?

Sorri e toquei seu rosto.

— Ele não encana com essas coisas. — respondi para ela, tentando novamente confortá-la. Encostei minha testa na dela. — Me desculpa?

Ela sorriu

— Não tem por que se desculpar...

— Por favor — pedi.

Ela suspirou

— É claro que eu te desculpo, agora coloque sua blusa, por favor — ela disse com o rosto corado novamente. Eu ri e coloquei minha blusa. Ela pegou no chão sua blusa de frio.

— Vem, você faz lá a comida que meu pai quer — eu disse rolando os olhos — E depois vamos na Emily, ela esta ansiosa para te ver, sabia?

ergueu uma sobrancelha para mim.

— Digamos que eu tenho falado um pouco de você — eu admiti coçando a nuca.
riu balançou a cabeça, saímos para a sala, embora eu praticamente arrastava comigo.

— Pare com isso, ele não era bravo com você — eu disse para ela.

— Não estou mesmo, na minha idade eu fazia pior — meu pai disse, passando da cozinha para a sala. corou.

— Pai! Já disse que essas coisas você guarda para você mesmo! — briguei com ele.

Ele e Kevin com essa mania de se gabar pelo passado de garanhoes.

— Hmm... Me desculpe, Billy... — ela tentou se desculpar mas meu pai a interrompeu.

— Não peça desculpas querida, sei como nessa idade os hormônios tomam conta de nós — ele disse dando de ombros — É inevitável, uma hora acontece.

— Pai! — esbravejei novamente. Mais que merda! Será que ele não podia guardar essas coisas para ele?!

Fui com até a cozinha, para ela fazer o que meu pai queria e sairmos de lá, antes que ela exploda de vergonha.

Eu acompanhava ela de longe mexendo nas coisas.

— Gosto dela — meu pai disse para mim, enquanto ambos a observávamos.

Sorri.

— Eu também — comentei.

— Posso ouvir vocês — ela disse sorrindo por cima do ombro. Depois que ela terminou, colocando no microondas para não esfriar, nos despedimos de meu pai e fomos para a casa de Emily.

— Finalmente! — Emily disse abraçando — Jacob não parava de falar em você, mas nunca a trazia também!

riu.

— Como vai, ? — Sam perguntou.

— Ah, oi Sam — ela disse sorrindo educadamente. O que se passava em sua cabeça nessas horas? Eu gostaria de saber.

Ficamos lá até as cinco da tarde, depois demos uma passada na praia para depois eu deixá-la em sua casa.

— Te vejo amanhã? — ela perguntou. Amanha eu provavelmente iria para a escola de Bella.

— De tarde eu passo aqui — eu disse sorrindo para ela, que assentiu me deu um beijo e entrou.

Cheguei em casa e fui para o telefone, ligando de cinco em cinco minutos, a fim de resolver logo isso. Liguei uma ultima vez.

— Alô? — a voz de Bella disse na linha, me trazendo uma onde de confusão e felicidade por ouvir sua voz humana novamente.

— Você voltou — eu disse.

Ela ficou um tempo em silencio.

— Sim — respondeu por fim, com a voz um pouco estranha.

— Por que não me ligou? — perguntei, será que Charlie não havia passado o recado?

— Por que estou em casa há exatamente quatro segundos e seu telefonema interrompeu Charlie quando ele estava dizendo que você havia ligado — ela disse irritada. Eu não sabia como agir com ela agora.

— Ah. Desculpe — disse por fim. Minha mente tentava bolar alguma coisa para saber se ela iria para a escola amanhã sem dar muito na cara que eu estaria lá.

— Claro. E, então, por que esta incomodando Charlie?

— Preciso falar com você — eu disse.

— Sei, continue — ela disse um pouco seca.

Pensei novamente no que diria. Decidi ser direto.

— Vai à escola amanhã?

— Claro que vou. Por que não iria? — ela perguntou confusa.

— Sei lá. Só curiosidade. — eu disse, já tinha conseguido o que queria, eu não podia desligar e amanha dizer que a ligação tinha caído? Acho

N/A Cenas hots nesse capitulo. Fica a critério de cada leitora.



Capitulo nove: Ciúmes.



Scoz – PDV


Hoje era um dia em que eu assistiria um jogo com meu pai, bom... tecnicamente Jacob me incentivou a fazer isso, dizendo para mim me aproximar mais do meu pai. Nos sentamos na sala, Jake e Billy estavam conosco.

— Torço para o outro time — eu disse, meu pai torcia para os Dragons, e eu não torcia para ninguém, mas fiquei com o time adversário. O jogo começou bem chato até, Jacob estava vidrado na TV. Suspirei, eu não entendia nada desse jogo. Foi quando todos os jogadores começaram a pular de felicidade. — Estava impedido! — eu disse — Ele fez o gol sozinho, não tinha ninguém com ele. JUIZ LADRÃO! — gritei.

— Que impedido o que menina! Isso aqui não é soccer! — meu pai disse bravo.

— Seu time é um ladrão! Não sabe jogar! — gritei para ele. Meu pai se ofendeu. — Estava impedido!

Meu pai bufou.

, não tem como estar impedido — Jacob disse, rolei meus olhos.

— Não sei por que ainda perco o meu tempo — eu disse — Eu vou fazer minha unha que eu ganho mais — eu disse, me levantei e fui para o meu quarto.


As coisas estavam excelente com Jake. Depois do mico em seu quarto, no dia seguinte quando Jake foi me ver, ele estava tenso e nervoso. Foi quando acabou me contando que por ordens de Sam ele teve que ir falar com Edward... Na escola de Bella.

É claro que eu soube muito bem disciplinar o meu ciúmes. Ele precisava do meu apoio não do meu ciúmes, sabia que ainda era difícil para ele.

Fora isso estava tudo bem, brigávamos de vez em quando, como todo casal. Mas sempre nos resolvíamos nos beijos e rola-rola, embora nada de muito serio tinha acontecido, como sexo.

Eu sentia medo, depois do que aconteceu na casa de Billy, fui pedir socorro para Luciana, conselhos de primeira vez, e ela me colocou muito medo, disse que a dor era insuportável e tudo mais e só foi ter prazer na terceira vez!

Como eu faria isso com medo?! Não tinha como.

Jacob entendeu meu lado, dizendo que me esperaria e que não tinha ficado bravo comigo. Mas a cada dia nossos pegas estavam mais quentes.

— Vamos logo, ! — Luciana disse, ela trabalha na galeria do meu pai comigo, mas hoje eu sairia mais cedo, ficaria uma hora na loja, depois Jacob pediu que eu fosse na sua casa.

Billy nem comentou – amém – nada para o meu pai sobre o lance do quarto e eu não deixei que isso acontecesse mais.

Mas algumas vezes não tinha como evitar, embora Billy aprendera a bater na porta antes de entrar. Eu terminava de me vestir, usava uma calça legging preta com aparência de couro, aonde tinha alguns strass espalhado pela calça, coloquei uma camisa bege aonde tinha que amarrar na frente uma espécie de cinto junto com a blusa, coloquei meu blazer cor de grafite por cima e as botas de galocha que iam até a minha panturrilha.

— To descendo! — eu disse, socando meu celular no bolso do blazer. Desci as escadas correndo, Luciana me esperava impaciente na porta. Drake desceu apenas para beijá-la. — Calma ai que eu vou vomitar aqui — eu disse fazendo cara de nojo, odiava quando eles faziam isso! Era nojento ver meu irmão com ela.

Saímos e eu entrei no meu carro, com Luciana no meu encalço, manobrei o carro e sai de casa indo rumo á galeria.

Fomos conversando animadamente sobre tudo, Luciana sabia sobre Bella, já que ela era minha confidente, eu não escondia nada dela, e ela disse para mim ficar ao lado de Jake e não ficar com ciúmes, ajudá-lo.

Ela me disse que quando eu visse a Isabella perto dele eu deveria esmurrar ela, marcando o território, mas é claro que eu não faria isso.

Chegamos na galeria e eu estacionei o carro na frente da loja, aonde dava uma visão do caixa.

Saímos do carro e entramos na galeria.

— Acha que hoje vai ter movimento? — Luciana disse pensativa.

— Acho que não, vai encher na época de camping e essas coisas — respondi, ela foi arrumar as coisas e eu fui ajuda-la.


Deu meu horário e eu dei tchau para Luciana, dizendo que ou eu ou Drake viria buscá-la, os carros dos meus irmãos tinham chegado semana passada.

Entrei no carro e disquei o numero de Jacob.

— Alo? — ele atendeu ansioso.

— Estou saindo da galeria — eu disse ligando o carro e indo em direção á casa dele.

— Ok, estou te esperando — ele disse com a voz animada, sorri para o nada e desliguei o celular.

Não demorou muito para chegar em sua casa, caia uma fina chuva, mas eu aprendi a gostar da chuva. Jacob já estava na varanda e quando eu sai do carro ele me abraçou com força.

— Vem, antes que você pegue um resfriado — ele disse, fechando a porta do carro para mim, rolei meus olhos e entrei em sua casa.

— Olá, ! — Billy me cumprimentou feliz.

— Como vai, Billy?

— Ah, minhas juntas doem um pouco mais eu estou bem — ele reclamou.

— Você devia se sentar um pouco no sofá, Billy, talvez ajude — eu disse indo ajudá-lo, mas Jacob me parou.

— Ele só esta resmungão, sabe , você esta mimando ele demais. — Jacob disse rolando os olhos. Billy riu alto.

— Sim, está me mimando mesmo — ele respondeu, então mostrou a língua para Jacob.

Jacob nos levou para o seu quarto, era o único lugar que tínhamos para ficar juntos e tranqüilos. Quando entrei em seu quarto, Jacob rapidamente me atacou me beijando com vontade.

— Senti sua falta, sabia? — ele disse retirando o meu blazer.

Eu ri com isso e retirei a camisa dele. Ficamos nos beijando não sei quanto tempo, eu sei que acabei sentada na escrivaninha dele, com ele retirando a minha blusa e me tocando como só ele sabia, como só ele havia tocado.

Joguei minha cabeça para trás quando ele passou a beijar meu busto, um gemido baixo e rouco escapou de meus lábios, e Jacob apertou mina bunda. Ele começou a abaixar minha calça e minha respiração entrava rápido demais, superficial demais.

Quando ele abaixou minha calça até a onde a bota permitia apertando minhas coxas, eu arranhei suas costas com força e Jake mordeu meu ombro com força também. Os beijos voltaram com toda a força, nos deixando ser ar.

Eu o queria, queria agora.

Escutei duas batidas na porta.

— Jake, seu pai está batendo na porta — eu disse entre o beijo.

— Não esta não — ele disse, forçando meus lábios, Billy bateu na porta novamente. Jacob suspirou. — O que é pai?! — ele disse nervoso.

— Você tem visitas — Billy disse, estreitei meus olhos.

— Estava esperando alguém? — perguntei confusa.

— Alem de você ninguem.

— É a Bella! — Billy respondeu da porta e senti meu coração perder uma batida.

Jacob me olhou abismado.

— Juro que não sabia que ela vinha — ele disse. Forcei um sorriso.

— Esta tudo bem. — eu disse, mas não olhei em seus olhos, subi minha legging e abotoei novamente a minha camisa, sem olhar para Jacob.

? Não esta tudo bem não é? — ele disse suspirando.

Parei o que fazia e mirei a janela atrás dele.

— Converse com ela, veja o que ela quer — eu disse, então voltei a me arrumar, colocando meu blazer, fui sair do seu quarto quando ele me segurou pelo braço.

— Não fique brava, por favor. Eu juro que não sabia que ela viria — ele disse.

Fique do lado dele, de apoio a ele, a voz de Luciana ecoou em minha cabeça. Ou esmurre a cara dela, a voz dela soou novamente.

— Jacob esta tudo bem. Ela é sua amiga, não é educado deixá-la esperando — eu disse ainda sem olhar para ele.

Sai de seu quarto sendo seguida por ele. Pela janela da sala vi a picape de Bella e ela dentro.

Não era feia, branca que nem eu, cabelos castanhos e olhos castanhos. Quando abri a porta de sua casa, ela saiu do carro e me olhou um pouco surpresa.

— Hey, por favor não fique brava comigo — Jacob disse atrás de mim, segurando meu braço e ficando ao meu lado.

Mordi meu lábio.

— Ok, eu só... — suspirei — Você precisa de um tempo com alguém alem de mim, Jake. — tentei fazer graça. Mas Jacob não caiu nessa, segurou meu rosto em suas mãos e me beijou lentamente, saboreando os meus lábios. Me fazendo derreter em seu peito.

O beijo não demorou muito, e terminou com um selinho demorado.

— Eu vou te ver hoje, logo depois de falar com ela, ok? — ele disse.

Assenti, então fui até o meu carro que estava ao lado do de Bella.

- Hey, Bella! — Jacob disse sorrindo e a abraçou de leve, sua mão ainda entrelaçada com a minha, não me permitindo ir.

- Hey, Jake — ela disse o abraçando de leve também.

— Bells, essa é , minha namorada — Jacob disse, e na minha cabeça era isso o que acontecia:

— Bells, essa é , minha namorada — Jake disse.

— rá! Eu sou a namorada dele sua branquela! — eu dizia apontando para a cara dela, então puxando Jacob para um beijo ardente.

Voltei para a realidade com um leve sorriso no meu rosto.

— Oi — Bella respondeu, erguendo a mão para me cumprimentar.

— Olá — eu disse tocando a mãe dela. — Bom, Jake eu tenho que ir.

Ele assentiu e vi em seus olhos um pouco de dor.

— Eu passo lá na sua casa ainda hoje — ele prometeu. Assenti e murmurei um breve tchau para Bella, Jacob me acompanhou até o carro, abrindo a porta para mim. — Não esta brava?

— Não estou brava — afirmei, estava com ciúmes isso sim! Mas guardei para mim.

Ele assentiu e me beijou novamente, de leve como antes. Sorri em seus lábios e entrei no carro. Jacob deu meu sorriso favorito e pela janela me deu mais um beijo. Eu ri e dei a partida no carro, manobrei – querendo na verdade acabar com a picape da Bella – e fui embora, olhando pelo retrovisor Jacob dar um constrangido sorriso á Bella.

Respirei fundo e fui para casa, com o coração na mao e rezando para que ele não fizesse nada de errado e não sucumbisse á ela.


Jacob Black – PDV.

(n/a: terá algumas passagens de Eclipse, mas eu mudarei algumas coisas.)

Eu sabia que ela tinha ficado chateada e me matei mentalmente por isso.

— Namorada? — Bella perguntou levantando uma sobrancelha.

Eu sorri constrangido.

— Sim — respondi. Vi que Bella não gostou muito disso, mas ignorei, estava feliz com e não deixaria Bella acabar com isso.

Então fomos caminhar pela floresta.

— Ela é muito bonita — Bella disse depois de um tempo que ficamos em silencio.

— Sim, ela é. Nos conhecemos desde criança, mas ela foi embora com a mãe, quando seus pais se separaram. — eu disse reconhecendo a historia de Bella, que riu da coincidência. – Ela é brasileira. Seu irmão mais velho puxou o pai, então ele... sabe com é, se juntou á alcatéia.

- Ela é uma loba? — Bella perguntou abismada.

Eu ri.

— Não, não. Apenas seus irmãos, ao que parece ela não puxou esse lado do pai. Foi por isso que ela ficou aqui no inicio, para ver se mais tarde ela se tornaria, mas não aconteceu.

Bella ficou um tempo em silencio.

— Você ama ela? — ela perguntou bem baixinho.

— Mais do que a mim mesmo — eu disse sorrindo de leve.

— Isso é... é bom — Bella disse fitando o horizonte.

Ficamos mais um tempo em silencio.

— Mas e você Bells, como está? Quero dizer depois... você sabe... — suspirei, não querendo me lembrar daquela época, mas era preciso. — Esta tudo bem depois que ele voltou? Você o perdoou por tudo aquilo?

— Não havia nada para perdoar — Bella disse, mas também parecia não querer falar sobre aquilo.

Fiz uma careta.

— Queria que Sam tivesse tirado uma foto quando a encontrou naquela noite em setembro passado. Seria a prova A.

— Ninguém esta sendo julgado.

— Talvez alguém devesse.

— Nem mesmo você o culparia por ter ido embora, se soubesse dos motivos.

Pressionei meus lábios e a olhei seriamente.

— Tudo bem — eu disse ácido — Surpreenda-me.

Bella ficou um pouco triste pelo meu tom de voz, mas eu não o alterei ou mostrei remorso.

— Edward me deixou no outono passado porque não achava que eu devesse andar com vampiros. Pensou que seria mais saudável para mim se ele fosse embora. — ela me disse.

E eu fiquei chocado, não esperava esse motivo, esperava qualquer outro, menos esse. Foi até nobre a parte dele eu tinha que admitir.

— Que pena que ele não ficou com a primeira opção — eu acabei soltando e minha consciência pesou.

— Se você não se lembra, eu fui buscá-lo.

Pressionei novamente os meus lábios e olhei para frente.

— É verdade. Eu nunca entendi a historia. O que aconteceu? — perguntei, tentando mudar de assunto.

Bella ficou em silencio. Franzi me cenho.

— É um segredo?,— zombei.

— Não, é só que a historia é muito longa — Bella suspirou.

Me sentei em um tronco e a puxei para se sentar também.

— Não ligo para historias longas, tem alguma ação? — perguntei, tentando fazer graça.

Bella rolou os olhos.

— Tem um pouco — admitiu, então começou a contar, sobre tudo desde a sua partida até seu destino.

Eu esperava ficar com mais raiva do vampiro, por fazê-la passar por isso, mas não aconteceu, fiquei temeroso por ela, mas não com raiva dele.

Foi uma ótima noticia ver que a Alice não podia nos ver, minha mente se lembrou de quando caçamos Victoria, e ela comentou sobre não conseguir ver. Nós nem ligamos para isso, ou nos questionamos.

— Agora que você sabe da historia toda — ela concluiu — Então é a sua vez de me falar. O que aconteceu enquanto eu estava com a minha mãe no fim de semana?

Me inclinei para frente, e comecei a contar o que aconteceu, Bella ficava tensa e quando contei obre Paul, me olhou de cara feia.

Mas ela não podia me culpar o jeito de Paul.

Depois que contei a historia, Bella ficou mais tranqüila, eu zombei, falando que seu vampirinho tinha nos colocado como vilões, mas é claro que ela o defendeu.

Ficamos um tempo em silencio e eu pensei, e se ele não tivesse voltado, e se Bella não tivesse pulado do penhasco. Como estariam as coisas agora?

De um modo ou de outro foi melhor assim, por que e se eu namorasse a Bella e encontrasse com a ? Seria a historia de Sam e Emily se repetindo.

— Em que está pensando? — Bella perguntou.

— Estou pensando que se você não tivesse pulado daquele penhasco, e o seu vampiro não tivesse voltado, como que seriam as coisas agora. — eu disse — De um certo modo... Foi bom ele ter voltado... Quero dizer... Você se magoaria de novo.

— Como assim eu me magoaria de novo? — Bella perguntou confusa.

Suspirei. Estava na hora de abrir o jogo com ela

— Ano passado... Quando ele foi embora e nós ficamos mais próximos, eu... meio que estava apaixonado por você, Bella — eu disse suspirando.

— Você... o que?! — ela disse se levantando, seu olhar era de choque.

— Por isso que eu digo que a volta dele foi boa — expliquei. — Já pensou... que se ele não tivesse voltado e... você tivesse me dado uma chance... — suspirei — Você se magoaria de novo, por que eu teria encontrado a de um jeito ou de outro.

Bella soltou o ar que prendia.

— É, talvez você tenha razão — ela disse — Mas... você... me largaria... para.. você sabe, ficar com ela?

Bella parecia um pouco ofendida com isso.

Assenti.

— Não seria uma coisa que eu poderia controlar, seria como Sam e Emily — acabei murmurando alto demais.

— O que tem Sam e Emily? — Bella perguntou.

— É uma longa historia — eu disse, não querendo realmente falar, isso era entre Sam e Emily, não era culpa dele que de vez em quando ele deixava isso escapar.

— Não estou com pressa — Bella disse sorrindo, percebi o motivo.

— Ele vai ficar muito bravo com você ? — perguntei.

Bella assentiu.

— Edward não gosta quando eu faço coisas que me colocam em risco.

— Como andar com lobisomens.

— É. — ela respondeu rindo. — Mas então, me conte sobre a historia de Sam e Emily.

Suspirei e comecei a contar até aonde eu achava que não era tão pessoal assim, contando sobre Leah, aonde Bella ficou chocada. E depois quando ele sofreu o imprinting com Emily. E que ele tinha deixado Leah para ficar com Emily.

— Isso é... horrível. Como Sam pôde...? — Ela se interrompeu e sacudiu a cabeça.

— Não o julgue ainda. Alguém um dia já falou a você... Já ouviu falar em imprinting? — perguntei.

— Não. O que significa?

— É uma coisa de lobo. Não acontece com todo mundo. Na verdade... bom nas lendas diziam que era raro, embora agora esta acontecendo com quase todo o bando...

— O que é? — ela disse impaciente me fazendo rir.

— É o modo como achamos nossa parceira. — respondi. — Por exemplo: Sam amava Leah. Mas quando viu Emily, isso não importava mais. As vezes... não sabemos bem por quê... Quer dizer... nossa alma gêmea.

Bella ficou em silencio durante um tempo.

— De que jeito? Amor a primeira vista? — ela zombou.

Mas eu não estava sorrindo e sim criticando sua reação, era algo muito mais forte que isso.

— É um pouco mais forte que isso. Mais incontrolável — eu disse.

— Desculpe. Esta falando sério, não é?

— Sim. — murmurei olhando para frente.

— Amor a primeira vista? E mais forte? — ela disse em duvida, tentando entender, mas não era algo que eu realmente pudesse explicar e deixar claro. — Como Emily lidou com isso, quero dizer... Ele largou a prima por ela, deve ter sido difícil.

Assenti

— No inicio Emily sentiu raiva. — eu disse, mas depois sorri — Mas entenda, é difícil resistir a tanta paixão e adoração. E ainda Sam pode contar para Emily sobre ele, não é regras capazes de nos impedir quando encontramos nossa outra metade. — eu nem percebi, mas tinha colocado no plural, em vez de falar apenas de Sam.

— Isso... já aconteceu com você, essa coisa de amor a primeira vista? — Bella perguntou.

Um sorriso involuntário vindo ao meu rosto.

— Sim — eu disse feliz e aliviado por Bella saber.

— Oh! — ela disse, a olhei, Bella tinha uma leve careta no rosto, mas rapidamente se recompôs. — Com quem?

Levantei uma sobrancelha para ela a resposta era obvia!

— A... ? — ela disse pendendo a cabeça de lado. Eu assenti sorrindo ainda mais. — Eu... meio que percebi algo assim entre vocês... eu só... achei que fosse coisa da minha cabeça. Estou... feliz por você, Jacob.

Mas eu notei a mentira na voz dela e tentei ignorar isso.

— Pera ai... ...? Ela é irmã da Afrodite e do Drake?!

Assenti.

— Ela morava com a mãe no Brasil — eu expliquei. — Na verdade ela viajava pelo mundo com o irmão dela, Peter. Mas... bom... Peter puxou mais o lado do pai em quesito de genes. Eles estavam em Paris quando ele começou a esquentar e a ficar mais bravo. ligou para a mãe, preocupada com Peter, então a mesma mandou eles de volta para La Push, Peter agora é parte do bando, sempre fomos amigos desde pequenos, e vez ou outra mantínhamos contado. Quando fui visitá-lo foi que atendeu a porta, e a magia estava feita. — eu disse sorrindo me lembrando pelo dia.

Bella suspirou.

— Meu pai disse que você estava passando por problemas... tem a ver com a ? — Bella perguntou.

Rolei meus olhos.

— Meu pai aumenta muito as coisas — eu disse — Era só o Peter, ele não queria que eu ficasse perto de , depois que descobriu meu imprinting com ela.

— Por que ele faria isso?!

Dei de ombros.

— Peter é muito protetor em relação a , acha que ela ainda é muito nova para se comprometer assim, com uma coisa que é para sempre — expliquei — E eu também no inicio fiquei confuso... por que... sabe o sentimento por você e então a Ju, tenho medo de magoá-la, de não ser o suficiente para ela. — admiti, era bom desabafar as vezes.

— Por que você não seria o suficiente para ela, se foram feitos um para o outro?

Essa era uma excelente pergunta! Olhei para Bella e sorri.

— Você esta certa. Mas a , ela tem um grande futuro pela frente, e ama viajar, eu vou aonde ela for, não importa o lugar, mas tenho medo que ela se sinta muito presa.

Bella assentiu. Mas vi que ela não queria mais falar sobre ela.

— Faz muito tempo que eu não venho aqui. Devo ter perdido uma tonelada de coisas — ela disse — E como está o Embry e Afrodite? E o Quil já...?

— Ah o Quil — eu suspirei. Bella literalmente perdera muita coisa desde a ultima vez que veio aqui.

— Eu lamento.

Bufei e rolei meus olhos.

— Diga isso para ele. — eu disse — Ele parece uma gazela saltitante de tão feliz que ele está.

— Ele... gostou?

Dei de ombros.

— No inicio todo mundo gosta, a velocidade, a força o... sentimento de família... Isso é bom. O ruim é quando você tem que esconder seus pensamentos, é a coisa mais constrangedora.

Bella riu.

— Mas você deve se sentir assim certo? Com o vamp... Edward. — eu disse.

— Ah não! Ele não pode ler minha mente.

Franzi o cenho.

— Essa é nova. — admiti.

Ficamos conversando mais um pouco, sobre o que perdemos sobre o outro, as novidades e tudo mais. Voltamos para a minha casa.

— Vai voltar logo? — perguntei. Embora eu não devesse me sentir feliz por ela me dizer que voltaria eu não podia controlar.

— Assim que eu puder — ela prometeu. Nos despedimos e ela entrou na sua picape — Espero não ter te colocado em problemas com a .

Sorri de leve.

— Só alguns, mas deixa que eu me resolvo com ela. — meu sorriso virou malicioso. Bella rolou os olhos, vi que ela não gostou muito da resposta, mas manobrou o carro e saiu.

— É, agora você tem que enfrentar a fera — meu pai disse surgindo na varanda — Boa sorte, Jake.

— Valeu pai — murmurei.

podia ser muito geniosa quando queria.



Scoz – PDV.


Já era fim de tarde e Jacob não tinha dado sinal de vida. Depois que sai da casa dele, passei no salão da Salete, eu tinha hora marcada para depilação, seria mais tarde mas ela não se incomodou em me atender antes, de manha não tinha tanto movimento como a tarde. Depois de me depilar e conversar um pouco com ela, eu tinha resolvido ficar em casa mesmo.

Esquece ele, você deveria ter ido com seus irmãos – minha consciência disse me trazendo de volta para a realidade.

Meus irmãos tinham ido á um barzinho em Port. Angeles, me convidaram para ir, mas eu não quis. Meu pai saiu e foi na casa de Sue, ficar sozinho comigo no momento não era a melhor coisa do mundo.

Eu estava no meu quarto, ouvindo uma musica alta, tentando esquecer qualquer coisa que me trouxesse ciúmes, eu geralmente o guardava para mim quando Jacob inconscientemente sorria ao falar em Bella, eu conversara com meu pai sobre nosso imprinting... ele parecia... incompleto.

Por que eu não podia sentir o amor louco que Jacob sentia por mim? Eu o amava, sim e não conseguia viver sem ele, mas pelas historias o imprinting era algo muito mais incontrolável, então por que ainda tinha duvidas de ambos?

Eu guardava isso para mim mesma, não querendo perturbar Jacob com a minha negatividade.

Suspirei e fui até o banheiro colocar minha roupa para lavar, eu usava apenas uma camisa de botões, nada mais.

? — escutei a voz rouca de Jacob quando eu saia do banheiro. Ele estava perto da minha janela.

— Oi, Jacob. Como foi as coisas? — perguntei um pouco fria, mas foi inconsciente.

— Foi... legal — ele disse suspirando.

— Hmm... que bom — eu disse, fui me virar para sair do meu quarto, mas sua mao quente segurou meu braço, me fazendo virar para ele.

... eu...

— Jacob não precisa se desculpar, você não sabia que ela iria te ver hoje, tudo bem — eu disse tentando ser compreensiva, mas a voz saiu um pouco acida.

Ele suspirou.

— Eu sei que você sente ciúmes dela. — ele disse, me pegando de surpresa, mas não neguei, — E não tem por que, . Eu amo você, apenas você.

— E como ela fica? — perguntei, eu queria, necessitava acreditar plenamente em seu amor, e acreditava nele, mas eu sabia que ele ainda gostava dele, e dividi-lo com alguém não era uma coisa que eu tinha em mente.

— Eu contei a ela sobre nós, e ela tem namorado...

— Então por que você ainda corre atrás Jacob?! — a pergunta saiu pegando Jacob de surpresa. — Se ela tem namorado então por que você ainda meio que luta por ela? Ou fica triste quando a vê com ele? Jacob, uma hora ou outra você vai ter que encarar a realidade. A Isabella vai se tornar uma deles, e como você fica? Chupando dedo?

Jacob recuou um pouco com o que eu disse, mas era verdade! Ele só pararia de sofrer quando ela se tornasse uma deles e saísse completamente da sua vida?!

— Eu... não corro atrás dela — ele disse me olhando sério. Suspirei e passei a mao pelo cabelo, me encostei no armário.

— Não foi nesse sentido que eu quis dizer, é só que você ainda vai lutar por ela, eu sei disso. Sei que você me ama também, mas... — encoste minha cabeça no armário, olhando para o teto, resolvi me calar.

— Fala, ! Fala o que você pensa, ou o que sente! Como eu posso me defender sendo que você nem fala o que sente, o que pensa!

O meu gênio forte entrou em ação.

— Quer saber como eu me sinto!? — gritei para ele. — Eu sinto que uma hora eu vou cair do cavalo e que todo esse conto de fadas vai se tornar um pesadelo! Sinto as vezes vontade de socar a Isabella. Sinto vontade de socar você por ainda gostar nem se for um pouco dela! Eu... eu... — estava tão nervosa que não conseguia terminar a frase, Jacob tinha os olhos regalados por eu ter gritado e finalmente ter falado o que sentia. — Eu... eu não posso dividir você com outra, Jake. — assumi — Sinto muito mas... não posso. Sei que para você é mais difícil, mil vezes mais difícil, mas... Jacob ela não vai mudar de idéia — eu disse, sem olhar para ele, me sentei na poltrona que tinha no quarto, olhando meus pés. — Não importa o que você faça, não importa o que você fale, ela não vai mudar de idéia. Sei que você me ama mais que ela, mais que tudo... As vezes parece um conto de fadas, sabia? — eu disse sorrindo sem humor, então balancei minha cabeça. — Uma parte bem pequena da minha cabeça me diz que eu vou cair do cavalo e que não existe conto de fadas... eu ignoro isso... mas as vezes a duvida bate e eu não sei o que fazer. Eu fico do seu lado, por que eu sinto que é o certo, não me vejo com mais com outra pessoa alem de você... mas se você se vê com a Bella...

— Eu não me vejo com ela. — Jacob disse rapidamente, então ficou na minha frente. — , olha pra mim — não olhei, continuei olhando para o chão. Jacob suspirou e se agachou, levantando meu rosto para eu fitá-lo. — Por que você não entende que eu não largaria você por nada nesse mundo?

Um breve sorriso apareceu em meu rosto, suspirei e pendi minha cabeça um pouco de lado.

— E quando ela se tornar um deles, Jake? O que vai acontecer?

Jake suspirou também.

— Olha, eu não quero que ela se torne um deles, mas não quero ela comigo como eu quero você. De um certo modo, uma parte bem pequena em mim quer que ela se torne um deles e assim eu largaria esse pequeno sentimento por ela. Mas eu não desejaria isso nem para o meu maior inimigo, se tornar um sanguessuga nojento.

Eu suspirei, um pouco aliviada por estar tendo essa conversa com ele.

— Jake... você é... feliz? Comigo, quero dizer.

Jacob me deu um sorriso lindo de sol.

— Como nunca fui em toda a minha vida. — ele respondeu, então seu rosto se tornou sério. — E você, ? É feliz comigo... com toda a confusão da minha vida?

Sorri um pouco, olhei em seus olhos e fiz um leve carinho em seu cabelo.

— Sim. Muito feliz.... E eu posso lidar com a confusão — eu disse sorrindo ainda mais, mas depois fiquei um pouco séria. — Mas não posso lidar com a decisão.

Jacob assentiu, sério também ao meu comentário.

Mordi meu lábio e respirei fundo.

— Jake eu... eu amo você. — eu disse o olhando nos olhos. — E não posso viver sem você.

O rosto de Jacob se tornou glorioso, e um lindo sorriso surgiu em seus lábios.

Ele me puxou para um beijo ardente, mas ao mesmo tempo calmo. O beijo se tornou mais intenso, mais crescente, foi quando Jacob me levantou e me colocou em um impulso em seu colo, cruzei minhas pernas ao redor dele, que me deitou em minha cama.

Meu coração acelerou ainda mais, e minhas mãos tremeram.

Ele passou a beijar meu pescoço, mordendo de leve, suas mãos foram para as minhas coxas, e ele foi levantando minha camisa, revelando minha calcinha branca. As caricias dele só cessaram quando eu retirei sua camisa, e voltei a beijá-lo. Suas mãos agora se ocupavam de abrir a minha camisa, e quando abriu tocou minha barriga com a mao quente, e parecia que ele estava mais quente do que de costume.

Eu estava apenas de roupa intima em sua frente, enquanto ele ainda tinha o shorts, mas talvez eu não quisesse tirá-lo, a incerteza e timidez me invadindo em ondas constantes.

Jacob pareceu perceber isso, pois me olhou durante um tempo.

— Não precisamos fazer isso se você não quiser, .

Mordi meu lábio inferior, uma idéia um tanto ousada surgindo na minha cabeça.

— Mas nós podemos nos divertir, certo? — eu disse sorrindo um pouco sacana. Jake levantou uma sobrancelha. — Vou te mostrar — eu sussurrei para ele, o virando na cama e ficando por cima, Jake me olhou um tanto surpreso já que era raro eu tomar o controle das coisas. Seus olhos passaram para o meu corpo.

— Acho que isso pode ser interessante — ele disse com um sorriso malicioso nos lábios.

Devia ter pedido para meu pai contratar uma funerária de emergência, meu coração acelerou a tal batimento, que eu jurava que ia escapar pela minha boca.

Jacob sorriu, ouvindo meu coração acelerar.

Fui para frente, beijá-lo. Minhas mãos tocando cada parte daquele peitoral. Arrancando suspiros e gemidos de Jacob.

Mordi forte seu lábio inferior, feliz com ele estremecer com isso.

Minha mao foi descendo até o botão de seu shorts, bom estavamos nos divertindo, explorando.

Quando abri o botão, parei de beijar Jacob para descer seus shorts por suas pernas, Jake engoliu em seco, me olhando com tanto desejo que se o quarto pegasse fogo seria o fogo do Jacob.

Voltei a me sentar em cima dele, sorrindo quando o mesmo fechou o olhos. O que nos separava agora era as peças de roupas intimas.

Movi minha mao até seu abdômen, descendo mais, chegando ate seu ponto sensível. Jacob arfou e gemeu alto sendo pego de surpresa.

Comecei a beijar seu pescoço, enquanto minha mao o estimulava por cima da boxer branca ainda.

Jake tomou meus lábios em no mínimo violência, sua mao segurando firmemente na minha nuca, enquanto a outra apertava a minha bunda. Aumentei o ritmo, fazendo Jake parar de me beijar e jogar a cabeça para trás. O senti crescer ainda mais.

Bom, isso seria novo... e Luciana me disse que homens gostavam disso... não custava tentar.

A timidez me atacou, mas eu a empurrei de lado, beijando o tórax de Jacob, e descendo pelo seu tanquinho, e me demorando em seu abdômen, e fui descendo mais.

Jacob me olhou com luxuria e toda a timidez e incerteza foi esquecia quando o toquei com meus lábios.

Jacob gritou de prazer, suas mãos fechadas em punho nos lençóis. Eu era super inexperiente nisso, mas pelos gemidos de Jacob, até que eu não estava tão mal assim.

Não demorou muito e Jacob chegou ao seu ápice.

Me ergui e Jacob me puxou para um beijo ardente, sua respiração falha, sentia suas mãos tremendo um pouco.

Ele nos virou na cama, ficando por cima.

— Minha vez — ele disse mais rouco que o normal. Engoli em seco e meu coração só não acelerava mais por que não tinha como.

Sim, eu morreria de um ataque cardíaco.

Jacob retirou meu sutiã, e me tocou com reverencia, me fazendo arquear as costas. Então tomou um de meus seios em seus lábios, e eu me contorci em baixo dele, meu sexo pulsava insanamente, esfreguei minhas pernas umas nas outras, tentando aliviar a tensão ali, mas só piorou.

Jacob viu isso e sorriu.

— Que coisa feia, — ele disse sorrindo travesso. Eu me sentia quente, meu corpo parecia que iria entrar em combustão á qualquer momento.

Jake desceu uma de suas mãos para a minha calcinha, e adentrou minha calcinha. Ah! Santa Salete! Ainda bem que eu tinha ido mais cedo! Amém senhor!

Jacob colocou novamente um dos meus seios em seus lábios, enquanto um de seus dedos me invadia.

Gritei de prazer com isso, era tudo muito novo, muito vivo. Arrepios castigavam o meu corpo. Jake gemeu e colocou mais um dedo dentro de mim, começando a fazer seus movimentos.

Eu já não controlava mais meu corpo, minhas unhas se cravavam nas costas, ombros de Jacob, senti um delicioso beslicão no meu ventre, um arrepio descer pela minha coluna, todos os meus músculos se retesarem.

Segurei com força no ombro de Jacob, gemendo mais rápido e falando coisas desconexas. Jacob me beijou com carinho, me fazendo sentir completa, inundada de seu amor.

Eu sentia meu ultimo fio de sanidade se esvaindo com os movimentos dele, com a respiração quente dele contra meu seio, pescoço. E eu apenas cheguei – alucinadamente – em meu ápice, por que senti a língua quente de Jacob.

Me corpo parecia ter se espalhado em pedacinhos, ficando mole. Eu literamente estava vendo estrelas, pontos brilhantes.

Será que eu tinha fumado alguma coisa?

E depois disso, me senti mole, meu corpo não respondia a mim, meu coração ainda estava acelerado e minha respiração descompassada.

Jacob beijou de leve os meus lábios, e encontrei forçar para passar meu braço pelo seu pescoço. Ele se deitou ao meu lado e me puxou para deitar em seu peito, nos cobrindo com o lençol. Eu estava cansada e ele também.


Depois de descansar um pouco, Jacob foi tomar um banho no meu banheiro, enquanto eu tomava no de Afrodite, minha família deveria chegar daqui a pouco. Voltei para meu quarto com uma toalha enrolada em mim, secando meu cabelo.
Jacob vestia sua boxer branca e sorriu para mim.

— Dorme hoje aqui? — pedi abraçando sua cintura, era raro Jacob dormir aqui, meu pai ainda pegava no meu pé. Já Embry podia se mudar para cá se quisesse! Era tão injusto!

— Não sei se seu pai vai gostar muito disso, e tem o Peter também — ele disse revirando os olhos.

— Deixa que com eles eu me entendo — eu disse sorrindo. Jacob me beijou de leve, com carinho, sua mao fazendo um carinho gostoso na minha nuca.

— Ok. — ele disse sorrindo amplamente.

Me virei para pegar uma roupa intima, abri minha gaveta e comecei a procurar alguma.

Tinha ainda algumas nas embalagens, já que eu não tinha usado elas ainda. E foi esse barulho que chamou a atenção de Jake.

— Que barulho é esse? — ele perguntou, olhando por cima do meu ombro.

— Nada — eu disse rindo e o empurrando, mas é claro que não deu em nada e Jacob viu minhas coisas, ele levantou uma sobrancelha e pegou uma calcinha com a mao, Afrodite que tinha comprado para mim semana passada, eu usei apenas uma vez, era meio que fio dental, por isso não usei mais, odiei. — Ok, você vai usar essa aqui — Jacob disse assentindo para ele mesmo.

Eu ri.

— Eu não! — protestei e tirei a calcinha da mao dele.

— Por que não? É bonita

— É desconfortável.

— Mas é bonita — ele disse, me virei para guardar a calcinha. Comecei a procurar por outra, e Jacob começou a xeretar, me mandando colocar um conjunto branco com rendas rosas.

— Jacob, cai fora. — eu disse rindo, enquanto ele me empurrava para trás e pegava a que ele queria e começava a dizer os prós da calcinha. — Não sabia que você era especialista em calcinhas de renda.

Jacob riu.

— Não é isso — ele disse rolando os olhos, então jogou o conjunto para mim e me deu um lindo sorriso — Por favor.

Rolei meus olhos.

— Não sei por que tanta frescura por causa de uma calcinha, só eu que vou ver! — protestei.

— E eu — Jacob disse sorrindo malicioso.

— Ok, cadê meu namorado santo e quem é você. — eu disse sorrindo torto.

Jake deu de ombros.

— Foi idéia sua a da diversão, arque com as conseqüências Srtª Scoz — ele disse rindo.

Franzi meu cenho e sai resmungando para o banheiro, colocar a calcinha.

— Você é um tarado — murmurei quase que para mim mesma.

— Sua culpa — ele disse do meu quarto. — Você me desvirtuou , com todo esse corpo ai.

— Eu?! Eu?! — eu disse saindo do banheiro só de calcinha e sutiã — Você que veio com a conversa de bom moço, eu sabia que você era o Lobo Mal.

Jacob riu.

— Eu disse que ficaria bonita — ele apontou para o meu conjunto. Rolei os olhos fui até o meu armário e coloquei uma calça moletom cinza e uma blusa colada no corpo branca. — Hmm... não.

— Que não o que menino! — eu disse rindo. — Você acha o que, que eu vou ficar andando de calcinha e sutiã pela casa?

Jacob pressionou os lábios.

— É, pensando dessa forma, um visinho pode ver. — ele disse fazendo uma careta, eu ri.

— A única vizinhança que pode ver alguma coisa é o Sr Beneti, e ele deve ter no mínimo cem anos. — eu disse, rindo remexendo no meu armário, da ultima vez que Jake dormiu aqui ele acabou trazendo uma calça sua de moletom, só tinha que saber aonde estava.

— Sim, ai ele te vê e tem uma morte súbita, no laudo vai estar assim: “Foi morto por vizinha brasileira andando de calcinha pela casa”. — Jacob disse rindo.

Achei a calça dele e joguei, tentando acertar sua cara, mas os reflexos dele eram excelente e ele pegou antes de chegar próximo ao seu rosto.

— Bela tentativa — ele disse assentindo e colocando as calças então suspirou. — Sua família chegou.

Estreitei meus olhos

— Mas eu não ouvi nada. — murmurei indo para a minha janela, não tinha nenhum carro parado na frente da casa.

Jacob me abraçou por trás, foi quando segundos depois eu vi a moto de Peter entrando na rua rapidamente e parando na frente da casa.

— Eu disse — Jacob sorriu. Peter olhou para cima e nos viu, então sorriu e acenou.

Correspondemos o aceno.

Nós descemos para ficar na sala mesmo.

— Hey, pessoal! — Peter disse entrando em casa — Gente! Foi um show aquele barzinho, musica calma e boa, gente bonita... Vocês deviam ter ido.

Dei de ombros.

— Não sou muito de barzinho — admiti, assim como Jacob. Peter estreitou os olhos.

— Sei.. e o que ficaram fazendo aqui em casa? Alias, cadê o pai, Scoz? — Peter perguntou olhando em volta.

Senti minhas bochechas arderem.

— Na casa da Sue. — respondi.

— Desde que horas?

Dei de ombros.

— Não sei, acho que desde as três da tarde. — respondi indiferente.

Peter suspirou.

— É uma merda você estar crescendo, sabia? — ele disse então foi para cozinha, eu e Jacob rimos aos sussurros, e fomos no sentar no sofá.

Eu tinha minhas pernas em cima do colo de Jacob, e conversávamos calmamente.

— Hey, cunhadinha! — Embry disse entrando junto com Afrodite, então olhou para Jacob, e depois tocou meu cabelo molhado... — Não sei não esses dois, hein, amor. — ele disse para Afrodite — Sozinhos... na casa... Ah, Jacob safadinho! — ele disse fazendo Jacob ficar bravo, eu envergonhada e o resto do pessoal rir. — Aproveitou que o sogrão e que o cunhado-bravo não estavam e se enfurnou no quarto da namorada... já passei dessa fase.

Eu rolei meus olhos.

— Quantos anos você e Afrodite tem de diferença mesmo? — eu disse, acabando com a graça de Embry.

— Idade não é documento — ele respondeu

— Mas é experiência, talvez seja ela que te ensine tudo o que você supostamente sabe, certo? — eu retruquei sorrindo convencida.

Afrodite corou bem forte.

— Quem cala consente — eu disse sorrindo ainda mais.

Embry fechou a cara, fazendo todo mundo rir.

Jacob me deu um beijo no rosto e piscou para mim.

Depois quando ficou tarde subimos para dormir, Luciana mal passava as noite no meu quarto e sim no de Drake, então ficou mais fácil para Jacob ficar lá.

Quem precisa de um cobertor quando tem Jacob te abraçando e fazendo carinho?





Capitulo dez: Mesma sintonia.




Scoz – PDV.


Acordei com leves beijos no meu ombro, me fazendo sorrir.

— Bom dia — Jacob disse e pude ouvir o sorriso em sua voz rouca.

— Bom dia — murmurei, me enroscando mais em seus braços quentes, eu queria dormir mais um pouco. — Que horas são?

— Acho que dez da manha.

Fiz uma careta de desgosto.

— Vamos dormir mais um pouco então — eu disse sentindo Jake rir e me abraçar.

— Ah, mas hoje é aniversario do Peter e da Afrodite, lembra da festa que vai ter na casa da Emily? — Jake me lembrou.

— É claro que eu não esqueceria o aniversario do meu irmão — eu disse ainda de olhos fechado e um pouco manhosa. — Mas vai ser só de tarde...

— Sim, mas você ficou de ajudar Emily.

Suspirei e abri meus olhos, encontrando seus olhos negros e profundos. Rolei os olhos.

— Ok, ok. — eu disse então me espreguicei. — Você vai comigo?

Foi a vez de Jake rolar os olhos.

— Mas é claro. Quem vai te segurar para não cair da escada? — ele disse rindo.

Pressionei meus lábios.

— Isso só aconteceu uma vez, e a escada estava quebrada, não vale — eu disse me sentando na cama.

— Seu cabelo ela mais bagunçando do que geralmente... mas eu gosto — ele disse sorrindo para mim.

— Ok, eu vou no banheiro — eu disse me levantando, mas antes eu fui para o meu armário, aonde tinha uma nécessaire, essas que você ganha como brinde de viagens, peguei uma escova de dentes lá e joguei para Jacob.

— Esse é o bom de ter uma namorada aventureira — ele disse piscando para mim.

— Eu faço o que posso — me gabei, recebendo de presente de Jacob uma almofada na cara. — Besta — eu disse entrando no banheiro e escutando a risada estrondosa de Jacob.

Escovei meus dentes, lavei minha cara e desembaracei meu cabelo. Sai de lá, sendo a vez de Jacob.

Fui até a janela, ver como o tempo estava, eu não estava sentindo frio, mas isso por que eu acabei de acordar nos braços de Jake, é raro sentir frio com o Jake ao seu lado, sim duplo sentido.

Estava sol, e meu pai que estava entrando em casa com o pão debaixo do braço usava roupas leves.

Voltei para o meu armário e peguei um shorts jeans bem clarinho e soltinho, uma blusa branca com listras suaves azuis-quase-branco na vertical e que mostrava um pouco da minha barriga, o inicio do umbigo, coloquei uma jaqueta amarela por cima e me olhei no espelho. Gostei do que via, meu rosto estava um pouco corado, pendi minha cabeça para o lado, eu não tinha cara de dezesseis anos, talvez um pouco mais velha, o pircing no nariz descontraia um pouco, peguei uma maria-chiquinha e fiz um coque frouxe, calcei minhas botas pretas sem salto que iam até o meio da minha panturrilha.


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Peguei meu perfume e borrifei um pouco no pescoço, então comecei a arrumar a minha cama.

— Eu te ajudo — Jake disse, saindo do banheiro então começou a me ajudar, e o que era uma organização virou uma guerra, já que eu havia devolvido a almofadada que ele tinha me dado. — Se você quer guerra — ele disse, pegando dois travesseiro e os rodando na mão, então as jogou um mim.

— Ah, que saco! — eu disse, pegando uma e jogando nele, mas ele tinha a merda dos reflexos!

— Desista. — ele disse sorrindo como um vilão.

— Não mesmo! — eu disse então joguei mais uma nela, e em meio um segundo, Jacob estava ao meu lado e me jogou na cama e começou a fazer cosquinha em mim.

— Se rende? — ele perguntou.

Soltei mais umas risadas.

— Ah.. claro que não. — eu disse respirando fundo, então ele começou tudo de novo, e em determinado momento eu peguei um travesseiro e acertei sua cara, o fazendo parar.

— Essa foi boa — ele disse sorrindo animadamente para mim. Pisquei para ele. Jake se abaixou e ficou a centímetros do meu rosto — Você não me deu um beijo de bom dia.

Lhe dei um selinho.

— Bom dia — eu disse. Jacob fez uma careta, rolei meus olhos e o beijei mais demoradamente. — Melhor assim?

— É, ta chegando lá — ele disse sorrindo e saindo de cima de mim. — Seu pai esta subindo — ele disse quando eu o segurei, suspirei e me levantei também, prendendo novamente meu cabelo.

Jacob em questão de um minuto arrumou minha cama, ergui minhas sobrancelhas para ele que piscou para mim.

Meu pai bateu na porta.

— Pode entrar, pai!

Ele entrou, então olhou em volta e limpou a garganta.

— Vocês vão descer para o café?

Assenti.

— Er... hmm... ok — ele disse então saiu do quarto, eu comecei a rir e Jacob rolou os olhos.

— Vem, vamos — ele disse me puxando, desci as escadas com ele e o cheiro de café pronto fez meu estomago roncar. — Depois eu que rosno.

Dei um tapa nele.

Peter estava sentado na mesa.

— PETER! — eu disse pulando nele e o abraçando. — Parabéns, parabéns! — cantarolei.

Peter riu e me abraçou de volta.

— Cadê meu presente? — ele perguntou. Fechei a cara para ele.

— Só pelo seu interesse seu presente será um abraço — eu disse me sentando na mesa e levantando uma sobrancelha rapidamente para ele. — Interesseiro é um bicho folgado mesmo!

— Alguém ai falou de mim? — Drake disse se sentando na mesa.

— Sabe eu tento com todas as minhas formas humilhar você... mas você faz o trabalho tão bem — eu disse rolando os olhos e passando maionese na torrada.

— Mas você faz o trabalho tão bem — Drake me imitou.

— Mas você faz o trabalho tão bem — imitei ele, e começamos um a imitar o outro.

— Sabe, as vezes eu penso em ter minha irmãs constantemente comigo — Jacob disse — Mas, dude, quando eu venho para cá, praticamente idolatro meu pai por deixar minhas irmãs aonde estão.

Peter e Jacob começaram a rir.

Eu e Drake só paramos por que Kevin esbravejou conosco.

— Ok, eu estava pensando na decoração colocar coisas do Bem 10, o que você acha, Peter? — brinquei com ele, que engasgou com a torrada.

— Não seja louca de fazer isso, ! — ele disse e eu comecei a rir.

— Tudo bem, tudo bem, eu faço do Power Ranger não precisa chorar. — eu disse rapidamente. Jacob sorriu para mim.

— Muito engraçado. — ele disse.

— Ok, Ursinhos Carinhosos, eu sei que você amava esse desenho! — Kevin disse, fazendo todo mundo rir e Peter corar.

— Vocês são maus. — Peter disse — E se tiver isso na minha festa, o bicho vai pegar.

Luciana desceu as escadas toda feliz e se sentou ao lado de Drake, dando um beijo nele.

Engraçado, eu ainda não me acostumei com isso.

— Lu, quer ajudar eu e a Emily na decoração da festa de Peter? — perguntei.

— Claro! Tenho certeza que ele ainda pode gostar da decoração de Mikey da festa de 10 anos dele — Luciana disse rindo.

— O PAI! Você não jogou aqueles vídeos fora?! — Peter disse bravo — Já pedi pra jogar aquilo fora!

— É por isso que os meus eu estraçalhei — Jacob disse tomando um gole de suco.

— Ah, que triste. — eu disse imaginando Jacob quando criança.

Jacob riu.

Terminamos de comer e saimos.

— Passa lá em casa, eu vou trocar de roupa — Jake disse, assenti e liguei meu carro. Luciana falava animadamente sobre como poderia ser a decoração.

— Ah, mais preto é muito feio, Peter não gosta muito de preto e Afrodite ama azul.— eu disse fazendo uma careta. — Olha, podemos fazer assim, nada muito menino, sabe. Uma coisa mais neutro, tipo branco e azul. Acho que ainda tem algumas coisas do meu ultimo aniversario aqui, se meu pai guardou a cama de solteira da Afrodite pode ter certeza que vai ter alguma coisa minha aqui também. Ai fazemos uma coisa para os dois!

Jake e Luciana riram.

Parei na frente da casa de Jake.

— Já volto — ele disse. Então entrou na sua casa e em menos de cinco minutos ele saiu.

— Oi Billy! — eu disse quando o mesmo saiu na varanda.

— Hey, ! — ele disse. — Depois eu dou uma passada lá na Emily!

— OK! — respondi.

Jacob entrou no carro e fomos em direção á casa de Emily. Lá já tinha uma certa movimentação, com um entra e sai de meninos Quileutes.

Saimos do carro.

— Hey, e Lu! — Paul disse sorrindo para nós, ele carregava três caixas nos braços — É tem muito serviço pesado, se vocês quiserem.

Rolei meus olhos e ri.

— Oi, Paul — eu disse. Entramos na casa de Emily que estava na cozinha. — Oi, Emily.

, querida. — ela disse sorrindo para mim, então me abraçou e depois a Lu. — Bom, eu preciso de ajuda na cozinha, com o tanto de lobos que vai vir hoje tem que ser um banquete.

Eu ri.

— Ok, eu te ajudo na cozinha. — eu disse.

— Eu faço os brigadeiro — Luciana disse.

— E caso alguém se interesse, vou ajudar o Paul nas cargas pesadas — Jacob disse nos fazendo rir.
Fui até ele e lhe dei um leve beijo nos lábios. Jake sorriu e me deu mais um selinho.

— Eu vou indo — ele disse e suspirou — Não deixe ela subir em uma escada, Emily, ela é péssima em altura.

Rolei meus olhos. Emily riu.

— Pode deixar, Jake — ela disse então eu dei mais um selinho nele e fui ajudar Emily a fazer o segundo bolo. — Sua mãe vai vir, ?

Suspirei e comecei a misturar as coisas como dizia na receita.

— É provável que não, ela não gosta muito de vir aqui — respondi triste.

— E seus pais, Lu?

Eu fiquei tensa e olhei para Luciana que sorriu triste também.

— Eles também não vão vir. — ela disse então se concentrou no que fazia.

— Falei alguma coisa de errado? — Emily perguntou preocupada.

— Não, não! — eu e Luciana dissemos juntos, ela me olhou como se pedisse para mim contar. — É só que os pais de Lu não são tão... como eu posso dizer... presentes.

— É, sabe o que eles me disseram quando eu disse que ia vir para cá? — Luciana disse. — “Eu é que não vou pagar sua passagem”. – ela soltou um riso sem humor — Eu já me acostumei com isso, passava mais tempo na casa da mãe da do que na minha própria.

— Sinto muito, querida — Emily disse com pesar.

Lu deu de ombros.

— Eu aprendi a ignorar. Isso não me machuca como antes, tenho a como apoio. — ela disse sorrindo para mim — E agora que eu estou aqui eu realmente me sinto em uma família, sabe. Todo dia acordar e tomar café com todos, ter meu namorado comigo...

Nós rimos.

— É, La Push subiu no meu conceito — eu disse sorrindo.

Emily sorriu para mim.

— Gosto de ouvir isso de vocês. E você esta certa Lu, La Push é realmente um bom lugar... é aconchegante... familiar.

Concordamos com a cabeça e voltamos a fazer as coisas.

— A onde eu coloco isso? — Sam perguntou, entrando pela porta com um monte de panos. — Foi o Kevin que mandou.

Nós rimos.

— Pode por na sala — Emily disse sorrindo para Sam que sorriu de volta. — E como esta você e o Jake, ?


Sorri de leve.

— Estamos bem. — eu murmurei, mas a imagem de Bella veio na minha cabeça, eu espantei isso com um leve abanar de mãos.

— Ela esta preocupada com a Bella, sabe de ela roubar Jake. — Luciana comentou

— Luciana Machado! — briguei.

Emily sorriu.

— Deve ser difícil para você. Mas se você visse o antes e depois do Jake, você veria que ele melhorou muito, . — Emily disse sorrindo para mim. Senti minhas bochechas arderem um pouco.


— Nós já nos resolvemos ontem — eu disse batendo o bolo — Por isso que eu disse que esta tudo bem.

Luciana soltou um risinho malicioso.

— Luciana você fica na sua — sibilei para ela, que riu ainda mais alto. Me concentrei no que fazia e toda a cozinha ficou em silencio, todas nós nos concentrando no que fazíamos.

As vezes conversávamos, outras vezes continuávamos em silencio. Jake e Paul viviam entrando e saindo da casa, resmungando sobre Kevin ter muitas coisas no porão.

Eu agora fazia a cobertura do bolo, quando Jacob me abraçou por trás e meteu o dedo na cobertura.

— Jacob! — eu disse empurrando ele, que riu. — Isso é para a cobertura.

Ele fez um bico e cara de lobo abandonado.

— Mas eu estou com fome — ele reclamou.

— Você sempre esta com fome — eu disse rolando os olhos e rindo com ele.

— Eu imaginaria que uma hora vocês entrariam e tentariam atacar as coisas. — Emily disse, então foi até o forno e pegou seus bolinhos.

— Isso! Paul, comida na área! — Jacob disse indo pegar dois bolinhos.

Paul entrou correndo na cozinha e encheu a mao com cada três bolinhos em cada mao.

— Que falta de educação — Jacob disse se encostando na bancada ao meu lado. Comecei a colocar a cobertura em cima do bolo e vi os olhos gulosos de Jacob.

— Cai fora — eu disse erguendo as sobrancelhas para ele, que piscou para mim. Terminei de colocar e o levei para o lado dos outros bolos.

— Vem amiga, me ajuda na decoração! — Lu disse sorrindo para mim e me puxou pelo braço. Começamos com a mesa, colocando o pano em cima dela, um pano azul escuro e um branco por cima, depois colocamos os brigadeiros e beijinhos.

— Podíamos colocar bexigas! — Lu disse, eu a olhei cética.

— Não é festa de criança, Lu — eu ri.

Ela deu de ombros.

— Não custa nada ser criativa. — respondeu.

— Que tal um ‘Feliz anversario, Peter’? — Emily perguntou entrando na sala — Pelo menos isso, temos ainda um pouco de tempo, Kevin mandou praticamente o seu porão inteiro pra cá. — Emily riu. — Deve ter alguma coisa como letras e essas coisas.

Fomos até as caixas e começamos a procurar, mas eu muito idiota, esqueci que tinha riniti, e comecei a espirrar por causa do pó.

— Ela tem riniti — Luciana disse rindo.

— Não é... engraçado — eu disse, soltando outro espirro, Jacob apareceu.

— O que houve? — ele perguntou, eu espirrei novamente.

tem renite, mas esqueceu disso e começou a mexer no pó. — Luciana narrou.

— Eu to bem — disse depois de um tempo. — Só preciso tomar um ar. — e um vidro antialérgico inteiro. Fui para a frente da casa, o sol estava bonito agora, iluminando a casa de Emily e suas flores.

Fiquei um tempo lá, apenas quieta e olhando, quando senti braços ao meu redor.

— Está melhor? — Jacob perguntou no meu ouvido.

— Sim. — respondi, mas antes que pudesse falar alguma coisa mais, Paul apareceu com uma arminha de água e começou a me molhar. — Caramba, Paul! — eu disse, tentando me esquivar, então vi a mangueira do lado da escada, liguei-a e joguei nele — ENGOLE ESSA! — eu disse para ele, rindo.

Mas quando ele jogou água na minha cara, eu acabei molhando Jacob inteiro.

— Ótimo sobrou pra mim — ele disse, então sumiu de vista e depois de um momento tinha outra arminha de água.

Era dois contra um! Tão injusto! Principalmente quando esses dois eram lobisomens!

— O que esta acontecendo aqui? — Sam disse saindo da casa, mas foi atacado também.

Então virou uma guerra de água para todos os lados, Sam foi buscar Emily, que correu para dentro da casa, para entrar na brincadeira, a trazendo no ombro com ela rindo e se debatendo.

Eu praticamente arrastei Luciana pelos cabelos e ela tomou água também.

— Ok, já chega! — Emily disse quando Sam pegou a mangueira da minha mao e a acertou.

Agente ria muito, era bom, descontraído.

Jacob me abraçou rindo e me deu um beijo.

— ótimo, sobrei aqui — Luciana disse.

Paul ia falar alguma coisa mas se calou e nós rimos, sabendo que ele falaria merda.

Encharcada não abrangia como eu estava, eu praticamente respirava água, minhas botas encharcadas também.

— Ai, ai — eu disse me sentando na frente da casa de Emily, suspirando. Jake se sentou ao meu lado e todos nós ficamos lá, sentados rindo e comentando quem atacou quem. No fim, claro, Paul levou a culpa e como castigo, tinha que secar a frente da casa que estava molhada.

Mas já estava tarde, Emily disse que conseguira os letreiros e que já tinha os colocado, e daqui a pouco todos os outros chegariam para a festa.

Entrei no meu carro, com Jacob, Lu e Paul, deixei Paul na casa dele, assim como Jake na dele, então voltamos para nossa casa, para nos arrumar.



Eu tinha acabado de sair do banho, fui até meu armário escolher a minha roupa. Como o dia estava quente, peguei um shorts preto jeans, uma blusa com estampa de tigre regata, a onde nos ombros tinha brilho preto, separei um blazer preto caso fizesse mais frio de noite, calcei uma peep toe de peito fechado e de salto preta também.

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Fui até o banheiro e passei blush e rimel, no básico mesmo. Borrifei um pouco de perfume em mim e nos cabelos eu fiz um coque despojado.

— Vamos? — Peter perguntou entrando no quarto. Ele usava uma calça jeans clara, uma blusa branca e um blazer preto por cima, os olhos azuis brilhavam intensamente.

— Sim — eu disse e sai do quarto, lá embaixo todo mundo estava pronto, só faltava o Drake, como sempre. — Anda logo, princesinha! — eu disse batendo na porta do seu quarto.

— Calma, estou terminando de me trocar! — ele disse e escutei alguma coisa cair no chão e quebrar.

— Você se cortou? — perguntei.

— Não.

— Ah, que pena — eu disse fazendo cara de decepção — Você tem dez segundo para sair desse quarto, Drake. E não me obrigue usar o Peter como escudo!

Escutei a risada de zombaria de Drake.

— 1, 2, 5... — comecei a contar

– Você pulou números! — ele gritou do quarto.

— E vou pular para o 8! — gritei. — 8!9!

Então Drake abriu a porta do quarto e passou por mim bufando.

— 10 — eu disse sorrindo, me virei e descemos. — Parabéns, mana! — eu disse, eu não havia a visto o dia inteiro, então peguei na sala o meu presente para ela que o abriu.

— OMG!OMG!OMG! É a sandália da Elizabeth and James! — ela disse então me abraçou com força.

— É um presente da família toda — eu disse piscando para ela, que rapidamente tirou as sandálias que usava e colocou as novas.

Quando saimos de casa, Jacob estava chegando com o Embry.

— Nenhum homem vai na minha garupa, hein! — Peter se queixou, já subindo na sua moto.
Jacob, Embry, Afrodite e Billy foram no meu carro comigo, meu pai foi no carro com o Drake e Luciana, enquanto Peter ia em sua moto, ele ia na padaria com aquela moto se duvidasse, ou até na casa do vizinho!

Fomos conversando animadamente até lá, rindo com as merdas que o Embry falava.

Estacionei o carro na frente da casa de Emily, que já nos esperava na porta sorrindo. Descemos do carro.

— Parabéns, Peter! Parabéns, Afrodite! — ela disse o abraçando e depois minha irmã.

— Obrigado, Emily. — ele disse sorrindo constrangido — Espero que não tenha nada com Power Rangers por aqui.

— Ah, disse que você amava eles! — Emily brincou, fazendo Peter me mandar um olhar assassino. — Estou b rincando, vamos entre, antes que os outros acabem com a comida.

Mas antes que eu entrasse, Jacob me segurou no lugar e me fez virar para ele.

— Tenho uma coisa para você — ele disse sorrindo sem jeito, então pegou do bolso da sua calça um saquinho vermelho de veludo.

Mordi meus lábios sorrindo e o abri, caiu na minha mao uma pulseira toda trançada e um pingente de lobo preso nela.

— É... er... uma pulseira de.... compromisso — Jacob disse sem jeito e podia jurar que ele estava corando!

O abracei com força.

— Obrigada, Jake. É linda! — eu disse emocionada, Jacob prendeu a pulseira no meu pulso e me deu um beijo demorado.

Vi que no pulso dele também tinha uma como a minha.

— Vocês vão ficar ai fora, mesmo? — Peter perguntou da porta, o olhei e ele sorria amplamente para mim, então piscou.

Entramos na casa e todos do bando estavam lá, até Leah.

Nos sentamos no sofá e não tinha como não sentir calor, no meio de todos. A mesa com os brigadeiros estava quase vazia e foi engraçado ver Quil e Seth competindo para ver quem comia mais mini hot-dogs.

— RÁ! Ganhei! — Seth disse de boca cheia.

Todo mundo exclamou, por ver a comida em sua boca.

Quil rolou os olhos.

— Eu deixei você ganhar. — ele disse rindo.

— Aham, sei — Seth disse depois de engolir a comida. — To cheio, acho que nem vou conseguir comer o bolo.

— É por isso que eu parei de comer, bobão! — Quil disse rindo.

Uma musica animada tocava de fundo, eu fui ajudar Emily a trazer os dois bolos para a mesa e ela ameaçou que quem colocasse o dedo nesse bolo, ela o cortaria fora.

Peter estava tão feliz! Eu nunca o vi tão feliz na vida, a não ser quando ele fazia uma festa de aniversario assim para mim, o que era raro.

Voltei a me sentar ao lado de Jacob no sofá.

— Me deixa escolher as musicas, sai pra lá Paul, você é um péssimo DJ — Afrodite disse empurrando ele, que rolou os olhos.

— Não, não, não, não, não, não. — Eu, Drake, Peter e Luciana dissemos, segurando Afrodite.

— Por que não? — ela perguntou.

— Por que suas musicas só falam sobre sexo e drogas — eu disse rindo e mas deixei para Peter e Drake rebocá-la de lá, já que eu não conseguiria arrastar.

— Mas esssa é a graça das minhas musicas! E é meu aniversario!— ela disse fazendo bico para Embry, que foi até o radio e colocou o Cd que ela queria.

— Embry! — todo mundo exclamou e Afrodite deu pulinhos e bateu palmas, então foi até ele e lhe beijou.

— Não sei o que dizer sobre isso — Emily disse olhando para o outro lado.

— Eu sei — eu disse, e fiz um gesto de que estava vomitando.

Todos da sala riram.

— Hora do parabéns! — Emily disse sorrindo. — Peter, vá atrás da mesa ao lado de Afrodite!.

— É bebezinho, atrás da mesinha, quer uma cadeira? — Paul gargalhou

— Só se for para quebrá-la na sua cabeça — Peter disse rolando os olhos. — Emily, não podemos pular essa parte? — ele sussurrou para ela, que negou com a cabeça e o empurrou para detrás da mesa.

Eu comecei a rir, e Jacob chorava de tanto rir, Peter estava vermelho como um pimentão.

Todos nós nos ajeitamos ao redor da mesa e começamos a contar o parabéns.

— É PICA! É PICA É PICA É PICA! É ROLA É ROLA É ROLA É ROLA! — Paul gritou, e recebeu um tapão na cabeça, de Afrodite.

Eu ri e rolei os olhos. Jacob tinha os braços firmes em minha cintura e cantava bem alto para deixar o Peter com ainda mais vergonha.

— E o primeiro pedaço vai para... — Emily disse cortando o bolo.

Peter pegou o bolo então piscou para mim

— Para a — ele disse me fazendo ficar vermelha quando todo mundo começou a rir.

— Que surpresa! — Drake disse.

— Invejoso, só ta falando isso por que nunca recebeu um primeiro pedaço de bolo na sua vida — eu disse para ele, que fez uma cara de triste e Luciana foi consolá-lo.

Peguei o bolo e abracei forte.

— Obrigado, — ele sussurrou no meu ouvido — Por tudo.

Sorri sem jeito.

— Ah, vai chorar! — Quil disse para Peter que lhe mostrou o dedo do meio.

— Peter! — Kevin brigou e Billy caiu na risada.

Era obvio que o primeiro pedaço de Afrodite foi para Embry, que surpresa!

— Quando eram crianças, era tudo para mamãe e papai, agora é irmã e namorado — meu pai se queixou com Billy.

Peguei o pedaço de bolo e fui para o lado de Jacob, eu o comia devagar.

Depois de algum momento, todo mundo estava sentado comendo bolo.
Nós riamos e brincávamos.

Acho que já devia ser três da manha, ainda tinha algumas pessoas na casa, na verdade as únicas pessoas que foram embora foi o Billy – que eu mesma o levei – a Leah – por que faria ronda -, o Jared e Kim, a Sue e o Seth – por que também faria ronda com Leah e Jared.

Mas eu estava super cansada, estava em volta dos braços quentes de Jacob, sentada em seu colo, com a cabeça encostada em seu peito.

— Já quer ir? — ele perguntou alisando meus cabelos, assenti. — Embry, Afrodite nós estamos indo, você vão ficar?

— Sim, Drake leva a gente depois com o Kevin. — Embry respondeu.

Jacob assentiu e eu me levantei de seu colo, suspirando.

Dei tchau a todos, os abraçando, assim como Jacob.

Dei um beijo na testa de Peter e sorri para ele.

— Ah, seu presente! — eu disse, quase me esquecendo.

— Eu vou pegar no carro — Jake disse dei a chave em sua mao.

Depois de um minuto para menos, Jacob voltou com o presente de Peter. Que pegou e o abriu rapidamente.

— Não brinca! — ele disse praticamente pulando em cima de mim. Peter amava tocar guitarra, sempre gostou, então o presente – que minha mãe conseguiu com as minhas fontes – era uma guitarra autografada pelo Ozzy Osborne.

— É um presente de toda a família — eu disse sorrindo. Mas não consegui falar mais nada, por que ele me pegou em um abraço de urso. — Peter... não consigo... — mas não terminei a frase por falta de ar.

— Oh, desculpe — ele disse então me largou, eu cambaleei um pouco e Jacob me segurou e sorriu.

— Cara que demais! — Paul disse, mas eu estava com muito sono, então Jacob praticamente carregou ate o carro.

Entrei no lado do passageiro, me acomodando no banco do carro, Jacob entrou e dirigiu até a minha casa.

— Foi muito bom hoje — ele disse e eu sorri amplamente.

— Sim, nunca vi o Peter tão feliz — respondi.

Jake sorriu para mim então parou o carro.

— Vai ficar hoje? — perguntei, ele mordeu os lábios.

— Será que eu posso? — ele perguntou, rolei meus olhos. — Ok, então vamos.

Sorri e sai do carro, quando entrei em casa larguei meus sapatos por qualquer lugar da casa mesmo, e subimos para o quarto. Eu me joguei na cama e Jacob se deitou quietamente ao meu lado. Me aconcheguei em seus braços.

— Boa noite, Jake — eu disse beijando seu pescoço.

— Boa noite, amor — ele disse, a palavra me pegou de surpresa, mas eu sorri e me deixei levar pelos seus braços.


Acordei mas não senti os braços quentes de Jacob a minha volta, e sim o cobertor. Olhei em volta, nada dele. Nisso a porta do banheiro se abriu e Jacob saiu de lá sorrindo para mim, que engoli em seco. Ele tinha um pouco do peito molhado e como se fosse uma cena de filme, eu me concentrei em uma gota que caia por todo o eu peitoral.

— Que horas são? — perguntei acordando dos meus desvaneios. Jake veio e se sentou na minha frente.

— Meio dia — ele disse. — Parece que semana que vem temos mais um aniversario não é?

Ah merda! Sim, meu aniversario – e do idiota do Drake – era uma semana depois da de Peter e Afrodite. Fiz uma leve careta.

— É — respondi e voltei a me jogar na cama, eu preguiçosa? Jamais.

— Você não gosta de comemorar seu aniversario? — Jake perguntou, e senti seu corpo quente sobre o meu. Eu estava de barriga para baixo, então não podia me virar e abraçá-lo. As mãos de Jacob estavam cada uma a um lado do meu corpo, se apoiando na cama para não me esmagar com seu peso, mas sua respiração quente batia em meu ombro nu.

— Não é isso, compartilhar o aniversario com o Drake é que é chato — eu disse fazendo uma careta — Acho que seria o segundo aniversario em 16 anos que faríamos juntos.

Jacob riu perto do meu ombro, depositando mais um beijo.

— Deixe de ser preguiçosa, vamos levante! — Jake disse me virando na cama, pegando no meu pulso e me puxando com facilidade para fora da cama.

Então foi me empurrando até o banheiro. Segurei cada uma das minhas mãos na soleira da porta, impedindo minha entrada.

— Me de um bom motivo para eu me levantar — murmurei.

— Vamos pra praia hoje — Jacob disse, suas mãos quentes abaixaram a minha e me fazendo entrar.

— Você é um chato — eu disse, fechando a porta atrás de mim.

— Você me ama, isso sim — ele disse rindo atrás da porta. — Olha, eu vou falar com o bando rapidinho, depois eu volto, ok?

Sorri.

— Ah, bem hoje que eu queria que você esfregasse as minhas costas. — eu lamentei — Bom, ok você pode ir — eu disse fingindo um suspiro.

— Isso não é justo! — ele disse, então foi abrir a porta, mas eu a tinha trancado — Não é trabalho nenhum para mim derrubar essa porta, .

Eu ri alto.

— Estou brincando com você, pode ir lá. — eu disse sorrindo para mim mesma. Então tudo ficou muito quieto, e eu já sabia que ele tinha saído. Liguei o chuveiro e fui para debaixo dele, meu corpo inteiro se relaxando.

Depois de sair do banho, fui até o meu armário e coloquei um shorts jeans escuro, uma blusa regata com estampa de leopardo, e uma sandália rasteira nude, como o tempo poderia mudar, coloquei uma jaqueta de couro preta por cima. Penteei meu cabelo em frente ao espelho, então depois o baguncei todo, como de praxe. Desci para comer alguma coisa, já que minha barriga parecia que tinha um filho dentro dela, cada ronco ela tremia.

Olhei para as minhas unhas que estavam pintadas de vermelho escuro, estava na hora de tirar o esmalte. Mas eu faria isso mais tarde, tinha preguiça de tirar esmalte.

Coloquei um pouco de suco para mim, ou o pessoal estava dormindo, ou não tinha ninguém na casa. Nisso o telefone de casa tocou.

— Alo? — antendi.

— Er... por favor o Jacob — uma voz feminina disse.

Estreitei meus olhos.

— Quem é? — perguntei um pouco impaciente, minha fome me deixava de mal humor.

— A... Isabella... Bella Swan — ela dissera.

Choquei! Como assim ela liga na minha casa, procurando pelo meu namorado?!

— Oh – eu disse e respirei fundo.

— Espero não estar incomodando, mas eu liguei na casa dele e Billy me pediu para ligar ai...

— Não, tudo bem — eu disse, a cortando um pouco. — Ele não esta, saiu para falar com o bando, mas daqui a pouco está de volta.

ARGH!ARGH!ARGH!

— Ah... obrigada, — ela disse. Não dei tchau, simplesmente desliguei o telefone, podia depois falar que a ligação havia caído... ou que o cachorro comeu o fio do telefone... calma ai, eu não tenho um cachorro.

Nota mental: Comprar um cachorro.

Comecei a comer rapidamente, na verdade tinha perdido um pouco da fome. Subi e escovei novamente meus dentes, e quando sai do banheiro Jacob estava completamente decente – que pena – e sorria para mim. Não consegui não retribuir o sorriso.

— Você recebeu ligações — eu disse dando um leve selinho nele que franziu o cenho.

— Jura? De quem?

Mordi os lábios e olhei para a janela do lado.

— Isabella Swan — eu disse, então olhei para Jacob e pisquei para ele. — Disse para ela ligar depois que você retornava.

Jake estava meio atônito.

— Ah... ok — ele disse. — Então, vamos ou não vamos para a praia? Sam deu uma folga para alguns do bando.

Rolei meus olhos.

— Vamos... você devia ligar para a Isabella, ou esperar ela ligar de volta — eu disse naturalmente, eu quase não tinha ciúmes. Quase.

— Ah... acho que não... — mas eu levantei uma sobrancelha para ele. — Ok, eu falo com ela rapidinho e a gente vai.

Assenti, então descemos e eu fui para a cozinha lavar a pouca louça que tinha ali.

Deu dez minutos o telefone tocou e Jake atendeu.

— Alo? — escutei a voz de Jake — Oi Bella... O que foi?... Sanguessuga idiota — ele disse bravo — Pensei que ele tivesse saído. Você não pode viver e ele pode? Ou ele a trancou num caixão?... Não acho isso engraçado... Ele esta se alimentando em Forks, então? — Jake disse cortante, tentei me concentrar na loca. — Ah. Bom, olha, então venha agora — congelei com isso — Eu e o pessoal vamos na praia, ficar até de noite tipo um luau. — ele ficou em silencio. — Ok, vamos pegar você — um prato escorregou da minha mao, ela deveria estar em algum lugar perto dos vampiros, já que Jacob passou para o plural — Estou falando sério — ele disse depois de um tempo, mordi o lábio inferior e esfreguei com mais força necessária o copo. — De coração! — ele zombou — Tem certeza que ele vai deixar?... A gente se vê — então desligou o telefone, só que nesse exato momento, eu pressionei muito o copo e ele se quebrou na minha mao.

— AI! — gritei largando as coisas.

! – Jake disse e já estava do meu lado, segurando minha mao — Como você fez isso!?

— Eu segurei com muita força o copo — eu disse, o ferimento ardendo, eu queria fechar a mao, mas sei que isso doeria mais.

— Deixa eu limpar — ele disse abrindo a tornei e colocando minha mao ali em baixo.

— AI!AI! JACOB, AI! — eu disse tentando puxar a minha mao — MAIS QUE MERDA, JACOB! NEM TODO MUNDO NÃO SENTE A PORRA DA DOR!

Jake levantou uma sobrancelha, devido ao meu momento de criança.

— O que é!? — eu disse brava. Ele rolou os olhos.

— Vou te levar para o hospital...

— Não! Nada de hospitais! — eu o cortei, eu meio que tinha medo de hospitais, sempre quando eu ia – ou tentava levar o Peter – entarava alguém quase morrendo por perda de sangue. Era nojento, asqueroso e nauseante.

— Acho que vai ter que dar pontos, — ele disse pegando um pano limpo na gaveta e enrolando a minha mao nele, que aos poucos foi ficando vermelho.

— Não vai precisar, não foi tão fundo assim, só um... sei lá, ponto falso resolve – eu disse.

Jacob suspirou

— Por que tem que ser tão teimosa? – ele disse mais para si mesmo do que para mim. Mordi minha língua para não mandá-lo ir se fuder. — Vamos pelo menos limpar o ferimento.

— Não tem o que limpar, você já jogou água! – protestei enquanto Jacob me arrastava para o banheiro do meu pai aonde era certo que tinha algum quite de primeiros socorros. Ele parou de me puxar.

— Olha, isso pode ser do jeito fácil, ou do jeito difícil, eu posso te levar para o hospital a força, ou você anda decentemente até o banheiro do seu pai e me deixa limpar o ferimento — ele ameaçou.

Levantei a sobrancelha em desafio.

— Você é medico agora? — desafiei.

— Ok, você pediu por isso — ele disse, então me jogou sobre seus ombros e nos encaminhou para a porta.

— Ok, ok! Eu deixo você limpar a porcaria do ferimento — eu disse me debatendo. Ele subiu comigo ainda nos seus ombros. Depois me colocou no chão e me fez sentar na privada. Abriu a maletinha e pegou o algodão, mas eu não vi mais o que ele pegou, fechei meus olhos, com medo da dor.

— Tão madura — ele disse sorrindo.

— Jacob, eu só não quebro a sua cara por que me quebraria quebrando a sua cara — eu disse brava, ainda de olhos fechados.

Ele riu ainda mais, então pegou delicadamente minha mao, fechei com mais força meus olhos. Mas nada aconteceu. Senti a respiração quente dele bater contra meu rosto e seus lábios quentes encostarem de leves nos meu pressionados. Imediatamente recebi seu beijo, então senti minha mao arder, era Jacob cuidado do ferimento, e mesmo distraído um pouco com o beijo, senti uma pontada, me fazendo morder os lábios dele com força. Jacob rapidamente largou o que fazia e segurou minha nuca com força aprofundando mais o beijos.

Mas eu precisava de ar, e cortei o beijos.

— Isso... por que... você ia limpar... o ferimento — eu disse ofegante, fazendo Jake rir.

Ele voltou a passar o que quer que fosse no meu machucado, eu só sei que eu tentava puxar a minha mão.

— Você é pior que criança — ele disse, então dei um leve tapa na sua cabeça. — Não precisamos ir hoje, se você não quiser.

Rolei meus olhos para ele e me coloquei de pé.

— Estamos perdendo tempo aqui — eu disse marchando para a porta. Jacob riu e me seguiu, carregando o pano que estava sujo de sangue. — Vou deixar isso de molho.

Fui rapidamente até a maquina de lavar e coloquei ali. Jake e esperava na soleira da porta, meu machucado estava fechado com uma gaze bem feita que Jacob fizera.

Fomos andando mesmo até a praia, de mãos dadas.

— Então... er.. quando você vai ver a Isabella? — perguntei tentando parecer casual, não queria que ele pensasse que não queria ele mais com ela.

— Não sei — ele disse mirando a frente — O vampirozinho dela a prendeu na casa dele.

— Hmm — murmurei. Edward cresceu no meu conceito.

Chegamos rapidamente até a praia aonde tinha o Jared com a Kim, meus irmãos e a Lu, o Quil e o Paul.
Eles jogavam futbol americano de um jeito desorganizado. Me sentei ao lado de Kim e Lu e começamos a conversar, Jake tinha ido jogar com eles.

?! — escutei a voz de Brad ao longe, eu estava pirando?
Olhei para trás, não eu não estava pirando, era ele mesmo.

— Hey, Brad — eu disse me levantando e indo até ele, que tinha dois amigos com ele.

— Nossa, finalmente eu te vejo saindo um pouco — ele disse sorrindo para mim, retribui o sorriso.

— É eu tenho meus momentos — brinquei.

— Olha, nós estamos indo para Port. Angeles, você quer ir? No cinema quero dizer.

Olhei para trás e Jacob olhava em fúria para o menino, a bola na mao.

— Acho melhor não — eu disse voltando minha atenção para o Brad.

— O que houve com a sua mao? — ele disse pegando meu pulso com cuidado.

— Eu cortei sem querer — eu disse. Ele passou de leve a mao pela gaze.

— Você devia ir para o hospital — ele disse.

— Ela esta bem — Jake disse atrás de mim, e colocou a mao possessivamente na minha cintura. Brad alterou olhares entre eu e ele.

— Oh, ok — ele disse depois de um tempo — Eu estou indo... Tchau, .

— Tchau — eu disse sorrindo de leve, e quando ele virou as costas eu olhei feio para Jacob. — Não conhecia esse seu lado ciumento.

— Ele olhava suas pernas — ele disse com o maxilar trincado.

Rolei meus olhos. Me separei de Jacob e marchei brava ate a Luciana.

— Abre o olho, Jacob, abre seu olho. — Drake brincou, mas eu não gostei da brincadeira e impensadamente eu o chutei com toda a força que eu tinha.

— AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAI! — gritei caindo na areia, mas antes de realmente cair Jacob me segurou. — ALGUEM MATA O FILHO DA PUTA DO DRAKE! — gritei.

— Droga, Drake! — Jacob brigou com ele.

— VOCE QUEBROU O MEU PÉ SEU VIADO! — gritei novamente, seguido de vários insultos que deixou ate o Peter abismado. — POR SUA CULPA SEU MERDA, EU VOU TER QUE IR PRA PORRA DO HOSPITAL! Drake, quando eu me recuperar, é bom você estar bem longe, POR QUE VAI FEDER PRO SEU LADO! — gritei mais com um monte de ameaças.

— To leva o meu carro — Drake disse.

— Pelo menos isso né — Jacob sibilou para ele, pegando a chave do carro. Jake que pegou no colo e me levou ate o carro.

— Você vai matar ele por mim, certo? — pedi. Jake assentiu, sério.

Me colocou no carro e correu para o outro lado, e ligouu o carro.

— Teremos... que ir no hospital de Forks, o de La Push não é tão bom — Jake disse e entendi o por que ele estava serio.

— Ok, pode ser — eu disse suspirando. Ele dirigiu rapidamente até Forks em silencio, eu ou não ousava tentar mexer meu pé.

Chegamos no hospital e Jacob quis me carregar, mas eu não deixei. Ele passou o braço em volta da minha cintura e praticamente me carregou.

Um médico foi chamado e então o Dr.Cullen apareceu.

Ele não parecia ser exatamente um vampiro, era bem pálido, cabelos loiros e olhos dourados, e muito lindo.

— O que houve? — ele perguntou a Jake, que não parecia muito confortável.

— Quebrei meu pé — respondi por Jacob. O Dr Cullen insistiu que me colocasse na maca, e eu achei aquilo tudo uma bobagem! Enfim. Chegamos em uma sala aonde estava vazia e tinha as camas. Jake me ajudou a sentar em uma delas.

— E como você o quebrou? — percebi que ele tentava ser simpático.

— Eu... chutei meu... – limpei a garganta – Chutei meu irmão.

— Ele é um lobo — Jake disse baixo.

— Ah, entendo — o Doutor disse, percebi um sorriso de canto e discreto aparecer em seu rosto, e rezei para que Jacob não interpretasse isso de maneira ruim. Ele começou a fazer os exames e eu mal conseguia mexer o pé sem xingar meu irmão. — Olha, não esta quebrado — ele disse olhando no chapa que havia tirado — Um osso deslocou mas não quebrou, terá que engessar do mesmo jeito — ele disse sorrindo de leve para mim.

Jake ficou o tempo todo em silencio, os braços cruzados na frente do corpo, ele não olhava para o Cullen um sequer minuto, seus olhos ficavam em mim, preocupados.

— Ela ficará bem, Jacob — Doutor disse, percebendo sua preocupação, Jake apenas assentiu. — Olha, eu nunca tive a oportunidade de agradecer vocês, sobre aquele dia. Ter mais do que nós rondando é bom, ajuda bastante.

Jake deu de ombros.

— Ela matou em nosso território, é problema nosso também — respondeu com a voz sem emoção.

Carlisle assentiu e se concentrou no que fazia no meu pé.

Eu não sabia o que falar para acalmar Jacob, então apenas lhe mandei um olhar, ele suspirou e descruzou os braços e chegou mais perto de mim entrelaçando seus dedos nos meus.

O toque me confortou e relaxou. Depois do trabalho feito, ele me passou um remédio para o caso de doer.

O problema não era doer, era coçar! Mas eu me mantive quieta.

— Bom, isso é só. — Carlisle disse simpático, não sei o que Jacob e Sam tanto odiava eles!

— Obrigada — eu disse, e apertei a mao de Jacob.

— É... obrigado. — Jake disse.

— Não há de que — ele disse sorrindo — Tome mais cuidado — disse para mim divertido, se despediu e saiu.

— Você podia ser mais educado — me queixei me levantando, esperava não usar muletas.

— Educado?! — Jake disse em um tom que parecia que eu tinha dito que meu pai era Poseidon e eu sua filha semi-deusa.

— Qual é Jacob, ele até te agradeceu por uma coisa que nem deveria! — eu disse marruda, Jake me ajudou a andar até o carro — Acho que ele merecia no mínimo um pouco de educação da sua parte.

Jake não disse mais nada, estava claro que ele não concordava comigo, mas que eu estava certa.

— Vamos de volta para o lual! — eu disse quicando no banco do carro.

— Não, você tem que deixar seu pé levantado, lembra?

Rolei meus olhos

— Eu vou levantar meu pé na cara do Drake se eu não voltar para lá! — eu disse.

Jacob riu e nos levou de volta para a praia, aonde todos me receberam e eu fui até um pouco mimada por Peter e Jacob.

— Drake eu to com sede — eu disse para ele, sorrindo maldosa.

— Vá buscar água para ela, Kekezinho, você quebrou a perna dela — Luciana disse brava com ele por ter me machucado.

— Eu não quebrei nada, ela se quebrou sozinha! — ele disse contrariado, mas foi até a caixa de isopor e pegou uma água gelada para mim.

— Pode vazar — eu disse depois que peguei a água.

— Ta se sentindo né — Drake disse, recebendo um olhar feio de Jake, então voltou a se sentar ao lado da Lu que o abraçou.

— Vamos entrar no mar? — eu pedi para Jacob.

– ele disse rindo — Você esta de gesso lembra?

— Droga! — murmurei, então suspirei — Espero que Drake se afogue.

— Acho difícil isso acontecer — Embry disse.

— É, também acho, dizem que cachorros sabem nadar muito bem — cuspi para Drake.

Ele trincou os dentes mas não falou nada, recebeu muitos tapinhas na cabeça do Peter e do Jacob e aprendeu a calar a boca.

— Bom garoto — eu disse rindo.

Jake tinha os braços em volta dos meus ombros, estávamos todos sentados na areia conversando sobre amenidades, o momento era perfeito.

A conversa ficou mais animada quando os garotos tentavam adivinhar qual foi a maior besteira que Peter fez enquanto viajava.

— Vai, ! Conta pra gente! — Paul pediu rindo.

Olhei para Peter, que assentiu.

— Peter se casou em Cingapura. — eu disse.

Houve exclamações e risos.

— E cade sua mulher, cara? — Paul perguntou e eu ri.

— Está em Cingapura — respondi, fazendo todo mundo também rir. — Mas os dois estavam bêbados, e no dia seguinte anularam o casamento. Fui até madrinha — eu disse com cara de tédio. Jake uivou de rir ao meu lado.

— Ah sim, uma madrinha bem feliz — Peter disse — Eu me lembro da sua cara, você ficou sentada no banco com cara de morta.

— Mas é claro! Eu avisei ele ‘ Não se casa!’ — me defendi — Mas você ficava assim: “Ela é a mulher da minha vida, eu amo ela”, o que mais eu podia fazer, lavei minhas mãos e deixei você ferrar com a sua vida.

— Você devia ter gravado um vídeo — Afrodite disse rindo também.

— Foram bons tempos — eu disse assentindo. Ficaria na minha memória para sempre esses momentos com o Peter, ele sempre se encrencava, ou por causa de mulher, ou por causa de testosterona. O dia foi passando e Jake me levou mais cedo para casa, já que o pé começara a latejar um pouco.

Cheguei no meu quarto com Jacob me carregando.

— Isso não era necessário — me queixei um pouco quando Jacob me colocou na cama. Ele me beijou de leve.

— Eu sei — ele disse sorrindo. Rolei meus olhos. — Vou pegar o remédio — ele disse, então sumiu pela minha porta. Depois de dois minutos estava de volta com o remédio na mao.

O tomei e depois relaxei um pouco na cama. Jake se deitou ao meu lado, me puxando para seu peito.

Eu logo adormeci em seus braços quentes.




Capitulo onze: Erro.


Jacob Black — PDV

Eu estava cansado hoje, o pé de continuava na mesma, ela teria que ficar bons meses com o gesso, eu sentia vontade de bater muito no Drake, mas sabia que não foi culpa dele. Não exatamente. Havia passado uma semana já, estava tudo tranqüilo, a ruiva não voltara mais por aqui.

O dia já estava acabando, Sam mudou meus horários novamente, para que eu pudesse ver mais , e amanhã era seu aniversario o que me tornava ainda mais feliz, embora o meu demorasse para chegar agora. E hoje ainda tinha a reunião da tribo, para contar as historias para os mais novos do bando.

Quando eu coloquei os pés dentro de casa, o telefone tocou.

Suspirei, por que ele só tocava quando eu chegava? Talvez esse telefone tivesse uma tara por mim.

— Alo? — eu disse apaticamente.

— Jacob? – a voz de Bella soou no telefone.

— Hey, Bella! — eu disse sorrindo um pouco.

— Como você esta, Jake?

— Um pouco cansado como de costume, mas estou bem. Hey, venha me ver hoje. — eu disse, nem estava tão tarde assim.

Ela ficou um tempo em silencio.

— Agora não — ela disse com um suspiro.

— Ele esta muito bravo por você ter vindo aqui da ultima vez? — perguntei sem ressentimento na voz.

— O problema não é essa. Há... bem, há outro problema que é um pouco mais preocupante do que um lobisomem adolescente pirralho... — ela tentou fazer graça, mas vi que a coisa era séria.

— O que foi? — perguntei.

— Hmmm — ela murmurou, parecia estar decidindo se falava ou não comigo.

— Bella?

— Importa-se de falar com Edward? — ela perguntou depois de um tempo, apreensiva — Ele quer conversar com você.

Eu pensei longamente, talvez ele quisesse me xingar por Bella ter vindo me ver escondida. Ou talvez não.

— Tudo bem — eu disse por fim — Deve ser interessante.

— Olá, Jacob — a voz do vampirinho soou do outro lado da linha.

— Oi — respondi curtamente. — O que houve para Bella estar tão preocupada e você querer falar comigo? — eu cético? Jamais.

— Alguém esteve aqui...

— É um cheiro dos seus? — eu o cortei.

— Não é um cheiro que eu reconheça, seu grupo cruzou com alguma novidade?

— Não, sem atividade tanto aqui como perto da fronteira. A ruiva não voltou a nos visitar. Mas se alguém estava ai, você não pode deixar Bella sozinha!

— Este é o dilema, Jacob, não vou deixar Bella sumir de vista até que consiga resolver isso. Não é nada pessoal...

O tom educadinho dele me estressava.

— Mas você tem que caçar! Bella conseguiu escapar uma vez da sua irmãzinha vidente! Será fácil ela conseguir de novo, e se a Bella consegue qualquer vampirinho vai conseguir! Quando for caçar, deixe Bella aqui, estamos em bastante numero para proteger o local e fazer a ronda, não haverá lugar mais seguro, já que seria impossível achar o cheiro de Bella aqui. — eu disse já nervoso, quanto mais erros ele iria cometer ao acreditar perfeitamente nas visões da vidente? talvez não fosse ficar muito feliz com isso, mas eu falaria com ela.

— Pode ser que tenha razão... — ele começou, mas eu o cortei.

— Pode ser?! Ainda tem duvidas? Como uma sanguessuga ou seja quem for passara por nós e ainda assim conseguira achar a Bella no meio de todos nós?! Olha, talvez se pudéssemos ir ate a casa de Bella, para pegar o cheiro e caso ele volte, estaremos mais atentos. E podemos trocar as rondas na casa de Bella, quando vocês tiverem que caçar, nós fazemos a ronda.

— É uma sugestão interessante. Estamos dispostos a isso se Sam for receptivo. — Ele disse, acho que era a melhor sugestão que tivemos até agora! Mas enfim.

— Ok, então daqui a pouco eu estou ai, para pegar o cheiro do invasor eu falo com o Sam antes de ir. — eu disse meio seco, sentir cheiro de vampiro não era meu hobby favorito.

— Obrigado — ele disse.

— É, de nada. Olha, enquanto vocês estiverem seguindo o rastro hoje, deixe Bella aqui na reserva, terá uma reunião e a maioria do bando estarão, será difícil passar por nós.

— Vou pensar nisso objetivamente. — ele disse.

Então ele passou o telefone para a Bella.

— Do que se trata tudo isso? — ela perguntou irritada.

— Acho que é uma trégua. Olha me faça um favor. — eu sugeri — Procure convencer seu sanguessuga de que o lugar mais seguro para você.. em especial quando ele está fora... é na reserva. Nós podemos lidar com qualquer coisa.

— Era do que tentava convencer Edward?

— Era. Faz sentindo. É provável que Charlie fique melhor aqui também. Na medida do possível — eu disse já pensando em meu pai.

— Coloquei Billy nisso — ela concordou captando meus pensamentos. — O que mais?

— Só o rearranjo de algumas fronteiras, para podermos pegar qualquer um que chegue perto demais de Forks. Não sei se Sam vai concordar com isso, mas farei meu melhor. Ficarei de olho na situação.

— O que você quer dizer com “ficarei de olho na situação”? — ela perguntou confusa.

Eu ri.

– Quero dizer que se ver um lobo correndo perto da sua casa, não atire nele. – brinquei. — A gente se vê daqui a pouco.

— Você virá aqui?

— Sim, vou ter que pegar o cheiro do seu visitante, para podermos rastreá-lo, se ele voltar – expliquei.
Me despedi e depois desliguei.


Sam não ficou muito feliz quando contei as boas novas para ele. Mas concordou em trocar as rondas com os Cullens.

Cheguei em sua casa e toquei a campainha.

— Entre, Jake! — ela gritou, como se eu não fosse ouvi-la.

Rolei os olhos e entrei.

— Você devia mesmo deixar a porta destrancada desse jeito? Ah, desculpe — eu disse ao ver que ela se assutou.

— Não estou preocupada com ninguém que se deixaria intimidar por uma porta trancada — ela disse enxugando a blusa na parte da frente.

Eu ri.

— Bom, acho que devo trabalhar – eu disse suspirando — Não quero dar a ele uma desculpa para dizer que estou relaxando minha parte. Aonde o cheiro é mais forte?

— Acho que no meu quarto — ela disse, incomodada por eu estar fazendo aqui.

— Só vou levar um minuto — falei então subi para seu quarto rapidamente, quando entrei o cheiro do sanguessuga-mauricinho era forte, mas havia outro também, e foi ele que eu guardei mais na memória.

— Bu! — eu disse quando desci.

– Meu Deus, Jake! Pare com isso!

— Desculpe. Olha... Você lava, eu enxáguo e seco — eu disse pegando o pano de prato.

Ficamos um tempo em silencio.

— Então, como você esta? — ela perguntou depois de um momento.

— Estou bem, amanha é aniversario da — eu disse feliz.

— AH, isso é ótimo, mande meus parabéns para ela — Bella disse sincera.

— Mandarei — eu disse sorrindo. Depois de guardar tudo me virei para ela e suspirei, escutava os passos inquietos de Edward lá fora, mandando um ‘vá embora’ silencioso para mim. — Bom, tchau, Bells.

— Já vai embora? — ela perguntou um pouco deprimida.

— Ele esta esperando que eu vá. Posso ouvi-lo lá fora.

— Ah

— Eu vou voltar — eu disse, mas então parei. — Espere um segundo... Ei, acha que pode ir a La Push esta noite? Vamos ter uma festa com fogueira, Emily estará lá e você pode conhecer a Kim.... E eu sei que Quil quer ver você também. Ele ficou nem irritado por você ter descoberto antes dele.

Bella riu.

— Jake, não sei, não. Olha, agora esta tudo meio tenso...

— O que é isso, você acha que alguém vai passar por nós seis? — eu disse sarcástico.

— Vou perguntar — ela disse então soltei um ruído do fundo da minha garganta de desgosto.

— Agora ele também é seu carcereiro? — eu disse rolando os olhos.

— Muito Bem! — ela disse me empurrando — Hora de lobisomem sair!

Eu ri e parei na soleira de sua porta.

— Tchau, Bells. Não se esqueça de pedir permissão — eu contorci a palavra na boca.

Ela rolou os olhos e eu me fui, correndo de volta para La Push.

— Obrigado, novamente — Edward disse.

— Sem problemas — respondi sem muita emoção, então fui para a casa de , para contar que possivelmente Bella iria para a festa na fogueira. Não sabia como ela reagiria com isso, esperava que bem.

Cheguei em sua casa e entrei pela sua janela mesmo.

— Oi, Jake! — ela disse vindo até mim e me beijando de leve.

Ela vestia uma calça jans escura e uma blusa cinza por cima de gola rule, a onde ia até a sua coxa, e uma jaqueta de couro por cima, nos pés essas botas de plástico, embora o outro pé estivesse engessado.

– Oi, amor — eu disse recebendo seu beijo com um sorriso. — Eu tenho... uma coisa pra te contar.

— Pode contar — ela disse agora guardando as coisas de pintura, isso me distraio um pouco.

— Fazendo um novo quadro?

Ela deu de ombros.

— Estava inspirada — ela disse sorrindo de canto para mim. — Então,o que ia me contar?

— Bom... é provável, que a Bella vá na festa da fogueira hoje — eu disse incerto.

Por incrível que parecia, não tinha se abalado nem um pouco.

— Ah, ok. Sem problemas — ela disse sorrindo para mim.

Estreitei meus olhos.

— Não esta... brava ou algo do tipo?

Ela riu.

— Claro que não, Jake. Nossa me senti mal agora, como se eu fosse perigosa — ela disse rindo — Ela é sua amiga, e se você se sente bem com ela — ela deu de ombros — Então estarei bem também.

Balancei a cabeça, era completamente imprevisível para mim. Completamente!

— Você é a melhor, sabia? — eu disse rindo a abraçando ela. — Agora me deixa te ajudar, você não pode ficar andando por ai.

— Deixa de bancar meu pai, Jacob, eu estou muito bem — ela disse mexendo levemente o nariz quando franziu o cenho. Beijei seus lábios demoradamente, enquanto minhas mãos seguravam sua cintura com firmeza.

Terminamos o beijo com singelos selinhos.

— Você podia ter insistido, não precisava apelar assim — ela disse com a respiração falha e se sentando na poltrona.

Eu ri e guardei suas tintas

— Eu vou pra casa tomar um banho e depois volto para te buscar ok?

— E quem vai buscar a Bella na fronteira? — ela disse cômica. — Peter me leva, você busca ela e a gente se vê lá.

Assenti, era mais esperto dessa maneira mesmo.

— Mas eu não sei se ela irá

— Tenho certeza que ela vai te ligar — disse deitando a cabeça para trás, encostando na parede. — Talvez seja legal. — ela murmurou mais para si mesma do que para mim.

Terminei de guardar a pouca coisa que tinha ali e lhe dei mais um beijo em seus lábios.

— Eu vou indo — eu disse, então com mais alguns beijos eu pulei sua janela e fui para a minha casa.

Quando pisei em casa o telefone tocou. Eu disse que ele tem uma tara por mim!

Era Bella e ela avisou que vinha, falei que a buscaria na fronteira, como de praxe.



— Hey, Bells — eu disse abraçando ela.

— Oi, Jake — ela disse mas perdeu o fôlego. O mauricinho saiu praticamente cantando pneu. — Cadê a ? — ela disse olhando para o meu carro.

— Ela vai ir com o Peter. — eu disse, Bella entrou no carro e nos levei para a ‘festa’.


Chegando lá, todos estavam bem animados, e Paul brincou mandando a Bella ir para aonde o vento soprava para o outro lado. Ela se intimidou no inicio mas depois foi relaxando.

— Cadê a ? — perguntei para o Drake.

— Ah sim, por que eu super sou antenado na vida dela — ele respondeu, eu quase o matei ali mesmo — Ela esta vindo com Peter.

Foi quando ouvimos o ronco da moto de Peter.

— Eu não acredito que ela veio de moto! — esbravejei.

— Preconceitos com moto? — Bella disse rindo.

— Ela quebrou o pé, é por isso — Drake disse rindo.

— Por que ela quebrou o pé?

— Por que ela me chutou. — Drake riu ainda mais, dei um tapao em sua cabeça, Peter desceu da moto e depois ajudou a descer.

Ela veio rindo até nós. E pedindo por um chiclete do Peter.

— Oi, gente! — ela disse toda cheio de sorrisos.

— Você veio de moto — eu disse.

— O que? Eu vim de moto? Claro que não, Peter nunca me deixaria vir de moto — ela disse, tentando contornar a situação, levantei uma sobrancelha para ela — Ah, eu nunca andei na moto dele, foi uma ótima oportunidade, ou era isso ou eu vinha dirigindo no meu carro.

Rolei os olhos, ela era maluca, isso sim.

— Como vai, Bella? — ela disse educadamente.

— Bem e você, ? — ela disse.

— Ah, to bem. Melhor do que andar de muletas — ela disse rindo, e Bella soltou um risinho.

Talvez ela se dessem bem.

— Amiga! É melhor você comer logo, esse bando de lobos parece que não tem fundo! — Lu disse vindo e passou o braço ao redor do ombro da , que ainda estava na minha frente.

— Lu, essa é a Bella. Bella essa é a Luciana amiga da . — eu apresentei.

— Olá, Bella — Luciana disse então olhou por trás do ombro — Kekezinho, pare de comer tanto, o seu tanquinho vai sumir — ela disse pedindo licença e indo até o Drake, que sorriu para ela e murmurou algo malicioso para ela que eu preferia não ter ouvido.

— Vem, vamos nos sentar — eu disse, se sentou no meu meu lado e Bella no outro lado. Minha mao entrelaçada com a de , nós riamos quando Seth e Paul começaram a competir.

— Vai comer essa salsicha? — Paul perguntou para mim.

— Eu acho que sim — eu disse devagar, olhando bem para a salsicha — Estou cheio, mas acho que posso empurrar para dentro, embora não vá gostar nada.

Paul me mandou um olhar furioso e fechou as mãos em punho.

— Calminha, Paul — eu disse.

— Jake, nós temos que alimentar nossos cães. — disse rindo.

— Muito engraçado, Brasileirinha — ele disse fazendo rir ainda mais.
— Eu faço o que posso — ela disse, joguei a salsicha para Paul que a pegou.

— Obrigado, cara — ele disse, já superando o ataque de raiva.

Bella não estava nada excluída, conversava pouco com , mas mesmo assim só de saber que não se importava muito, estava de bom tamanho.

, vamos voltar a 200 por hora, hein! — Peter disse, estava sentado na nossa frente, se animou.

— 200 é muito pouco! — ela reclamou.

— 10 por hora e olhe lá! — eu disse fazendo Peter e Bella rirem.

— Aham, Jake. — ela disse assentindo — Peter, usamos 10 para sair da vista de Jake, e depois 250, hein!

Bufei.

— Você definitivamente não tem jeito — eu disse bravo. Ela riu para mim e beliscou minha bochecha.

— Não se preocupe, Peter não vai bater a moto... Eu acho — ela disse pensativa. — Peter lembra quando você destruiu o portão de um escola lá no Brasil, com um caminhão?! Foi muito legal!

— Agora meus reflexos são melhores — ele disse rindo.

— Você estava junto com ele!? — eu disse abismado, ela era suicida ou algo do tipo?

— Sim, não foi por querer, na verdade um cachorro entrou na frente, mas até que foi legal — ela disse.

— Deixa que eu te levo de volta. — eu disse.


Isabella Swan – PDV.

Jake parecia realmente muito feliz, e vendo como ele olhava para a , ou quando ela simplesmente dava um beijo em seu rosto o quanto ele ficava feliz, eu comecei a entender um pouco do imprinting, ele a olhava com reverencia, a venerando.

Era realmente muito intenso.

Eu não sabia por que, mas me incomodava um pouco o modo como ele a olhava e ela também.

Depois de um tempo, ele passou os braços ao redor dela, aonde ela descansou a cabeça em seu peito e fechou os olhos, ela parecia meio cansada.

Não era o tipo de menina que eu imaginava que Jacob gostaria. Ela tinha o piercing no nariz, e por algumas conversas, três tatuagens, já que sua irma Afrodite comentava ao meu lado com o Embry, falando que queria fazer novas tatuagens.

Mas eu tinha que admitir, ela era muito bonita, os olhos em especial, era algo incomum. Os cabelos bagunçados me lembrava um pouco de Edward com os dele bagunçados também. O sorriso entrava fácil em seu rosto, as vezes até sem motivo.

Gostei e não gostei de ver Jake tão feliz como ele estava. Era engraçado ver como ela e Drake viviam em pé de guerra. Eu queria ter irmãos para fazer isso, por que brigar com a Alice não seria nada legal e nada saudável. Fui recebida como se já fosse da família e foi bem legal, o tempo todo.

As novas adições no bando pareciam benéficas. Peter parecia tão forte quanto Jacob, e ele me lembrava um pouco do Emmett.

Era bonito e bem parecido com Afrodite, ele ainda não parecia gostar muito de ver com o Jacob, pois as vezes olhava para eles de forma estranha, mas parecia conformado. Afrodite estava mais bonita desde a ultima vez que eu a vi, no outono passado. Os cabelos pareciam mais loiros e os olhos em azuis profundos. Drake não mudara muito e foi uma surpresa ver que ele também tinha sofrido um imprinting, as palavras de Jacob ressoaram em minha mente, quando ele disse que estava sendo mais normal do que as lendas diziam.

Leah Clearwater era muito bonita também, embora suas feições não tivessem emoções, imaginei como ela se sentia vendo Sam tão feliz com Emily. Então o clima mudou em volta da fogueira, Jake cutucou de leve , que abriu os olhos e suspirou.

— Já vai começar, amor — ele sussurrou para ela, e tentei dissimular a careta por ouvi-lo dizer amor... eu não estava entendendo, não era para mim estar feliz por Jacob? Feliz por ele não estar mais apaixonado por mim – coisa que eu tive ciência recentemente – e feliz por ele estar melhor do que antes? Então por que eu não sentia isso?


Jacob Black – PDV.



Meu pai começou com as histórias, eu sabia que sabia apenas o essencial de tudo, mas seria bom para ela conhecer todas as lendas que nos fizeram odiar os vampiros, já que ela não entendia isso completamente, não entendia nosso ódio ou rancor. Senti a historia a envolver, como me envolvia e a todos ao nosso redor, Bella também, parecia bem cansada mas prestava atenção o máximo que podia.

Depois que os anciões acabaram de contar a historia Bella tinha a cabeça apoiada no meu ombro, e ressoava baixinho, se espreguiçou ao meu lado, por ter ficado na mesma posição durante toda a historia.

Ela olhou para mim então seus olhos pousaram em Bella.

Eu não sabia o que falar ao certo.

— Eu... vou levá-la até a fronteira, quer ir comigo? — perguntei.

— Oh, não, não se preocupe eu volto com o Peter — ela disse sorrindo sincera para mim, pressionei meus lábios.

...

— Jake, não se preocupe ok? — ela riu e se levantou — Passe lá em casa depois — ela sussurrou perto de meus lábios, então os selou gentilmente, e com um ultimo selinho se virou e foi até Peter, que segurava em seu cotovelo, ajudando-a a andar. — Peter, eu continuo com o meu pé, sei andar perfeitamente — ela se queixava, mas Peter não estava nem ai. Mas eu me preocupei, era hoje que eu fazia a ronda na frente da casa de Bella, eu poderia voltar apenas para avisar a .

Me levantei com Bella e segurei firmemente sua cintura, a levando até meu carro que esta ali perto. A coloquei no carro e peguei o celular que ela carregava. Olhei na agenda e encontrei o numero do vamp, que atendeu no primeiro toque.

— Estou levando ela para a fronteira — eu disse seco.

— Ah.. ok, já estou saindo daqui. — Edward respondeu então desligou, entrei em meu carro e dirigi calmamente até a fronteira, meus pensamentos longes daqui, muito longes em uma casinha de La Push e um quarto bagunçado aonde no canto há um pequeno ateliê de pintura.

Cheguei na fronteira ao que parecia ao mesmo tempo que Edward.

— Vamos, Bells — eu disse — Nós chegamos. — sacudi de leve seu braço. Ela olhou confusa ao redor, então a compreensão tomou seus olhos.

— Ah, droga! Que horas são? — ela disse então começou a caçar seu telefone — Porcaria, onde está aquele telefone idiota?

— Calma. Ainda não é meia-noite. E eu já liguei para ele por você. Olha, ele está esperando lá — eu disse tentando acalmá-la e colocando o celular em sua mao.

— Meia-noite? — ela murmurou desorientada. — Obrigada, Jake. Foi... nossa foi demais! — ela disse eufórica.

Eu ri.

— Fico feliz que tenha gostado. — eu disse por fim. O vamp começou a andar de um lado para o outro. — Ele não é muito paciente não é?

Bella riu.

— Não se preocupe, hoje eu fico de ronda lá — eu disse.

— Não, Jake. Vá descansar um pouco, eu vou ficar bem — ela protestou. Bem, eu podia trocar com o Quil, ele estava todo eufórico com esse lance de ronda – coitado ainda não sabia que Sam o puxaria ainda mais depois de um tempo na ronda simples.

— Claro, claro — eu disse, dei um beijo em sua bochecha e ela se despediu, saindo do carro e indo ao encontro dele.

Dei meia-volta e me dirigi até a minha casa, para guardar o carro.

Antes de ir para a casa de , falei com Sam se podia trocar e Quil que já ia ficar na ronda de La Push, trocou com Brad, e foi na ronda da casa de Bella com Afrodite junto.

Corri para a casa de , a casa estava silenciosa, podia ouvir o ronco de Kevin, o de Peter, o murmúrio da Luciana, e do quarto da , não ouvi nada, será que ela ainda estava dormindo?

Entrei pela janela de seu quarto e não, ela não estava dormindo, estava sentada na cama com alguns livros na frente dela e um caderno a onde ela anotava algumas coisas.

Fui sorrateiramente até ela.

— Que menina mais aplicada — eu disse rindo pelo susto que ela levou, quase caindo da cama se eu não a tivesse segurado.

— Nunca... mais faça isso! — ela arfou colocando a mao no peito, seu coração bem acelerado. — Vou colocar um sino no seu pescoço, Jacob, assim toda vez que você se aproximar eu vou saber. E vou te chamar de Mimosa.

Eu tentei rir baixo.

— Pode ser que funcione, tirando a parte do Mimosa, por favor — eu disse sentando ao seu lado na cama.

— Spike então. — ela disse sorrindo torto e passando a mão nos cabelos. começou a guardar os livros, os fechando e jogando em um canto de seu quarto bagunçado. — Até que foi rápido. — ela disse, provavelmente se referindo á eu levar Bella até a fronteira.

Dei de ombros e segurei suas mãos.

— Ah! Você não sabe da melhor noticia do mundo! — disse toda animada se sentando mais reta e seus olhos brilhando.

— Hmm... você vai finalmente parar de atormentar o Drake? — chutei. Ela riu e rolou os olhos.

— Não, isso jamais. — ela disse rindo — Bom, eu não gosto de ficar parada sabe, então estava buscando esses dias na internet mesmo, só por curiosidade, alguns trabalhos de restauração sabe, de igrejas e tudo mais... então, eu vi uma que precisavam de ajuda, Peter me convenceu a mandar pelo menos um e-mail e eles me aceitaram!

— Ta brincando?! — eu disse animando, então a puxei para um abraço. — Isso é fantástico! Aonde que fica?

Ela hesitou um pouco.

— Er... esse é o problema — ela disse apreensiva — É no Vaticano, sabe... Itália...

Eu fiquei em choque... então ela iria embora?!

— Mas não é algo para se preocupar agora! — ela disse — A Igreja que me designaram ainda não esta sendo restaurada, é só ano que vem. Falei com a minha mãe, e ela disse que antes de tudo vai ver se o lugar realmente existe e que eles realmente me aceitaram, para não causar nenhum problema. — ela balançou as mãos como se afastasse alguma coisa.

— Ah... entendo. — eu disse, mas não tinha como não pensar no ano que vem. — Bom, de qualquer jeito, isso é fantástico!

— Sim eu sei, lá eu posso me especializar um pouco mais antes de cursar arquitetura sabe, conhecer mais afundo algumas construções, e ainda terei o prazer de restaurar uma igreja do Vaticano! Claro que igreja lá é o que não falta... Mas mesmo assim, já é um começo! — ela disse animada, eu ri de sua avaliação sobre o Vaticano. — E eu ainda vou ver em primeira mao pintura de artistas famosos e renomeados, será incrível!

Ela estava tão eufórica que contagiava o quarto inteiro, e eu não consegui me sentir mal ao pensar no ano que vem, a energia de era abrasadora e contagiante.

Olhei no seu despertador que marcava 00:30. Sorri abertamente.

— Ah, acho ótimo eu ser o primeiro — murmurei então a puxei para mais um abraço — Parabéns, amor.

riu e me abraçou mais forte.

— Obrigada — disse deitando sua cabeça em meu ombro. Então senti seu corpo fica tenso.

— O que foi?

Ela hesitou novamente.

— Er... você já percebeu que... bom — ela disse se afastando e mordendo seus lábios. — Jake o acontece quando o imprinting de alguém morre?

Estaquei com a sua pergunta.

— Er... dizem que é insuportável a perda... — tentei explicar — Por que?

— Bom... eu estou ficando velha, certo? Vai ter uma hora que eu ficarei parecendo a sua mãe! — ela disse abismada — E você... bom, sempre será jovem...

— Não vamos pensar nisso, ok? — eu disse, me recusando a pensar em um futuro sem ela. — Vamos apenas... curtir.

me deu um lindo sorriso.

— Não vejo problemas nisso. — disse, então voltou a deitar a cabeça em meu ombro, se aconchegando mais em mim.

Mas mesmo nesse momento só nosso, minha mente não estava aqui, e sim a anos e anos á frente, imaginando como ela reageria quando realmente ficasse velha... Eu sabia que ela não ficaria muito bem. Tentei tirar isso da minha cabeça. Era o dia dela. Não o meu.


No dia Seguinte.


Eu tinha ido para casa no meio da noite, a deixando com um leve beijo em sua testa. Dormi mais um pouco, acho que até meio dia, fui acordado com algum infeliz pulando em cima de mim.

— ACOOOOORDA! — escutei a voz de Afrodite, sim eu mataria ela. — Vamos! não quer uma festa, mas vamos dar mesmo assim! Preciso da sua ajuda, Jacob!

Mas eu não me movi, ela desistiria uma hora...

— Não vou desistir tão fácil — ela disse rindo. Me remexi e fiz Afrodite cair com tudo no chão — Sem graça! Cansei de ser boazinha, levanta essa bunda peluda da cama logo! Você precisa levar a para algum lugar longe o suficiente para arrumarmos tudo, e se você não levantar agora, eu quebro o outro pé dela!

Me levantei em um salto, olhando feio para Afrodite.

— Você não ousaria — cuspi pra ela, que sorriu.

— Claro que não, mas você já acordou, então faça sua parte que eu faço a minha, tenho que arrumar a roupa dela ainda.... ANDA JACOB! — ela gritou quando eu voltei a me deitar.

— To indo, to indo — eu disse suspirando e levantando da cama, raras vezes ajudava alguma coisa contradizer Afrodite.

Tomei um banho me troquei e fui para a sala, aonde estava o Embry e o Paul vendo TV com meu pai.

— Você não estava de castigo, Embry? — perguntei de mal-humor, raras vezes eu tinha a casa só para mim, sempre tinha um desabrigado aqui se aproveitando da bondade do meu pai.

— Como se a janela do meu quarto fosse me segurar — ele bufou

— Pensei que sua mãe ia colocar grades — comentei colocando suco para mim.

— E colocou, mas não foi suficiente, acho que ela pensa que sou um terrorista, por que a grade está toda estourada.

Rolei meus olhos, comi rapidamente e sai de casa, pensando a onde eu levaria a , ela estava com o pé machucado, então não podia ser nada de muito radical, um cinema não colaria, é muito chato ficar apenas vendo um filme... Eu tenho que ser mais criativo.

Nem demorou muito para chegar na sua casa, dei duas batidas na sua porta e pude ouvir Afrodite gritar:

! É o Jacob! Vai logo, anda, anda, sai desse quarto! Não me obrigue a arrombar a porta!

Rolei os olhos, Afrodite dava muito na cara que iria acontecer alguma coisa, espera como era, já devia ter notado isso.

A porta se abriu com ainda de pijama, os cabelos mais bagunçados do que nunca, mas o sorriso lindo e cativante dominava suas feições.

— Entra, eu vou me trocar — ela disse dando passagem para mim — Afrodite esta estranha. — ela comentou, seu olhar especulativo.

— Ela é estranha, como sua irmã, achei que você já devia estar acostumada – brinquei.

riu.

— Vamos á algum lugar? — ela perguntou, passei meu braço por sua cintura, a ajudando a andar até as escadas.

— Por que a pergunta?

— Por que sei que vocês estão aprontando alguma... e eu não gosto nada, nada — ela disse me olhando de um modo mais intenso.

Minha língua coçou para contar para ela a “festa-surpresa”, mas nisso Afrodite me ajudou.

— Nada esta acontecendo, mas é melhor você sair antes que papai chegue, chore por que você esta crescendo, faça um discurso sobre como te ama, vai monopolizar você para passar o dia com ele, e você não vai mais ver o Jacob por mais ou menos uma semana, até a choradeira do papai acabar.

ficou tensa.

— Vou me trocar o mais rápido que eu puder — ela disse entrando em seu quarto com Afrodite. Escutei elas brigando, por que o gesso não passaria pela calça skinny de , mas Afrodite queria que ela usasse jeans. — Mas esta calor, porra! E me explica como eu vou passar o gesso pelo buraco milimétrico da calça?! Me explica como que se faz isso!

— Simples, a calça vai rasgar e seu pé vai entrar, sem problema nenhum!

— Se você continuar enchendo o meu saco, vamos ver se meu gesso passa pela sua garganta — murmurou.

— Eu ouvi o que eu ouvi?!

— O que você ouviu?

— O que você disse?

— Disse que não vou usar calça, alem do mas, está calor hoje — respondeu — Me ajude a por o vestido.

— Ok, ok.

Depois de um tempo, saiu do quarto com um vestido que ia até suas coxas torneadas florido, uma sapatilha branca, e uma blusa preta por cima. Fui até ela e lhe dei um leve beijo.

— Eca, me poupem dos momentos íntimos e nojentos de vocês. Uma vez já bastou — Afrodite disse passando por nós. — Aonde você vai levá-la, alias?

Não respondi de imediato, fazendo com que Afrodite franzisse o cenho e murmurasse alguma coisa sobre “ desprovido de criatividade “.

— O dia está bonito, dá uma boa caminhada na praia — Afrodite sugeriu.

— Claro, Jake caminha e eu vou pulando ao lado dele, como um Saci. Por que não pensei nisso antes?

Afrodite soltou um forte suspiro.

— Ok, bom... Ah sei lá, foda-se, decidam e não voltem antes das seis — Afrodite disse, então desceu as escadas e saiu da casa.

— Ah, então a festa surpresa vai ser as seis. Que clichê — disse me fazendo rir, é claro que ela já sabia.

Mas se eu não desmentisse, Afrodite e Peter me matariam de uma forma bem dolorosa.

— Eu falei com ela hoje cedo, a convenci a não fazer uma festa surpresa — eu disse ajudando-a a descer as escadas.

— É claro, não se preocupe, fingirei estar surpresa. — disse rindo comigo.
— Você estraga toda a magia do momento, sabia?

riu.

— Vamos dizer assim que vocês não são as pessoas mais discretas do mundo... E eu convenci Peter a me contar o que estava rolando.

— É claro que você convenceu — respondi.

No final acabamos andando pela praia, não realmente andando, nos sentamos em um lugar e ficamos conversando sobre amenidades, rindo e se beijando.

— Vamos voltar — ela pediu pela segunda vez, estava ansiosa para passar logo pela festa.

— Ainda é cinco e meia — eu disse.

parou um pouco, mirando o horizonte, olhando o pôr-do-sol.

— Mas minha perna começou a latejar — ela disse depois de um tempo, mas eu pude ver a mentira ali, quando ela não olhou para mim. Embora o sentimento de proteção me tomasse e eu quisesse realmente levá-la para a sua casa.

— Não minta. — eu disse rindo — Olha, se eu for correndo com você, não vai dar para eles terminarem de arrumar as coisa, então Peter vai me torturar e Afrodite me matar.

— Vou chorar por você — ela disse rindo e se colocando de pé — E você não precisa correr. Vamos andando.

A olhei cético.

— Ok, ok. Então você corre devagar — estendeu a mao para mim, com os lindos olhos brilhando com algo mais. Suspirei e me levantei.

— Dificilmente dá para argumentar com você — eu disse sorrindo e a pegando rapidamente no meu colo, ela acabou soltando um gritinho de surpresa.



Scoz – PDV.


Terminaram de cantar o parabéns, eu é claro fiquei suuuper vermelha, dei o primeiro pedaço de bolo para Jacob – o que não era surpresa alguma – e o segundo para o meu pai, que o pegou resmungando.

Não consegui fugir no choro e do discurso de como meu pai me amava, fazendo Paul e Jared chorarem de tanto rir.

Foi quando Emily chegou com sua nova sobrinha a Claire.

Quil ria do Peter também chorando dizendo que eu estava crescendo e tudo mais, mas sabia que isso era mais bebida do que qualquer outra coisa.

Foi quando Quil olhou para a bebe, e seus olhos ficaram arregalados e cheios de fascinação... a mesma fascinação que eu via no rosto de Jake, de Sam, Jared e Embry e Drake.

— Oh, não! — meu pai disse, mas Emily não se importou, ficou um pouco desconfortável mas vi que ela tentou não pensar nisso, Quil pegou a menina nos braços, a olhando docemente.

— Pelo menos ela terá uma babá — Paul disse amargurado olhando para Peter que ria do nada.

Era um tanto estranho ver isso acontecer estando nos bastidores e não sendo a principal. A proteção que Quil zelava a garotinha era demasiada, e me perguntei se era assim comigo e com Jake também, se apenas eu não percebia.

— Estranho não? — Afrodite murmurou ao meu lado, Jake estreitou mais seus braços ao meu redor, esperando a minha resposta.

— Ahmm... eu não sei... — murmurei, ainda olhando. — Ela é um bebe... — não terminei minha frase, sabendo que para Quil não faria diferença.

— Ele não envelhece, então é tranqüilo — Jake disse de um modo um pouco seco.

— É — foi a minha resposta brilhante.

O aniversario se seguiu feliz e agitado.

Mas eu ainda matava o Paul! Ele começou a tacar ovo em mim, o filho de uma cabrita ainda me pagava! É claro que Drake se aproveitou disso, assim como o meu próprio pai!

E eles só pararam quando Afrodite deu a louca e Jacob ameaçou todo mundo.

— Desse jeito não dá poxa! Todo mundo também vai levar ovada! — eu disse, peguei um ovo e taquei no Drake, que me olhou furioso. Então começou uma nova chuva de ovo, aonde até a Sue tacou nele. — Meu trabalho já esta feito, vou tomar um banho e depois eu desço — avisa a Jacob que riu e assentiu.

Dizem que ovo faz bem para o cabelo, eu até apoiaria a idéia, se o ovo não fedesse tanto. Depois que desci de banho tomado, as pessoas começaram a se despedir.

— Vejo você daqui a pouco? — perguntei. Jake sorriu e me abraçou.

— Voltarei quando seu pai ligar a TV — ele disse rindo, assenti e o beijei de leve, acariciando meus lábios nos dele.

— Ah, que nojo! — escutei a voz do meu pai — Vaza, Jacob!

O mesmo riu e me deu mais um selinho.

Fiquei tempo suficiente para terminar de arrumar as coisas, junto com Afrodite, Luciana e Drake – que foi obrigado pelo meu pai.

Subi quando meu pai se sentou para assistir, murmurando algo sobre cheiro de ovo. É claro que Jake já estava lá, esparramado na minha cama, me deitei em seu peito.

— Espero que tenha gostado de hoje — ele disse acariciando meus cabelos.

— Mas é claro que eu gostei. Foi um pouco nojento no final, mas eu gostei sim — os dedos de Jake desceu pelo meu ombro, contornando a tatuagem que tinha ali. Eu não podia estar mais feliz do que agora.



PDV Jacob Black.


Bella me ligara hoje cedo, dizendo se podia vir aqui amanhã, sei que deveria negar, mas não conseguia, ela era minha amiga afinal de contas. Eu não deveria me animar, mas fiquei, sei que a não brigaria comigo, ela andava bem tranqüila em relação a Bella, eu sabia que era difícil para ela, mas ela estava aceitando. Escutei meu pai falar com alguém na sala:

— Ele está dormindo, , é muito importante?

— Ah! Hmm... acho que não, ok eu vou mais tarde, tcha... — mas ela foi interrompida por mim, gritando no meu quarto um “Já vou!”.

Fui ao banheiro e tomei um rápido banho, me troquei e sai. estava na sala com meu pai, eles conversavam animados sobre como tinha sido a festa na fogueira.

— Oi — eu disse entrando na sala, se levantou e sorriu para mim, ela ainda estava com o pé enfaixado, por isso se levantou com cuidado. — Não acredito que você veio dirigindo com o pé assim! — eu disse olhando seu carro na frente da minha casa. — Vou ter uma conversa com o Peter, tenho certeza que ele fará algo.

Ela rolou os olhos, não tinha jeito, não importava o quanto eu brigava, ela nunca me ouvia, na verdade, nunca ouvia ninguém, totalmente alheia a qualquer proteção.

— Meu pé esta bem melhor, quase não dói — ela respondeu sorrindo.

— Na minha época, quando minha namorada vinha me ver, eu a recebia pelo menos com um abraço — meu pai se queixou indo para a cozinha.

— Seu pai está totalmente certo, é um homem bem sábio, sabia? — ela disse fazendo uma careta para mim.

Não consegui evitar o sorriso e fui até ela, a abracei e depois lhe dei um beijo calmo e delicado, me deliciando ao ouvir seu coração acelerar. Não havia nada melhor que beijá-la, era a boca perfeita, o sabor era perfeito, o beijo era perfeito. Terminamos o beijo com singelos selinhos.

— Melhor assim? — perguntei. sorriu.

— Bem melhor — respondera. Eu a fiz se sentar no pequeno sofá — Jake, eu preciso te contar uma coisa...

Vi que a coisa era sério, e um temor passou por mim. Fiquei em silencio, esperando. respirou fundo.

— Bom... meus pais viram que eu... não vou me tornar... parte do bando... então minha mãe quer que eu volte para o Brasil.

Eu fiquei em silencio durante um tempo.

— Mas você disse que não quer ir, certo?

sorriu docemente.

— Sim, mas minha mãe sente muito a minha falta, não posso culpá-la.

—Mas... você não vai, certo? — perguntei temeroso, se eu precisasse me mudar para o Brasil, eu iria. ficou um tempo em silencio.

? — perguntei preocupado. Ela mordeu – sensualmente – os lábios.

— Eu... não sei. — então baixou seu olhar. — Eu sinto muito a falta dela, Jake... Faz tempo que não fico com ela mais de uma hora... Mas não quero sair daqui também.

Suspire e toquei suavemente seu rosto, mas percebi o quão quente ela estava. Franzi o cenho e espalmei minha mao em sua testa, era difícil eu sentir o calor dos outros... tinha coisa errada ai.

, você esta com febre — declarei, fui rapidamente até a cozinha e peguei o termômetro, quando voltei reparei que ela estava um pouco mais corada que antes, mas não era de vergonha, sua face estava contorcida em confusão. Devia esta com gripe, ela colocou o termômetro em baixo do braço.

— Mas eu me sinto muito bem. — ela disse depois de um momento, meu pai apareceu na sala com um Tilenol, retirei o termômetro quando ele apitou: 40°

você está com 40°! — eu disse alarmado, era para ela estar suando ou delirando, a não ser que...

Olhei preocupado para o meu pai, que retribuiu o olhar.

— O que?! — disse captando nosso olhar. — Você ao estão achando que... eu... Oh! Fala sério! Por que aconteceria agora?!

— Isso não tem uma regra para acontecer, ... o seu pode ter demorado mais... por alguma razão... Curioso, muito curioso. — meu pai disse com a face pensativa.

Ficamos um tempo em silencio.

— Sam deveria ser avisado — eu disse por fim.

— Não! Isso é loucura! — disse — Jake pode ser um alarme falso, eu sei lá!

...

— Me prometa que você não vai contar para ninguém! — ela me olhou seriamente. Os olhos castanhos-azulados me olhando intensamente, quase que hipnóticos. E eu não conseguiria negar alguma coisa para ela. Não quando a mesma seria contra.

— Ok – disse por fim.

— Você também, Billy

— Tem minha palavra — meu pai disse.

se afundou no sofá, suspirando. Senti um aperto no coração e a puxei para uma abraço. Isso não era uma coisa que eu desejasse para a minha namorada.

— Vai ficar tudo bem — eu disse, ela assentiu, levantou seu rosto e me beijou, eu rapidamente correspondi, fazendo um carinho em sua nuca, minha outra mão apertando sua cintura.

— Eu... er... vou não Sue.... ou apenas me mandar daqui — escutei meu pai dizer. virou para lhe dizer algo – eu apostava tudo o que tinha que ela ia se desculpar -, mas não deixei, forçando mais meus lábios nos dela e a segurando pela nuca.

— Essa não foi a educação que eu dei para ele – meu pai resmungou saindo de casa. Mas não me importei, agora estávamos sozinhos, escorreguei minha mao para a sua bunda, apertando. Então puxei sua perna e a fiz se sentar no meu colo, minhas duas mãos em seu quadril, enquanto as dela viajavam pelo meu corpo, e as vezes arriscava uma passada no meio das minhas pernas, e isso me tirava um pouco da sanidade que eu tinha, que já não era muita.

Nos levantei e nos encaminhei para o meu quarto, com a ainda no meu colo. Mas quando a mesma mordeu com força meu pescoço, a encostei com no mínimo violência na parede, minhas mãos apertando aonde alcançavam.

A desencostei da parede e a levei para o meu quarto, a deitando com cuidado na cama.

— Eu não sou de vidro, Jake .

Sorri contra o seu pescoço, minha mao se infiltrou dentro de sua blusa, tocando sua barriga quente, arrancando suspiros dela, seu coração estava cada vez mais acelerado, o meu só faltava sair pela boca.

Com embaixo de mim, eu tinha o controle de mim, mas quando ela inverteu nossas posições eu tinha que me segurar e não arrancar suas roupas e possuí-la loucamente.

Quando ela se remexeu sobre mim, aumentando a fricção entre nossos sexos eu a joguei para o lado e sua camisa xadrez de botões era apenas pedaços de pano no chão do quarto. Seu sutiã com estampas de onça estava me deixando ainda mais animado.

Segurei sua perna na altura da minha cintura, me encaixando mais no meio delas, ouvindo o eco de seu gemido quando eu me movimentava um pouco.

Suas pequenas mãos retiravam a minha blusa, suas unhas descendo por meus braços.

— gemi em seu ouvido.

Ela moveu sua mão entre nossos corpos e me apertou por cima da calça, me fazendo arquejar e meus olhos se revirarem nas orbitas de tanto prazer.

Ela mexia comigo mais do que sabia. Mais do que tinha noção.

— Jacob! — escutei alguém fora da casa gritar. Era Seth: — Reunião na casa do Sam! AGORA!

Eu ia matar o SETH!

deitou a cabeça no travesseiro, tentando controlar a respiração.

— Merda, Jake, você destruiu minha blusa, como eu volto agora para casa? De sutiã?

Eu ri e dei mais um leve beijo nela.

— Usa uma camisa minha — eu disse me levantando a muito custo e pegando uma camisa xadrez para ela, a mesma não protestou colocou a camisa e dobrou um pouco as mangas, até o seu cotovelo.

— Ficou muito boa em você — eu disse sorrindo para ela, que corou bem forte.

Coloquei a minha blusa e me acalmei um pouco.

No dia seguinte.

Fui até a fronteira e fiquei esperando por Bella, eu avisei a sobre isso e a mesma não ficou triste ou coisa do tipo.

Eu estava cansado, Sam tinha dobrado o horário de todos, já que achávamos que em Seattle era vampiros e não simples desaparecimentos, ele tinha medo de que alguns deles viessem caçar por aqui.

Quando Bella chegou eu fiquei um pouco mais animado, mas o vampirinho queria ficar batendo um papinho com ela, sobre o tempo ou sei lá o que, e minha paciência não é muito o meu forte, então buzinei duas vezes.

Bella suspirou e entrou no meu carro.

— Oi, Bells — eu disse animado, tentando esconder o cansaço.

Mas Bella não se deixou enganar.

— Você esta bem, Jake?

— So um pouco cansado — admiti — O que quer fazer hoje?

— Vamos ficar na sua casa, podemos andar de moto mais tarde.

— Claro, claro

Mas não ficamos muito tempo em casa, eu acabei dormindo, mas queria que Bella se divertisse, então fomos andar na praia.

— Er... Jake... — ela hesitou — Eu... andei pensando sobre o que você me disse.... sobre que era apaixonado por você...

Percebi que havíamos parado de andar, meu olhar estava nas ondas.

— É que... talvez... eu estava... um pouco... confusa — ela disse por fim.

Franzi meu cenho e fui me virar para olhá-la, mas ela havia se aproximado muito, eu não sabia o que falar para ela, não sabia o que fazer, quantas vezes eu sonhara com Bella sabendo que eu era apaixonado por ela, e tivesse uma opção?Muitas vezes, mas não sentia mais aquela euforia de antes, na verdade... não estava sentindo nada a não ser confusão, aonde ela queria chegar?

Foi tudo rápido e também uma surpresa para mim, Bella se atirou em meus braços selando nossos lábios, eu fiquei em choque, os olhos ainda abertos e arregalados. Ela forçou um pouco os lábios e meu corpo todo repudiou o toque, não era o gosto que eu queria, que meu corpo queria, não era os lábios que eu queria, não adiantou, não estava ali e por mais que eu não aprofundei o beijo, vi que não amava mais a Bella, que graças ao bom Deus, a confusão na minha vida acabará.

Separei Bella de mim, com um olhar de censura.


Scoz – PDV.

Eu não acreditava no que meus olhos viam. A VACA SE ATIROU NELE! SE ATIROU E ELE NÃO FEZ NADA! Maldito, maldidto, maldito!

Luciana do meu lado também não acreditava no que via, ela foi falar alguma coisa, mas eu balancei meus dedos, não conseguia sair do lugar, mas não queria mais ver aquilo, confiara de olhos fechados nele, mas ele não passava de um adolescentezinho ridículo.

O meu mundo tinha desabado, as coisas não faziam mais sentido.

Cambaleei até o meu carro, um soluço saiu por minha garganta, tudo ao redor tremia como se estivesse acontecendo um terremoto. Ignorei a pontada no meu pé, pois agora a pontada mais atravessava o meu peito, me castigando de dor. Nunca sentira isso antes, e parecia que não teria fim.

Lu dirigiu calada até a minha casa, eu não chorava, mas estava em um profundo choque, não conseguia fazer meu corpo parar de tremer, não conseguia comandar meu corpo.

Nem vi quando entrei em casa, com Lu me sustentando. Eu só via um monte de borrão na minha frente, demorou um segundo para eu perceber que estava chorando silenciosamente, as lagrimas escorriam, soluços vez ou outra saiam, mas nenhum barulho a mais.

— O que houve com ela?! — escutei ao longe a voz de Peter, o meu olhar era desfocado e distante, na minha cabeça imagens na praia vinham como ondas, uma pior que a outra.

Minha consciência nada disse.

— Acho que ela esta entrando em choque, ou já esta em choque — escutei a voz de Lu, se esquivando da pergunta de Peter, ela me conhecia bem, sabia que só eu contaria o que vi.

— Posso dar um soco na cara dela? Talvez isso ajude — Drake disse, podia distinguir a sombra musculosa de Peter a minha frente, a magricela de Drake e a formosa de Lu.

— Que prestativo — Luciana cuspiu — Olha, vão fazer a ronda de vocês, eu cuido dela — e nisso me indicou para o meu quarto. Quando dei por mim novamente, estava agarrada a Luciana chorando alto e ruidosamente. O colo dela me reconfortava, mas eu queria a minha mãe nesse momento.

— Eu... – um soluço — Quero sorvete, muito sorvete! — eu disse. Ia me empanturrar de sorvete.

— Ok, eu vou comprar, volto rapidinho.

Me sentei na cama e sequei minhas lagrimas, meu peito latejada de dor. Fiquei fitando o nada.

— Oi, ! — escutei a voz rouca dele. Não me virei para olhá-lo, agia como se fosse uma assombração ou coisa do tipo, por fim o fitei demoradamente, ele parecia bem feliz. — O que houve? — ele disse se aproximando de mim, ele foi me tocar mas eu me afastei dele.

— Não me toque! — eu disse saindo de cima da cama, o olhar dele era confuso. — O que houve?! Me diz você o que houve!

— Não estou te entendendo — ele disse.

— Eu vi! Eu vi! Seu cafajeste! Eu vi tudo! — gritei pra ele — Vi o seu showzinho com a Isabella na praia! SEU IDOTA!

Jacob congelou no lugar.

— Seu mentiroso! Salafrário! Cachorro! — eu xingava descontroladamente.

...

— NÃO FALE COMIGO! — gritei — Eu tenho nojo de você, Jacob! Achei que você realmente em amava, como eu fui idiota de cair na sua conversa! Você estragou tudo, Jacob! TUDO! — eu chorava agora. — Todos os momentos, tudo! Você não deu valor a nada!

— Não... você precisa me ouvir...

— NÃO QUERO TE OUVIR!

— Ela me beijou, juro que foi ela...

— VOCE PODIA TER IMPEDIDO ELA! — berrei — Acabou, Jacob. — agora minha voz era fria, meu rosto imparcial e vazio. — Vá embora.

— Não faça isso, por favor. Me escuta...

— VAI EMBORA! E reze para que Peter não saiba sobre isso – cuspi pra ele.

Nisso Lu entrou no quarto, pegou um abajur e jogou no Jacob.

— SEU GALINHA! — ela gritou. — Sai daqui, Jacob!

Ele não viu alternativa, eu o olhei para ele mais uma ultima vez, ele chorava também, e quando ele me olhou tinha mais dor do que a minha ali, mas eu desviei o olhar, não era hora de ser piedosa. E quando eu voltei a olhar para ele... ele sumira.

Jacob Black – PDV.

Sai de sua casa um lixo, derrotado e me sentindo sujo. Me infiltrei na floresta, mas não fui muito longe, me apoiei em uma arvore, me sustentando, quase cai.

O chão não existia mais, e a dor dilacerava o meu peito.

COMO EU ERA ESTUPIDO! Acabei com tudo por causa de uma simples duvida!

Qualquer tortura, mental, física, podiam me desmembrar ainda vivo, me queimar vivo, arrancar meus órgãos internos comigo ainda vivo, podiam fazer tudo isso comigo que não era comparado á dor que eu sentia. Não sei como cheguei em casa, meu pai se assustou com meu estado, mas eu precisava dele mais do que nunca, cai chorando em seu colo e entre soluços, contando o que houve. Sabia que ele não me criticaria.

— Ah, meu filho — escutei ele dizer e passar a mao na minha cabeça.

Chorei como nunca chorei na vida.




Capitulo doze: Tristeza e não raiva.


PDV — Scoz


Como minha mãe sempre me disse: “ Na vida, nada é fácil”. É claro que ela tinha razão, assim como na frase: “Nada é perfeito”. E não era, me iludi pensando que era e paguei o preço por isso.

Depois daquele fadigo episodio em que Jacob Black saira pela minha janela, eu senti mais dor ainda, e raiva daquela Isabella – Talarica – Swan. Logo após a saída dele, meus irmãos chegaram e é claro que foi um alvoroço que só, não deduraria o Jacob para o Peter (que na certa o mataria), inventei uma historia louca de que quase fui assaltada, Peter só engoliu essa por que não viu outra opção.

Fui dormir mais cedo naquela noite, sem jantar. Deitei a cabeça no travesseiro e tentei me desligar de tudo e todos, mas parecia impossível, as vozes de quem estava na sala, pareciam mais altas agora, como se alguém aumentasse o volume. A risada de Peter e Kevin ecoou pelos meus ouvidos.

— Tem como falar mais baixo?! — gritei brava. Mas mesmo assim as vozes nãos abaixaram, por mais que eu percebesse que eles tinham abaixado as vozes aos sussurros, minha audição se aguçara, involuntariamente.

Demorei a perceber que ela estava realmente mais aguçada que uma audição normal, por que eu podia ouvir as ondas na First Beach baterem contra as pedras, talvez pudesse ser apenas minha imaginação, mas eu sabia no fundo que não era. Fiquei apreensiva, será que eu estaria mesmo me tornando uma loba? Parecia improvável.

Me sentei na cama, ouvindo melhor, mas ao meu ver o maximo que eu chegava era nas ondas.

Como uma tortura, a imagem do beijo veio á minha mente, me senti mais quente e minhas mãos tremeram de leve, respirei fundo e no canto mais escuro do quarto estava meus objetos de pintura, senti a tremedeira ir passando, por mais que a imagem do beijo ainda estivesse na minha mente, como se isso não fosse o suficiente para causar uma transformação ali mesmo.

Com um suspirou voltei a me deitar e tentar dormir, mas não consegui, ao contrario: chorei em sussurros. A vontade era de voltar para o Brasil e esquecer todos daqui, mas com essas coisas estranhas acontecendo comigo, eu não podia ir tão cedo.


Amanheceu um lindo dia, para alguém que realmente achasse algo de bonito no momento, tradução: eu não era essa pessoa.

Me arrastei da cama sem vontade alguma de ver alguém, fui ao banheiro e não me importei com o cabelo mais bagunçado que o normal. Eu não estava sentindo muito frio, então apenas coloquei um shorts curto jeans-claro de cintura baixa, uma blusa gola V branca, nós pés uma sapatilha azul-turquesa, desci as escadas lentamente não querendo ter qualquer contato com alguém.

Não demorei para sair, a maioria do pessoal de casa voltava de sua ronda e subia direto para dormir. Luciana se manteve calada, me lançando olhares preocupados, como se eu estivesse a ponto de pegar a espingarda do meu pai e brincar de roleta russa com ela.

Murmurei bem baixo um simples “ Tchau”, e entrei no meu carro, dirigindo para a galeria do meu pai.

Geralmente eu passava na praia antes, para ver o dia, mas esse lugar seria o ultimo lugar do mundo que eu gostaria de ver agora.

— Bom dia, ! — Brad me cumprimentou animado como sempre.

— Bom dia — foi minha resposta sem emoção, não retirei os óculos de sol, meus olhos inchados não ajudariam em nada.

— Noite difícil? Você não parece muito bem.

— É. — respondi indo para atrás do balcão no meu simples cargo no caixa. Espalhei pela mesa meus livros de “escola”, e cai de cabeça em números, poesias, elementos e formulas.

Isso afinal pareceu ajudar, por que me desliguei tanto desse mundo, que era raro quando pensava no Jacob. (Apenas a menção do nome me revirara as entranhas). Mas ao que parece eu não teria muito sossego no meu dia.

Jacob entrou na loja com uma cara decidida.

— Saia daqui! — eu disse entre dentes, agora mesmo que eu não tiraria meus óculos.

Chute o saco dele – minha consciência comentou.

Eu quebraria meu pé de vez se fizesse isso – respondi amuada.

— Precisamos conversar — ele disse sério, se aproximando do caixa, a dor em meu peito (que nem teve tempo de cicatrizar) se aprofundou, mas mantive a pose de seria.

— Não tenho nada para falar com você. Agora se não for comprar alguma coisa, saia da loja — cuspi para ele, voltando a minha atenção aos livros.

— Ok, preciso de novos CD’s... – notei o tom divertido dele.

— Assista MTV e quando estiver decidido volte na loja — fui curta e grossa.

Ele suspirou.

— Mas eu quero a sua ajuda, os clientes sempre tem razão.

Larguei a caneta com força, aonde a mesma foi parar no chão.

— Não clientes traidores de uma figa. — cuspi pra ele. — Você quer ajuda?! OK. Brad! — gritei para a porta de estoque, o garoto subiu calmamente, embora no meu grito tivesse estress e frustação. — O Brad toca bateria e guitarra, é a pessoa certa para te ajudar.

Jacob não gostou muito daquilo e acho que Brad (como o macho que é), pressentiu o perigo e murmurou uma desculpa voltando para o estoque.

É nessas horas que você realmente vê quem são seus companheiro fieis de trabalho. Se bem que Brad era o único, mas meros detalhes.

...

— Jacob hoje não, não sei como você tem a cara de pau de vir aqui e querer falar comigo depois de ontem, mas tem idiotas para tudo nesse mundo — comentei tentando me concentrar em matrizes — Mero detalhes, de qualquer jeito eu preciso de um tempo, ok? Não quero te ver tão cedo assim. Eu sei o que você vai dizer: “Foi ela, não eu” e blá, blá, blá, não to afim de ouvir isso de novo, foi traição você querendo admitir ou não, você tendo beijado ela ou não. — essa ultima parte saiu um pouco falhada, dizer isso em voz alta, parecia confirmar o meu pesadelo.

Ele ficou um tempo em silencio, eu tentava não olhar para ele, mas não resisti e o fitei, seu bonito rosto estava em uma careta de dor, que percebi que ele tentava reprimir tão severamente.

Ele levantou a mão, como se para me fazer um carinho, mas desistiu ao ver meu olhar frio.

— Eu realmente espero que você me perdoe, eu amo você, só não quero que duvide disso — ele disse, me fazendo fechar os olhos com força. Tarde demais, pensei em dizer, mas quando abri os olhos, ele não estava mais lá.

Será que eu havia sonhado? Achei muito difícil, seu cheiro amadeirado ainda estava no ar, meu rosto ardia para ser tocado por suas mãos, meus lábios tremeram pedindo pelos dele. Coloquei as mãos no rosto, retirando o óculos, tentei reprimir as traiçoeiras lagrimas.

Por que ele tinha que vir aqui? Para me fazer sofrer mais? Não era justo.

Talvez ele esteja sofrendo mais que você – minha consciência me disse.

De que lado você esta?! – perguntei incrédula.

— Eu estou do lado do estoque — escutei a voz confusa de Brad. Percebi, tarde de mais, que tinha tido esse pensamento em voz alta.

— Oh! Hmm... é...Bom — respondi

Voltei a minha atenção aos livros, o movimento fraco hoje.

Ao longe, gaivotas eram ouvidas por mim, crianças rindo e mães gritando séries de avisos. Talvez fosse hora de falar com o Sam.


Meio-dia. Horário de almoço. Entrei no carro e dirigi decidida até a casa de Sam.

Não demorou muito para chegar a casa, com suas flores na entrada, em pequenos vasos pretos, a casa avermelhada e de madeira que me trazia felicidade.

Sam saiu na porta, seguido de Emily.

! — Emily disse vindo me abraçar. — Como você esta?

— Bem — menti.

— Hora, vamos, entre. — ela começou a me puxar.

— Na verdade, é só uma rápida passada — eu disse olhando para Sam.

— Ok... mas volte logo, ok? — ela disse deu um beijo em minha bochecha e entrou na casa.

— Sinto muito sobre você e Jake — Sam disse me olhando de uma maneira triste.

Empurrei uma careta para longe, mantendo minha expressão impassível.

— Sam, preciso falar com você sobre um assunto serio... — eu disse então comecei a contar para ele, o que estava se passando comigo e as anormalidades que aconteceram.

Ele ficou bem intrigado e um pouco surpreso.

— Billy pode ter razão, de um modo estranho... — ótimo eu adorava ser a estranha. —... Esta acontecendo mais lentamente com você, como se crescesse com você... Curioso, muito curioso. — ele parou e me fitou — Talvez você não tenha motivos o suficiente para se transformar ainda, mas mesmo assim a evolução esta acontecendo... — ele falou pensativo, mais para si mesmo do que para mim —... Interessante. Com todos nós foi de uma vez só, mas estava nervosos ou aflitos, ou ansiosos com alguma coisa...

Arfei, eu tinha motivos suficientes para transformar a cidade inteira! Trinquei meus dentes.

— Oh, bom , sem querer ser grosso...

— Mas já sendo — eu disse um tanto nervosa.

— Mas o que você sentiu em relação a você e Jake, não foi raiva, foi tristeza. Isso é diferente...

— Isso é só da minha conta — eu disse pouco a vontade com o rumo da conversa.

Sam deu de ombros.

— Claro, claro — respondeu, essa confiança dele me estressava, de que tudo no final daria certo e eu ficaria nos braços de Jake.

Mas eu não tinha essa confiança toda.

— É só uma coisa que vai acontecer, . Pode ficar estressada com isso, mas é assim que é para ser. Vocês podem ter brigado agora, mas ficaram juntos. — ele disse, como se lesse a minha mente.

— É, você deve ser mesmo confiante, tendo Emily com você. — eu disse acida.

Sam me fitou por muito tempo, eu sabia da historia dele, de Leah e de Emily.

— Desculpe — eu disse depois de um tempo, percebendo que estava sendo vaca demais.

— Você tem razão, nem sempre foi um mar de rosas e ainda não é. Mas mesmo assim superamos isso e estamos juntos. É por isso que eu tenho tanta certeza sobre vocês dois...

— Mas Leah não te beijou sendo que sabia que você ainda estava com Emily! Ela não agiu como uma vaca de merda e talarica o suficiente para estragar um relacionamento! — o cortei — Ah! Aquela mal amada de uma figa! Egocêntrica é o que ela é!

Percebi – uma coisa que era obvia – que eu estava agora me referindo a Isabella, e a minha situação.

Sam sorriu de leve para mim.

— Não ela não o fez. Mas mesmo assim. Não é a mesma coisa , Bella tem alguém esperando por ela, Leah... — ele não terminou, suspirando e fitando o horizonte.

— Bom, seja como for, a minha previsão para o futuro será bem longe de Jacob Black. — eu disse, mas não muito certa de minhas palavras. — Eu tenho que voltar para a loja. Tchau, Sam. De um beijo em Emily por mim.

Dei meia volta e fui entrar no carro.

! — Sam disse. — Não seja tola, perdoe o Jake, ele vai errar como todo outro ser humano, e pelo o que você mesma disse, não foi nada com o consentimento dele. Você deveria dar mais uma chance, não tem como lutar com uma coisa que já é sua.

Fiquei com mais raiva ainda.

— Eu não sou de ninguém — disse entre dentes, entrei no carro e dei a ré, escutei Sam dizer:

— Não estava falando de você.

Não estava ainda na hora de ir para a loja, então resolvi ir pegar uma encomenda que era para a loja do meu pai, na loja dos Newtons, era uma encomenda de barracas de acampamento e varas de pescar.

Cheguei na loja e para a minha infelicidade – e azar dela – Isabella Talarica Swan era quem estava atendendo.

— Oi, ! — ela disse sorrindo.

Vaca, destruidora de lares, desmiolada, egomaniaca... Pensei.

Eu, exagerando? Jamais.

Acenei com a cabeça. A vontade de deixá-la sem dentes era grande, por isso era melhor procurar a Srª Newton para me atender, ela vinha com seus saltos fazendo “plac! Plac!”, e seria ultima pessoa no mundo que eu compraria algo para ir na mata.

— Ola, querida! — ela disse.

— Oi, eu vim buscar a encomenda do meu pai, se não tiver problema vir tão cedo — eu disse serenamente. De esguelha olhava para Isabella, que tinha a face pensativa.

Isso minha filha, pensa, mais pensa bastante que com sorte você sai daqui com a cabeça no lugar – minha consciência disse, e eu quase cai na gargalhada ali mesmo.

— Oh... er... claro, acho que terá que esperar um pouco, Mike se atrasou todo com as coisas, vou ajudá-lo — Srª Newton disse.

— Ah, sim claro — eu disse passando a mão em meus cabelos, percebi o olhar impertinente dela no meu pircing, como se achasse aquilo impróprio.

Foda-se, pensei.

Me encostei na porta, não me encostaria no balcão, pois era lá que Isabella estava a face agora um pouco abismada.

... eu... — ela foi dizer, mas eu não a calei com um olhar frio.

— Sente muito? — eu disse com sarcasmo — Ah, sim, tenho certeza que sente, Isabella, alem do mais foi contra a sua vontade fazer o que fez, sendo que namora. Sim, bela namorada você é. — cuspi pra ela. — Mas não vamos culpar todo essa sua necessidade de ter dois lindos homens correndo atrás de você. Egocentrismo temos muito hoje em dia.

Ela me olhou de olhos esbugalhados.

— Eu... — babulciou — Oh! Vocês terminaram!

— Feliz? — perguntei.

— Não, ! Claro que não! Eu... não queria isso! Só... estava... confusa...

— Com cada confusão que eu tiver, vou seguir o seu lindo exemplo e sair beijando meus amigos, talvez seja uma boa idéia destruir relacionamentos. — a cortei, não estava nem um pouco afim de ser gentil com ela, e não fazia esforço para isso.

O único esforço que eu fazia era para não bater nela. E isso estava se tornando uma prova de resistência inimaginável.

Ela se calou durante um tempo.

— Eu realmente sinto muito — ela disse depois de um tempo, contorcendo as pontas do seu avental ridículo.

— Será que você não percebe que eu não ligo para se você sente ou não? — tentei falar o mais baixo que eu queria, me aproximei do balcão — Já era, Isabella, você destruiu tudo. Acabou com tudo. Não sei como se olha no espelho ou como consegue dormir. Tenho certeza que seu Edward não sabe sobre o beijinho de amigos entre vocês.

Ela me olhou de forma assustada.

— Não se preocupe, gata. Não vou dizer nada nem ameaçar ou chantagear você, não vou me igualar a você, amor. — eu disse com uma falsa doçura na voz. — Mas é melhor que não tope meu caminho de novo, por que a única coisa que sobrará de você, será nas lembranças dos outros. — terminei com a senhora Newton entrando no local com as coisas, seu filho a ajudando. — Tchau, Isabella. — murmurei por cima do ombro, a mesma continuou estática atrás do balcão.

Coloquei as coisas dentro do carro (que incrivelmente coube tudo) me despedi de Mike e a mãe dele, entrei no carro e voltei para a loja, um pouco mais aliviada do que antes.





Uma Semana Depois


Acordei no mesmo horário, se não mais tarde. Era – infelizmente – domingo, e de domingo eu não trabalhava, Afrodite ficava no meu lugar até segunda.

Luciana me acordou com pulos na minha cama.

— Anda! Se levanta! Vamos fazer algo de interessante hoje! — ela dizia, depois de a empurrar no chão, discutir com o Drake por empurrá-la no chão, e meu pai subir todo estressado por que tínhamos acordado a casa inteira, fui tomar meu banho, indo para nem sei aonde.

Abri meu armário e peguei um shorts cintura alta preto com uma blusa folgadinha rosa nude, ficando nos pés com uma gladiador rasterinha. Ajeitei meu piercing, e deixei que a blusa caísse de lado, aonde revelava a minha tatuagem.

— Ok, a onde vamos? — perguntei, fazia décadas- parecia assim para mim – que não via Jacob, cruzávamos vez ou outra, ele tentava conversar comigo, mas na maioria das vezes eu “corria” dele, entrando rapidamente no carro, ou atravessando a rua, ou me embrenhando mais entre Luciana e Afrodite – que dera uma puta comida de rabo no Jacob.

Peter não sabia que nada, e era melhor assim, só por saber que não estávamos mais juntos quase matou o Jacob ( segundo as informações de Afrodite), imagina se soubesse realmente o que houve!

Eu não andava muito feliz... na verdade parecia uma zumbi, era raro eu falar, raro sorrir, embora com Luciana não tinha como não sorrir, ela era minha irma e protetora.

— Drake... — ela disse abraçando a cintura do namorado, franzi o cenho, ô coisinha nojenta de se ver! —... Alugou um barco para nós, vamos passear...

— No meio do mar aberto? — eu a cortei. — Drake tem medo de mar! Quem dera alugar um barco...

— Não tenho medo de mar, a ultima coisa agora que eu vou ter medo será de mar sua idiota...

— Mas é só ficar no barco que você coloca até seu pâncreas pra fora! — joguei na cara dele, que se calou.

— Ok, sem brigas. Tanto faz eu amo andar de barco e Kekezinho não comeu nada, o que impossibilita de colocar alguma coisa pra fora — ela disse me fazendo rir.

Começamos a sair de casa.

— É Kekezinho, não come nada não. — zoei ele, que me bateu. — Retardado.

As anomalias continuavam a acontecer comigo, agora o meu faro era muito mais apurado, me possibilitando de saber quando Drake invadia o meu quarto. Meu paladar também se apurou, o que era possível quando Drake tentava colocar pimenta na minha comida.

A temperatura continuou a mesma, e pelas informações de Sam os outros do bando tinham 42 graus de temperatura, as vezes o meu abaixava para 38°, mas era raro.

Isso era bom, por que era difícil sentir frio, e eu podia usar shorts que eu tanto amava!

Caminhamos um pouco, eu tentava não notar o casal-mel ao meu lado, mas garanto que até um cego notaria!

Chegamos á um cais, perto da praia – um lugar que eu não tinha voltado nem morta -, caminhamos entre alguns barcos e lá tinha um branco, que parecia bem confortável, tinha a cabina aonde mais para baixo duas beliches uma cozinha e um banheiro, em cima era só aonde se pilotava.

— Mamãe que bancou, tenho certeza — murmurei.

— Na verdade foi o Louis. Ah, você sabia, mamãe começou a trabalhar! — Drake disse animado — Esta montando uma loja, parece que esta indo tudo bem.

Eu não respondi, por que não sabia que isso tinha acontecido, a ultima vez que falei com a minha mãe, ela perguntou mais sobre mim do que me falou sobre ela.

Quando fomos entrar no barco, vi um lindo moreno vindo até nós... Jacob.

— Ah, me poupe — eu disse, dando meia volta e tentando ir embora.

— Nã na ni na não. — Lu disse. — Odeio ver você triste e... Bem não me importo com o Jake, na verdade ele sabe que desejo a morte dele, maaaas, Afrodite se importa, queremos vocês bem, sem melancolia, então... coopere conosco.

A fuzilei com os olhos.

— Oi, gente — Jake disse atrás de mim. A sua voz rouca provocando boas lembranças em mim, e más também.

— É... Bom eu esqueci que tenho que revisar uma matéria, bom mar para vocês — eu disse me desvencilhando de Luciana e indo ao lado contrario de onde Jacob tinha vindo.

— Hey! — escutei sua voz atrás de mim, sua mao quente segurou meu braço. — É falta de educação sabia? Eu poderia me ofender.

— Se for para te ofender tenho umas lindas palavras para fazer o serviço — eu disse sarcástica.

— Não seja má — ele pediu, seu olhar mais escuro que o normal, um olhar dolorido. — Vamos, não lhe fará tanto mal assim...

— Eu não acho uma boa idéia, não sou muito gentil se você percebeu.

— Não quando não quer — ele disse sorrindo um pouco.

Percebi que ele estava tão mal quanto eu, se não mais (como minha consciência mesmo disse). E por mais raiva/tristeza que eu sentia, não agüentava vê-lo do mesmo modo que eu. Ou pior.

Soltei o ar.

— Ok. — eu disse puxando meu braço. — Mas não pensei que ganhará pontos comigo por causa disso — eu acrescentei quando vi seu olhar se iluminar.

— Não pensei – ele disse atrás de mim.

Subimos no barco e Drake deu a partida. Aos poucos a praia e o cais foram sumindo, estava um dia bonito, céu claro com poucas nuvens, as ondas batiam de leve no barco.

Fui para a ponta do barco e me sentei por lá, abraçando meus joelhos e olhando á frente.

Não sei quanto tempo fiquei assim, sem pensar em nada apenas olhar. Jake se sentou do meu lado.

— Uma hora ou outra agente vai ter que conversar, você sabe disso.

Bufei.

— Ok, quer conversar, vamos conversar. — eu disse me virando para ele. — Pode começar. — indiquei com a mao.

Jake me olhou durante um tempo depois suspirou.

— Sei que o que vou falar não vai tirar a lembrança que você tem... — ele disse a voz falhando em algumas partes, ele sacudiu a cabeça como se tentasse esquecer também aquele dia — Mas acho justo tanto comigo quanto com você saber o que realmente aconteceu. Eu nunca, jamais, nunquinha trairia você. Nem relaria em alguma outra mulher! Não posso negar que estava confuso na época... — ele parou mordendo os lábios. — Mas não estou mais. , é só em você que eu sempre pensei, desde que te conheci não tem outra. Bella... acabou. Não sinto mais nada por ela alem de uma grande amizade e respeito...

— Ela não parece sentir o mesmo — eu disse amargurada.

— Não sei o que ela sente ou não, e em relação a eu e ela, não me importo. Mas não consigo, não dá, ficar sem você.

Senti minha garganta se fechar e olhei para o horizonte, voltando a ficar de lado para ele.

Eu sentia uma falta imensa dele, isso era obvio. Mas não conseguia proferir essas palavras, meu orgulho era demasiado. Eu me via com ele (nunca deixei de me ver), mas ficava imaginando se isso aconteceria de novo ou não. Estar completamente ao lado dele, me entregar como me entreguei... então eu caio novamente do cavalo.

Não estava preparada para outra queda como esta.

?

Mordi o lábio inferior.

— Eu... não posso tomar uma decisão certa agora... — tentei dizer, mas não estava certa de minha resposta, estava completamente pronta para me entregar novamente para ele. Mas tinha a merda do orgulho! —... Talvez... Não sei.

— Você tem medo – ele disse com uma voz triste.

— Tenho — o que adiantaria mentir? NADA!

Com um suspiro Jacob me fez olhá-lo.

— Não me importo se você só me quiser como amigo, ou companheiro... Ficando com você, é o que importa, não quero te forçar na nada — ele disse — Mas não me peça para ficar longe de você, por que não vou mais conseguir fazer.

Olhei seus olhos negros e intensos. Um sorriso involuntário brotando em meus lábios.

— Isso... parece bom — eu disse, fazendo o rosto de Jacob se esticar em um lindo sorriso, o meu sorriso.

Então o barco deu uma guinada forte, como se freasse.

— AH! — eu e Lu gritamos, Jake segurou com força meu braço. — Mais que merda, Drake! Nem uma porcaria de barquinho você consegue pilotar?!

Ele fechou a cara para mim.

— Não foi culpa dele, foi minha, sem querer eu apertei um botão aqui — Lu disse olhando para o painel, corremos em direção a ela. — Ah, acho que eu acionei a ancora.

— Bom, ok, então acione para fazê-la voltar, oras! — eu disse, apertando o botão novamente.

— Não aperte ai sua burra! Se é para descer a ancora, esse botão, a fará descer ainda mais, lesada!

Jake deu um forte tapa na cabeça de Drake, me fazendo sorrir.

Começamos a procurar o botão que fizesse voltar a ancora. Mas não encontramos e eu com minha estabilidade mental, comecei a surtar.

— Ótimo! Estamos presos, NO MEIO DO NADA! — surtei. — SUPER SUA CARA, DRAKE! Ô MENINO BUUUUURRRO! IDIOTA!

— Não foi culpa dele! — Lu tentou defende-lo.

— Não se meta, Luciana Machado! — eu disse. — Como é sua culpa, Drake, você que vai voltar nadando até o cais e nos tirar desse FIM DE MUNDO!

— Não vou me molhar! — ele contestou.

— Ah vai! Ô se você vai! Vai nem que eu tenha que te jogar daqui, moleque! — eu “disse, então a discussão se seguiu, escutei Lu murmurar para Jake algo como: “Isso vai longe”, ou “ Nem vamos nos meter”.

— A CULPA NÃO É MINHA SE VOCE É UMA LOUCA QUE ESTA ASSUSTANDO A TODOS!

— EU NÃO ME ASSUSTARIA SE VOCE NÃO TIVESSE PLANEJADO ESSE ENCONTRO FURADO! Mas é super sua cara fazer coisas desse tipo. INCOMPETENTE!

— TROUXA!

— RIDICULO!

— RETARDADA!

— OGRO!

— FEIA!

— VIADO!

Ele parou de me xingar.

— Não me xingue disso, é feio — ele disse ofendido.

— Você tem sorte por eu ter um estoque extra de educação e realmente não dizer uma coisa realmente feia que vai fazer você ficar realmente ofendido!

No fim das contas Drake foi nadando até o cais e trouxe o cara – que tinha uma cara bem feia – para nos salvar.

— Enfim! Terra ó santa terra! — eu disse dramaticamente quando pisamos no cais.

— Dramática — Drake disse passando por mim.

— Ah, vá se ferrar...

— VAO SE FERRAR OS DOIS! CANSEI DE VOCES! — Lu disse. A olhamos atônitos.

— Nossa quanto estress — eu disse.

— Concordo com você, Luluzinha, nunca tinha imaginado esse seu lado descontrolada, não gostei nem um pouco dele — Drake disse balançando a cabeça.

— Descontrolada? Vou te mostrar o que é descontrolada — ela disse, então começou a bater com a bolsa na cabeça dele.

Eu e Jake seguimos quietos até o cais.

— Eu... posso te ver amanha? — ele perguntou quando chegamos perto do estacionamento sujo da First Beach.

— Claro. — eu disse sorrindo. — Tchau, Jake — eu disse sorrindo para ele, quando os outros dois chegavam. Ele me deu um beijo na bochecha.

— Tchau, — sussurrou no meu ouvido, me arrepiando.

Fiquei alguns segundos desnorteada, então corri para acompanhar o casal-marra.

Eu não agüentaria muito tempo como amiga dele, mas era bom ir com calma dessa vez, me deixar absorver as coisas.


Capitulo treze: Devagar e Sempre.


POV – Scoz.


Amigos. Isso não soava muito bom, mas seria melhor começar assim, ou melhor, recomeçar.

Voltei para casa em um animo melhor (sem comparações) do que antes. Com a conversa com a Isabella, então! Estava mais do que aliviada.

Eu não sabia como essa coisa de amigos seria, ainda mais por saber que Jake tinha um impriting por mim, isso não facilitava nada, uma hora iríamos evoluir no nosso relacionamento, e era isso o que eu queria: evolução.

Tudo ao seu tempo, iríamos ir devagar, não seria tão rápido como da outra vez, eu queria ter tempo para absorver as coisas, não estava acostumada com relacionamentos tão rápidos assim. E no final, ficaríamos juntos, como tinha que ser.

— Nossa que cara tão feliz é essa? — meu pai perguntou quando entrei em casa. Ele com sua costumeira face serena, um homem muito bonito, não tinha barriga grande, na verdade nem tinha uma barriga, era como os homens de La Push, totalmente forte e charmoso. Não sei como ele não se casou de novo.

Limpei a garganta.

— Que cara? Tá viajando hein, pai.

— Sei, vai estudar um pouco menina, você não tocou nos livros nessa semana. Não se esqueça que Peter vai te dar uma prova mês que vem, é melhor se preparar, ele ta louco para dizer que você não conseguiu passar na prova dele.

Eu tive que rir com isso.

— É ok — eu disse resmungando.

Subi as escadas com um ‘q’ de irritação. Pô hoje era domingo, que adolescente que estuda de domingo?! Por vontade própria?! Ninguém!

Pelo menos ninguém que eu conheça.

Entrei no quarto e resolvi ir tomar um banho para relaxar o corpo, eu ia usar o de Afrodite mesmo, já que a mesma não estava em casa. No dela – não sei porque, uma puta injustiça – tinha uma banheira, e eu preferia não pensar nela usando aquela banheira com o Embry aqui, mais sabia que ela não havia feito, meu pai nunca os deixou ficar aqui... Sim, eu me iludo.

Entrei em seu quarto e fui para o seu banheiro, sua penteadeira cheia de maquiagens e cremes (uma ironia já que ela não ia envelhecer). Havia um grande espelho em cima da pia, que abrangia boa parte do banheiro pequeno, ele era de azulejos brancos, a banheira no centro com o chuveiro em cima dela. Liguei a água quente e fiquei sentada na beirada da banheira, esperando encher.

Meus pensamentos em Jake, em mim, em tudo.

Um alivio foi tirado de mim quando eu pelo menos voltei a falar com ele, já o tinha perdoado, ele não fez nada que queria.

Quando a água encheu eu entrei na banheira, ficaria ali provavelmente até enrugar, já que Afrodite hoje dormia no Embry, sua casa era mais perto da galeria (essa era a desculpa que ela dava).

Fechei os olhos, os meus cabelos presos em um coque bagunçado, com alguns fios caindo pelo meu ombro, outros moldando meu rosto. Dobrei os joelhos os deixando um pouco fora da água.

Era incrível como o meu futuro já estava certo. Ficaria com Jacob, seria uma excelente arquiteta, teria tudo o que queria... Isso me causou desanimo.

Estava mais do que feliz por ficar com Jacob, mas estava tudo tão certinho, tão perfeito só me esperando, que provocou certo desanimo. Não tinha nada de novo para mim, estudar em casa, focar no futuro, ter o namorado mais lindo e carinhoso do mundo... Que graça teria isso? Tirando a parte de ter o namorado mais lindo do mundo.

Seria uma vida sem surpresas. Eu nunca fui de ir em baladas, não por que não gostava, mas por que sempre priorizei o estudo, enquanto o Peter se divertia, eu ficava no hotel estudando. Não me lembro de nenhuma vez que fiquei bêbada (não que eu quisesse, mas seria bom pelo menos uma vez), ou de quando fiz algo realmente emocionante, as aventuras com Peter foram rápidas e boas na época, mas agora era uma coisa distante. Passei as mãos pelo rosto.

Eu tinha que ter alguma emoção na minha vida, algo realmente bom, novo, inédito e difícil, uma coisa que meio que me dá medo...

A escola.

Era isso, eu voltaria a estudar em uma escola, teria que aprender a segurar minha língua quando o professor falasse algo que estivesse errado. Seria totalmente novo, escola é o lugar mais horrível de todo o mundo, alias adolescentes são horríveis, com suas artimanhas e preconceitos.

Falaria com meu pai, as aulas só começariam daqui um mês, acho que não seria problema algum me matricular na escola. Um frio desceu minha espinha. Fazia tanto tempo que eu não ia á escola! Não me lembro de nenhum professor realmente legal que tenha conhecido, ou novos amigos que tenha feito e visto todos os dias por mais de uma semana.

Não sei quanto tempo fiquei ali naquela banheira, sei que a água esfriou um pouco, meus dedos enrugados. Suspirei e sai da banheira, abrindo o ralo e esvaziando a banheira. Me enrolei no roupão e fui para o meu quarto, me jogando na cama, ainda era sete horas.

Eu não queria ficar aqui em casa estudando.

Nem me troquei e tive uma idéia brilhante. Poderíamos ir a uma sorveteria hoje, ou a um barizinho, qualquer coisa que me tirasse daqui!

Eu estava agitada de mais para ficar em casa. Corri para o quarto do Drake, bati na porta.

— Cai fora, ! — Drake disse.

— Não sei mal educado — Lu brigou com ele.

— Abre logo a merda da porta! — bati novamente.

Não contei a novidade? Luciana tinha oficialmente se mudado para o quarto do Drake, sob protestos meus, mas quem nessa casa liga para os meus pitis? Ninguém.

Lu abriu a porta.

— Oi, amiga — disse toda sorridente, e eu nem queria saber o motivo do sorriso.

— Vamos sair? — perguntei animada — Vamos, sei lá, para uma sorveteria em Port Angels, eu não quero ficar em casa!

Luciana começou a pular no mesmo lugar.

— Sim, sim, sim, sim! — ela dizia — Kekezinho, se troca, gato! Vamos sair!

— Vocês mulheres vão acabar com o dinheiro da família, sabe quanto gastei naquele barco?

— Não e ninguém te perguntou — respondi para ele.

Corri para o meu quarto e peguei meu celular, procurando o numero de Jacob na lista.

Cliquei para ligar.

Chamou três vezes.

— Alo — a voz de Billy soou na linha.

— Oi, Billy! É a , o Jake esta?

, querida! — ele disse feliz. — Calma ai, Jacob! Deixa eu conversar com a menina! — ele disse abafado.

— Cai fora, pai — escutei Jacob dizer.

— Cai fora você, deixa eu terminar de falar com ela seu mal educado — Billy disse — Então, , como você esta?
– Muito bem e você? — perguntei rindo, Jake e o pai dele eram hilários juntos.
— Ah sim, estou ótimo! — então ele suspirou — Vou passar o telefone para o Jake antes que ele me bata, um beijo!

Eu gargalhei quando Jacob disse um: “Valeu mesmo pai, queimou minha fita”.

— Oi, !

— Hey, Jake, queria saber se você esta livre agora?

— Nossa, já me chamando para encontros? — ele brincou.

Me deitei na cama sorrindo.

— Ah, aham claro, não seu bobo, é que nós vamos em uma sorveteria, ta afim de ir?

— Claro! Estava mesmo com calor.

Rolei meus olhos.

— Ok, eu vou me trocar e quando estiver saindo eu te ligo. — eu disse já me levantando.

— Ok então. Um beijo.

— Beijo — desliguei.

Corri até o armário e peguei um shorts cintura baixa, jeans claro aonde tinha os bolsos um pouco maior que o shorts e pra fora, coloquei uma leve blusa rosa-bebe regata, aonde mostrava (era o estilo dela mesmo) um pouco do meu sutiã, nos pés calcei um all star branco de couro, como meus cabelos estava um pouco embaraçados pelo coque desarrumado, penteei e os prendi em uma trança de lado, aonde alguns fios também caiam por ele ser muito repicado.

Não passei maquiagem, me olhei no espelho, estava bonita, meus olhos em particular (sem querer me gabar) estavam mais intensos e brilhantes que nunca, o azul se destacando, o castanho-escuro profundo e expressivo, os lábios (agora cobertos por um leve gloss) estavam chamativos e sedutores, não sei o que tinha acontecido comigo, mas me sentia excepcionalmente bem. Não só na questão da aparência, mas no conjunto todo.

Desci as escadas mais ou menos correndo.

— Ah, a mocinha ainda está se trocando? — perguntei para Lu, que riu e assentiu. Minha melhor amiga estava com uma saia florida e uma blusa branca e justa, nos pés uma gladiadora-rasteirinha que ia até sua panturrilha, uma jaqueta de couro preta nos braços.

— Ele estava tomando banho quando terminei de me trocar — ela disse passando pelos canais da TV — Meu Deus, seu pai só assinou canal de esportes?

— É isso o que os solteirões fazem — eu disse rindo e me jogando ao seu lado no sofá.

— O Jake vai?

— Sim, eu o chamei quase agora, disse que quando saíssemos eu ia ligar para ele.

Lu ficou quieta, com um sorriso convencido nos lábios.

— Não começa, Luciana.

— Começar com o que? Só que eu sou a cúpida mais perfeita de todo esse mundo? — ela fez uma cara de inocente.

Rolei os olhos.

— Para com isso. — a empurrei de leve com o meu ombro. — Hey, você vai terminar o ensino médio aqui em La Push mesmo?

— Não sei, acho que sim, por que? Vai me dizer que quer voltar pra escola — ela ironizou então caiu na risada, seu riso foi parando quando eu não ri com ela — Por que não ta rindo comigo? — ela disse ainda sorrindo.

— Talvez eu queira voltar para a escola — dei de ombros.

— O QUE?! — ela disse seu olhar como se tivesse visto um fantasma — Vou ligar para o seu pai, você deve estar delirando, amiga. — ela se levantou com pressa indo para o telefone — Calma ai amiga, não se perca nas suas ilusões, não delire! Ai meu Deus, cadê o telefone do Kevin, mesmo?
— Luciana! Não estou delirando — fui até ela e segurei seus pulsos — Só estou querendo dizer que talvez seja bom, sabe, uma novidade, uma rotina diferente...
— Você pirou?! Ah, já sei, ainda esta meio catatônica, amiga sai dessa!
— Cale a boca Luciana, e me escuta, ok?
Ela assentiu.
— Só estou dizendo, que seria bom para mim fazer algo de diferente, meu futuro está tão certo e definido que é estressante! Eu quero novas coisas, novos desafios, algo novo.

— Pule de Banging Jump, então! — ela disse ainda meio abismada.

Rolei os olhos

— Por que é tão pavoroso eu ir para a escola?

— Não é pavoroso você ir para a escola, é pavoroso o motivo por que você quis isso. Eu queria ter meu futuro definido como o seu, mas a única coisa definida que eu tenho é o Drake, eu nem sei o que você fazer na faculdade!

Suspirei e voltei para a sala, afim de me sentar.

— Seja como for, acho que meu pai não vai reclamar em me matricular na escola, acho que vai ficar feliz, ele acha isso mais... — franzi meu cenho —... normal.

— Você é normal.

— Sei disso, mas ele acha estranho eu não precisar estudar... — dei de ombros —... Seja como for, quero sei lá, que ele vá na minha formatura de terceiro ano, sabe, essas coisas fazem falta as vezes.

Lu se sentou ao meu lado.

— Ok, bom tenho certeza que será um grande desafio.

Eu ri.

— Sim, bem grande.

— Estou falando sério, vou dizer como será essa escola, pelo menos como o Drake me contou: Cheia de menininhas de nariz empinado, se achando as Pussycat Dolls, meninos assanhados se achando o próprio Justin Timberlake, professores chatos e sem paciência tipo a Amy Whinehouse...

— Esta começando a me assustar — eu disse para ela.

Não devia ser tão horrível assim.

— Ah, é horrível sim. — Lu disse, como se lesse meu pensamento, ou talvez estava muito na cara — É claro que tem as pessoas legais, como os meninos do bando, sabe. Mas fora isso minha filha, você vai sofrer...

— Ok, já chega — eu disse me levantando. — ANDA LOGO PRINCESINHA! SAI DESSE QUARTO! — gritei para o Drake no pé da escada.

— Não enche, !

— TE DOU CINCO SEGUNDO! 1 – se você não sair eu arrombo a porta, 2 – desmembro você, 3 – te jogo no lixão. 4 – ponho fogo em você no lixão, 5...

— OK! OK! — ele desceu as escadas correndo, os cabelos castanhos molhados, usava uma blusa branca gola V e uma calça jeans-escura.

Peguei meu celular e liguei para Jacob, avisando que já estávamos saindo.

— Liguei para o Peter, ele e a Afrodite vão encontrar com agente lá na sorveteria depois. — Drake disse quando eu peguei a chave do meu carro. — Por que vamos no seu carro?

— Por que eu sou a mais velha.

— Apenas por três horas! — ele questionou.

— Quer mesmo discutir novamente os benefícios de ser três horas mais velha? — ergui as sobrancelhas para ele, que bufou e não reclamou mais. Entramos no carro (Drake atrás com Luciana) e dirigi até a casa de Jacob, que já nos esperava na varanda da casa dele com um sorriso lindo no rosto.

Ele entrou no carro ao lado do passageiro –claro- então me deu um beijo no rosto.

— Então, para onde estamos indo exatamente? — Jake perguntou.

— Port Angeles. — Drake respondeu.

A viagem foi tranqüila, tirando o Drake no meu carro, foi tranqüila. Chegamos bem rápido em Port Angeles. Descemos do carro animados, meu pé estava apenas com uma faixa, embora todas as anormalidades do mundo estivessem acontecendo comigo, a regeneração rápida não. O melhor de tudo não!

Entramos na sorveteria sem problema algum, até rindo. Como era self-service fomos pegar o sorvete.

Passei olhando o que tinha, pegando os meus dois favoritos e cobrinco com cauda de chocolate quente (n/a:gente, me deu água na boca agora. UUQ!), tirei o peso e paguei.

Todos nos sentamos nas mesinhas. Eu ria com o que Luciana dizia sobre os homens e Drake e Jake descordavam veemente, minha atenção foi para um casal lá fora. O homem era alto e musculoso, cabelos loiros curtos, a mulher morena com o cabelo cortado na altura do pescoço...

— AI MEU DEUS! — gritei olhando melhor para a janela.

Peter e Leah?! Não! Jura?! Se eu não tivesse visto não acreditaria nunca!

Os dois pareceram ouvir por que subiram na moto de Peter com rapidez e saíram pela rua.

— Geeeente — eu disse colocando a mao na boca.

— Ok, o mundo esta acabando, a Leah desencanou do Sam? Puta que Pariu! — Drake disse olhando também. Jacob estava estático olhando de boca aberta aonde eles tinham saído. Luciana continuava a tomar seu sorvete na maior calma, como se não acabasse de ver Leah e Peter juntos, de mãos dadas...

Por que o filho de uma boa mãe não me contou?! Vou deserdá-lo como irmão!

Era a mesma coisa do que o o Padre Marcelo Rossi cantando Lapada na Rachada! Era de surpreender qualquer uuuuuum!

Ok, respira, ! Aconselhei-me.

— Er... ok... Bom... — eu disse me voltando a sentar corretamente — Não vamos deixa isso nos abalar... – mas todos na mesa (exceto Luciana) estavam boquiabertos. —... Caralho, isso foi... surpreendente.

— É nessas horas que você realmente quem são seus irmãos verdadeiros – Drake disse — Nunquinha na minha vida eu ia imagina Leah e Peter juntos...

— Ai gente! Eles não vão se casar amanha, parem com isso, Leah é desimpedida e tem que viver a vida dela, Peter é solteiro e super gato... Desculpe, amo, mas ele é mesmo — ela disse quando viu a cara de Drake — E alem do mais, eles fazem um linda casal. E é só uns pegas gente! Não vamos deixa isso subir a nossa cabeça.

Como uma pessoa poderia ficar tão calma assim? Eu estava no mínimo chocada, fui pega de surpresa.

— Vou ao banheiro — Drake disse, se levantou e saiu, ficamos tomando sorvete em silencio, na minha mente, eu me perguntava desde quando eles estavam juntos e por que Peter não me contara nada?

Drake ia voltando – nunca vi ninguém usar o banheiro tão rápido – e foi se sentar, quando Luciana disse.

— Gente! A vai voltar pra escola! — ela se lembrou, Drake caiu da cadeira, Jacob se engasgou o sorvete e o resto da sorveteria ficou me olhando como se eu tivesse parado de fazer a escola por que estava grávida.
— Valeu, Lu — satirizei.
— Desculpe — ela disse colocando a mao na boca.

— Ah! Vou me esconder debaixo da pia, é o fim dos tempos! Primeiro Leah e Peter e agora você e a escola! Cadê o equilíbrio do mundo?! Cadê a justiça nessa vida?! — Drake dramatizava deitando a cabeça na mesa.

— Se esconder debaixo da pia não resolve nada, se o mundo acabar e você morre do mesmo jeito, idiota — respondi remexendo no meu sorvete.

— É serio isso? — Jacob disse pela primeira vez, ao meu lado.

Assenti.

— Mas por que?

Dei de ombros.

— Tem como você verbalizar alguma coisa, por favor? — Jacob disse irritado pelas minhas respostas pouco esclarecidas.

Suspirei.

— Só é chato ficar em casa, estudando e não ter contato com mais ninguém alem de vocês, e como eu estou me estabelecendo em tempo indeterminado aqui, ficar dentro de casa será um porre. Não custa nada fazer alguma coisa.

— Você tem uma vida boa, sem escola, sem prazo pra entregar trabalhos, e esta largando tudo isso por um simples ‘capricho’? — Drake disse horrorizado.

O olhei fria.

— Se você quiser, pode ficar com essa “vida boa” — cuspi pra ele.

Nunca fui com a cara dele, e com ele dizendo isso então! Depois que eu mando ele pro catatau, o povo acha isso um absurdo.

Se conhecessem metade do que eu vivo com o Drake teriam pena de mim.

— Isso é surpreendente — Jacob disse. — Eu esperava até o Peter se casar, menos você voltar pra escola...

— Mas eu vou voltar, alguma coisa contra isso? — me irritei. Jake levantou as mãos em sinal de rendição.

— Eu não, só estou dizendo que estou surpreso. — ele disse abaixando os braços e remexendo no seu pote vazio de sorvete.

— Eu estou incomodado! — Drake disse — Já vejo você todo o santo dia, a escola seria o meu único ponto de paz, e você vai lá e demoli ele sem piedade! Que tipo de irma você é?

— Do tipo que te colocaria no inferno se possível — armagurizei. — Tem como saírem do meu pé, gente é só eu...

— Indo para a escola... — Drake disse

— Aturando os professores... — Jacob completou

— Fazendo trabalhos...

— Socializando com adolescentes...

— Ficando no meu pé... — Drake completou,

— E um monte de adolescentes retardados ficando no seu pe... — Jacob disse pensativo — Droga, vou ter que fazer um rapa naquela escola... Vou ter trabalho com isso... Mas será por uma boa causa.

Bufei irritada e me levantei.

— Se continuarem com esse showzinho de merda, eu infernizo a vida de vocês dois naquela escola até o ultimo dia de aula, até eu cansar... ou seja, nunca. — ameacei.

— Você faria isso comigo? — Jake disse me olhando.

Mordi os lábios.

— Ok, menos você, Jake — o livrei.

— Convença ela, por mim — Drake sussurrou para o Jake.

— Eu não, já tirei o meu da reta, tire o seu — Jake encostou na cadeira rindo.

— Eu estou indo. — meu nervosismo voltando. Me virei e comecei a sair, todo o passeio indo por ralo a baixo.

— Hey, vamos, fique com agente! — Jacob disse segurando meu pulso e me virando para ele. Nossos olhares se encontraram e eu me perdi neles.
Pigarreei para sair desse transe.

— Não sei. — respondi, Jake sorriu e se aproximou mais de mim.

— Não seja chata — ele disse tocando minha bochecha.

Ele estava tão perto!

Minha boca formigou esperando pelo toque da dele, meu corpo todo teve uma reação estranha, era como necessitar, depender do toque dele.

Afugentei esse sentimento e me afastei dele com um suspiro.

— Ok, mas não podemos ficar até tarde — eu disse olhando para os meus pés.

Escutei seu suspiro forte.

— Ok.

Voltamos para a mesa e ficamos lá conversando, Drake hora ou outra me provocava, mas nada que um bom tapa na cabeça que Jacob dava nele que resolvesse (:

Voltamos oito horas para casa, parando para deixar Jacob na dele. Com um suspiro forte eu manobrei o carro e sai da casa dele.

— Mana, você esta perdida, não adianta lutar, uma hora ou outra vocês vão ficar. — Drake zoou.

— Vai se fuder, Drake! — eu disse acelerando o carro com raiva. Chegamos em casa e Peter estava beijando a Leah! — Gente — eu disse chocada saindo do carro. Pigarreei, eu estraga prazeres? Se eu for contar quantas vezes Peter parou os meus amassos com o Jake, vai ter uma lista bem grande aqui.

Leah empurrou Peter longe, e eu podia jurar que ela estava corando.

— Oi, gente! — ela disse passando nervosamente a mao nos cabelos. — Aonde a turminha estava, hein? Se divertindo é?

Ela realmente dava muito na cara que estava acontecendo alguma coisa.

— Nem vem com esse papinho, te vi no pescoço do meu irmão — Drake disse passando por ela. — Alem do mas, que beijo barulhento, hein! Nem deu pra vocês escutarem agente chegando.

Leah começou a socar o Drake.

— Ai! Para com isso sua loca! Você saiu da seca, devia estar me abrançando! — ele reclamava. Então entrou pra dentro da casa se trancando lá.

— Como se uma porta fosse me deter, Drake! — Leah gritou. Bufou e nos olhou.

— Você não bate no meu macho, não! — Luciana interviu passando por Leah e entrando em casa.

Leah me olhou furiosa.

— Estou entrando! — me apressei antes que sobrasse para mim. Entrei em casa, podia ouvir Peter se desculpando, e o barulho dos selinhos-nojentos de ouvir, deles.

Me sentei na escada e apoiei minha cabeça nas mãos. Só esperando Peter entrar. Sabia que ele ia demorar por que ainda ia levar Leah até a casa dela. (Acho melhor ela não se acostumar, ele só é cavalheiro no primeiro dia).

Depois de meia hora sentada, Peter entra com a maior cara de bobo.

Me levantei e cruzei os braços na frente no peito, Peter notou que ia feder para o lado dele. — Não me olhe desse jeito, maninha...

— Ah, deixa eu ver, quando quis ficar com Jacob você deu xilique, e quando eu te vejo com a Leah, tenho que ficar quieta? Acho que eu devia embaçar para o seu lado assim como você embaço no meu. Sim, sim, acho super justo.

Peter suspirou.

— Não tem nada o que contar, não estamos saindo a muito tempo, desde a semana passada...

—AH! Semana passada não é nada né! Só uma semana... Mentindo para a própria irma! — dei piti.

Peter rolou os olhos.

— E você não rola os olhos não! Não rola esses olhos para mim Peter! Depois que acorda sem eles, não reclama!

— Nossa, de conversa calma já partimos para a parte que você arranca meus órgãos?

Trinquei meus dentes.

— Ok, você quem sabe. — eu disse entre dentes, me virei e subi as escadas.

— Pera ai! É só isso? Não vai pular no mesmo lugar, gritar, me xingar de mentiroso e que não confia mais em mim? — Peter perguntou me seguindo.

É meu passado me condena, mas fazer o que.

Não disse nada.

— Ah! Já saquei, o lance do “gelo”, firmeza maninha, você não agüenta ficar meia hora sem falar comigo, vamos ver então — Peter disse que nem uma criancinha que aposta suas balinhas.

Entrei no meu quarto e coloquei a mao na boca para não rir. Na verdade, Peter que não agüenta ficar sem minha opinião e sem falar comigo. É a natureza dele curiar na minha vida.

E para isso, ele precisa das informações diretamente de mim, por que Luciana não abre a boca nem sob tortura.

Fui me trocar, colocando um shorts de pijama e uma blusa branca agarrada, com um top preto por baixo – odeio dormir com tudo solto – me joguei na cama e me cobri.

Escutei movimentos lá fora, mas tentei ignorar, não devia ser nada.

Então passos se aproximando da casa, fiquei tensa, quem seria uma hora dessas? Oito horas em La Push era a mesma coisa que meia noite.


Então com uma rapidez que eu não consegui segui, Jacob entrara pela minha janela. Prendi o grito de susto entre as mãos, meu coração disparado.

— Seu idiota! O que esta fazendo aqui!? Peter vai encher meu saco por causa disso — sussurrei para ele.

Ele ergueu as sobrancelha — Essa é a recepção que eu recebo? Ok, se você quiser eu vou embora. — ele se virou de costas para mim. Detalhe, estava sem camisa.

— Não! — disse um pouco alto de mais, ele se virou sorrindo — Eu quero dizer... Não nesse tipo.. O que você quer, Jake?

Ele riu e deu de ombros.

— Vim te ver — foi a resposta obvia dele.

— Nossa, jura? Pensei que você queria ver meu pai dormindo. — satirizei.

Jake veio até mim e se sentou na minha frente.

— Só achei que você precisasse de companhia... — ele parou de falar pela minha cara de “Não minta”. — OK, é que... eu só queria te ver... sabe...

Deixei meus ombros caírem. Mordi os lábios. Ficamos em um silencio constrangedor.

— Olha, ok eu vou embora — ele disse se levantando, meu peito se apertou.

— Não, espera! — eu disse me levantando e segurando o braço dele, que se virou para mim com os olhos tristes. Senti vontade de chorar, mas reprimi isso. — Olha, vamos começar de novo ok? Você entra de novo no quarto... E recomeçamos.

— Ta falando para eu pular e depois voltar? — ele perguntou divertido.

— É, é. — eu disse o virando e o encaminhando para a janela. Me virei de costas e corri para a minha cama, na mesma posição de antes. Jacob riu e pulou a janela, não deu dois segundo ele estava de volta.

— Jake! — pulei da cama sorrindo e indo abraçar ele, que riu e retribuiu o abraço. — Viu, bem melhor, não?

— Sim. — ele respondeu, o rosto escondido em meus cabelos que agora estavam soltos da trança. — , desculpe mas não dá. — Então se afastou de mim, meu corpo logo protestou.

— Como assim não da?

— Não dá para ser seu amigo... se agente já... sabe... não dá, não consigo, sinto muito — ele disse com um suspiro.

Isso me pegou de surpresa. Eu não sabia como reagir.

— Jake...

— Ta tudo bem — ele disse com um sorriso meio que forçado. Eu odiava vê-lo assim. E não queria mais ver, não queria que ele sofresse.

Abaixei minha cabeça e olhei os meus pés enquanto falava:

— Bom... talvez eu... não consiga também — falei não mais que um sussurro.

Ele não disse nada, e eu não ousei olhar para cima.

— E agora? — perguntei depois de um tempo.

Jacob pegou no meu pulso, e remexeu na pulseira que tinha ali, que ele mesmo me dera.

— Não tive coragem de tirar — explique.

Odiava esse silencio, odiava ficar sem ele, odiava o meu orgulho.

— Você é muito orgulhosa, sabia? — ele disse, parecendo ler meus pensamentos.

Eu deixei escapar um sorriso curto e nervoso.

— É, orgulho é meu fraco — admiti.

, não posso garantir que... sabe... não vá...

— Me agarrar? — perguntei com um tom divertido.

Ele riu curtamente.

— É. — respondeu — Se eu não agüentei nem um dia, quem dera mais tempo. Não daria certo mesmo esse lance de amigos, sendo que nos já fomos muito mais do que isso.

— Sei disso. Só achei que assim, que isso, me daria tempo para absorver as coisas. As vezes é meio surreal que estou em uma tribo aonde tem lobisomens-adolescentes, e eu sou a mulher da vida de um. Não é uma coisa fácil de se saber, muito menos lidar.

— Sei disso. Sei que é difícil pra você. — ele me fez olhá-lo. — Mas entenda, é difícil para mim também... ficar sem tocar você, sem te beijar — ele foi aproximando o rosto, o olhar intenso, me queimando. Minha pulsação acelerou e meus lábios agora latejaram, esperando e ansiando o contato com os lábios macios e grossos dele.

E eu queria isso tanto quanto ele, se não mais!

Acabei com a tensão, parti pra cima dele, a necessidade me domando, encostei de uma vez nossos lábios e logo Jacob me correspondeu, me agarrando de uma forma que até doeu um pouco. Me embalando em seus braços quentes, firmes e fortes (n/a:preciso de um Jake pra mim *cry*). Minha mao ora apertando sua nuca, ora passeando pelo ombro forte e protetor. (n/b: eu também!cry2)

Parecia que o quarto ia explodir em fogos e artifício, tipo o vídeo da Katy Perry. Quanto mais eu me agarrava a ele, mais eu queria. Parecia que o espaço que nos agarrávamos não era o suficiente, a saudade sufocante, o desejo ardente, a necessidade palpitante, a sanidade inexistente, era tudo uma mistura intensa e forte, que tirava o meu fôlego e o de Jacob.

Mas o ar se fez necessário, e eu tive que separar a minha boca da dele – sob protesto de ambos – e Jake não parou por ai, descendo a boca para o meu pescoço, e parecia que eu não o sentia a anos, ou décadas, meu pescoço se arrepiou e desceu pela minha coluna, me fazendo estremecer forte. Minhas pernas ficaram bambas e rezei para que elas me sustentassem.

Estava tudo fora do meu controle. E agora eu percebi, esse era o problema: controle.

Eu sempre tive o controle da minha vida, da carreira que iria seguir, das pessoas ao meu redor. Então chega Jacob com todo o seu mistério e amor, para acabar com tudo isso, e ao mesmo tempo me fazer acordar.

Esse sempre foi o problema, eu não tinha mais controle de nada, não sabia como seria meu futuro agora, sabia apenas que seria com o Jake, e era o que eu mais ansiava, não sabia se voltaria a viajar, não sabia se iria realmente até Roma, não sabia de mais nada! E isso me apavorava, mas era uma mistura de pavor com amor e impulso. Era impossível ficar longe dele, de seus toques e eu não sei como agüentei uma semana!

É como o Sam disse, eu não podia lutar com uma coisa que era minha, não podia lutar contra o que sentia, não podia prolongar ou ir no meu tempo, tinha que ir no tempo de como era realmente o impriting, rápido, direto e fácil.

Joguei a cabeça para trás, me rendendo por completo, que se dane essa merda/porra de amizade, que se dane o meu controle, que se dane o futuro. Ele. Somente ele.

Aos poucos Jacob foi diminuindo os beijos no meu pescoço, se demorando mais, até que voltou para os meus lábios, mordendo o inferior, me fazendo arfar.

Olhei em seus olhos e nunca o vi tão feliz, tão exuberante como estava. Seus olhos claros como o dia, cheios de amor e carinho. Não sei o que ele via nos meus, mas parecia gostar.

Tocou minha bochecha com suavidade.

Ficamos um tempo em silencio. Nunca fora orgulho. Era melhor saber disso agora, tornava as coisas mais fáceis.

Mas o receio ainda estava ali, não tão forte, não forte o suficiente para me afastar de Jacob, apenas para me fazer pensar melhor, com mais clareza.

— Eu amo você — me ouvi dizendo. O rosto de Jacob se esticou em um sorriso lindo e que eu tanto sentira falta.

— Eu também te amo, . Muito. — tocou novamente minha bochecha e me deu um suave selinho.

Mas eu estava cansada, e Jacob precisava fazer a ronda dele.

— Eu volto amanha, ok?

— Não se preocupe, apenas descanse, ok? — eu disse. — Não precisa vir muito cedo. Não vou fugir — eu disse rindo.

Jake riu também.

— Preciso ir — me deu mais um beijo então com um ultimo abraço saiu pela minha janela, e estranhamente me senti com frio, o calor do meu corpo não parecia ser o suficiente.

Me adentrei nas cobertas e sorri para o nada, tentando dormir um pouco, demorou mas consegui.


Capitulo Quartoze: Novidades.


Tudo voltará ao normal. Um grande alivio fora tirado das costas de . Quando a garota acordou naquela manhã cinzenta, parecia que ela via um lindo dia lá fora, com pássaros cantando e tudo mais.
Tomou um rápido banho, a fim de tirar a preguiça do corpo, colocou uma calça de moletom bege e uma blusa agarrada branca, sem mangas, chinelos e amarrou o cabelo em um alto rabo-de-cavalo, descendo para tomar café.

— Bom dia! — Ela saudou sua família, que a olhou horrorizados e desconfiados ao mesmo tempo.

— Deve ter dado — Afrodite murmurou baixo demais para seu pai escutar, apesar disso, ouviu, e não gostou nada.

— Como foi na casa de Embry, Afrodite? — Ela retorquiu, fazendo a irmã se calar, embora nada nesse dia fosse realmente estragar o dia dela. — Pai, quer que eu vá mais cedo para a galeria?

Kevin quase morreu engasgado com seu café.

— Você? Querendo ir mais cedo? Para a galeria?! — Ele disse desconfiado, seus olhos castanhos cintilando desconfiança para a filha. deu de ombros.

— Não estou a fim de ficar em casa hoje... Ah, pode me fazer um favor, pai? — Ela brilhou seus olhos para o pai — Me inscreva na escola de La Push, por favor... — mas não terminou a frase, Afrodite despencara da cadeira, Peter deixou cair seu prato no chão e Kevin quase teve um ataque cardíaco ali mesmo.

— Ok, o que esta havendo? Primeiro o “Bom dia!” todo saltitante, depois a galeria, e agora a escola?! — Kevin olhou assustado para filha. — Vou chamar o médico. — Então se levantou.

Por que todos tem essa reação? - pensou .

— Pai, não preciso de médico, só quero ir para a escola, não há nada de mais nisso. Uma simples garota, indo para a escola. Que mal há? — Ela parou o pai no meio do caminho, olhando para cima – por seu pai ser muito mais alto que ela -, fitando os olhos castanhos com intensidade, como se quisesse convence-lo sem passar o que ela passou com Luciana.

— É tio, não vai fazer mal nenhum, na verdade, eu que pedi para ir comigo, sabe, eu não conheço ninguém, e não sei se vou cair na sala de Drake, seria uma boa — Luciana interveio pela amiga, notando a situação da mesma.

Kevin bufou e pendeu a cabeça de um lado.

— Você. Escola. Professores... AHA! — Ele disse apontando para a filha — Tem Jacob Black na história não tem?! EU sabia! Filha, não precisa se preocupar com ele na escola, Jacob tem a cabeça no lugar!

rolou os olhos, não havia pensado dessa maneira, mas o quadro se pintou em sua cabeça: Jacob, meninas Pussycat Dolls, problema.
Tirou isso da cabeça rindo, duvidava muito que Jacob algum dia se interessaria por uma delas.

— Pai, pare com isso, não tem nada a ver com o Jacob, é só por causa da Lu mesmo. — Sustentou a mentira. Mas era verdade – apenas a ultima parte que não -, ela não estava indo pelo Jacob, e sim por ela mesma. — E outra, se eu vou ficar aqui por tempo indeterminado, não quero ficar em casa ou apenas na galeria, quero sei lá, fazer algo diferente.

— Olha, não vou dizer que o que você me disse me convenceu, mas tudo bem, hoje cedo vou na escola da reserva e falo com eles. — Kevin disse meio a contra-gosto, gostava da companhia da filha na casa, mas se era isso o que ela queria, quem era ele para interferir?

— Ótimo, bom então eu estou indo. – disse pegando apenas uma maça. – Vejo você na loja, pai.

Talvez se bajulasse bastante o pai, ele esqueceria da escola, e ela poderia ir na boa, sem a cara feia dele.
Deviam ser nove horas, pois quando chegou na loja, Brad já estava lá, passando o pano úmido nas seções de pesca.

— Chegou cedo hoje. — Ele disse sorrindo para a menina.

— AH, é. Resolvi vir mais cedo, quem sabe meu pai não me libera mais cedo, também? — Respondeu sorrindo. — Quer ajuda?

— Claro, não sei limpar as coisas de qualquer jeito — ele disse franzindo o cenho para o pano de chão.

— Ah, então só por que eu sou mulher, significa que sei limpar? Isso é machismo — ela disse rindo e pegando o rodo de menino.

— Mas ainda assim é verdade. — Ele entregou o rodo sem cerimônia, então observou curtamente . — Você parece com um humor muito melhor hoje, o que é? Voltou com o namorado? — Ele brincou.

Mas lhe mandou um breve olhar, então se voltou para o que fazia.

— O que?! Serio? Voltou com o Black?

Ela apenas riu do tom de voz de decepcção do garoto.

— Mas que droga — ela o escutou sussurrar, fingiu que não ouviu, alem do mas, um humano comum não ouviria esse sussurro.

terminou de passar o pano em silencio nas outras seções, seu pensamento longe. Imaginando como seria a escola.
Quando deu meio-dia, Brad saiu para o seu horário de almoço, deixando apenas na loja, logo, logo, seu pai teria que arranjar mais uma pessoa, por que ficar só um na galeria inteira era um tanto ruim.
Mesmo com a escola no papo, não queria parar de estudar, então apenas leu o livro de historia, sem muito atenção, gostava da matéria.
Escutou o sininho da porta soar, anunciando a chegada de alguém, olhou o relógio do computador que estava ao seu lado, parecia muito cedo para Brad voltar.

— Voltou cedo, Brad. — Murmurou ainda lendo seu livro, sempre teve muito interesse na Igreja Católica na Idade Media.

— Que ofensa! — Uma voz que ela reconhecia muito bem disse, levantou o rosto com um meio sorriso, Jacob estava apoiado no balcão. — Me confundir com aquele Brad, foi asqueroso.

riu e revirou os olhos.

— Não sei por que odeia tanto ele. — Se inclinou para frente e deu um leve selinho no namorado.

— Por que ele da em cima de você, só por isso — Jake disse com um tom rabugento.
fez um som de desaprovação com a língua.

— Veio aqui só para dizer que o Brad dá em cima de mim? — Perguntou a garota, um pouco irritada com o rumo da conversa.

Ela sabia que Brad ainda tinha esperanças de sair com ela, mas a mesma já deixara claro, muitas vezes, por sinal, que não teria nenhum envolvimento com o rapaz, mas se ele queria se iludir, quem era ela para mandá-lo não fazer?
Jacob não gostou muito de como a garota mudou de assunto, ela não ligava para essas coisas, mas talvez por que não tinha muita noção de como os rapazes de La Push a olhavam, por isso não ligava.

— Você pode sair? — Ele perguntou olhando ao redor da loja, aonde só tinha um cliente, decidindo que tipo de CD levaria, Ramones ou Nirvana.

— Bom, ainda não estou no meu horário de almoço, Brad saiu para o dele, e... — ela baixou mais o tom de voz — ... Aquele cara ali esta a uma hora decidindo qual vai levar, tenho certeza que levará mais duas horas para decidir qual álbum levar.

Jacob riu.

— Certo, então parece que teremos que esperar o Brad voltar. — Ele disse contorcendo um pouco a boca.

rolou os olhos.

— Sim, não posso deixar a loja sozinha, de qualquer jeito.

Jacob olhou para o livro da menina.

— Achei que você voltaria a estudar.

— Nunca parei de estudar, Jake.

O garoto riu.

— Não foi isso ao que me referi.

deu de ombros.

— Gosto de ler, e até o cara ali decidir o que levar, já terminei esse livro inteiro, é melhor do que ficar sem fazer nada.

— Eu não tenho saco pra essas coisas. — Jacob disse pegando o livro e o revirando nas mãos. — Quem liga para o que a Igreja fez? Estudei isso na oitava série, e vamos ter que estudar de novo? Mas que porre.

riu e tomou o livro das mãos de Jacob.

— Pois eu acho muito legal o assunto da Igreja na Idade Media. — Ela disse com um ar um tanto profissional que fez Jacob assentir e ao mesmo tempo prender o riso. — Pare com isso — ela disse e bateu o livro no ombro dele.

— Ai!

— Nem doeu. — Ela rolou os olhos, o cliente os olhou com um olhar de pouco amigos, por que atrapalharam a concentração dele.

— Foi mal, ela não sabe como se comportar. — Jacob disse sério, recebendo um tapa da namorada.

— Cai fora daqui, Black.

O mesmo riu.

— O que você acha de irmos comer na lanchonete aqui perto? — Ele perguntou para a namorada. — No seu horário de almoço.

— Seria uma ótima idéia. — Ela disse ajeitando os livros e folhas que tinha espalhado no balcão.

— Sabe, um passarinho me contou, que alguém andou sendo muito má com certas pessoas de Forks. — Jacob disse em tom divertido, mas podia ver a censura em sua voz.

— Ah, passarinho ou galinha? — não resistiu e recebeu um olhar feio de Jacob. — AH, entendi, um abutre misturado com corvo sem penas, que trágico. Não sabia que você ainda falava com ela. — O tom de sua voz agora era defensivo e ameaçador. Entretanto, se imaginava indo até forks, novamente, e dessa vez, a coisa ia esquentar.

— Não falo mais com ela, ela só me ligou e pediu desculpas e tudo mais. — Jacob se defendeu rapidamente, não se importava se Bella sentia muito, só não queria mais brigar com por causa da mesma.

—Ah. — disse, então sua raiva aumentou, ela bateu com força o livro na mesa — Sabe, você teve sorte que eu dei nela — a garota disse colocando seu dedo em riste na frente de Jacob, que a mirou desafiante — Ela não ia nem ver o que tinha acertado ela, quando visse já estava de cara no chão! Não costumo ser muito agressiva, mas posso abrir uma exceção para a mesma. Agora se você vai ficar ai, tomando as dores dela, acho melhor nem perder seu tempo e dar graças por eu não ter deixado ela sem dentes.

Terminou se discurso voltando a ajeitar seus livros. Jacob prendeu a risada. Não queria deixá-la ainda mais nervosa. Era hilário ver brava, era raro ela realmente usar palavrões, mas o modo como falava era engraçado, seu tom parecia querer se dividir entre brasileiro e inglês.

— No que você esta achando graça, Black? — Ela notou que ele tentava prender a risada, mas não agüentou por muito tempo, caindo na gargalhada. — Isso não tem graça — disse, me tentava segurar a risada também.

O cliente sibilou para eles.

— Olha meu filho, é só você pegar os dois e pronto, não tem dificuldade nisso! — disse um tanto irritada para o cliente, que pegou os CD’s e marchou até ela. Jacob ainda ria. — Pare com isso, Jake. — Ela sibilou para o garoto. Disse o preço para o cliente, o mesmo pagou e foi embora resmungando sobre adolescentes.

— Seu humor está variando muito, não? — Jacob disse ainda rindo um pouco, a garota não notara mas o que realmente aconteceu foi seu humor mudar de um hora para outra, uma hora ela estava feliz, no mesmo instante rancorosa e depois irritada, fora tudo muito rápido e não passou despercebido pelo moreno.

— Não mude de assunto. — Ela disse em tom severo. E com esse tom, podia ser facilmente confundida com uma professora.

Jake levantou as mãos em forma de rendição.

— Ok, não vou mudar. Não tenho culpa se ela ainda tem o meu telefone. Em geral é meu pai que atende, mas eu acabei atendendo, não foi minha culpa, o que quer eu faça? Mude de telefone?

A garota riu e o olhou, como se fosse isso o que ela estivera pensando.

— Ok, eu só... fiquei brava, só isso.

– Eu notei, foi hilário, com ameaças de mutilação e tudo mais — Jacob disse. — Tipo um filme do Fred Grogue.

— Nem foi tãaao assim, não inventa. — Ela disse, nesse instante Brad voltou e pareceu bem aborrecido ao ver Jacob lá. Jake também não esboçou o sorriso que tinha antes, fechando a cara e se tornando mais ameaçador. — Er... Brad eu estou saindo para o meu almoço — a garota disse saindo detrás do balcão e puxando Jacob pela mão. — Homens… — murmurou quando saíram da galeria.

Eles foram até a lanchonete, conversando animadamente.
Quando estavam quase terminando a refeição, ao longe um uivo soou, longe demais para até ouvir, mas para Jacob fora bem definido.

— Eu tenho que ir — ele disse suspirando.

— Porquê? — perguntou desapontada, pensou que teria mais tempo com Jacob.

— Sam esta nos chamando. — Jacob disse com um certo tom irritado. Os dois se levantaram, Jake pagou a conta e eles saíram. — Olha, hoje de tarde o pessoal vai na casa de Emily, é aniversario da Claire, dois anos, coitado do Quil. — Jacob disse,fazendo rir. — Bom, eu passo pra te pegar ok?

— Certo. — A garota murmurou meio a contragosto, não tinha muito o que falar.

Ele foi se despedir rapidamente dela, mas ela não deixou, se agarrando mais a ele, e Jake não resistiu, se deliciou nos lábios da namorada, da forma como ela o beijava ou o esquentava. Suas pequenas mãos se entrelaçaram nos cabelos curtos do rapaz, o puxando mais para si.
Ele não queria sair dali, não queria ir para a onde Sam o estava chamando, mas um segundo uivo soou e ele não teve escolha.
Terminou o beijo com um selinho demorado e riu do som de reprovação da namorada.

— Te pego as cinco.

Com mais um rápido selinho correu para a orla da floresta, parando só para olhar para trás e ver suspirar e caminhar em direção a galeria, que ficava cinco lojas depois da lanchonete. Entrou mais na floresta, então retirou a roupa e se transformou, sua mente sendo invadida por muitos pensamentos.

Estou quase chegando. — Ele anunciou para Sam.

Certo — Sam respondeu, havia ao lado de Sam, Drake e Seth.

Jake correu o mais rápido que podia, entrando na pequena campina quase ao mesmo tempo que Peter e Leah.

Bom, estávamos indo substituir os Cullens, na ronda perto da casa de Bella — Sam disse, seus olhos negros olhando cada um do bando — Quando a paranormal nos disse que estavam vindo atrás de Bella, muitos de sua espécie.

Sons ansiosos encheram a clareira, Jacob se manteve quieto, sua mente quieta também.

Eles são os responsáveis pelo desastre que está havendo em Seattle... — Sam continuou.

Então vamos até Seattle?! — Peter e Paul pensaram juntos, ansiosos.

Não isso seria burrice — Sam disse balançando a grande cabeça negra — Conversei com o líder deles, e eles nos informaram que hoje, após a festa de formatura de Bella, era para nos reunirmos, se nós fossemos ajudar eles...

Tô dentro, estou precisando me exercitar — Peter disse, Paul riu.

Isso não é brincadeira, Peter! É coisa seria, eu disse que os ajudaríamos, além do mas não quero correr o risco deles invadirem a reserva e achar que podem — Sam disse, tremi involuntariamente, a imagem de vindo a minha mente. — Por isso mesmo. Marcamos de nos encontrar às três da manhã na fronteira. Eles iram nos mostrar como deter os visitantes. Disseram que não são como eles, são mais fortes, parece que o “filhinho” calmante deles sabe como lidar com os intrusos.

Como não soubéssemos lutar? Fazemos isso por gerações! — Paul implicou, houve muitos sons concordando com ele.

Quieto, Paul! Seja como for, vamos discutir estratégias também...

Pra que estratégias? É só chegar e matar todos os vampiros, como fizemos com o outro outono passado, será fácil — Drake disse.

Jacob rolou os rolos, Drake não tinha senso de segurança, isso era certo.

Bom, depois da festa da Claire, iremos para a clareira. Iremos como lobos, eles não sabem o nosso número real, não iram todos, Brad e Collin, vocês ficarão na reserva, na forma de lobos, caso ocorra algum ataque de surpresa, não podemos bobiar! — Sam disse. — Os outros irão comigo, não confio muito nos Cullen, por isso na forma de lobo. — Sam olhou Jacob curtamente. — É... provável que Bella esteja lá, também.

Ótimo, assim eu já dou uma nela pela — Afrodite pensou, Drake riu e Peter ficou confuso, mas deixou passar.

Afrodite — Sam advertiu.

Relaxa, Sam só estou brincando, minha irmã quer fazer isso pessoalmente mesmo, não quero causar a ira de — Afrodite riu.

Peter rolou os olhos e deitou no chão.

Falando nisso — Sam olhou para Jacob — Andei conversando novamente com os anciões, sobre o que esta acontecendo com a , e como ainda não sabemos o dia da luta e se vai haver uma luta, eles acham que é possível que ela fique um tanto estressada por você estar participando da luta, Jacob.

O que quer dizer com isso? — Jacob perguntou sem rodeios.

Bom, eles acham que lá ela terá motivos para se transformar, e... Bom isso não será nada bom...

Tenho certeza que ela irá querer participar da luta, louca como é — Peter comentou.

É, é nisso que os anciões estão pensando.

E por que esta me contando isso? — Jacob suspirou, não via fundamento no que ele dizia.

Seria horrível se ela fosse lutar, mas ela seria nova demais, se Sam ladrasse uma voz Alfa para ela, ela não teria escolha, sendo assim, ficaria segura.

Por que eles acham melhor ela estar o mais longe possível, por mais que eu ladre algo para ela — Sam franziu o focinha na palavra “ladre” — Eles acham que dependendo do que possa acontecer o imprinting superará a voz do alfa, se ela ficar muito aflita pode ignorar o meu comando e vir lutar, o que seria só mais um problema.

Jacob suspirou, isso sim seria um problema.

Só quero que você pense em um lugar para ela ficar, Jake. Para o bem dela e seu, por que se ela for lutar, você pode se desconcentrar e a acabar se machucando. — Sam disse, ele também gostava bastante de , mais pelo fato dela ser o imprinting de Jacob e não fazê-lo mais sofrer do que qualquer outra coisa.

Certo, falarei com ela. — Jacob disse, tentando não pensar em nada agora.

Ah, mas e quanto a bater na Isabella? — Afrodite disse com um muxoxo — Seria tão legal! E... — ela se calou com um olhar de Sam.

Acho que vou te tirar da ronda da casa dela, Afrodite.

Ótimo, odeio ser baba de talarica — Afrodite pensou seca. Sam ignorou isso, embora Leah – pela primeira vez se manifestando – riu e concordou.

Jacob tentou ao máximo não ligar para o que eles diziam. Sabia que Afrodite estava tomando as dores de , e Leah só estava concordando por que já não gostava mesmo da Bella. Eles saíram e só quem estava realmente na ronda que ficou, que foi Drake, Quil, Paul e Seth.
Jacob voltou a forma humana quando estava perto de sua casa, agora que tinha um lugar particular na mente, começou a pensar aonde ela ficaria melhor e o mais distante. Se trocou e entrou na sua casa, seu pai devia estar no Kevin. Se sentou no sofá e passou a pensar. Tudo dependeria de quando essa luta seria.
Então como uma luz, na mente de Jacob surgiu apenas uma palavra: Brasil.

Capitulo 15: Brasil-Seguro


Terminando de se arrumar, borrifou apenas uma vez seu perfume doce. Usava um shorts azul-bebe claro, cintura baixa, uma blusa branca com uma estampa neon que cobria parcialmente os bolsos e um coletinho jeans por cima, calçando apenas uma sapatilha nude.

— MUDANÇA DE PLANOS! — Afrodite gritou do pé da escada. Ela realmente precisava gritar? a escutaria muito bem se ela sussurrasse até.

— Como assim? — perguntou em seu tom de voz normal. Abriu a porta do quarto e desceu as escadas.

— Parece que de tarde, quando a mãe da Claire viu o tanto de crianças que iria, não ia caber na casa de Emily, então ela achou de ultima hora um salão lá em Forks mesmo, é pequeno mas tem brinquedos. — Afrodite explicou olhando a irma de cima a baixo.

— Nem vem , Afrodite, vou com essa roupa e pronto — disse, já sabendo que a irma gostaria muito de mudar sua roupa.

— Ok, você quem sabe..

— Já avisou o Jake? — perguntou, tentando evitar da irmã dar-lhe um discurso dizendo qual os benefícios de ir “cheguei”. Afrodite usava um vestido curto e soltinho preto, nos pés sandálias altas. O cabelo dourado como o sol solto e moldando seu rosto, os olhos azuis se destacando.

— Na verdade não, quando eu liguei ele e seu pai já tinham saído. — ela enrolou o dedo indicador no cabelo. – Bom, ele vai passar aqui, então não tem muito com o que se preocupar...

Nisso a campainha tocou, as fazendo rir.

foi atender a porta, mas quando a abriu, não viu mais nada a não ser Jacob a puxando para um forte abraço. O seu ar começou a faltar.

— Jake... não dá... — ele a soltou com um risinho.

— Desculpe — disse, havia algo em seus olhos que tentou descobrir o que era, mas Jacob não lhe deu chance, desviando os olhos da namorada e olhando por cima de seu ombro. — Aonde você vai tão arrumada assim, Afrodite?

— Olá, Billy! — disse abraçando Billy. — Houve uma mudança de planos, parece que ia vir muitos pirralhos pra festa, então ela foi transferida para um salão de Forks.

Jake franziu o cenho.

— Peter e Drake já foram. — Afrodite disse.

— Cadê a Lu? — Billy perguntou.

— Grudada na blusa do Drake – foi a vez da franzir o cenho. — Vamos no meu carro mesmo.— ela disse então jogou as chaves para Jacob, que a olhou surpreso então abriu um largo sorriso.

— Então o que ainda estamos fazendo aqui!? — Afrodite disse impaciente. — Vamos logo! Vamos, vamos!

Entramos no carro e Jacob dirigiu em silencio, mas não era um silencio comum, avaliou . Havia acontecido alguma coisa.

— Aconteceu alguma coisa? — ela perguntou para Jacob, que inconscientemente apertou os dedos no volante.

— Não, nada por que? — ele perguntou, olhou no retrovisor e encontrou os olhos azuis de Afrodite, que transbordavam tensão.

Afrodite já soube, apenas por esse olhar: ele já tinha tomado a decisão dele.

— Você esta estranho. — comentou avaliando novamente Jacob, que sentiu como se a garota lesse sua mente.

— Impressão sua — ele disse vagamente.

Sempre é o contrario nos filmes, pensou, sempre aconteceu alguma coisa quando a pessoa diz isso.

Mas não pressionou o namorado, embora sua curiosidade queimasse, ela se manteve quieta, ele contaria quando quisesse. Só esperava que não fosse algo muito grave.

Chegaram ao salão – sob instruções da Afrodite – e ele já estava cheio de carros nas entradas.

— Afrodite, você trouxe meu presente não trouxe? — Jacob perguntou.

— Sim, esta aqui comigo, o seu também, .

assentiu e saiu do carro. Já na entrada do salão dava para escutar as risadas das crianças, e a musica de criança também.

Atrás de um balcão havia uma recepcionista, que pegou os presentes, nomeou-os, e permitiu a entrada deles.

Não era nada muito chique e ostentoso. Era simples, mas parecia perfeitos para as crianças que corriam de um lado para o outro. As paredes tinham um tom pastel, mas era enfeitada no centro com o bolo de Claire e o tema da Barbie – todo sonho de menina –, envolta do bolo branco possuía as barbies da Claire, e na parede o nome da mesma.

A parte da frente tinha também mesa com doces – aonde crianças se empurravam para encher as mãos. – Emily os chamou com a mão, ela passara agora por uma porta que dava para um outro salão – bem menor que o primeiro – aonde tinha alguns brinquedos, uma casinha no canto e o brinquedo mais tecnológico que tinha era um de carro. Havia mesas com toalhas brancas, aonde já tinha as mães sentadas e conversando umas com as outras. Tinha os funcionários passando de mesa em mesa com bandejas com refrigerantes ou salgadinhos.

— Que bom que vieram! — Emily disse — Billy, Kevin e Sue estão bem naquela mesa ali — ela apontou para uma mesa no canto, aonde eles pareciam se divertir muito.

— Eu vou lá — ele disse se despendindo de nós e indo com sua cadeira até eles.

Na mesa mais ao centro estavam os meninos do bando.

— Bom, vejo vocês depois então — Emily se afastou, provavelmente procurando por Sam.

Os três se sentaram com o bando, Embry e Afrodite deram uma demonstração de afeto um tanto nojenta quando se viram, Peter estava ao lado de Leah, e embora não se tocassem, pareciam bem íntimos.

— Cadê o Paul, Seth e Quil? — Jacob perguntou.

— O Seth está fazendo a ronda com os Brad e o Collin, Paul esta jogando pimbolim com Sam provavelmente, e Quil esta com Claire, a menina não para quieta, é hilário ver ele correndo atrás dela — Leah desdenhou.

Ficaram conversando sobre banalidades, até que Paul chegou na mesa.

— Hey! Desafio você, Brasileirinha a jogar comigo. — ele disse sorrindo malicioso. Jake suspirou e rolou os olhos.

— Não fique tão convencido, Paul, vai que acaba com você. — ele sorriu travesso.

— RÁ! Duvido — ele disse. se levantou e sorriu.

— Ok — ela disse então foi para a mesa de pimbolim.

— AH, eu vou ficar no time dela — Jacob se levantou.

— Fico com Paul — Peter levantou.

arqueou as sobrancelhas para Peter. Que traição! Ela pensou, mas se manteve quieta.

O jogo começou engraçado, primeiro com Emily indo até nossa mesa e pedindo para não quebrarmos nada, depois com Embry e Afrodite colocando mais lenha na fogueira, nos dizendo que era o pior jogo que ela já viu.

Jacob estava no gol e era engraçado vê-lo zoar Paul, sempre que defendia suas tentativas de gol.

marcou o primeiro gol apontando na cara de Paul e zoando ele.

— Nunca o deixe se esquecer disso — ela disse rindo para Leah. Que riu ainda mais.

— Não vou — ela assentiu.

O jogo continuou até que se distraiu, olhando Quil com Claire — que fora para dentro da casinha.

— Vem, vem. — a garotinha chamava ele para entrar, contraindo a mãos chamando-o.

— Eu não entro ai, Clairzinha — ele disse rindo.

— Vem, vem — ela cantarolava.

— AAAAAAAE!! — Paul gritou, tinha marcada um gol.

tomou um susto com o grito repentino de Paul que pulou quando ele o fez.

— Não precisa gritar — ela resmungou se virando para frente.

Jacob olhou para onde tinha olhado, querendo saber o que chamara a atenção da namorada.

O jogo continuou, mas tiveram que parar por que o brinquedo estava quase quebrando, com Paul tentando fazer os jogadores irem mais do que podiam.

— Bom, eu ganhei de 2 a 1 — disse convencida. — Chupa essa manga podre, Paul.

— E bem azeda, olha a cara dele — Jared disse rindo.

voltou a se sentar na mesa.

— Olha que ridículo, eu não pagaria um mico desses — Paul disse olhando para Quil, agora Claire tentava faze-lo comer um biscoito de plástico, mas ele não parecia nem ligar para o que Paul dizia. Na verdade, percebeu, que ele ao menos estava escutando eles, era como se nada mais importasse, nem as brincadeiras, nada, ele ria com a garotinha, brincando com ela, e parecia totalmente alheio ao mundo, os olhos dele protetores com a garota.

se perguntou se era o mesmo com ela e Jacob, se ele a olhava assim também, ela não tinha muita consciência disso quando estava com ele, na verdade, quando ela estava com ele, era raro notar qualquer coisa que não fosse o amor dele por ela.

Ela se virou para frente, sentia o olhar curioso de Jacob queimá-la, mas ela ficou quieta.

Kim começou a conversar com a o que tirou o pensamento do imprinting de sua cabeça e se lançou na conversa com Kim.

A mesma era bem tímida, isso era visível, mas parecia ser uma excelente pessoa, era madura e o que dizia tinha fundamento.

pegou mais afeição por ela, gostando da menina.

Jared embora conversava com Drake, olhava de rabo de olho para Kim sempre que podia. Jacob já se mantinha quieto, tentando descobrir o que tinha, será que tinha descoberto o que ele pretendia? Não achava isso possível, mas esperta e observadora como era, não duvidava nada.

— E ai, gente? — Quil disse se aproximando e se sentando.

— Ah, deixou de ser a babá? — Paul caçoou.

Quil não deu atenção ao que Paul disse, na verdade mal escutou Paul, estava acostumado com as brincadeiras do bando, ele não tinha culpa que conheceu seu amor muito cedo. Embora Quil não pensasse assim, ela era uma criança e o sentimento de irmão protetor irradiava dele, nada mais.

— Então, pra quando é a viagem? — Paul perguntou, olhando para que o olhou confusa.

— Viagem? Que viagem? — ela riu, mas sentiu os braços de Jacob se estreitarem a sua volta, ela o olhou buscando algo, mas não encontrou seus olhos, ele olhava para o outro lado, vendo Peter e Leah se distanciarem. Isso a irritou muito.

— Ora, vai ter a batalha! — Paul disse feliz — Sabe, com vampiros... — então se calou, percebendo o erro que cometera.

— Se vocês me derem licença — disse meio que jogando o braço de Jacob para longe de si e saindo da mesa, indo rumo ao banheiro. Sentia os braços tremerem. Como ele não contou isso para ela?! Uma luta! Uma luta contra vampiros e ele não conta nada?! Um calor estava se espalhando por seu corpo, ela andava com passos duros para o banheiro, que parecia cada vez mais distante, como se distanciasse dela de propósito.

— Ei! — escutou Jacob atrás dela, e segurar seu braço.

— Me solta, Black! — ela cuspiu pra ele, puxando o braço com força, se Jacob não tivesse soltado antes que ela fizesse isso, teria machucado seriamente o braço da garota.

Antes do banheiro, tinha um tipo de entrada, corredor que depois dava no banheiro feminino.

Ela marchou até lá, mas Jacob a seguiu e a parou novamente.

— O que você quer? Esconder mais alguma coisinha? — ela disse o mirando com raiva, ele não parecia nem um pouco ressentindo em não ter contado nada para ela.

— Não estava escondendo, mas acho que uma festa de criança não é o lugar apropriado pra falar essas coisas. — ele respondeu calmamente, os olhos dele passando pelos braços da menina, que tremiam.

— Não me importo se é apropriado ou não... E que merda é aquela de viagem?! — ela disse. Mas ele não precisou responder, ela entendeu ao mesmo tempo que as palavras saíram de sua boca. Seria a viagem dela. Ele a tiraria dali? O que ele achava, que ela iria sair numa boa, sem protestar? Ele realmente não conhecia a namorada que tinha. — Ficou maluco? Acha que eu vou sair de La Push, deixando você em um luta em que sabe-se lá o que pode acontecer?! — ela soltou um riso de escárnio. — Ou você não pensou direito ou é muito inocente em concluir que eu vou de boa fé.

Jacob não pareceu gostar muito do que a garota disse, mas se manteve calado, esperando que ela despejasse tudo o que queria. Não queria brigar com ela, mas o que os anciões disseram era verdade: ela estava se estressando, e a ponto de explodir por causa do estresse.

Ela parou de falar, respirou fundo e do nada seus braços se aquietaram e o fogo sumiu, deixando até ela com um pouco de frio. Era como se fosse um bloqueio, quando ela esperava que iria acontecer... não acontecia. Ela só esperava que isso não durasse para sempre, viver nessa incerteza de vai-não-vai.

— Pronto? — Jake perguntou serenamente, a garota trincou os dentes e não disse mais nada. — Sim, querendo ou não você vai sair daqui no dia da luta... Me deixe terminar! — ele disse quando abriu a boca para lhe responder. —... Você disse que estava com saudades da sua mãe, bom é uma ótima oportunidade para você revê-la...

— Não saio daqui sem você — ela o cortou, era melhor acabar logo com essa ladainha, já dizia na cara dele e estaria tudo resolvido.

Jake sabia que ela diria isso, e já tinha a resposta na ponta da língua.

— Eu sei disso, por isso vou com você. — ele disse sorrindo. estreitou os olhos.

— No dia da luta, você ficará comigo. No Brasil. Sem lutar...? — ela não teminou a frase.

— Sim, eles podem se virar sem mim — Jake disse, mas soou pouco convincente para a , e ela só descobriria se ele realmente iria com ela no dia da viagem – não fazia sentindo contradizê-lo sendo que ele disse que iria com ela.

— Humpf — ela disse então entrou no banheiro, apenas para se olhar no espelho, depois esperou uns cinco minutos e saiu do banheiro com o queixo um pouco erguido, Jacob a esperava do lado de fora, e ela não conversou mais com ele durante a festa.

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Depois que foi cantado o parabéns, eles ficaram mais um pouco e depois resolveram ir embora, o paradeiro de Peter e Leah ninguém soube e não queria realmente saber o que eles estavam fazendo, preferia apenas “ouvir dizer” aonde eles estavam.

Mandou uma SMS para Peter, dizendo que já estava indo embora, o ultimo lugar que ela gostaria de ficar era em Forks, correndo o risco de encontrar com a Isabella.

O caminho para a casa foi em completo silencio, com dirigindo completamente calada. Foram poucas palavras que ela trocara com o Jacob durante a festa, permitia seus toques, como quando abraçava sua cintura, ou beijava-lhe a face, mas era por que ela não conseguia resistir a isso, mas não trocou uma palavra se quer.

Estava desconfiada e brava por ele ter escondido dela. Pô! Não era qualquer coisa, como sabe-se lá o que um arranhão em seu carro, era uma luta contra vampiros!

Ela perguntou durante a noite – uma das poucas vezes que falou com ele – sobre quantos vampiros eram, ele não soube precisar, mas parecia que eram vinte.

VINTE!

Na cabeça de , passava inúmeros planos de se manter com ele quando a luta ocorresse, se ele realmente fosse para o Brasil com ela, ela teria que se virar para deixá-lo lá e se ele não cumprisse sua palavra, ela se agarraria a ele até que a luta acabasse, apelaria pelo lado emocional dele, piscologico e até físico se for necessário!

Suas entranhas até se reviravam só de pensar nele em uma guerra.

Deixou Billy na casa dele – Jacob fez questão de ir para a casa de antes de ir embora. – e voltou para sua casa, com Afrodite tamborilando os dedos e Jacob lançando olhares para .

Quando parou ao meio fio da entrada da casa, ela saiu do carro, Afrodite correu para dentro, voltou um minuto depois de shorts e blusa e correu para a floresta.

subiu a curta estava e parou em frente a porta.

— Então, o que quer falar comigo? — ela se virou para Jacob, que estava serio.

— Para você não ficar brava comigo — ele disse com um tom de brincadeira, depois voltando a ficar serio — O bando está se reunindo agora, para conversarmos com os Cullen, eles sabem muitas coisas sobre esses vampiros que estão vindo, e vão nos contar alguma coisa, e vai ser bem tarde da noite, então... acho que não dá para passar aqui hoje...

— Tudo bem, se é só isso — ela disse então se virou para entrar na casa. A mao de Jacob a impediu, segurando seu braço levemente.

— Ei, não fique brava comigo. — ele disse acariciando o rosto dela. aceitou o carinho. — Sabe, você não deve ficar assim comigo, e se eu for agora para a “reunião” e não voltar? A consciência vai ser toda sua...

Mas ele não terminou, se ofendeu com isso arfou, soltou seu braço dele e entrou na casa, batendo a porta na cara de Jacob.

Quem entende as mulheres?! Ele pensou irritado. Contara pra ela – contra sua vontade isso era obvio, nota mental: Matar o Paul e sua boca grande – e ela não falara mais com ele, e quando falava era vaga.

Jacob se dirigiu para a floresta. Na festa ela se manteve quieta e pensativa, quase alienada do que estava acontecendo, e ele tinha um certo medo de querer saber o que ela estava pensando.

Colocou suas roupas perto de uma arvore e se transformou, deu uma ultima olhada para o quarto de , aonde a luz estava acesa, e viu quando a garota se dirigiu para a janela, como se soubesse que estava sendo observada por um lobo gigante.

Seus olhos não se encontraram, mas ela parecia saber aonde ele estava, então com um suspiro os dois se afastaram, ela para dentro de seu quarto e ele para a floresta, correndo em silencio, mal ouvia o que seus parceiro diziam, e não queria realmente saber, eles estavam ansiosos apenas.

Quando eles ficaram até tarde na clareira, ouvindo Sam dizer para eles serem silenciosos e não deixarem que o instinto os cegue, deu o horário e eles correram em bando para o lugar marcado.

Quando chegaram perto, a mente de Jacob se silenciou, todos se aproximaram devagar do local, olhando entre as arvores o grupo dos Cullen, o grandão meio que se aquecia, a paranormal se mantinha em silencio massageando as temporas como se realmente sentisse dor de cabeça.

E Edward pareceu saber – logo depois de um minuto – que eles realmente tinham chegado.

Bella estava com ele é claro, parecia bem cansada.

— Preparem-se... Eles estavam escondidos de nós — o telepata disse.

— O que quer dizer? — a paranormal perguntou.

— Shhh... — Edward disse, olhando em volta.

Vamos — pensou Sam, então em conjunto nos movemos para frente, aparecendo no escuro. O clã de vampiros pareceu realmente muito surpreso com nosso numero.

Chupem essa manga podre — Peter pensou e riu.

— Droga — Emmett xingou — Já viram alguma coisa assim?

Todos trocaram olhares arregalados.

Os lobos manteram a pose, se mostrando ameaçadores e indiferentes.

— Fascinante! — Edward disse, admirado tanto com o numero deles e como suas mentes estavam conectadas.

Os lobos não gostaram muito disso, mas se mantiveram calados.

O líder os olhos.

— Bem-vindos — ele disse para os lobos.

Obrigado, Sam pensou.

— Obrigado — Edward traduziu.

Vamos observar e escutar, mas nada do que isso, é o maximo que podemos exigir de nosso autocontrole — Sam disse e Edward traduziu.

Fale por você mesmo, eu consigo me controlar com eles, é com ela que eu não consigo — Afrodite pensou lançando um olhar estreito para Bella.

Afrodite, não comece! — Sam brigou.

Tanto faz — ela disse indiferente, seu antagonismo por Bella começou com ela machucando Jake e estourou com ela machucando sua irmã.

Edward ficou tenso com a revelação.

Cuidado com seus pensamentos, Afrodite — Peter avisou, estreitando os olhos para Edward.

— É mais do que suficiente — disse Carlisle — Meu filho Jasper — ele indicou para o vampiro loiro — Tem experiência nessa área. Ele nos ensinara como eles lutam e como podem ser derrotados.

É simples, desmembre e faça uma fogueira da paz. — Paul disse com escárnio e Leah, Quil e Embry riram.

Eles são diferentes de vocês? — perguntou Sam, sendo traduzido por Edward.

O líder assentiu.

— Todos são muito novos... Só tem meses de idade nessa vida. Crianças, de certa maneira. Não terão habilidade nem estratégia, só força bruta. Esta noite seu numero esta em vinte. Dez para nós, dez para vocês... Não deve ser difícil. O numero pode cair. Os novos brigam entre si.

Estamos dispostos a aceitar mais do que nossa parte, se necessário — Sam disse com um toque de humor negro, os lobos eram em mais de dez, tinham lutadores muito hábeis, como Afrodite, Leah, Peter, Paul e muitos outros, não seria difícil para eles também.

O líder sorriu.

— Veremos como isso se desenrola — ele respondeu educadamente.

Sabe quando e como chegarão? — Jacob perguntou, seria essencial para tirar da reserva antes.

— Eles atravessarão as montanhas em quatro dias, no final da manha. Enquanto se aproximam, Alice nos ajudara a interceptar seu caminho.

Jacob ficou tenso. 4 dias! Ele só tinha 4 dias!

Deveria convencer a ir antes, iria com ela e depois voltaria...

Então é isso?! Vai deixar minha irma no Brasil, morrendo de agonia?! — Peter esbravejou.

Não é hora para isso — Sam se lembrou, mas Peter não deu ouvidos.

Melhor ela morrer de agonia do que realmente morrer não acha? — Jacob retrucou estremecendo quando disse isso. — Vai ser bom pra ela, ela vai estar com sua mãe, que com certeza poderá acalmá-la. Você ouviu o que os anciões disseram, vai ser seguro.

Peter se calou, embora estivesse completamente contra não falou mais nada sobre esse assunto.

Os olhos dourados de Edward os miravam com curiosidade e eles rapidamente tentaram se concentrar no que o Jasper dizia. Ele estava de costas para os lobos, se sentindo desconfortável em te-los por perto, mas não revelou isso.

O treinamento se seguiu com os olhos dos lobos atentos, ora ou outra Jacob via pela mente de Afrodite, Bella olhar ansiosa para a luta, com confusão, pois não deveria estar vendo nada.

Os lobos guardavam tudo o que viram, a preocupação com a vampira Alice se manteve forte, teriam que ter cuidado com ela, caso algo no tratado desse errado, embora ela mesma não conseguia ver os lobos, o que era uma vantagem para eles.

Os pensamentos aos poucos foram se dividindo, cada um pensando algo diferente para depois voltar ao que acontecia, eles sabiam fazer aquilo com tranqüilidade, eram enormes os vampiros tinham o tamanho dos humanos, tranqüilo.
O problema será na hora da luta, distinguirmos quem são os “bonzinhos” e os vilões. — Drake disse – pelo menos uma vez na vida – algo sábio.

— O grupo pensa que será útil se familiarizar com cada um de nossos cheiros... Assim eles não confundiram depois. Se pudermos ficar imóveis, será mais fácil para eles. — Edward disse depois de um tempo, captando o pensamento de Drake.

— Certamente — o líder disse — O que precisarem.

Ah que nojo, gente! — Leah reclamou — Eu é que não ponho meu nariz nesse fedo...

É preciso, Leah — Sam disse saindo em primeiro, e depois Jacob, formando um tipo de fila.

Houve novas exclamações dos vampiros.

Olha só, ela ta de olhos arregalados! — Afrodite disse rindo seu olhar em Bella. Eles cheiraram um por vez, anotando mentalmente a diferença entre os cheiros deles, não era muita, mas era importante.

Jacob chegou perto de Edward e sentiu brevemente seu cheiro.

— Jacob? — Bella perguntou indecisa, olhando para Jacob. Ele retribuiu o olhar, então cheirou Edward, mas não fez um contato profundo com Bella.

O que vai fazer com ela, na hora da luta? — Jacob perguntou

Colocá-la em um buraco profundo se for possível — Afrodite disse se virando e indo de volta para a floresta. Paul riu com isso.

Edward seguiu Afrodite com o olhar, não entendia realmente o por que ela não gostava de Bella. (n/a: corno manso é assim mesmo, ops )

— Ainda não pensei em todos os detalhes — ele respondeu sem olhar Jacob.

Ah sim, você tem realmente um prazo bem amplo pra pensar em todos os detalhes — Jake ironizou.

— É mais complicado do que isso — Edward disse — Não se preocupe, vou cuidar para que seja seguro.

— Do que vocês estão falando? — Bella perguntou curiosa, nunca deixando de olhar para Jacob.

— Só estamos discutindo estratégias — ele mentiu.

Uma vez mentiroso, sempre mentiroso — Jacob pensou então se virou e foi em direção a floresta.

— Espere! Aonde você vai? — Bella perguntou.

O único pensamento que veio a cabeça de Jacob, foi o rosto de brava com ele, precisava se acertar com ela.

— Esta voltando para a reserva, para se resolver com a — Edward disse.

— Ah — Bella pareceu profundamente magoada, mas Jacob não teve tempo de registrar, avisou o bando que estava voltando e correu em direção a reserva, mais especificamente para a casa de .


2 dias depois.


— Temos que ir — Jake disse, enquanto deixava de abraçar Peter.

— Se cuida ta? — ela disse chorosa, estavam no aeroporto, indo para o Brasil. A preocupação estava praticamente matando , se ela perdesse o Peter, não saberia o que seria dela. Provavelmente culparia a Isabella, mas isso ela pensaria depois, não iria pensar negativo.

Ela entrelaçou os dedos com os de Jacob e depois de um ultimo abraço em Afrodite ela se virou. Então parou e olhou por cima do ombro.

— Se cuida você também, Drake. — ela disse.

— Você também — ele respondeu.

Jacob se surpreendeu com isso.

— Nossa, olha o que uma luta pode causar, a irmandade entre Scoz e Drake Scoz! — ele brincou. A garota riu.

— Nem tanto assim — disse para ele. Eles entraram no avião e partiram.

A mãe de quase teve um colapso quando soube que a menina iria. E quase teve um ataque cardíaco quando soube o motivo da visita.


~~~~~~


— FILHA!!! — a Srª Scoz gritou quando a filha saiu do carro que a mãe lhe madara buscar.

— Mãe! — a garota disse, abraçando a mãe durante um tempo, depois dando um abraço cordial em Louis.

— Jacob, querido! — ela disse feliz, puxando ele para um abraço.

Eles entraram no apartamento, a antiga casa de . Um bolo se formou na garganta da menina, se lembrando dos bons momentos que passou aqui. O por-do-sol já estava acontecendo, mas mesmo assim o lugar era quente e abafado.

Eles subiram comemorando para o décimo segundo andar.

— É um lugar muito bonito — Jake disse sorrindo e olhando por cima do ombro, o mar bem azul.

— Sim, uma pena que você só fica até amanha — Srª Scoz disse inocentemente.

— O que? Voltamos amanha? Pensei que voltaríamos daqui quatro dias — disse, sendo pega desprevenida.

Jacob se enrijeceu.

— Você... vai.. — os olhos da menina se encheram de lagrimas. — Mentiu pra mim de novo — ela disse sufocada.

— Querida... Jacob me desculpe... não fique assim... — mas a garota silenciou a mãe com um olhar.

— A gente conversa depois — ela disse limpando as lagrimas, o elevador chegou e Jacob deixou o queixo cair ao ver o duplex que a sogra morava.

Era claro como o dia, as paredes em branco brilhante, atrás da televisão um vermelho vivo. As coisas da cozinha era de inox e a bancada era de mármore polido. Era linda! Um TV tela plana, um som de excelente qualidade.

Jacob se sentiu mal, por que não poderia dar tudo isso para e ela parecia acostumada com essas coisas, embora se desse muito bem em La Push também.

— Venha, vou lhe mostrar seu quarto — a mãe de o conduziu escada acima, Jacob também ficou admirado com a visão da praia que tinha na sala, uma parede completamente de vidro e logo depois a varanda.

Ele subiu as escadas, atrás dele, mas ela não dizia nada, quando chegaram no segundo andar Julia correu para o fim do corredor entrando na porta que havia ali e a fechando com força.

— Eu sinto muito novamente, pensei que ela sabia...

— Não se preocupe, eu converso com ela — Jacob tranqüilizou a sogra.

Entrou no quarto e colocou sua pequena mochila em cima da cama.

— Fique a vontade, querido — Srª Scoz disse e saiu do quarto. O quarto tinha uma parede preta, aonde tinha um raque com uma televisão em cima, um abajur na cama king-size com edredons pretos e brancos, um banheiro a direita, mas Jacob não ficou muito tempo no quarto, indo para a ultima porta do corredor.

— Olha, nós vamos comprar algo para fazer comida e já voltamos! — a mãe de disse no pé da escadas, então Jacob escutou a porta de entrada se fechar.

Ele passou por mais quatro portas – cinco com a de seu quarto – e poderia ser os quartos dos irmãos de .

Ele bateu na porta.

— SAI! — ela gritou, embora sua voz estivesse abafada por causa que tinha a face enterrada no travesseiro.

Jacob entrou mesmo assim, se sentindo um lixo ao ver estirada na cama.

— Eu mandei você sair, alem de mentiroso é surdo?! — ela disse ainda sem olhá-lo.

— Eu tenho que voltar, . Pelo bando...

— Não quero te ouvir! — então ela se sentou na cama e novamente Jacob quis se matar ao ver seu lindo rosto em lagrimas. — Eu vou voltar com você, não vou ficar aqui no Brasil!

— Vai ficar sim. Já falei com a sua mãe, ela não vai deixar você sair. — Jacob disse acido, em primeiro lugar a segurança dela.

— Não, não vou. Tenho dinheiro guardado, eu compro outra passagem de volta, você não vai me manter aqui, Jacob. — ela o desafiou.

— Vou sim. Você aqui no Brasil ainda é menor de idade, sem autorização dos seus pais não pode viajar, sua mãe tinha tirou a assinatura que deu para Peter, e eu já escondi seu passaporte, não tem como você voltar.

Ela riu com escárnio.

— É ai que você se engana, Jacob. Já viajei muito e fiz muita amizade com a empresa aérea — ela disse com a voz metálica, os olhos cintilando desafio — Louis tem muita influencia também, posso voltar para La Push quando eu quiser, na hora que quiser.

Jacob sentiu raiva, raiva por ela ter tantos contatos assim, e raiva por pensar que poderia falhar em protegê-la.

— Louis não vai ligar para o que você esta falando...

— Louis é tão influenciável quanto meu pai, eu o tenho na minha mãe Jake, ele tem receio com esse lance de padastro...

— Sua mãe tem mais influencia sobre ele do que você...

— E eu tenho minha mãe no papo também — ela disse agora estava de pé o dedo em riste na frente de Jacob, então ela resolveu apelar. — Não posso ficar sem você, Jacob. — o moreno fechou os olhos com força, sentia o impulso de não voltar. Sentia o vicio por o dominar, o fazendo querer aceitar o que ela dizia. — Jake eu vou morrer de ansiedade aqui, vou sofrer por não ter noticias sobre você... — ela continuou com sua tortura, e o ar faltava para Jacob. Protege-la, ele pensava, tentando manter o lado racional.

— Você fica — ele disse entre dentes.

— Urgh! — ela bateu o pé então foi para seu banheiro — Você esta estragando com tudo, Jacob!

Ele se sentou na cama.

se sentou no chão, tentando pensar em algo... uma idéia surgiu.
Ela rapidamente começou a se despir, então tomou um rápido banho, se enrolou em um robe que tinha no banheiro de seda e saiu do banheiro.

Jake estava deitado na cama se levantou abruptamente.

— Eu deixo você ir... com algumas condições — ela disse com um sorriso maroto brincando nos lábios provocantes. Jake engoliu em seco.

— Que condições? — ele perguntou.

Ela não respondeu, apenas deixou o robe cair no chão, em seus pés, Jacob arfou ao ver seu corpo nu.

— Eu quero você, agora. — ela disse indo até ele.

Capitulo 16:O meu egoísmo tem limite.

O tempo parou. As bochechas arderam. se sentiu vulgar, mas afastou a insegurança de lado. Queria que Jacob ficasse, e isso não era um sacrifício para ela, era até em uma hora muito boa, tantos meses namorando e sem nenhum aprofundamento! Jacob rapidamente se colocou de pé, puxando a garota para si e atacando-lhe os lábios.


Ele ficará, sei que depois disso ficará, ela pensou.



E tinha razão, Jake não conseguiria ir embora depois disso, não conseguiria se fixar na luta depois do que aconteceria aqui. Estava tão dependente dela! Precisava dela, necessitava dela. Era mais do que meras palavras pudessem descrever.

tentou não pensar em mais nada, não pensar se doeria ou não, não pensar se seria um fiasco nisso, tentava empurrar toda a insegurança e vergonha de lado, se concentrando apenas no beijo.
Jacob a deitou delicadamente na cama, a olhou com olhos ardentes e apaixonados; sentiu as bochechas esquentarem - ela, que era sempre tão confiante e desafiadora - com vergonha! Vê se pode uma coisa dessas, principalmente em situações tão críticas como essa!


Jake voltou a beijá-la, e – com as mãos tremendo – retirou desengonçadamente a camisa de Jake, expondo seus músculos definidos e bem cuidados. (n/a: aaah! Preciso de um Jacob, aqui, comigo, agora mesmo. Acho que vou para La Push, Baby, La Push –nn)
(n/b: Me metendo onde não sou chama. Concordo com vc, Ju. Mas eu pego qualquer lobo que esteja de bobeira. Nem sou esquesita. kkkk)

Ele tocou seu corpo com reverência, com cuidado e suavidade, aonde passava deixava um rastro ardente de fogo. O garoto também não sabia muito que fazer, além do mais, nunca fizera isso! Tentou apenas se concentrar na namorada em baixo dele, arfando; o corpo formoso e provocante o chamando, chamando por seus carinhos, toques e afagos. A cada novo suspiro que dava, era mais um motivo para Jacob ficar, para passar dias e noites com a namorada, de preferência em seu quarto e em sua cama.

A sua calça jeans já ficara um tanto desconfortável, apertada. Com um pouco de dificuldade – pois sustentava seu corpo com um braço, para não esmagar – Jacob retirou a calça, a chutando para algum lugar. Agora só faltava sua boxer preta, mas nenhum dos dois fez menção em tirá-la, não precisavam ter pressa.

As mãos de o tocavam com suavidade, Jacob achou que poderia estar passando dos 45º a essa altura do campeonato. Ele partiu para o pescoço da garota, seu doce cheiro – misturado com um pouco do cheiro dos lobos – estava enlouquecendo-o; mordendo, assoprando, sugando, ele a provocava como sabia que tinha que fazer, suas mãos descendo pelos seios da garota, colocando a pressão exata, descendo os beijos pelo colo dela e depois colocando um seio em sua boca, fazendo arquear as costas e se contorcer em baixo do moreno, que levou a mão dele até a intimidade dela, apenas tocando de leve, sem realmente aprofundar o toque.


— Jake... — ela gemeu movendo seus quadris, procurando mais o toque dele, que riu roucamente.


— Calma, amor. — ele disse, partindo para o outro seio, mordiscando-o de leve.


Escutou a garota bufar e riu novamente.


Você me paga, Black, ela pensou. Teria sua chance de torturá-lo um pouquinho.

Quando ele finalmente colocou um dedo dentro dela, ela foi ao céu e voltou, sentindo seu sexo pulsar por mais. Já não controlava os baixos e lânguidos gemidos que saia das profundezas de sua garganta; era tudo tão bom, tão vivo!
Mas antes que ela pudesse realmente aproveitar a sensação de seus dedos dentro dela, ele os retirou e os levou aos lábios. acompanhou aquilo tudo com o um olhar de luxúria e frustração.


— Minha vez. — ela disse o virando na cama, mas ele segurou seu quadril com força, a impossibilitando de fazer qualquer outro movimento, ela o mirou confusa.

Ele tinha a face seria.


... não brinque comigo, estou falando sério — ele disse e foi vira-la novamente na cama, mas ela segurou os ombros dele com força, o mantendo ali.


— Você pode se divertir e eu não? Não é muito justo, não acha? — ela sorriu sacana.


— Não tenho tanto controle quanto você pensa — ele disse mais serio, o sorriso dela aumentou.


— Seja um bom lobinho e me deixe aproveitar — ela disse com uma risadinha, então pegou as duas mãos de Jacob e retirou de sua cintura, as segurando acima da cabeça dele.


Ele poderia facilmente se desenvencilhar de suas mãos, era forte o bastante para isso. Mas não soube por quê, seu corpo não respondeu seu comando de pará-la; se ele perdesse o controle... não queria machucá-la.


Era como se ela estivesse tocando-o pela primeira vez, como se ela nunca o tivesse tocado dessa maneira, embora muitas vezes teve pegações em seu quarto em La Push.

Ela continuou segurando as duas mãos do rapaz em cima de sua cabeça, enquanto se abaixava e beijava superficialmente seus lábios, para depois abaixar para o queixo e depois o pescoço, aonde se demorou ali.


Ela pressionou mais as mãos de Jacob, e lhe mandou um olhar que dizia:” As deixe ai”.


Então, soltou os pulsos dele, e Jacob não retirou a mão, fechou os olhos, tentando reunir o máximo de controle que tinha, quando os lábios e língua da garota fizeram rastros em sua pele já quente. O peito dele subia e descia rapidamente, o maxilar trincado, os olhos fechados com força, tentando pensar e outra coisa.


O primeiro dia de escola, ele pensou, então o primeiro dia de escola se tornou tão prazeroso que ele gemeu entre dentes, a garota tinha mordido ele.


Os problemas do bando, ele tentou buscar outra coisa, então os problemas se tornaram rapidamente solucionados com o corpo quente de Jacob fervendo ainda mais.


Ah, ela vai deixar maluco! Ele pensou.


Foi quando sentiu a boxer deslizar pelas suas pernas fortes, a ajudou levantando o quadril, mas não fez nenhum outro movimento, mantendo as mãos acima da cabeça.


Vamos lá, Jake! Vá com calma garanhão – sua consciência recomendou.


Mas os toques da garota se tornaram mais intensos, mais insinuosos do que antes, mais profundos, e quando ela tocou o membro do garoto ele sentiu todo o quarto girar em um borrão, ele chegara ao seu limite, seu controle se esvaindo tão rapidamente que ele só teve consciência do que houve quando já estava dentro da garota, sentindo a mesma apertar seu membro.


Mas ela reclamou de dor e quando as coisas se tornaram mais claras, ela estava encolhida em baixo dele, os ombros encolhidos e os olhos fechados fortemente em uma careta de dor.


Ah, merda! Seu retardado! Selvagem é o que você é! Ele se repreendeu.


Mas agora não tinha mais volta.


É vai ou racha, bonitão – sua consciência disse.


estava totalmente alienada, em uma hora tinha Jacob a seu dispor, gemendo e sussurrando seu nome, no outro ele estava em cima dela, e onde só houvera prazer de seus toques, estava doendo e latejando.

Não parecia que ela ia se acostumar com Jacob dentro dela, a dor era aguda e desconfortável.


Ela respirou fundo duas vezes.


É isso que dá atiçar lobo com vara curta.


Depois de um tempo, experimentou abrir os olhos e encontrou os olhos negros de Jacob a fitando.


— Me desculpe — ele sussurrou, ela murmurou um “sem problemas”.


Jacob saiu e entrou firme dentro dela, aonde uma nova – e menor – onda de dor se concentrou na barreira que tinha sido quebrada.


Mas era metade dor e metade prazer e uma dose alta de pulsação.


Talvez eu tenha virado sado-masoquista, nunca se sabe, ela pensou.


Jake manteve – ou tentou – o controle acima de tudo; respirando rapidamente ele fez mais um movimento firme com o quadril e quando o eco de gemido dela ecoou em seus ouvidos ele se sentiu relaxar.


Mas a insegurança abateu sobre os dois, e agora o que fazer? Entrar foi fácil, difícil era agora saber o que viria a seguir!


umedeceu os lábios, segurou com firmeza nos ombros fortes de Jacob, assim os dois criaram o seu próprio ritmo, descobrindo o que cada um deles gostava, de como gostava.


Tentavam ao máximo atrasar o ápice, mas a cada vez que paravam sentiam-se desgostosos, até que com uma provocação de , Jacob se desconectou de tudo; entrava rápido e forte nela.


Sabe a expressão de ver estrelas? É, estava as vendo agora mesmo, mas isso não a incomodou, pelo contrário a fez ficar ainda mais molhada; arqueou o quadril para ele, se movendo com ele.



Palavras desconexas saiam da boca dos dois, aonde o que conseguia distinguir era seus pedidos para Jacob não parar, para ir mais rápido, mais forte.


Jake segurou a cintura dela com firmeza, saiu e entrou novamente com força a fazendo gritar o nome dele.

Mas inesperadamente, Jacob os virou na cama, a deixando por cima, os olhos cravados nos dela, ardendo e queimando-a. Ela não pestanejou, logo estava se movendo sobre ele com maestria, arrancado de Jacob urros de prazer, olhos rolarem nas órbitas e estremecimento.


O corpo dela parecia que ia entrar em combustão, estava buscando algo desconhecido naquele momento, e por mais que Jacob já a fizera gozar tantas outras vezes com apenas seus toques, esse era diferente, ela o sentiu, viria forte e poderoso, não podia parar agora, não podia.


Jacob sentiu o apertar de forma descomunal, o corpo dela se arrepiando em cima do seu, com uma estocada ele a parou.


— Jacob! — ela rosnou.


O garoto a virou novamente na cama, puxando sua perna na altura de sua cintura, então refazendo os movimentos que ela estava fazendo, queria vê-la chegar ao ápice, por isso estava retardando o máximo seu próprio orgasmo.


Com os olhos semicerrados ele notou o corpo dela estremeceu, ela abria a boca em um grito mudo, os olhos fechados como se estivesse em seu próprio mundo. Um gemido estrangulado saio de seus lábios e ela o apertou fortemente; então ela era pura pulsação ao redor dele. Assim ele se deixou levar, estremecendo como nunca, sentindo seu corpo inteiro flutuar, uma descarga de energia passou por ele acelerando ainda mais seu coração. Se sentiu soltar rápido e lentamente seu prazer, sentiu as unhas de cravados em sua carne, sentiu as costas arder quando ela o arranhou.


Sentia tudo!



estava arfando, o orgasmo fora tão poderoso que esgotou suas forças a única coisa que conseguiu fazer foi soltar os ombros de Jacob aonde ali, provavelmente, tinha ficado a marca de suas unhas. O corpo relaxando… ela parecia que estava quebrada em muitos pedacinhos, era uma sensação boa, uma moleza. Jacob afundou o rosto na curva do pescoço dela, a respiração mais rápida que a dela, os braços dele tremiam enquanto ele sustentava seu peso em cima dela.


Foi maravilhoso, ela pensou.



Sempre achou que sua primeira vez seria em uma cama, coberta de pétalas de rosas vermelhas e que seria romântico, mas era tão tola! Isso não tinha como explicar, era muito melhor do que tinha um dia imaginado. Jacob rolou para o lado, olhando o teto, então puxou para se deitar em seu peito, os embrulhando nos lençóis, os corpos ainda suados – pelo tempo quente em Riviera – e exautos.


Era engraçado, Jacob só se sentia exausto quando ficava sem dormir nas rondas, mas nunca teve cansaço físico, como por que correra muito, e agora seu corpo parecia mole e desconectado dele.


Eles não conversaram, esperaram as respirações se estabilizarem.



— Belo modo de me convencer a ficar. Funcionou — Jacob riu. Ligaria para Sam e avisaria que não tinha como ele ir, era mais importante do que qualquer outra coisa.



As palavras entraram nos ouvidos de , mas ela não pareceu compreendê-las. Não era isso o que ela queria ouvir? Que ele ficaria com ela? Seguro com ela? Então por que suas entranhas se reviraram?


Na sua cabeça, imagens do povoado de La Push, de seus amigos, apareceram. Eles ficariam em desvantagem sem Jacob, sabia que ele era um excelente lutador e que eles precisariam dele.



? — Jacob perguntou, quando a garota não comemorou com ele.



se sentou na cama, de costas para Jacob, sua cabeça confusa. Ela queria que ele ficasse, mas não podia deixar os outros em desvantagem.


Passou a mão nos cabelos.


— Algum problema, anjo? — Jake perguntou beijando o ombro dela, preocupado.


Ela tomou fôlego e se virou lentamente para encará-lo.


— Não quero que fique — ela se escutou dizer, Jacob ficou surpreendido com isso

— Eu... — ela suspirou, seu egoísmo tinha limite e ela atingiu o limite dele. — Jacob
— o mirou severamente — Olha pra mim — ela disse pegando o rosto do namorado, sentia seu coração disparar — Você vai lutar, mas as cinco horas do mesmo dia, você vai me buscar no aeroporto de Seattle, esta me entendendo?

Cinco horas, Jacob. Me prometa, prometa que voltara completamente ileso!



Ele a fitou durante um tempo, agora ele que não queria ir! Mas seguiu o raciocínio de , tinha que ajudar a reserva.


— Eu prometo. — ele disse firmemente.


— Certo — disse em um sussurro, quase inaudível, era uma resposta um tanto dolorosa, ela soltou as mãos do rosto dele e o deixou embalá-la em um abraço reconfortante


— Eu volto pra te buscar, às cinco horas. Não tem com o que se preocupar.


apenas assentiu, não tinha como falar mais nada.


— Acho melhor tomarmos um banho — Jacob sugeriu, e embora houvesse malícia em sua voz, riu.


— Separados. — ela disse, se sentia dolorida, e saberia exatamente o que aconteceria naquele banheiro!


Jake riu e assentiu.


— Damas primeiro — ele disse gesticulando para a porta do banheiro, deu um ultimo beijo demorado nele então foi para o banheiro, tomando um rápido banho, para depois Jacob ir.


Ela abriu a sua pequena mala para quatro dias. Pegou um shorts escuro e uma camisa regata, calçou suas havaianas e retirou rapidamente o lençol da cama, aonde possuía uma pequena mancha de sangue, colocou tudo na lavandaria, dentro da máquina e deixou-a fazer seu trabalho. Quando voltou, Jacob escapulia para seu quarto, indo se trocar.


Antes que fizesse qualquer coisa, a mãe de entrou em casa, cheia de sacolas de compras do mercado.

(n/a: o que esta em negrito é em português)
— Estava falando com Louis, que tal se fizermos macarrão ao molho branco? Sei que é seu prato favorito — sua mãe disse em português.


— Hmm — murmurou sua barriga finalmente ganhando vida. — Jake está tomando banho — ela disse quando viu o olhar de Louis passar na sala e não notar nenhum moreno gostoso.


— Certo — ele disse e foi ajudar minha mãe a preparar a comida.


— Cadê a Andréia? — perguntou se sentando no banquinho em frente a bancada.


— Está de licença, coitada esta com conjuntivite, achei melhor dar descanso a ela — sua mãe respondeu.


Nisso Jacob desceu as escadas de bermuda jeans, chinelos e uma camisa preta. Ele trocou um sorriso insinuante com ela.


— O que você acha de macarrão ao molho branco, Jake? — Sra Fontaine perguntou.
(n/a: gente! Perdoe o meu erro! Please! Eu esqueci que a mãe de vocês não gosta mais do Scoz, e acabei colocando nos capítulos, sinto muito mesmo!)



— Acho muito bom — ele disse, então deu um leve beijo na testa de . Agora que os dois notaram que já escurecera.


— Que horas você vai amanhã? — perguntou a Jacob, que contraiu os lábios.


— De noite — respondeu curtamente, não querendo realmente tocar no assunto.


sorriu um pouco, ainda teria muito tempo com ele, e eles ainda teriam essa noite...


Eles se sentaram no sofá, enquanto Louis e a mãe de cozinhavam, ligaram a TV e passaram pelos canais, parando em The Big Bang Theory. sempre ria muito com eles.


tinha as pernas no colo de Jacob que mexia na barra de seu shorts, ele não via a hora de tirá-lo, mas se continha.


Quando o jantar ficou pronto eles rapidamente se levantaram do sofá e ajudou a mãe a arrumar a mesa, enquanto Jacob e Louis pegavam os talheres.



— Você deu! — sua mãe sussurrou para ela.


deixou o copo cair no chão, aonde ele se quebrou em vários pedaços.


— Sinto muito. — ela disse correndo para a lavandaria e pegando uma vassoura e pá. — Pare com isso mãe, esta delirando! — não queria ouvir o discurso da mãe sobre sexo, não na frente de Jacob, que olhava para com curiosidade, provavelmente não entendendo uma palavra do que a garota dissera.


Eles comeram com tranqüilidade, ficaram mais um tempo conversando na sacada do prédio, Jacob abraçando por trás, quando Louis se retirou para ir ao banheiro, Bruna aproveitou a deixa.


— Jake, querido, não pode ser muito perigoso para você ir? Sabe, uma luta — ela disse apreensiva.


— Não posso dizer que vai ser fácil, mas somos em número maior, mais experientes, mais estratégicos, e temos muita ajuda ao nosso lado, não acho que vá ser tão ruim. — ele disse serenamente.


não disse nada, ficou fitando a lua, sem nada ver ou escutar, pelo menos ela fingia.


— E você mocinha — Sra Fontaine disse para a filha — Se você for do bando, acho bom ficar longe de encrencas menina, já não basta minha angustia por Peter, Afrodite e Drake... Ah! O Drake! — ela choramingou — Tão novinho e já vai lutar, que horror!


rolou os olhos.


— Não pira mãe. — disse brandamente — Drake sabe se cuidar — ela disse, mas um
bolo se formou na sua garganta, odiava o irmão até o fundo de sua alma, mas não queria que ele morresse. — E ele não é o único que vai lutar mãe, muitos outros vão. Vai por mim, Drake será um problema a menos, eu sinceramente acho que ele vai picar a mula quando a briga estourar, mas diz ele que é valente... Puff! — disse, fazendo sua mãe e Jacob rirem — Se o mundo tiver a coragem que ele tem e dependesse dessa coragem... estaríamos mortos.


— Não fale assim do seu irmão, saiba você, Senhorita Premonições — Bruna disse — que quando vocês eram mais novos, viviam juntos, para lá e para cá... Só passaram a brigar depois que você tentou afogar seu irmão.


— Eu tentei o quê?! — disse erguendo as graciosas sobrancelhas.


— Você tinha só 5 anos, mas acho que isso foi um trauma para seu irmão, coitado.
desatou a rir.


— Novinha e já era esperta! Que orgulho de mim mesma! — ela disse. Jacob rolou os olhos.


— Cadê todo o sentimento de irmandade que você teve com Drake no aeroporto, pedindo para ele se cuidar e tudo mais? — Jake perguntou com um sorriso de menino.


— Desceu no ralo enquanto eu tomava banho — disse sorrindo travessa.


— Ok, agora vamos dormir, já esta tarde... Cada um no seu quarto — ela avisou — Aqui não é bordel não.


— Mãe! — eu disse.


— O quê? Tá na hora de você escutar essas coisas, não é mais uma criança... Ah, como vocês crescem rápido, parece que foi ontem que eu te abracei quando você chegou!


— E foi ontem, mãe. — disse monotonamente, já que já eram meia noite e meia.


— Tanto faz.


O casal subiu junto as escadas, de mãos dadas, cada um para seu quarto, mas Jacob prometeu que voltaria assim que os pais dela dormissem.
não soube se ele realmente cumpriu sua promessa, se lebra de se trocar para dormir deitar na cama e apagar, mas em meio a um sonho, sentiu o corpo esquentar um pouco, então, Jacob devia ter se deitado com ela.


Capitulo 17: Angustia

- Não se esqueça, cinco horas no aeroporto de Seattle – disse para Jacob, que estava para embarcar no avião para Seattle.

- Não se preocupe, ok? – ele sorriu tranquilo – Prometo que vou te buscar. – então a beijou demoradamente.

Não ficaria tanto tempo assim longe dela, mas mesmo assim esse curto tempo já estaria se tornando uma eternidade para eles.
Com mais uma ultima despedida Jacob embarcou no avião e o viu sumindo entre as pessoas.

- Não se preocupe, querida, ele vai ficar bem. – Bruna lhe disse tocando o ombro da filha com carinho. – Vem, vamos voltar pra casa. – ela puxou , que tentava a todo custo não chorar.

Não sabia porquê, mas sentia que não deveria ter deixado Jake ir para essa luta. Algo dentro dela, lá no fundo dizia para ela pedir para ele voltar, ficar ao lado dela que era mais seguro.
tirou isso da cabeça. Ele ficaria bem, ficaria muito bem. Tentou confirmar para si mesma.


Dia da Luta:

Amanheceu com sol em Forks, depois de um temporal de arrastar casas. Jacob não deixava de pensar em . Não viu problema em ficar na mesma barraca que Edward e Bella, mas mesmo assim seus pensamentos estavam em , em como ela estaria, se estava ansiosa ou não.
Depois de um tempo, Jacob resolveu se juntar aos outros lobos, deixando Seth com Edward e Bella, para informa-los se algo ruim acontecesse.
Todos os lobos estavam aonde Alice previu que o segundo grupo iria, seguindo o cheiro de Bella. Eles teriam que ser rápidos, não deixar os novatos saberem o que estava acontecendo. Então ao longe eles escutaram, passos rápidos e ritmados, alguns grunhidos e baixos rosnados. Os lobos se curvaram, estavam escondidos na mata, apenas esperando.
Quando a primeira linha de vampiros apareceu eles saltaram, Jacob derrubou dois com suas patas, para depois despedaça-los o máximo que podia.
Percebeu a confusão dos outros, então eles se tocaram e começaram a se defender. Não aprendiam tão rápido por que os lobos faziam diferentes ataques a cada diferente vampiro. Eles podiam ouvir a briga estourando do outro lado, rosnados estavam se intensificando, a briga ficando cada vez mais mortal. Um vampiro jovem passou os braços ao redor de Drake, que tentava tirá-lo de lá o mais rápido possível. Afrodite abocanhou a cintura do vampiro e o jogou longe, para depois pular em cima dele e com a ajuda de Drake desmembrá-lo.
A guerra com os lobos estava quase acabando, Peter tinha se dado bem, era rápido e quase tão bom quanto Jacob e Sam. Ao longe, eles viram uma fogueira, com labaredas roxas, subirem ao céu. Os Cullen tinham acabado por lá. Se passou uns dois minutos e os Cullen ajudavam os lobos a empilhar os corpos, Emmett não se continha em si, a todo momento sorrindo para uma parte desmembrada de um vampiro.

Mais que merda! - Leah pensou para o bando, na sua visão, um vampiro tentava escapar.

Ela começou a persegui-lo, e quando se atracou com ele, levou a pior, Leah partiu para um ataque óbvio e previsível, o vampiro nada bobo, logo se pôs a defender, segurando com firmeza a boca de Leah, tentando abri-la ao máximo.
Jacob saiu correndo, indo ajudar Leah.


No Brasil, estranhamente sentia uma angustia se formando em seu peito, um ar de desespero a cada respiração que dava, parecia que algo errado iria acontecer. Tentou tirar isso da cabeça.
Ele estava bem, estava bem. Daqui a pouco ela embarcaria, o veria sorrindo e correria para seus braços.


Jacob pulou em cima do vampiro, o levando ao chão, os dois rolando pela neve, mas o vampiro ficou por cima, não dando chance de Jacob se defender, então o vampiro colocou pressão em seu ataque e mesmo ao longe, todos escutaram vários ossos sendo quebrados. Jacob ganiu alto de dor, Sam e Afrodite se colocaram para dar cabo do vampiro.


sentiu mais um aperto no coração, estava já no avião e demoraria para chegar, mas chegaria às cinco como o prometido. Com o coração aos pulos tentava se concentrar na TV que tinha na sua frente, passando um comercial banal.


- Leve-o para a casa dele que eu já estarei indo para lá. – Carlisle disse depressa, os lobos levantaram Jacob e correram para a casa dele o mais rápido que podiam, em meio a gemidos de dor Jacob murmurava sobre .

- Calma, cara, relaxa ela esta bem. – Seth disse.

- Eu prometi... – ele arfava – Buscá-la... eu prometi...

Quando chegaram na casa dele, Charlie, que estava lá, quase teve um troço, Billy então, parecia que ia ter um ataque cardíaco. Jacob foi levado ao seu quarto, ele sentia a regeneração acontecendo, fazendo seu corpo arder um pouco mais.
Quando foi colocado na cama, Jacob queria se levantar a todo custo, querendo ir buscar no aeroporto, preocupado se realmente todos os vampiros tinham sido mortos.

- Deixa que eu vou buscá-la, cara. Se ela te vir assim indo busca-la, é capaz dela mesma te matar. – Peter disse tocando no ombro bom do moreno.

Então saiu depressa, parando apenas para pegar sua moto e sair derrapando pela rua.
Às cinco horas, Peter pensava, olhando a cada dez minutos no celular.


Quando chegou em Seattle, olhou em volta, mas não viu nenhum moreno alto e forte, seu coração disparando, e se ele tivesse se machucado? Procurou mais atentamente, então encontrou Peter, e esperava encontrar Jake ao seu lado, mas não tinha ninguém, e o rosto de Peter era severo. foi cambaleando até ele, sentindo a nuca suar frio, suas entranhas se revirando.

- Ele esta bem... machucado mas esta bem. – Peter a acalmou.

respirou fundo, tinha que ser forte agora.

- O que houve? – ela perguntou trêmula mas firme.

Peter suspirou.

- Bom... Não contamos a nossa parte, tinha sobrado um vampiro, Leah pensou que podia cuidar dele e... Bom, ela não estava indo tão bem. Jake foi ajudá-la mas não teve tempo de se proteger... o vampiro quebrou a maioria dos ossos do seu lado esquerdo.

sentiu tudo rodar, esteve certa o tempo todo da angustia que assolava, que não estava certo ele ir, mas mesmo assim ela deixou, deixou que ele fosse. Fora tão burra!

- Ele queria vir, foi difícil colocá-lo na cama...

- Ele o quê?! – disse abismada – Se ele viesse aqui daquele jeito, quando ele melhorasse eu ia colocá-lo de volta naquela cama!

Peter deu uma sugestão de sorriso.

- Foi o que eu disse para ele também. – ele disse – Vem, vamos, vou te levar até ele.

O caminho para a casa de Jacob pareceu uma eternidade para . Ela tinha pressa e Peter por mais que estivesse a 150km/h parecia lento.
Quando chegaram, não esperou Peter descer da moto, os garotos do bando estavam na varanda.

- , eu sinto muito... – Leah começou.

- Está tudo bem, Leah, não foi culpa sua. – a poupou, não queria conversar queria entrar lá e vê-lo.

- Está pronto? – escutou a voz de Carlisle.

- Vai logo, doutor. – a voz de Jacob era rouca e baixa, dolorida.

ouviu um “crec” e um grito de dor. arfou e se enco
lheu.

- O que ele...? – ela disse olhando para os meninos.

- Esta assim há algum tempo, a cicatrização tinha começado muito depressa e estava deixando os ossos tortos...Dr. Cullen está tendo que quebrá-los novamente. – Sam disse com um fio de voz.

Billy tinha os olhos cheios de lágrimas e queria chorar, bater pé, gritar e espernear, mas não adiantaria em nada. Precisava segurar, tinha que ser firme.
Então um carro parou e Edward e Bella saíram do carro. tomou uma posição mais defensiva e possessiva. Edward percebeu isso.

- Talvez devêssemos vir outra hora, amor. – ele disse baixo para Bella, que olhou , ela tinha os olhos cheios de lágrimas.

sentiu muita vontade de bater nela, não sabia da onde vinha essa raiva, mas que sentia, sentia.

- Posso? – ela disse olhando para Billy e .

trincou o maxilar, firme de que não queria ela próxima a Jacob, mas quando Billy olhou para , um olhar que deixava tudo na mão dela, ela suspirou e mirou a floresta.

- Não precisa pedir pra mim, Bella, não sou dona dele, mas se isso te faz sentir melhor, sim você pode. – disse entre dentes, Afrodite ficou ao lado da irmã, o queixo apoiado no ombro dela. sabia que Afrodite estava assim para mostrar a Bella de que não estava sozinha.

Bella foi abrir a boca para falar algo, mas depois tornou a fechá-la, provavelmente querendo pedir suas desculpas pela centésima vez.

- Vem. – Edward disse puxando a namorada. Depois que eles saíram, veio Carlisle.

- Fiz o que pude, agora é só esperar e ver como vai ficar. – o médico disse. Depois olhou para – Ele ouviu você, quer te ver.

murmurou um “obrigada” e entrou quase que correndo na casa, parou diante da porta de Jake e respirou fundo, abriu um pouco e depois entro.

- Sinto muito, sinto muito. – ele disse quando ela colocou o pé para dentro do quarto – Eu quebrei minha promessa, sinto muito, ...

- Hey, não seja bobo, está tudo bem. – ela se apressou a pará-lo, se aproximou da cama e sorriu fracamente – Como esta se sentindo?

Ele tinha metade do lado direito imobilizado, a face vincada em dor e preocupação. Ele sacudiu a cabeça.

- Eu queria ir te buscar, saber se você estava bem, se ainda tinha algum parasita nojento em volta, mas os meninos não me deixaram...

- E com razão! Ora, Jake, pare de se martirizar ok? Não estou brava, estou bem, apenas preocupada com você.

Ela passou a mão delicadamente na face dele, o fazendo fechar os olhos.

- Não estou sentindo nada, praticamente. – ele disse com um certo humor negro na voz – O Dr. Vamp colocou tanta morfina em mim que estou me sentindo sonolento. Então... estou bem. – ele abriu os olhos e mirou a garota, ela não parecia ter se transformado ou coisa assim, riu da avaliação obvia dele.

- Nada aconteceu comigo, alguns tremores, mas nada demais. – ela o tranquilizou – Acho melhor você descansar um pouco.

- Deita aqui comigo. – ele pediu rouco. rolou os olhos, deitaria – ou se atiraria – na cama, mas ele estava machucado.

- Jake, não tem como, você teria que se mexer todo. – ela disse suavemente, mas sentou na borda da cama do lado esquerdo. Jake se moveu um pouco, colocando a cabeça no colo da namorada.

- Curtiu o sol de Riviera?

- Você sabe que não. – ela disse brava, fazendo Jacob rir. Ela movia os dedos suavemente entre os cabelos dele.

Jake aos poucos foi se rendendo ao cansaço e aos carinhos dela, caindo em um profundo sono, um sono tão pesado que quando – depois de um bom tempo - foi se levantar, ele nem sentiu ela tirando a cabeça dele de seu colo.
foi para sala, se sentia aliviada por Jake estar ficando bem, por tê-lo visto. Quando chegou na sala, Billy estava lá.

- Tudo bem, lá? – ele perguntou.

- Ele está dormindo agora. Acho que vou preparar algo pra vocês comerem. – ela disse dando uma leve piscadela para Billy que sorriu amplamente.

se perdeu na comida que fazia, sua cabeça longe, em completamente outro lugar, só voltou para aonde estava com o barulho da porta se abrindo, Isabella entrou hesitante.

- Como ele está? – ela perguntou com um fio de voz para .

- Bem. – respondeu cordialmente, não tinha por que nesse momento ser grossa com ela.

Ela estava preocupada e não podia culpá-la por isso. Isabella esperou pacientemente Jacob acordar, depois entrou no quarto dele, e os ouvidos de se aguçaram mais intencionalmente, ela não queria espiar a conversa dos dois, mas estava sendo inevitável.
Jacob parecia surpreso com a visita de Bella.

- Está se sentindo bem? – ela perguntou hesitante.

- Na verdade não estou sentindo nada. – ele brincou. podia jurar que viu um pequeno sorriso nos lábios grossos de Jake.

- Eu... sinto muito... quero dizer, sabe tecnicamente a luta foi por minha causa...

- Bella não se culpe, sério mesmo. – Jake disse suavemente.

Tudo ficou em silêncio durante um tempo.

- ainda me odeia né?

- Por que você se importa com isso? – Jake fugiu da pergunta.

- Porque... eu não sei bem... é só que eu não fui a pessoa mais certa do mundo... sabe, pelo que houve na praia...

- O que passou, passou Bells. – ele a cortou brandamente – Não faz diferença nenhuma ficar revivendo aquilo.

- Então... você não me ama mais?

- Não. – Jake disse firme.

- Isso é... bom...

- O que esta tentando me dizer, Bella?

- Que eu te amo. – ela respondeu rapidamente.

sentiu o prato fugir de seus dedos e se apressou a pegá-lo, antes que caísse no chão. Sentiu o peito comprimir e a respiração acelerar.

- Isso é ruim. – ela ouviu Jake dizer - Pra você, quero dizer. Sei que ama ele mais do que tudo, mas para mim Bella, é única.

- Mas se pode amar mais de uma pessoa. – ela retorquiu baixinho.

- Não para mim. – ele disse firme – Ela é única. Amo você como amo minha família, Bella, nada mais, nada menos.

Bella suspirou.

- É bom que estamos esclarecendo as coisas. – ela disse baixinho.

- É, eu sei. – ele respondeu.

- Vou me casar, Jake. Aceitei o pedido de Edward.

Jacob ficou calado durante um tempo, um tempo que pareceu interminável.

- Que bom. – foi a resposta final dele.

- Você não aceitaria ser meu padrinho, não é?

- Não. – ele respondeu. – Mas não me importo de ir no casamento.

Eles ficaram mais um tempo em silêncio, um silêncio tenso e constrangedor.

- Eu preciso ir... Posso vir te visitar? – Bella perguntou.

- Quando quiser, Bells. – ele disse com indiferença.

- Certo... Tchau, Jake, melhoras. – ela disse então saiu do quarto, não se incomodou em dar tchau para os outros, passou pela sala e podia ver as lágrimas rolando pelo rosto de Bella.

N/B: Ai que agonia foi esse capítulo! Eu senti que meu coração ia pular da boca e dançar o tango durante umas 15 músicas! Kkkkk
E que ceninha foi aquela da Bella? Mó sem noção essa lambisgógia Isa-sonsa futura songa-suga! Kkkkkk. A PP devia ter dado um risinho de “perdeu, mané!” quando Bella a olhou aí no final com os olhos marejados! Ahahaha. Ia ser a cereja no topo do bolo da idiota! Kkk
Ok, sou má mesmo. Prontofaley!
COMENTEEEMMM!
Kisses da Baby

Capitulo 18: Problemas.
Jake se recuperava bem, possuía ainda a perna imobilizada, mas era capaz de amanha mesmo tirá-la. O episodio com Bella completamente esquecido, ela não tinha voltado mais para La Push, mas quando chegou em sua casa, notou na cabeceira da sua cama um convite, parecia requintado demais para a própria Bella ter escolhido.
Ela o abriu e estreitou seus olhos. Era o convite de casamento de Bella. Mas por que, logo a pessoa que ela menos gostava ,e sabia que o sentimento era recíproco, havia a convidado para seu casamento?
Não fazia sentido. Decidiu ignorar, era bondade dela.
decidiu ir tomar um banho, depois passaria na casa de Jake, para ver como ele estava. Depois do banho relaxante, se trocou e foi andando até a casa de Jake. Tivera pouco tempo com ele, já que Carlisle –antes- passava boa parte do tempo cuidando de Jacob, vendo se a cicatrização estava ocorrendo de maneira correta.
podia ouvir ao longe, carros, crianças, sinos de lojas. Sentia, não sabia por que, que algo estava crescendo dentro dela, os genes de lobo cresciam com ela, no tempo dela. Ontem mesmo ela pensou que ia se transformar, quando Drake colocou uma maldita barata morta na toalha dela.
Não fazia um bonito dia em La Push, estava nublado e ameaçava chover. Será que Jacob tinha recebido o convite também? Ela foi em silencio para a casa dele, embora seu rosto estivesse sereno, por dentro ela estava um tanto agitada. Quando ela viu a pequena casinha com a tintura vermelha, sorriu para o nada.
Bateu de leve na porta antes de entrar, Billy não estava e podia ouvir a TV alta que foi passada para o quarto de Jake.
- Hey, Jake... – ela dizia enquanto batia na porta do quarto, mas não teve chance nem de relar na porta, que foi aberta abruptamente e ela foi pega com “força” e colocada rapidamente para dentro do quarto.
Jacob estava sem camisa, apenas com sua boxer preta, sem o gesso.
Ela não falou mais nada, logo sua boca foi silenciada pela dele, urgente e impaciente na dela. Julia foi posta em cima da mesa que deveria ser de estudos com Jacob assaltando sua boca de um jeito que deveria ser crime, ele tocava o corpo dela com mais urgência ainda, logo ela já estava sem a camiseta xadrez (fique a dica, virou pedaços de pano no chão do quarto) e o shorts também foi retirado com brutalidade, Jake desceu seus lábios quentes para o pescoço fervente dela, mordendo, chupando e beijando ao mesmo tempo em que suas habilidosas mãos retirassem o sutiã dela, puxou Jacob para si, saboreando os lábios carnudos dele, dando uma mordida no inferior, para depois sugá-lo, fazendo Jake soltar um baixo e rouco gemido.
Jacob a pegou no colo a levando para a pequena cama dele, o desejo pulsando entre suas pernas, querendo ela como ele nunca quis. Todos esses dias de abstinência foram difíceis para ele, principalmente quando ele tinha sonhos nada puros com a noite deles no Brasil.
retirou a boxer preta de Jacob, que nem se incomodou em tirar a dela, com um puxão a calcinha se desfez. Ele parou e olhou para o rosto sedutor da namorada, o amor que ele sentia por ela parecia crescer cada vez mais, com cada entrega que ela fazia, com cada toque, sorriso e apoio que ela dava.
- Eu amo você – ele sussurrou perto dos lábios dela, que se torceram em um sorriso torto.
- Eu amo você. – ela respondeu o beijando com voracidade, a última coisa que ela queria agora era carinho. Ela queria libertar toda a tensão sexual que ela tinha toda a sensualidade e excitação que ele passava para ela.
E precisava disso agora.
Jacob não se fez de rogado quando ela o beijou, retribuiu o beijo assim como em uma investida forte, estava dentro dela. Os dois gemeram alto, o sentimento de completo invadindo eles, tomando cada célula do corpo.
Jake desceu os lábios dele para o pescoço dela, então fez mais outra investida, indo mais fundo. sentiu o corpo másculo de Jacob estremecer em cima dela a cada investida, o prazer o tomando como ela nunca imaginava.
Jake segurou firme a cintura dela, e conforme depois de um tempo ela pedia, ia mais rápido, mais forte. As unhas dela se cravando em sua pela, descendo pelas costas, ombros, os dentes dela mordendo o ombro dele, os gemidos mais altos fechou os olhos com força enquanto um gemido saia entre dentes, estava a cada vez mais perto, Jake os virou na pequena cama, fazendo ficar por cima, os olhos incomuns dela penetraram os dele, se cravando ali enquanto ela fazia seu movimento.
Jake sentia que alcançaria o ápice primeiro que ela, não queria que isso acontecesse e aos poucos foi parando os movimentos urgentes dela sobre ele, retomando o controle que tinha. A virou na cama novamente a deixando um tanto nervosa. Jake riu da cara que ela fez para ele.
- Jacob – ela sussurrou, sua voz doce ecoando pelo quarto – Jake - ela gemeu de novo enquanto ele voltava a se mexer sobre ela.
sentiu um arrepio descer pelas suas costas, seu ventre se contrair assim como todos os músculos de seu corpo, se Jacob parasse nesse momento critico, ela mataria ele. Mas ele não parou, quando percebeu que ela estava tão entorpecida como ele, foi mais rápido e, juntos, chegaram ao ápice.
olhou para Jake, que estava em cima dela ainda, sentia algo diferente se formando em seu peito, o amor crescendo talvez, mas não era um amor comum, era mais forte, era como ar, ou a gravidade. Inevitável.
Foi tirada desse devaneio quando Jake rolou na cama, não querendo machucá-la com seu peso, mas a pegando em seus braços, a cama era tão pequena que eles não sabiam como conseguiram fazer alguma coisa nela, ou como a mesma aguentou, não se sabia aonde começava um e aonde terminava outro.
Jake fazia um leve carinho no cabelo dela, sorrindo para o nada. A tristeza era um sentimento que ele não sabia mais como era. Tudo estava mais do que perfeito.
- Você expulsou seu pai da casa? – perguntou depois de um tempo, e Jacob riu.
- Bom, dizer que Charlie queria falar com ele não era certamente uma expulsão...
- Mas foi com a intenção – riu agora e rolou os olhos – Você é impossível, Jacob Black.
Jake apertou mais a garota contra si.
- Precisava de um tempo com você, só com você – ele sussurrou, fazendo erguer o rosto e lhe dar um calmo beijo.
Eles ficaram mais um tempo na cama, abraçados, ora se tocando ora apenas em silencio. Foi quando o celular de tocou e Jake bufou.
- Desliga isso – ele disse indo pegar o celular dela.
- Não, pode ser importante – ela tomou o celular da mão dele.
- Mais importante que eu? – ele ergueu uma sobrancelha e depois fez cara de cachorro abandonado. mordeu os lábios e olhou para a tela: “Luciana confi”.
- Certo – ela disse desligando o celular, Lu ia matá-la quando encontrasse ela, mas ela lidaria com a amiga depois. Jake sorriu vitorioso.
- Vem, vamos comer alguma coisa. – ele disse colocando sua boxer.
- Olha eu até gostaria de sair daqui, mas como você percebeu – ela disse pegando a calcinha em trapos e balançando para ele que gargalhou. – Não é engraçado – ela disse tentando soar brava, mas um sorriso brotava em seus lábios.
- Toma – ele disse jogando sua blusa pra que a cobriu... bom parcialmente. Eles saíram em direção a cozinha até que em cima da mesa tinha um envelope... o mesmo que recebera.
Jake franziu o cenho quando abriu o convite e leu.
- Recebi um também – disse olhando pela janela, então voltou seu olhar para Jake, que olhava outro tipo de carta.
- O vampirinho mauricinho é muito folgado mesmo. Só pra esfregar na minha cara – ele murmurou.
- Esfregar o que na sua cara? – perguntou indo até ele e vendo por cima o bilhete, agradecendo a ajuda na luta e um pouco sobre Bella. fechou a cara, não tinha nada para esfregar na cara ali, a não ser que Jake ainda se incomodasse com Bella e Edward juntos.
Jake percebeu o erro que cometera.
- ...
- Deixa pra lá, Jake. – ela disse – O que tem pra cozinhar? – ela perguntou olhando nos armários, acabou que fazendo macarrão mesmo. Enquanto ela mexia no molho, Jacob a abraçou por trás.
- Você me desculpa? – ele pediu no pé do ouvido dela. – Sou um idiota, eu não quis dizer aquilo.
- Esta tudo bem – disse tranquilamente, com a mão livre acariciou de leve o braço de Jake. – Só não sei o que te incomoda tanto.
- Eu já te disse, não desejaria isso para o meu pior inimigo, se casar com um vampiro – Jake explicou serenamente.
- Bom, seu pior inimigo é um vampiro – disse distraída, fazendo Jacob rir.
- Você entendeu o que eu quis dizer – ele lhe deu um beijo no pescoço, a mão que estava na cintura foi descendo, descendo.
- Jacob! – ela brigou afastando ele – Estou cozinhando, agora seja um bom menino e va pra sala – ela disse se virando para ele e apontando para a sala, Jacob riu e foi para a sala.
Eles comeram em silencio, apreciando a comida.
- As aulas começam segunda – Jake disse depois de um tempo – Sabe ainda tem chance de cancelar a matricula.
o olhou desconfiada.
- Por que esta dizendo isso? – ela perguntou, então levantou a sobrancelha – Ah, esta me expulsando, já?
- Você sabe que não é nada disso – ele disse rolando os olhos. – Bom... olha, os meninos daquela escola são uns idiotas, você não tem ideia. Tinha que ver quando Afrodite ainda estudava aqui.
riu.
- Não torra vai, Jake – ela disse divertida, Jake levantou e retirou os pratos da mesa, começando a lavá-los.
- Sabe às vezes eu acho que você gosta de toda essa atenção – ele disse um tanto bravo.
deu de ombros.
- E que mulher não gosta? Isso aumenta o ego – ela respondeu indiferente. Jake se sentiu ainda mais bravo – Vai me dizer que você não gosta quando as meninas olham pra você.
- Não, não gosto – ele disse .
- Mentiroso – ela riu, se levantou e foi a vez dela de abraçá-lo por trás – Não fica bravinho – ela disse beijando as costas nua dele. – Ainda está bravo?
- Sim – ele respondeu sem deixar de lavar a louça.
sorriu maliciosa, escorregou as mãos pelo abdômen dele. – E agora? – Jacob pigarreou e depois maneou a cabeça, afirmando. escorregou ainda mais a mão, indo para o cós da sua boxer e já sentindo o inicio da excitação dele – E agora? – Jake e virou e agarrou a fazendo se sentar na pia, suas mãos molhadas abrindo a perna dela.
- Feliz agora? – ele perguntou rouco no ouvido dela, para depois morder o lóbulo de sua orelha. Julia introduziu a mão na cueca dele, apertando a bunda durinha de Jake, que soltou um baixo gemido. A mão molhada de Jake foi subindo cada vez mais, até que...
- SCOZ! – Luciana entrou na casa de Jake – AI QUE NOJO! – ela se virou quando viu os dois no maior pega na cozinha.
- Luciana! Mais que porra! – Jacob xingou.
- Vejo que você já melhorou, Jacob – Lu amarguro – Tem como você vir aqui, ?
- Tenho escolha? – disse de mau humor, sai da bancada e Jake ficou de costas ainda, esperando e Luciana saírem da cozinha – O que quer Luciana?
- Bom, em primeiro lugar: - ela disse calmamente – COMO SE ATREVE A DESLIGAR NA MINHA CARA?! – ela surtou. – Em segundo lugar: Eu liguei por que sua mãe estava louca atrás de você, mas você não o escutou tocando sabe-se lá por que...
- Eu vou dizer o porquê eu não escutei. Eu. Estava. Dand...
- Já chega! Ok, ok entendi – ela disse balançando a mão – Olha liga pra ela ok? E, er... você sabe com que roupa vai no casamento da Bella? Quero dizer... já esta chegando...
deu de ombros.
- Não sei ainda – ela respondeu.
- Certo vou... deixar vocês sozinhos – ela olhou em duvida para a blusa que vestia – Quer que mais tarde eu traga uma roupa para você?
- Seria ótimo.
- E VÊ SE BATE ANTES DE ENTRAR! AQUI NÃO É A CASA DA MÃE JOANA NÃO! – Jacob gritou do quarto.
- Ah, cale a boca, Jacob – ela disse brava
- Tchau, amiga – disse empurrando uma Luciana nervosa pela porta – De lembranças minhas ao Drake! – ela disse fechando a porta da casa.
- Sua ingrata! É o que você é, depois que descobriu o sexo ficou toda, toda né? UMA DICA ! SEXO NÃO É TUDO! – Luciana disse fazendo rir quando algumas pessoas pararam e olharam para ela assustada.
- Ela já foi?
assentiu, se encostando na soleira da porta.
- Ótimo – Jacob disse indo até a namorada e a beijando com vontade, os levando novamente para o quarto.
Capitulo 19: Nova

acordou cedo, bem cedo, na manhã fria de segunda-feira. Era hoje o seu primeiro dia de aula, o que seria estranho, já que ela mesma sentia um frio descer pela sua barriga.
Afrodite entrou silenciosamente no quarto.

- É, acho que todos vocês tinham razão, sabe. Pra que ir pra escola? – sorriu então voltou a se deitar.

- Ah! Nada disso mesmo! Eu preparei toda a sua roupa, seu material, fui até Port Angeles comprá-los e você não quer mais ir? Acho bom levantar essa bunda murcha da cama agora mesmo! – Afrodite bateu o pé.

levantou com raiva.

- A minha bunda, não é murcha. – ela disse pausadamente, então foi para o banheiro resmungando.


- Ah! Finalmente ela será uma adolescente normal, indo para uma escola normal! – Drake caçoou quando desceu as escadas, vestindo seu jeans super apertado, sua blusa regata com estampa de oncinha e uma jaqueta de couro preta por cima. Uma bolsa atravessada nude com uma sapatilha nude também.

- Cale a boca, Drake – ela disse rabugenta.

- Daqui a pouco seu namoradinho vai estar ai... – Drake continuou a zoar, mas não deu chance para ele continuar, desferindo um lindo soco na cara dele, esperou a dor do pulso quebrar novamente, mas não aconteceu, Drake caiu da cadeira em que estava, olhando atônito para a irmã gêmea.

- Ai – ele disse massageando o maxilar – Desde quando você se tornou tão forte?

sorriu para as próprias mãos.

- Acho que desde agora – ela disse, então sorriu maliciosa para Drake. – Sabe todas aquelas pegadinhas que você fez comigo? É Drake, meu caro irmão, vai ter troco.

- O PAI! PAAAAI! – Drake disse indo para a sala – Pai, a fica me batendo e ela do nada conseguiu uma super força! Faz alguma coisa agora!

- Drake – Kevin disse suspirando e abaixando o jornal – Cale a boca – então foi para a cozinha, se juntar com os outros para comerem.

- Tudo bem – Drake disse – Vocês querem ficar do ladinho dela, podem ficar, fiquem! Eu não ligo! Não dou a mínima! Ninguém gosta mesmo de mim nessa casa...

- Ele está naqueles dias né? – sussurrou para Luciana, que rolava os olhos diante do drama do namorado.

- Nem me fala. – ela disse, então se levantou e foi consolar o namorado.

Uma leve batida soou na porta.

- Eu atendo! – levantou correndo e empurrou Drake que tentou impedi-la. – Sai, mané. – ela disse quando ele retornou a lamuriar sobre a força da irmã.

abriu a porta afobada para um Jacob sorridente.

- Oi amor. – ele disse abraçando ela. Todo o nervosismo, ansiedade e frio na barriga sumiram do corpo de , ela se sentia bem, protegida e segura.

- Oi – ela sussurrou no ouvido dele. Jake se afastou e deu um beijo na testa dela.
(N/A: Acho beijo na testa um gesto tão carinhoso *olhos brilhando*)
(N/B: Me intrometendo na nota da Juh…e de respeito!)

Jake entrou na casa e cumprimentou todos os outros.

- Ela estava surtando, Jake, você não tem idéia, eu tive que arrastá-la pelos cabelos apenas para entrar no banheiro! – Afrodite disse.

- Que mentira! – disse surpresa, Afrodite piscou pra ela e Jacob relaxou, ele não duvidava nada que Afrodite realmente fizesse isso – Vocês estão querendo me enlouquecer isso sim – ela balançou o dedo então se levantou – Mas, isso não vai acontecer, eu não estou nem com um pingo de ansiedade, nem nervosismo – ela ia falando enquanto pegava sua mochila ao mesmo tempo que Drake andava reclamando de para a mesa de café – E muito menos: ME.. – ela ia dizer, medo, mas acabou trombando com o Drake e os dois caíram no chão.

- Droga, !

- Droga, Drake! – eles disseram ao mesmo tempo, então começaram a discutir, um tentando falar mais alto que o outro e muitas veze fazendo os mesmos gestos.

- Isso é só por causa da escola? – Jacob perguntou preocupado.

- Sim – Peter e Luciana responderam juntos, Afrodite começou a rir.

- Imagina quando vocês se casarem, Jake? Vai ser hilário, ela vai destruir o casamento todo com o Drake – Afrodite disse rindo.

Kevin cuspiu o suco que estava tomando.

- Casar?! – ele olhou para Jake, que olhou feio para Afrodite. – Como assim, casar?!

- Ora Kevin, uma hora isso vai acontecer ou você acha que eles vão ficar eternamente namorando com seus pegas na casa de Jake? – Luciana disse se servindo de pão. Kevin quase teve um enfarto.

- Linda confidente você é, Luciana – Jacob disse bravo.

- Ops – Lu colocou a mão na boca – Foi mal.

Kevin começou a ficar vermelho e Jake temeu pela saúde do sogro, mas aos poucos ele foi se acalmando.

- Acho melhor vocês irem, ou vão se atrasar. – ele disse firme, então pegou seu suco e se sentou no sofá.

Com uma certa dificuldade, Jake, Peter e Afrodite tentavam separar os dois brigões, mas cada vez que eles os puxavam para longe, mais e Drake queria se pegar no tapa.
Com muito esforço eles conseguiram sair para fora da casa, foi quando viu a moto preta e grande de Jacob estacionada no meio fio de sua casa.

- Problemas com moto? – Jake brincou.

- Nenhum – respondeu, mas foi Peter quem fez uma careta.

- Tô saindo pra ronda. Vamos Afrodite – ele disse puxando a loura consigo que dava consecutivos “tchauzinhos” para os jovens.

O caminho para a escola foi silencioso, não era muito longe da casa de , era dois pequenos prédios, talvez de dois andares no máximo, tinha uma aparência rústica e até um pouco medieval, o que combinava com o lugar. O estacionamento não era muito grande, já que em La Push não tinha tantos adolescentes como em Forks.
desceu com habilidade da moto, sendo seguida por Jacob, é claro que muitos rostos se viraram para eles, especificamente para , que tentou ignorar.

- Temos que passar na secretaria antes de tudo – Luciana disse jogando seu grande cabelo para trás do ombro.

Eles caminharam pela escola em silêncio, Jake passou delicadamente um braço pela cintura de , provavelmente notando o nervosismo da namorada e também por muitos comentários dos meninos.

- Idiotas – Jacob murmurou baixo, aonde apenas ouviu e riu. Depois de pegar todos os seus horários eles foram para o primeiro prédio. Jake e Luciana tinham caído na mesma sala que .

- Drake forever alone – riu alto.

- Como você é infantil – Drake rolou os olhos, mas olhou preocupado para Luciana, que atraia tanta atenção quanto . – Te vejo depois Luluzinha.

Luciana se derreteu no beijo que Drake a deu.

- Hey! – bateu uma palma – Por favor não quero vomitar. – Então puxou Luciana deixando Drake furioso. – Depois eu venho com a vacina da raiva pra você Drake, você esta começando a espumar.

Jacob riu alto.

- Sabe o quão difícil é ter uma melhor amiga que odeia o seu namorado eterno? – Luciana disse brava – Por que vocês dois não podem simplesmente se darem bem?

- Ah, nós vamos nos dar bem... quando Drake morrer primeiro – jogou o cabelo para trás do ombro depois abraçou a amiga – Você sabe como eu sempre odiei o Drake, Lu.

- Certo. – Lu disse brava, eles entraram na sua sala e se sentaram. – Só acho que você deve um pouco mais de consideração por Drake, ele esta se esforçando muito para não me magoar brigando com você, .

deu de ombros.

- Voce é o imprinting dele, não o meu. – ela respondeu sorrindo carinhosamente – Além do mais, Drake e eu brigamos desde sempre, não vamos mudar de uma hora para outra.

- Bom, então não vou desistir, ainda vou ver vocês dois se abraçando – Lu disse se virando para frente.

- Quando isso acontecer – sussurrou para Jake – Me jogue do penhasco em uma tempestade, por favor.

- Ah sim claro, vou super fazer isso – Jake assentiu – Quer que eu faça agora?

riu do sarcasmo do namorado.

- Não, eu ainda tenho muito o que viver. – disse e piscou maliciosamente para Jake, que a abraçou e depositou um leve beijo em seu pescoço.

- Bom dia! – o professor entrou na sala, fazendo Jacob voltar ao seu lugar, que era atrás de .

A aula de matemática começou e percebeu que talvez não fosse ser tão ruim assim. A coisa começou a irritar quando o professor começou a explicar coisas sem sentido, atrapalhando todo o resto da conta.
A língua de coçou para ela corrigi-lo, o resultado seria zero, não dez. Ela fez a conta certa no caderno e graças ao bom Deus, Luciana levantou a mão e disse o erro do professor.
bateu na mão de Jacob, que insistia em provocá-la na nuca. Escutou a baixa risada de Jacob, ela se virou e olhou feio para ele, que piscou lindamente para ela.

- Pára com isso – ela disse então se virou para frente, antes que ele a provocasse novamente o sinal do intervalo bateu, fazendo guardar seu material. Ela se levantou e se encostou na mesa, esperando Luciana e Jake terminarem de guardar suas coisas.

- Essa aula foi bem interessante – Jacob comentou entrando na frente de e colocando cada mão ao lado de sua cintura. levantou uma sobrancelha.

- Ah sim, a parte da nuca ou a que você assoprava minha nuca? – ela disse sarcástica, mas não podia negar que gostou do carinho.

Jake riu jovialmente.

- O sopro eu acho melhor – ele disse convicto. – Ou vai me dizer que não gostou?

abriu a boca para responder, depois tornou a fechá-la.

- Não quero perder meu intervalo – ela disse com as bochechas um pouco coradas, fazendo Jake a segurar mais firme e soltar uma risada rouca, que eriçou os pelos de .

- Não vai perder – ele segurou a nuca dela e a beijou com suavidade, a fazendo se derreter em seus lábios quentes, seu corpo escultural colado ao dela.

- Ah, mas que nojo! Perdi o apetite. - ela escutou Lu falando, mas não deu a mínima, se agarrou ainda mais em Jacob, ficando na ponta dos pés e aprofundando o beijo, mordendo com suavidade a língua dele para depois sugar o lábio inferior.

Sentiu algo molhado e gelado sei jogado na sua face, o que os pegou de surpresa e os dois recuaram.
Luciana tinha jogado um pouco de água neles.

- Qual é o seu problema garota? – Jacob disse bravo – Primeiro, invade minha casa e me atrapalha, depois acaba com meu beijo. Eu acho, só acho, que você gosta de ser uma empata, mas eu só acho, hein.

riu e puxou Jake para fora da sala, e na outra mão puxava Luciana que insistia em brigar com Jacob por não deixar a amiga prestar atenção na aula.
A discussão dos dois durou até o pátio, aonde na porta estava o Drake que sorriu malicioso.

- Dia difícil? – ele perguntou.

- Melhor do que o seu, tenho certeza – respondeu brava.

- Pensa assim maninha – Drake foi para trás de segurando os ombros dela, disse bem perto do ouvido dela – O dia só esta começando... assim como as aulas... o ano... espero que aproveite – então deu dois tapinhas no ombro de e foi se sentar com Luciana e Jacob brigando, em uma mesa vazia.

- Idiota, isso não vai ficar por muito tempo – disse convicta – Eu espero – ela soltou e ar e foi se sentar com eles.

Mas um menino entrou na sua frente, bloqueando sua ida até a mesa.

- Sou Chuck – o menino se apresentou – O seu guia da escola...

- Ela não precisa de guias, cai fora, Tenser – Jacob disse atrás de Chuck que se sobressaltou.

- Ah sim, ela esta com você não é Black? Não sabe dividir, não?

jurou que ia ver Jacob arrancar a cabeça do menino, já que a mão de Jake se fechou em punho.

- Vem, vamos – disse empurrando Chuck e tirando, com certo esforço, Jacob dali. – Pára com isso, ele é um idiota, Jake.

- Um idiota que merece apanhar. – ele disse ainda encarando Chuck.

- Problemas, Jake? – Embry perguntou se juntando ao Jake e – Sabe que eu tô querendo socar esse moleque faz tempo.

- É, acho que ele precisa ficar esperto – Jake disse sombriamente.

- Olha aqui, você – disse apontando para Embry – Não se meta e não coloque mais lenha na fogueira. E você – ela olhou para Jake – se meta em um briga com ele, que a minha briga com você vai parecer o apocalipse, está me entendendo?

Jacob rolou os olhos e sorriu de canto.

- Ah sim, o apocalipse. – ele satirizou puxando a namorada para um breve beijo.

suspirou, não tinha como ameaçá-lo se ele ia ficar apartando a briga dessa maneira. – Vou arranjar um lugar para isso acontecer – ele disse malicioso, fazendo rir.

- Tenho certeza que vai – ela bateu de leve no peito dele e foi se sentar.

Eles começaram a conversar sobre as aulas.

- Não vai comer, amiga? – perguntou, vendo que na frente de Lu não tinha um sequer vestígio de comida.

- Não, o seu showzinho com o Jake na sala me tirou o apetite – ela disse cruzando os braços.

- É o showzinho que você fez questão de atrapalhar – Jacob remexeu a maçã na mão.

- Jacob Black, não se venha fazer de vítima, por que você vive agarrando ela, às vezes até quando eu estou falando com ela, o que é uma total grosseria... – Lu começou a brigar, colocando o dedo em riste.

- Lá vamos nós de novo – massageou as têmporas com os dedos. Do seu lado tinha um Jake bravo e defensivo e do outro uma melhor amiga tendo sua TPM em evidencia. – Não entre no jogo, não perca a cabeça, fique na sua – repetia para si mesmo. – Ah – ela suspirou – Eu vou matar vocês dois, de uma forma bem dolorosa se vocês não calarem a boca agora mesmo – ela disse calmamente – L. se você não calar a boca eu vou raspar sua cabeça, vender seu cabelo no mercado negro. E Jake se você não parar, você vai sentir falta de uma coisa muito importante na sua vida. Dica: fica bem abaixo do abdômen – ela sorriu tranquilamente quando os dois se calaram. – Ótimo, amo resolver as coisas assim.

- Ah, esse ano vai ser o melhor – Quil disse secando as lágrimas que rolava em seu rosto. Embry tinha a mão na barriga.

- Minha barriga está até doendo – ele disse rindo também.

- Não vejo graça – disse melancólica.

- Oi Jacob – umas meninas passaram acenando para Jake que assentiu com uma cara de confuso.

cruzou os braços e ergueu uma sobrancelha.

- Hey Drake – uma loira passou pela mesa.

- Ah droga, oi Barbara – ele disse constrangido.

- Conhece a vadia? – Lu disse levantando as sobrancelha, a tal Barbara sorriu maliciosa para Drake.

- Ag ente se vê depois – ela disse e saiu rebolando mais do que seu quadril permitia.

- Ah, então essa é a Barbara – resolveu piorar a situação do irmão, sorrindo maliciosamente quando ele mandou um olhar de súplica pra ela – Aquela que você disse que era a maior gostosa e que na cama...

- Ah, como você é engraçada – Drake cortou , rindo nervosamente – Só conheço ela de vista, bebê – ele disse para Lu que tinha a face vermelha.

- Pensa assim, maninho – disse sorrindo – O dia ainda nem terminou, o ano só começou e as aulas estão longe do fim. Aproveite.

Drake fechou a cara e nisso o sinal bateu.

.

Finalmente o dia tinha acabado e todos estavam no mínimo tensos. Já que muitas meninas agora estavam reparando demais em Jacob, demais para o próprio bem delas. Sem falar que Jake estava de mau humor por que na Educaçao Fisica um menino encoxou e foi soco para tudo quanto é lado. Resumo: Jacob ficou de detenção.

- Você sabe pilotar a moto? – ele perguntou mal movendo os lábios.

- Sei – ela disse pressionando os lábios vendo a cara feia do namorado – Jake...

- Tá tudo bem, é melhor eu ir entrando – ele disse, mas no fundo queria mesmo era socar mais o menino.

resolveu esperar Jake, não sabia quanto tempo durava uma detenção, mas ficaria.

- Então, aqui está a novata – uma menina parou na frente de , seus cabelos vermelhos falsos se destacando da multidão. – Já conseguiu o Black? Rápida.

se remexeu no seu lugar.

- Sabe o quão difícil é ficar com ele? ...

- Não que você saiba, claro – a cortou.

- Sou Dakota, - ela se apresentou.

- – a morena respondeu sem emoção alguma na voz.

- Bom, , acho bom você ficar de olho no seu homem, ele esta muito mais interessante do que ano passado – Dakota disse sombriamente.

- Bom, eu já estou com raiva de qualquer forma – pensou alto então socou a menina, então as duas começaram a brigar é claro que se controlava para não socar tão forte que a menina no teria mais os dentes.

- Mas o que é isso?! Se soltem! – a inspetora disse separando as duas.

- Essa loca me atacou! – Dakota disse.

- Isso é para você alertar suas amiguinhas a ficarem longe dele, entendeu? – colocou o dedo em riste para Dakota – Da próxima vez, eu arranco o que você chama de cabelo.

- Detenção Scoz! Detenção agora mesmo!

Ah ótimo, primeiro dia de aula e eu já estou de detenção, pensou.
Ela foi levada para uma sala do segundo prédio, uma no final do corredor do segundo andar.

- Com licença, professor, temos mais uma – a inspetora disse, entrou a contra gosto na sala, e Jake a olhou feio. Ele apontou para o lugar ao lado do dele.

se sentou e cruzou os braços com força, pois os mesmos tremiam. O pavio dela estava mais curto, o que era um certo problema para uma transformação iminente.

- O que você está fazendo aqui? – Jake sussurrou.

- Uma tal de Dakota-vadia veio cheia de marra pra cima de mim, dei nela. – deu de ombros.

- Você... o quê? Você ficou maluca, sua força está muito maior agora, você podia te matado ela...

- Mas não matei, infelizmente, seria menos uma vadia no mundo – pressionou a têmpora, tentando controlar os tremores, o que fez com sucesso – E eu não machuquei ela... muito. Olha eu soube me controlar... e você não pode falar nada, podia ter matado o menino na Ed. Física também.

- Isso é... diferente – ele disse.

- Shiu! – o professor sibilou.

- Não é diferente coisa alguma – sussurrou de volta.

A detenção parecer durar uma eternidade, por fim Jacob balançou a cabeça e puxou a namorada para mais perto a embalando em seus braços.

- Posso saber o motivo pelo qual você bateu nela?

- Pelo mesmo motivo que você – ela disse sorrindo para ele que riu baixo.

A detenção acabou e eles foram dispensados, antes de chegar no primeiro andar, Jake puxou para dentro de uma sala vazia, aonde se descobriu a pequena biblioteca da escola.

- Veio pegar um livro? – estranhou enquanto Jake a puxava mais para o fundo da pequena sala.

Jacob riu.

- Ah sim, com certeza – ele disse e percebeu o quão inocente ela foi agora.

- Jacob alguém pode entrar – ela olhou para trás.

- Nós saberemos – ele disse a puxando para si e a beijando com desejo, a encostando em uma estante de livros, prensando seu corpo musculoso ao dela. Infiltrando as mãos pela blusa dela, subindo até o sutiã e apertando os seios.

deu conta das calças de Jacob, as deixando cair pelas pernas musculosas dele. Jake abaixou as calças da namorada também e a virou de costas, jogando longe a jaqueta e beijando os ombros nus, mordendo.
Então abaixou as calças e a penetrou. mordeu bem forte os lábios, evitando que o gemido alto saísse os denunciando.
As estocadas eram rápidas e fortes, eles não tinham muito tempo. Jake segurava firme na cintura da namorada, os olhos fechados com força e a boca carnuda comprimida, evitando os sons que teimavam em sair de seus lábios.
Quando chegaram ao ápice os dois temeram cair no chão e Jake segurou com força o corpo da namorada, respirando rápido perto do pescoço dela.
tinha a testa apoiada na prateleira, uma mão estava pressionando o braço de Jacob, que estava em sua barriga.
Depois de se recomporem e se trocar eles saíram sorrateiros da biblioteca e foram em direção a casa de .

- Eu tenho ronda agora, mas mais tarde eu passo aqui, ok? – ele disse quando desceu da moto, ela sorri e o beijo com delicadeza, provando os lábios do namorado e se deleitando ao ouvir o suspiro dele. – Você não tem idéia de como eu queria ficar aqui com você – ele disse suspirando entre o beijo, riu e se afastou.

- Espero que continue com essa vontade quando vier aqui mais tarde – ela piscou para Jacob que riu, então se virou e entrou em casa, encontrando seu pai bravo na sala.

- Detenção? No primeiro dia?

Mas estava feliz demais para ligar para a bronca do pai.

- Não foi nada pai, não vai acontecer de novo. – então subiu correndo para o quarto, não dando chance para o pai falar mais nada, nem para avisar que tinha uma visitante incomum esperando por , que parou quando abriu a porta do quarto. – O que você esta fazendo aqui? – ela perguntou, quando Bella parou de olhar pela janela de e se virou para ela, um tanto sem graça.

- Preciso falar com você – Bella respondeu, tomou fôlego e disse: - Sobre o Jake.

fechou a porta assim como a cara.


Capitulo 20: Agora

olhou com cautela para Isabella.

- Ok, pode falar. – ela disse empinando um pouco o nariz, seus olhos castanhos azulados se esfriando.

Isabella contorceu os dedos de forma inquieta.

- Bom, acho que você recebeu meu convite… – Bella começou tentando de uma forma suave e despreocupada. torceu a boca mas não respondeu nada. – Bom, sabe Alice está com vários planos para o casamento, pedi a ela nada muito grande...

- Vá direto ao ponto, por favor. Eu tenho um tempo bem precioso. – se sentou suavemente na cama, um sorriso falso e forçado nos lábios.

- Er... certo... – Bella mudou o peso do corpo, demonstrando seu desconforto. – Eu sei que Jacob já recusou mas... eu queria que ele fosse meu padrinho, . É... realmente muito importante pra mim...

- E o que é importante para o Jacob? Voce já se perguntou isso?- enrijeceu um pouco a face. – É claro que você não se perguntou, você age como se o que ele quer não importasse, mas não! Sua felicidade tem que ser garantida! – levantou uma sobrancelha e fulminou Bella com os olhos – Deixa eu te falar uma coisa. – ela se levantou da cama e deu apenas um passo em direção a Bella – A única coisa que fará bem a Jacob agora é você longe dele, Isabella, longe de mim e dele. Deixá-lo ser feliz por apenas um momento. O mundo não gira em torno de você, nem sempre sua felicidade vem em primeiro lugar. Se você acha que Jacob vai ser padrinho como um último ato por que logo depois você se tornara uma vampirinha, então você tem que rever seus conceitos.

Em todo esse tempo Isabella se manteve assustada com a repentina ameaça na voz de e com a verdade sendo jogada em sua cara. Mas toda a timidez que um dia Isabella teve, se foi no exato momento em que terminou de dizer.

- Voce sabe que ele ainda vem atrás de mim, . Ele sempre virá. – Bella sorriu desdenhosa – Sempre que eu precisar de ajuda, você sabe que ele vem. Mesmo vocês tendo um impriting, ainda estamos conectados de alguma maneira. Por que está na cara, que algo aconteceu para esse imprinting ser incompleto.

quis voar em cima de Bella, seus braços tremiam ferozmente.

- E é por isso que você está tão insegura com relação ao meu casamento, por que você sabe que se Jacob aceitar ser meu padrinho, no meu próprio casamento, não há mais nada que ele possa me negar.

- Será difícil, sendo que você se tornará a pior inimiga dele, presa na eternidade e sugando sangue de gente inocente, ou você realmente acha que os Cullen são o que são hoje por falta de luta? Sempre tem uma queda, Isabella. E quando você tiver a sua – ameaçou – não espere pelo apoio de Jacob, por que sendo incompleto ou não, ele não vai me machucar. Mantenha isso em mente. Já que o seu surto de vadia entrou em ação. Ah, e depois que casar, uma dica: É realmente ótimo manter um relacionamento sem mentiras.

- O que você quer dizer com isso?

- Edward sabe que você beijou Jacob? Sabe que você está aqui pedindo para que ele seja seu padrinho?

Finalmente o sorriso debochado de Isabella caiu, e ela encarou com certo desdém.

- Você não ousaria.

- Nunca ouviu falar que brasileiras podem ser muito ousadas? – não riu, ainda estava com raiva, seus braços ainda tremiam violentamente e nada que ela tentava pensar, pinturas, musicas, construções, aliviava essa raiva, nada fazia parar a tremedeira e ela soube, a transformação não demoraria para acontecer. Disse sua última frase entre dentes. – Ai, ai, Bella. Se você sabe ser vadia, vai por mim eu sei ser mais.

Bella saiu da casa de um tanto chocada. E quando a mesma saiu sentiu seu corpo esquentar ainda mais, sentiu um calor lhe descer pelas costas, ao mesmo tempo que se espalhava por cada célula de seu corpo. Fechou os olhos com força, respirava rápido mas não era sua vontade, era totalmente inconsciente.
No andar de baixo, quando Peter e Drake entraram na casa, sentiram certa tremulação no ar, e correram escada acima, viram a irmã parada diante da janela, seu corpo inteiro tremendo.

- Chame Sam e Jacob. – Peter disse tentando tirar do quarto, mas estava difícil, ela quase não conseguia andar, tinha medo que se movesse qualquer parte do corpo se transformasse ali mesmo. – Vem , você pode destruir a casa inteira!

se esforçou para andar, sentiu certa dor bem em seu baixo ventre, para depois passar para os braços e pernas, era como algumas agulhas, entrando e saindo de sua pele, não era de tão ruim, mas estava se tornando desconfortável e irritante.
Quando saíram da casa, Peter levou a irmã para os fundos da casa, se embrenhando na floresta.

- Agora só deixe vir mana. – ele disse sorridente, se afastando dela.

Foi tudo muito rápido, quando Peter se afastou pareceu que só bastou isso para tudo fluir, já estava sobre quatro patas e ameaçava desmoronar para o lado, balançou a grande cabeça e sentiu uma quantidade enorme de ar entrar em seu corpo e se esvair. A cabeça rodava um pouco.

- Incrivel! – Peter disse olhando a irmã. – Sam vai pirar quando vir isso!

Não deu dois minutos Sam e Jacob chegaram e estacaram. Na frente deles não tinha uma enorme loba. Mas sim uma mistura de lobo com felino. tinha toda a pelagem branca como neve, com algumas mechas prateadas, parecia mais um tigre do que um lobo. Os olhos eram inteiramente azuis como a mais linda jóia safira.
Ela ainda estava tonta e não olhava para os meninos na sua frente, prestava atenção no cheiro que lhe invadiu as narinas, terra molhada, mato, mar, um cheiro de chuva, tudo ao mesmo tempo. Ouvia as gaivotas no mar e olhe que ela estava muito longe da First Beach. Sentiu tremulações no ar e quando olhou ao seu redor, três grandes lobos estavam no lugar dos amigos. Um grande lobo negro como a noite, um lobo avermelhado a sua frente e depois ao lado dele seu irmão.
Foi bombardeada por uma série de pensamentos, não só dos três, mas de quem fazia a ronda também. Soltou um ganido e balançou a grande cabeça branca.

Vamos nos acalmar pessoal! Sam ladrou.

, amor, como está se sentindo? – Jake perguntou quando tudo ficou em silêncio.

Estranha. – ela respondeu e tornou a balançar a cabeça.

O que te fez se transformar, ? – Sam perguntou.

Uma serie de imagens passou pela cabeça de , de Bella indo a sua casa, partes da conversa, as partes que irritaram e consequentemente encheram a cabeça do bando.

Oh! Tá explicado! – Afrodite resmungou – Vou dar nessa Bella! Vou dar nela! Agora o buraco ficou mais e mbaixo! Vô rodar a baiana aqui!

Cale a boca, Afrodite! – Jacob disse impaciente, ainda não tinha olhado para ele e quando o fez, se sentiu mais leve do que nunca, sentiu como se tudo ao seu redor não tivesse gravidade, sentiu um imenso sentimento de amor e alívio a tomar, como se ela finalmente pudesse respirar.

Está completo. – ela escutou ao longe a voz de Sam.


1 semana depois

Era o casamento de Bella.

- Isso é uma droga, eu não acredito que você vai me fazer ir, Jacob Black! – reclamou quando Jake apareceu em sua casa.

- Ah vamos lá! É o dia do casamento dela, amor. E outra, só vamos desejar felicidade e sair de lá, além do mais, ficamos sabendo que vai vir mais um clã de vampiros, precisamos ficar atentos de qualquer jeito. – Jake tentou convencê-la pela milésima vez.

teve que cortar um pouco do cabelo, nada muito radical... para ela. Jacob achou aquilo um absurdo, gostava do cabelo longo da namorada, agora ele estava estilosamente na altura de seu pescoço, na frente grande e atrás um pouco menos, nada muito chocante.
- Bom. – empinou o fino nariz – De qualquer modo eu não tenho uma roupa de casamento e não dá para comprar agora. – ela se sentou na cama cruzando as pernas e fingindo uma cara de tristeza – Eu demoro muito para escolher roupas, por que tem que ser uma roupa perfeita é claro. – ela suspirou dramaticamente – Demoraria o dia inteiro, infelizmente. Mas é claro se você quiser ir, pode ir.

- Certo. Te vejo depois. – Jake se virou para sair do quarto, prendendo a risada.

- Jacob! Eu não acredito nisso, aonde você esta indo?!

- Você me mandou ir para o casamento, eu estou indo.

cruzou os braços e fechou a cara.

- Se divirta lá. – disse seca. Jacob riu e deu meia volta.

- É claro que eu não vou sem você, anjo. – ele disse abraçando a namorada nervosa.
se mostrou excelente em seu auto controle, eles ainda não sabiam o por que dela ser mais um felino do que uma loba, Sam e os anciões estavam buscando nas lendas, mas nada realmente explicava tal ocorrido.

-Mas você podia fazer um esforço e aparecer apenas para cumprimentá-los, tenho certeza que não vai doer nada.

- Em mim não. – ela die e sorriu de forma maliciosa, mas quem sabe na Bella doa um pouco? Ela pensou – Olha, eu não quero ver a Isabella, por que se você for lá o que ela me disse aqui semana passada vai acontecer, você vai ir até ela e ela vai ficar se gabando eu vou dar na cara dela os Cullen e os amigos deles vão se meter e vai dar a maior confusão!

- Não sabia que você previa o futuro. – Jacob disse de forma seca.

- Não prevejo, é apenas o óbvio.

- Como você pode ser tão teimosa?! – Jacob suspirou forte.

- Ai! Tá legal, eu vou na droga do casamento! – ela saiu dos braços do namorado. – Mas você fica me devendo uma Black e pode ter certeza que eu vou cobrar.

Jake sorriu malicioso, fazendo rolar os olhos.

- Ô mente poluída! – dramatizou. – Mas o que eu disse é verdade, não tenho roupa pra ir! – Jake arfou exasperado, teve que trocar de quarto com Afrodite, por causa do tanto de roupas que a mesma tinha, já que o quarto de Afrodite era bem maior.

- Olha o tamanho desse armário! Impossível você não ter uma roupa ai! Impossível! – Jacob olhou para o amontoado de roupas. – Nossa você é muito desorganizada, mais do que eu. – ele riu.

o olhou brava.

- Deus, me de paciência, por que se me der mais força do que eu tenho, eu mato ele no tapa. – dramatizou.

Jacob riu ainda mais.

- Eu vou me trocar, te pego às seis. – foi até a namorada e a beijou demoradamente, quando se afastou os dois suspiraram.

sentia na pele agora o que era sofrer um imprinting, era algo além da explicação, antes do imprinting faria tudo por Jake, agora que ela mesma o sofreu, moveria mais do que mundos por ele.
foi tomar um demorado banho, então foi se arrumar, sua ronda seria apenas a noite, o que Jacob protestou já que de manhã tinha escola, de tarde trabalhava e de noite ainda tinha a ronda, ele reclamava de carência. Até que Sam se cansou de Jacob reclamando de só fazia ronda noturna três vezes na semana.

- Vai pró casamento? – Lu entrou no quarto e se sentou na cama.

- Jake quer ir, então... – deu de ombros, colocou a langerie branca, subindo a meia até a coxa e a prendendo na cinta liga.

- Bom, se controle lá, ok? Eu vou no cinema com o Drake. – ela deu um leve beijo na bochecha de e saiu.

foi até o armário e pegou um vestido amarelo bem clarinho e suave, era tomara que caia falso e a forma do busto era em coração, até o meio da cintura ele era bem justo, mostrando a cintura fina da garota, depois descia um tanto cheio e rodadinho, ela colocou um fino cinto branco na cintura e calcou a sandália de peito aberto preta nos pés e jogou sua jaqueta de couro preta por cima, era nova, a jaqueta, e tinha algumas tarrachinhas no ombro e na gola
se sentou em frente ao espelho e delineou bem os olhos, passou bastante rímel e pintou a boca de um vermelho sangue lindo, passou de leve o blush rosa claro na maça do rosto, dando um ar mais saudável. Borrifou seu perfume doce no pescoço e nos pulsos. No cabelo ela apenas fez mais alguns cachos e os bagunçou um pouco mais.
Tudo isso não foi tão rápido quanto pareceu, deu o horário e Jake entrou em seu quarto.

- Isso por que você não tinha nada para vestir. – ele disse admirado com a roupa da namorada.

riu sem graça e admirou Jacob, que vestia uma calça jeans, sapatos pretos, camisa branca e paletó preto.

- Vamos? – ela perguntou depois de um tempo. Eles desceram as escadas conversando sobre amenidades.

- Seth também esta indo. – Jake comentou quando eles entraram no carro de , com Jacob do lado do motorista. – Assim como Sue.

- Nossa, faz muito tempo que eu não vejo a Sue! – disse enquanto Jake dirigia pela estrada em direção a casa dos Cullen.


Depois da cerimônia, cumprimentou cordialmente Bella e Edward, se mantendo simples e sincera, desejando aos dois felicidades.
Notou os olhares confusos dos Cullen sobre ela, provavelmente por causa do cheiro de lobo que ela tinha agora, e notou também os olhares do novo clã.
A festa começou e e Jake se divertiam dançando juntos, rindo sempre.

- Você esta mesmo muito linda. – Jacob disse de forma doce, fazendo sorrir e corar.

- Você também, Jake. – ela tocou de leve a gola do paletó dele e piscou pra ele.

Até que Bella pediu para dançar com Jacob, sorriu de forma tranquila e cedeu, enquanto Edward a tirava para dançar.
Foi estranho dançar com ele, seu toque super frio na pele quente dela. Mas até que ele não era desagradável, era educado e sabia manter a conversa.

- Então, você entrou para o bando agora? – Edward disse girando suavemente.

A mesma sorriu serena.

- É, uma hora ia acontecer. – ela deu de ombros, fazendo Edward rir do gesto dela.

- E também superou o fato de Bella e Jacob?

- Não acha que esta especulando demais? – ela brincou, mas Edward notou o tom de aviso por baixo da brincadeira, deu de ombros. – Você superou?

Ele ficou um instante em silêncio, ate que suspirou e sorriu torto.

- Não e não acho que vou tão cedo. – ele disse serenamente – Sua vez de responder.

- Bom – ela começou pensando bem antes de falar, mas não fazia sentido pensar antes de falar, ele provavelmente saberia a resposta em sim. Edward riu do pensamento da garota. –, acho que sim, quero dizer, não sou muito a favor de contatos, mas... – deu de ombros – confio em Jacob.

Eles ficaram um tempo em silêncio, ate que uma agitação se fez lá atrás, era Jake. na hora se soltou de Edward e foi para aonde Jacob estava com Bella, era um lugar um tanto isolado.
Por que ele trouxe ela aqui? se perguntou, mas fez questão de não ligar para isso, Jacob tremia e perderia o controle.

- Solte-a, Jacob. Agora! – Edward disse de forma agressiva, entrou na frente de Edward e pegou no braço musculoso de Jacob.

- O que esta fazendo, Jacob?! Largue-a. – ela disse olhando para o namorado.

- Eu vou matar você! – Jacob disse para Edward – Agora mesmo!

- Não! Já chega! – o puxou com mais força e foi ajudada por Seth, logo atrás deles surgiu Sam. – Jake, por favor. – ela sussurrou de forma triste quando não conseguiram mover muito ele.

Jacob cortou o olhar com Edward e olhou para , a máscara de raiva caiu quando ele viu o olhar triste da namorada.
Estava machucando-a novamente.
Jacob parou de resistir e se deixou levar por e Seth.

- ...

- Conversamos depois, Jacob - ela disse quando eles estavam longe da festa e perto de casa. – Acho melhor você esfriar sua cabeça. – ela disse seca, entrou no próprio carro e saiu de lá, deixando Jacob com Seth.

- Vem cara, depois vocês se resolvem. – Seth puxou Jacob para a floresta, aonde os dois seguiram para a reserva.


Capitulo 21

seguiu o caminho para sua casa em total silêncio. Desligou os faróis do carro e acelerou pela rua. o carro negro era mais como um vulto na estrada. Quando se aproximava dos arredores de La Push, Jacob apareceu na frente do carro, fazendo frear com força.

- Mas que droga! Se você queria morrer era só ter falado meia hora antes que eu mesma faria com as minhas próprias mãos, Jacob!

- Abre a porta. – Ele disse suavemente.

- Abre a porta o caralho. – travou as portas e cruzou os braços – Não vem mandando aqui não que minha vida não é bagunça, Black. – Jacob rolou os olhos.

- , abre a porta. Vamos conversar.

- Argh! Como eu estou odiando esse seu tom sereno! – Ela bufou mas não destravou as portas – Qual o problema de conversarmos quando chegarmos na minha casa, hein?! Mas que saco, Black! – De um modo ou de outro ela destravou a porta e saiu do carro, foi até ele e parou na sua frente, a expressão fechada e os braços cruzados. – Ok, você tem trinta segundos.

Jacob ergueu as sobrancelhas.

- Só trinta?

- Ok, ok, vinte. Ainda vou te dar um boi e perguntar o por que é que você quase matou a Isabella no próprio casamento dela. Não que eu me oponha é claro, mas se você me dissesse que haveria um homicídio, bom eu mesma queria ter a sorte de matá-la. -
Jake passou a mão nos cabelos. - Você esta perdendo seus segundos.

- E você não esta ajudando. – Ele disse – Olha é só que... o que ela me disse... bom, me pegou de surpresa...
- Ai que chata, ela disse de novo que te amava? – supôs e sentiu novamente mais raiva de Bella.

- Não, ela disse que ia realmente ter uma lua-de-mel com o vampirinho – Jacob disse entre dentes.

continuou a fitá-lo, esperando que ele dissesse que era brincadeira, mas a frase não veio e ela arqueou uma sobrancelha.

- Ok, eles vão realmente ter uma lua-de-mel, qual é o seu papel na historia? – é claro que sempre soube que Bella era uma louca de pedra e isso que Jacob disse só aumentava mais a sua teoria, mas venhamos e convenhamos, ela era mulher e uma mulher precisa satisfazer suas necessidades e desejos.

- Você não entende?! Ele pode matá-la!

estalou a língua – Duvido muito. Jake, ele a ama mais que tudo, acha mesmo que ele vai matá-la? Edward é tão certinho que provavelmente já deve ter se informado com o Carlisle sobre isso. – Ela rolou os olhos – Ele não agiria no escuro. E é a vida particular deles, não é você quem decide o que ela faz ou deixa de fazer, Jacob! Achei que já tínhamos passado dessa fase.

- Você realmente não entende! – Ele exasperou e jogou os braços para o alto.

- Não, eu não entendo! – gritou – Não entendo por que você ainda fica se preocupando com ela! Ela mesma assumiu na sua cara que vai transar com o que cara e você ainda se preocupa?! É realmente muito confuso para mim, Jacob. – Ela deu meia volta e foi para entrar no carro. – Na verdade, essa sua “apegação” por Bella é que é muito complicada para mim. – Abriu a porta do carro mas a mão forte de Jake a impediu de abrir a porta completamente. – Tira a mão. – Pausadamente as palavras foram ditas com certa raiva e controle. Outra mão a fez virar para ele, que tinha a expressão séria, os lábios firmes em uma linha reta e os olhos negros estreitos.

- Quantas vezes eu vou dizer que apenas me preocupo com ela? É só isso! – Ele tentou argumentar

- Jacob eu tô de cabeça quente, depois a gente conversa – ela foi tirar a mão dele que a impedia de entrar no carro.

- Você não acredita em mim, não é?

suspirou e olhou por cima do ombro pra ele.

- Eu nunca disse que não acreditava, só que não entendia. – ela respondeu.

- Certo, então eu faço você entender que ela não é nada para mim – ele disse, tornou a virá-la para ele e a puxou para um beijo violento e cheio de promessas.

No inicio resistiu, tentou se afastar dele, por que em sua cabeça não era assim que as coisas funcionavam, mas logo desistiu quando seu lábio foi sugado com desejo. Quando deu por si estava se agarrando a ele de forma entregue e apaixonada. Cegamente eles caminharam para a porta de trás do carro. a abriu e entrou com Jake em cima dela, suas mãos quentes percorrendo todo o corpo dela, com desejo e fome.
jogou a cabeça para trás e soltou um alto suspiro, deixou que Jake beijasse seu pescoço e o mordesse. Ouviu um barulho de tecido sendo rasgado e percebeu que sua meia fina tinha virado trapos no chão do carro, sentiu a calcinha ir fazer companhia para a meia rasgada enquanto Jacob tornava a beija-la com desejo e paixão. se ocupou da camisa de Jacob a rasgando sem dó nem piedade, passando a mão nas costas musculosas, sentindo cada musculo se contrair ao toque dela, cada suspiro quente que saia da boca de Jacob. O calor estava cada vez mais alto naquele carro, com habilidade se livrou parcialmente da calça de Jacob e quando deu por si ele já estava dentro dela, com um urro de prazer.
Nada foi carinhoso, foi tudo rápido, forte, nenhum toque demonstrava carinho todos eram urgentes e necessitados.
sentiu o delicioso frio no baixo ventre, arrepios castigavam os corpos dos dois, a respiração quente de Jacob em seu pescoço mandava ondas de eletricidade para seu corpo, os baixos sussurros dele, clamando o nome dela de forma desesperada e cheia de prazer nublou qualquer sentimento dela, o ápice veio rápido e potente para os dois, os fazendo tremer.

- Isso... não... muda... nada – disse entre arquejos – Não... ache que... resolverá as coisas... comigo na base do sexo, Black.

Jacob riu no pé do ouvido dela e levantou a cabeça para fita-la, os olhos negros cheios de amor e diversão. Ele estava achando a situação divertida! quis xingá-lo, mas acabou revirando os olhos.

- Você é mais importante pra mim do que qualquer outra coisa, . – Jake disse – Não sei por que você fica insegura em relação a Bella. Quantas vezes eu vou ter que te explicar que não sinto mais nada, nadinha de nada por ela?

- Quando ela resolver largar do seu pé. – disse marrenta então olhou para o chão do carro – Mas que droga, Jacob! Era minha calcinha favorita sabia?

- A minha também. – ele disse rindo.

- Bobo. – tentou não rir mas um sorriso de canto invadiu seus lábios.

- Não esta mais brava comigo?

- Estou sempre brava com você, Jacob. – ela disse divertida então saiu de baixo dele. – Embora ainda sinto certa raiva... mas... – suspirou – não vai levar a nada. E você tem que começar a aceitar que as escolhas dela são apenas e exclusivamente dela. Ficar com raiva ou quase estragar o casamento não ia levar a nada. – ela ajeitou o vestido e os cabelos, enquanto Jake vestia sua calça, por que sua camisa e paletó já eram.

- Certo, então vamos fazer assim, você supera esse ciúme bobo... e não me olhe assim – ele disse quando a namorada fez cara feia – e eu supero o fato de me preocupar com ela...

- Você quer dizer cuidar da vida dela. – disse cruzando os braços e Jacob riu e a puxou para seus braços.

- Eu te amo sua ciumenta. – ele beijou o topo da cabeça da namorada, que riu e se sentiu mais aquecida com isso.

- Eu te amo. – ela respondeu e levantou a cabeça apenas para selar levemente os lábios do namorado. – Agora eu preciso voltar para a minha casa. – se levantou e foi se sentar no bando do motorista. Jake saiu do carro e caminhou até a porta do passageiro, mas acelerou e Jake a olhou confuso. – Tem que pagar penitência pelo que fez. Vai a pé, Black. – ela disse sorrindo e acelerou o carro rindo e fez a curva para a entrada de La Push.

Jacob riu e balançou a cabeça. Correu até sua casa, o que não demorou muito tempo. Quando chegou seu pai ainda estava acordado e o olhou estranho.

- Você sai vestido e volta seminu? – Billy disse – Por que isso me cheira coisa de Scoz?

Jacob riu.

- Boa noite pai.

- Noite. – Billy respondeu enquanto terminava de assistir seu filme de guerra.

oOo

acordou cedo e foi para a escola com Drake no seu encalço. Já tinham se passado duas semanas desde o casamento de Bella e estava tudo bem entre ela e Jacob. Peter e Leah já tinham afirmado um namoro e o fim do ano estava se aproximando. já tinha se acostumado com a escola, claro ainda tinha a vaca da Dakota, mas depois daquele breve surra ela nunca mais dirigiu a palavra para .
A caminho da escola Drake não parava de tagarelar, Lu tinha ficado doente e Drake só não ficou com ela por que Kevin não deixou.

- ... e acho isso uma injustiça por que ela é minha namorada e eu tenho o direito de cuidar dela...

- DRAKE! – gritou estressada, já estava tendo dor de cabeça ouvindo o irmão – Sua voz está me irritando, tem como calar a maldita da boca? É apenas uma gripe, ela não vai morrer por causa disso. E eu nem sei por que você está falando comigo, eu não te suportei ontem, não te suporto hoje e não vou te suportar amanhã então... cale a boca. – e virou e viu Jake vindo com Embry e Quil.

- Então... você pode me suportar depois de amanhã? – Drake perguntou. se virou para dar uma bolsada nele, mas é claro que ele escapou com agilidade. – Acho que isso é um não. – ele disse suspirando.

- Acha? – perguntou com tédio. Se virou e deu um suave beijo em Jake e cumprimentou os outros.

- Vamos? – Embry disse e quando todos começaram a andar

viu seu pai passando pela rua, estava com uma cara estranha e olhava o tempo todo para os lados, até que um carro parou na frente dele, um corsa vermelho. Kevin foi até a porta do motorista e abriu a porta para uma mulher que nunca viu na vida e... a beijou.

- Santo Deus! – disse boquiaberta.

- Ah, nojento. – Drake disse.

- Acho que vou vomitar. – disse colocando a mão na barriga.

- Nosso pai? Namorando? Essa é nova.

- Por que ele não me contou? – disse indignada – Ah, mas não vai ficar assim mesmo! – ela largou a mão de Jacob e seguiu o pai pela rua.

- Amor, volta aqui, deixa seu pai. – Jake a parou.

- Que nada! Eu disse que ele vinha agindo estranho. – ela colocou o dedo em riste na face de Drake – Eu disse! Mas ninguém me escuta! Há quanto tempo será que ele esta com... com... com essa dai.

Jacob levantou a sobrancelha.

- Sua mãe é casada com outro, .

- E você acha que ele não sofreu também? – respondeu ainda de olho no pai, que virava e entrava na pequena lanchonete – Louis sofreu muito na primeira semana, eu e Peter vivíamos pressionando ele... até que eles se casaram e não teve mais jeito. – ela passou por Jacob e foi em direção a lanchonete

- Não, você não vai entrar lá. – Jake passou o braço na cintura dela e a levantou com facilidade.

- Me solta! – ela disse brava.

- Não, você vai para a escola, aonde seu pai acha que você está e aonde você deve estar.

- Quem é você agora? Meu pai ou meu namorado?

- Seu namorado. – ele respondeu rindo e a levando.

- Ok, ok! Eu sei andar, tá legal? – ela suspirou, Jake a colocou no chão e eles caminharam em silêncio para a escola, em silêncio exceto por Drake que não parava de tagarelar sobre a Lu e sua gripe.

- Eu vou dar um tiro nele se ele não calar a boca. – Embry sussurrou para que acabou rindo, Quil também conversava com Drake por que, ao que parecia, Claire também tinha pego gripe.

Mas eles acabaram nem entrando na escola, pois ao longe um uivo soou alto.

- Ótimo, logo em dia de prova. – disse e eles seguiram para a floresta, não teve problemas como antes para se transformar, colocou a mochila aonde ela depois viria pegar e eles correram para aonde o uivo foi ouvido.

Nos pensamentos, Sam parecia um tanto inquieto e quando chegaram na clareira ele estava com os dois membros mais novos do grupo, Collin e Brad.

O que aconteceu? – Leah perguntou, ela ainda estava um pouco longe.

Aonde esta Peter? – Sam perguntou.

Estava na galeria do Kevin, daqui a pouco deve estar aqui. – Leah respondeu.

Certo, depois alguém ponha ele aparte, Collin, conte o que você ouviu. – Sam disse.

(N/A: Algumas passagens de Amanhecer, Livro Dois estarão aqui)

Eu estava voltando para casa quando escutei Billy conversar com Charlie e parece que Bela e Edward já voltaram. – ele contou e seu olhar relampejou para – Parece que ela está muito doente, Charlie estava bravo por que os Cullen não o deixam vê-la.

Então é isso, ele transformou. – disse indiferente – Todos sabíamos que isso ia acontecer, qual é o motivo do alvoroço?

Você sabe . – Afrodite disse – O pacto foi quebrado, eles não podem transformar nenhuma de suas vítimas ou mordê-las.

Mas Isabella não é uma vítima. Ela sabia aonde estava se metendo, ela escolheu isso. – rebateu novamente e deu um leve dar de ombros.

Ela sendo ou não uma vítima, o pacto foi quebrado! – Afrodite insistiu – Ela é uma recém criada, não terá os mesmos costumes que os Cullen, ela pode machucar muita gente.

Nisso não optou, Afrodite estava certa.

A questão pela qual eu chamei vocês é que precisamos ter certeza de que ela foi transformada, vai que os Cullen disseram a verdade para Charlie e ela está mesmo doente? Além do mais ela saiu daqui humana. – Sam abrandou o bando. Então seu olhar passou por Jacob e todos já notaram a intenção do Alfa. – Você e poderiam ir, Jake. – ele finalmente verbalizou seus pensamentos.

Epa, epa, epa, epa! – disse inquieta – Não é por que eu tive um certo lapso de bondade e defendi a Isabella que eu vou ir lá dar as boas vindas para ela! Eu ainda tenho minha dignidade e orgulho e pretendo mente-los.

Sam suspirou forte e Jacob ficou calado, os pensamentos quietos sem verbalizar exatamente nada.
, que estava sentada em forma de esfinge, ficou sobre as quatro patas e andou inquieta olhando para Jacob que também a mirava.

Argh! Argh! – ela rosnou – Certo eu vou dar uma olhadinha na Isabella com o Jacob, mas não se acostume com isso, escutou Sam? – ela fuzilou Sam com os olhos – Eu não sou bagunça não. – Ela e Jacob se viraram e saíram correndo para se transformar.

Você não precisa ir. – Jake disse calmamente.

E deixar você ir sozinho falar com ela? Não, eu não estou bêbada ainda. – ela tentou fazer graça. Jacob não respondeu, apenas rolou os olhos, quando voltou para perto da floresta da escola, para pegar sua mochila.

Ela se transformou e se trocou com a roupa que estava, botas de cano alto indo até a sua coxa, um vestido grudado no corpo branco com o esboço de uma garota como estampa e uma jaqueta, estilo bolero, de couro preto. jogou a mochila no ombro e acompanhou Jacob.

- E se ela estiver mesmo transformada? Acha que ela pode nos atacar? – perguntou um tanto preocupada, não tivera nenhuma experiência com vampiros e pelo o que o bando descobriu, recém criados são muito mais forte do que vampiros milenares.

- Não sei. – Jacob segurou com força a mão da namorada – Mas se ela tentar, não vou deixar encostar em você.

- Talvez você até deixe .– refletiu sorrindo um tanto sombria – Assim eu tenho uma desculpa para alegar legitima defesa.

Jacob fez uma careta e passou o forte braço pela cintura da namorada.

- Não comece. – ele sussurrou em seu ouvido enquanto entravam novamente na mata, foram correndo até a casa dos Cullen, não havia necessidade de se transformar.

Havia pouca agitação na floresta a não ser por Jacob e competindo na corrida, quando ultrapassaram a fronteira puderam ouvir certa agitação dentro da casa dos Cullen, diminuíram o ritmo para uma leve andar até que pararam em frente a grandiosa casa dos Cullen.
Jake segurou possessivamente a cintura de e deu um passo a mais que ela, quase a deixando a suas costas.

- Não seja ridículo. – ela sussurrou revirando os olhos, antes que eles batessem o Dr. Cullen abriu porta

- Ah, olá Jacob e ... Essa não é uma boa hora. – ele disse, parecia estranhamente cansado e não tinha mais aquela aura de serenidade que sempre possuía.

- Acho que é a hora perfeita. – Jacob disse mecanicamente, parecia tão desconfortável quanto qualquer um. tentava (disfarçadamente, para não ofender) respirar pela boca, odiava o cheiro dos vampiros.

- Jacob e estão aqui? – eles ouviram a fraca voz de Bella. franziu o cenho, a voz era um tanto rouca, será que as vozes de vampiros recém criados eram assim? – Deixe eles entrar Edward, quero vê-los.

Ah tá, essa é boa, Bella quer me ver, duvido! pensou, manteve a expressão serena.

Com um suspiro Carlisle deu passagem para os dois, Jacob apertou um tanto mais a cintura de e entrou primeiro. passou por Carlisle e espiou por cima do ombro de Jacob, Bella estava no sofá e realmente parecia doente.

- Oi , oi Jake. – ela sorriu.

A pele, geralmente branca, estava um tanto cinza e o sorriso esticou um pouco de mais o rosto.
Bella estava realmente doente, afinal de contas. pensou, sem antagonismo, sem sarcasmo ou maldade, apenas uma confirmação do que estava vendo.



Capitulo 22: Pedido.

- O que aconteceu com você? – Jacob perguntou abismado.

Bella esticou mais seu sorriso e pareceu que todo o seu rosto se esticou.

- Rose, me ajude a levantar – ela disse de forma doce e Rose mandou um olhar feio para e Jake.

- Não Isabella, não precisa – disse vendo o esforço que Bella tentava fazer. A mesma abanou a mão.

- Só estou respondeu a pergunta – ela disse e quando se endireitou uma enorme protuberância se mostrou na larga camisa que Bella vestia. Ela parecia... grávida.

arqueou as sobrancelhas de forma surpresa.

- Você está... grávida? – agora franziu o cenho e o sorriso de Bella se tornou carinhoso e manhoso e ela confirmou com a cabeça, acariciando a barriga grande. – Em menos de um mês?

Edward se levantou e olhou para a parede de vidro e notou o olhar de fúria que ele tinha.

- É. – Bella disse olhando para Edward com tristeza.

Jacob começou a tremer e viu o quanto ele tentava disciplinar isso.

- Você está bem, Jake? – Bella disse preocupada.

- Sim e você? – ele disse de forma seca. Bella abaixou a cabeça de forma triste. – Isso... está... se alimentando de você?

- Como todo bebê se alimenta da mãe, Jacob. – ela rolou os olhos – Você não presta atenção nas aulas de Biologia não?

Jacob a mirou com fúria. – Sabe do que estou falando.

Bella suspirou e isso pareceu ser um grande esforço para ela. Respirar.

- É, ele está.

- Ah, é um garoto – Jake disse sarcástico – Devia ter trazido balõezinhos azuis?

Rosalie rosnou e – antes estava atrás de Bella – agora se postou ao seu lado, os olhos em fúria para Jacob. logo tomou parte, ficando também ao lado de Jake e mandando um olhar de aviso para Rosalie.

- Não. – Bella sussurrou e colocou a mão no ombro de Rose – Por favor, Rose. – a loira a olhou protetora, então voltou a ajudar Bella a se sentar. – Eu sabia que uma hora vocês viriam – ela disse com um olhar carinhoso para Jacob. – Posso conversar com você ? A sós?

Foi uma surpresa para todos na casa.

- Bella – Rose avisou. – Ela te odeia, tem certeza que é sábio?

- não irá me machucar, Rose – Bella disse com tanta certeza que deixou um tanto desconfortável. Como ela podia acreditar tanto nisso? Pensou . – Por favor.

Aos poucos os Cullen foram saindo da grande casa, até que restou Rosalie, Edward e Jacob. Com uma ultima olhada Edward saiu pela porta e logo atrás dele Rosalie.

- Você vai ficar bem? – Jake perguntou para que assentiu relutante, quando o mesmo saiu pela porta se virou a contragosto para Bella.

- Então... – iniciou.

- , o que você faria se tivesse um filho de Jacob? – Bella perguntou com um fio de voz. Julia se remexeu inquieta.

- O teria, oras. - então notou o olhar significativo que Bella lhe mandou – Não compare o filho que eu posso ter com o Jake, com isso que você carrega no seu ventre – ela disse entre dentes.

- Não estou comparando... Mais ou menos. Edward não entende. – ela lamentou – Eu nunca poderia matar um filho dele. Ele acha que eu não vou conseguir, mas sei que sou forte o bastante.

sentiu a garganta se fechar, Bella estava se matando.

- O que você quer com essa conversa?

- Como eu disse, sabia que uma hora vocês viriam e estava contando com isso – Bella disse de forma calorosa – Eu sei que quando vocês saírem daqui, Jacob não vai conseguir se conter e vai acabar falando para o bando. Escutei uma conversa de Carlisle e Edward, isso se transformaria em uma guerra e há uma boa chance dos Cullen perder, já vocês estão em maioria. – Bella suspirou. – Não quero que isso aconteça, nunca quis. Eu só... – ela suspirou e uma grossa lagrima rolou pelo rosto doente dela – Sei que você tem bastante influencia sobre Jake e seus irmãos. Sei que você tem apreço pelos Cullen, por mais que mínimo. Queria te pedir... te implorar se for preciso – ela olhou para de forma suplicante, que fez a morena querer chorar junto – Não deixe matarem minha família. – ela sussurrou de forma quase inaudível. – Você poderia pelo menos conversar com o bando, caso algo seja revelado... Só... tente, por favor.

- Não tenho muitas garantias para te dar Isabella – disse quase como um sussurro – Por mais que possa influenciar a metade do bando e ser diferente, ainda sou a mais nova no bando, minha palavra pouco vale ali. – quando ela viu o rosto de Bella se contorcer, suspirou – Mas farei meu melhor.

Bella sorriu de forma doce. mordeu os lábios de forma nervosa.

- Não ache que com isso você é minha favorita, Isabella – ela logo emendou.

Bella riu de forma infantil e aliviada.

- Não acho. Mas acho que é um começo – ela disse olhando para com certo carinho.

- Urgh – disse balançando a cabeça – Ficou grávida e está mais carinhosa? – Bella voltou a rir.

- Obrigada – ela disse fervorosamente.

- Não entendo – disse se aproximando de Bella – Você ama Edward, e o esta fazendo sofrer, por mais um de seus caprichos. Por que uma vez na vida você não faz a coisa do modo certo? – esboçou um sorriso de canto.

- Não é tão fácil, sei que o machuco, mas desta vez é por uma boa causa – ela acariciou a barriga.

- Você não sabe o que vai sair dai Bella – Julia disse acida – Ninguém sabe. Acho que essa será a preocupação maior do bando – se moveu e se sentou nos pés do sofá.

- Sei que não é vai ser nada ruim – ela disse de forma teimosa, como se fosse questionada muitas vezes.

franziu o cenho.

- Bella, olhe para si mesma – ela disse de forma seca – Em menos de três meses você esta assim, duvido que chegará aos nove meses, já pensou que você não pode nem ver a criança nascer?

- Eu vou conseguir! Sou forte o bastante! – ela disse cruzando os braços.

- E se você não conseguir?

- Olha eu tenho um plano ok? – ela empinou seu queixo – Sei que não posso passar por tudo isso sozinha. Pretendo ter ajuda. Você sabia que Esme se jogou de um penhasco? – ela olhou para – Quando a acharam, nem sequer virão se ela tinha ou não batimentos. O que impressionantemente ela tinha, Carlisle a transformou. Não entende? Ele salva vidas, não as tira.

- Acho que essa sua teoria sobre o Carlisle tem muitas divergências entre essa família – disse. – Mas entendo seu ponto. Transformação de emergência.

- Sim. – ela sorriu. – De certo modo Edward prometeu me transformar depois da lua de mel.

negou com a cabeça. Então se levantou.

A conversa já acabou, ela pensou para Edward.

- Eles já estão voltando. Farei o que posso Bella – disse de forma indiferente, então Jacob entrou na casa e se postou ao lado de , parecia bem mais calmo. Então um movimento que Bella fez e mostrou um pouco da sua barriga, coberta de roxos e manchas. Jake arfou assim como .

- Ele só é um pouco forte – Bella disse constrangida.

- Vamos – Jacob a pegou pelo cotovelo e eles saíram da casa, com um Jacob mal dizendo “Adeus” e com olhando para cada um dos Cullen e dizendo seu “Adeus” também.

- Se acalme, Jake – ela tentou dizer, mas ele tremia mais que nunca.

- Sobre o que conversaram?

- Vocês não escutaram?

Ele negou com a cabeça – Edward não deixou.

Ela o parou no meio da floresta.

- Jake se acalme – olhou dentro dos olhos dele, colocando cada mão ao lado do rosto dele – Se acalme amor.

Jacob soltou o ar e fechou os olhos com força, lhe deu um leve beijo nos lábios, para depois encostar sua testa com a dele.

- Temos que contar para o bando, – ele disse suspirando.

- Sam vai ordenar um ataque, Jake! – ela disse desesperada.

- E como vamos mentir sobre uma coisa dessa, rum? – ele disse – Não tem o que inventar, não vou conseguir controlar a imagem que tive de Bella!

- Jake – sussurrou de forma triste – Não faça isso.

- O que eu supostamente devo fazer hein?! – ele jogou os braços fortes para o ar.

- Impedir o ataque! Nem eu vou conseguir engolir tudo o que vi hoje, mas você pode impedir, pelo menos! Bella é sua amiga, Jake. Eles vão matar a família dela!

- A família dela é o Charlie e a Renee! – ele gritou.

- JACOB! – gritou furiosa – Você é o segundo no comando porque quer! Sam respeita seu conselho mais do que de qualquer um porque sabe que você é o líder dele! Você pode fazer alguma coisa!

- Eu não quero ser líder de ninguém! – ele disse entre dentes – Não vou conseguir fazer muita coisa. – então se afastou e se transformou, Julia mirou o grande lobo avermelhado que com um grunido de angustia tentou encostar sua grande cabeça perto de , mas a mesma recuou brava e se transformou.

Sua mente foi um alvoroço, todos já sabiam.

Venham para cá agora, vamos decidir o que fazer – Sam disse sério, mas todos já sabiam o que iria acontecer. saiu em disparada, deixando Jacob para trás, correu o mais rápido que pode.

Não faça nada, Sam! – ela disse de forma desesperada, tinha feito um acordo com Bella – Eles não tem culpa, simplesmente aconteceu!

Isso é um perigo para todos, – ele disse seco.

chegou na pequena clareira e todo o bando já estava junto.

Não! Você não entende! – ela disse olhando para o lobo preto com suplica – Você não pode atacá-los agora! Primeiro porque não ajudaria em nada, Bella ainda teria o filho, segundo porque sem Carlisle não tem ninguém para continuar com as pesquisas!

Nunca disse que ira matá-los – Sam empinou o focinho, Jacob chegou na clareira e olhou confuso para Sam.

O que você vai fazer então? – ele perguntou.

Desculpe Jake, mas não temos outra opção – Sam disse de forma triste – Isabella Swan carrega um monstro em seu ventre, uma coisa que quando sair não saberemos o que fará. A única morte que tem que ser realizada é da criatura que nascerá.

franziu o cenho.

Vai esperar a cria nascer? – disse de forma confusa.

Não – Sam respondeu firme, foi quando todos entenderam o que aquele simples “não” quis dizer.

Você matará uma vida humana! Não pode fazer isso! – Jacob disse bravo.

Ela escolheu seu caminho, eu penso na nossa tribo Jacob! – Sam bufou. – Pensa que não é difícil para mim pensar desse modo?

Penso! – Jake respondeu – Não vou deixar você matá-la. – então se agachou de forma ameaçadora. Sam ladrou e também se agachou com Jared e Paul em seus flancos.

logo se postou ao lado de Jacob, mostrando os dentes de adaga, Peter tomou partido da irmã, assim como Afrodite. Sam olhou para a fileira que se estendeu ao lado de Jacob, seus pensamentos de repente ficaram mudos.

Não precisa ser assim – ele disse para Jacob.

Desista dessa idéia maluca que não será assim – Jacob frisou.

Você não manda nessa bando, Jacob – Paul disse bravo.

E muito menos você, Paul – o mirou brava. – Você não se importa quem vai morrer, contanto que alguém morra e você tenha feito o serviço está de bom tamanho.

Paulo rosnou e deu um passo a frente. avançou também, mas Jacob entrou parcialmente na sua frente rosnando.

Mais um passo Paul e eu juro por tudo que é mais sagrado que você é despedaçado aqui mesmo – Jacob ameaçou.

Paul começou a avançar desafiadoramente.

Volte para o seu lugar, Paul – disse avançando também, Paul a mirou com raiva pelo comando dela, olho dentro dos olhos negros dele com intensidade – Você não vai querer comprar essa briga, Paul. Pare com isso – ela rosnou e Paul, que parecia tão nervoso, surpreendentemente recuou com calma e serenidade, nunca tirando os olhos de . Ele se postou ao lado de Sam, mas agora estava sentado em forma de esfinge.

Todos olharam abismado para aquilo. Estava na cara que Paul ia atacar. A surpresa foi ele parar assim com palavras tão toscas.

Sam olhou de para Paul, que continuava a mirar .

agiu por um instinto inconsciente dela, ela simplesmente se deixou levar (sem saber) e disse:

Agora se acalme – falou com uma voz firme, Paul soltou a respiração e deitou no chão com a cabeça entre as patas.

Houve burburinhos de todos. E Sam mirou com interesse.

Eu sempre disse que ela era manipuladora – Drake disse descontraído.

Não precisa ser assim Jacob. Vamos ter que atacar e eu não me importo com sua opinião – Sam não se deixou levar. – Vamos dividir aos pares. – então começou a dizer quem atacaria quem. – Você ficará com a Esme e com Alice, . Tenho certeza que você se sairá bem.

Eu não vou atacar ninguém! Se ao menos os Cullen tivessem feito algo eu atacaria, mas eles são tão inocentes nisso quanto a própria Bella. E olha que é difícil para eu dizer isso – empinou o focinho.

Você vai! Isso é uma ordem! Agora vá junto com Seth e Embry! – ele disse em seu tom alfa.

rosnou e sentiu suas patas se moverem contra sua vontade, ela tentava resistir e soltou um grunhido alto, balançou a grande cabeça branca. Jacob rosnou alto e se postou ao lado da namorada. Como se desse apoio para ela.

Pare com isso Sam! Você nunca nos obrigou a fazer nada, se ela não quer atacar deixe-a – Jacob mostrou os dentes para Sam.

Você é o nosso melhor lutador Jacob – Sam agora andava em círculos ignorando o que Jacob disse – Lutará contra os melhores dele, Edward e Jasper. Não se preocupe, Quil e Embry te ajudarão. , com você lutará Afrodite e Leah.

Não! – Jacob disse firme – Eu não vou lutar – empinou seu focinho e se aproximou de Sam que era uma cabeça maior que Jake. – Você não manda em mim, Sam. Eu sou por direito o Alfa.

Sam recuou e balançou a cabeça – Esse bando nunca seguirá você, Jacob.

Não quero que ninguém me siga – ele olhou para com amor – Mas eu não vou atacá-los.

Jacob, amigão, não faça isso – Quil disse triste.

Jacob não deu ouvidos, virou de costas e olhou para .

Vem comigo? – perguntou amorosamente.

Sempre – ela respondeu e quando eles iam sair, Sam comandou.

Você fica, ! Se Jacob quer ir, deixe-o, mas você fica – ele usou novamente o tom de Alfa.

As patas de pararam de andar e ela abaixou a cabeça diante do tom forte de alfa. Começou a recuar.

Jacob virou furioso para Sam.

Você não ganhará nada com isso, Sam – ele rosnou.

é a mais nova do grupo, é mais difícil para ela negar a ordem do alfa – Sam disse com pesar.

Vai – disse enquanto recuava – Sai daqui Jacob! Eu vou dar um jeito.

Não, não vou sem você.

EU NÃO PEDI! – ela disse brava – Sai daqui!

Com um ultimo olhar Jacob saiu correndo pela floresta, sabia que daria um jeito, confiava nela.

Jacob ultrapassou a fronteira e sua mente ficou em silencio até que...

Hey, me espera! – Seth disse.

Cai fora,Seth – Jacob urrou, então acelerou o passo.

Concordo com você, cara. Não vou lutar contra eles. – Seth disse teimoso.

Volte com Sam, Seth. Seu lugar é lá.

Não, não é. Todo mundo ali me trata como criança, nem se importam com o que eu digo... – Seth lamentou, mas Jake o cortou.

Comovente, garoto. Ainda te vejo como uma criança, agora volte.

Isso é uma ordem? – Seth disse.

Não, porra! Não é uma ordem, eu não ordeno ninguém! É só eu e a ! – Jacob disse então seu peito se comprimiu ao lembrar do quanto estava lutando para não atacar os Cullen.

Ah, não fica assim cara! – Seth entrou no campo de visão de Jacob – está bem, ela é forte. Sam não fez isso porque quis, ele teve que fazer.

Não entendo – Jake franziu o cenho.

Jake, pensa cara. – Seth filosofou – Quando se juntou a você, na hora em que o bicho ia pegar, Peter e Afrodite se juntaram com ela. Se deixar o bando, Peter e Afrodite não iram atacar a própria irmã. Então na hora da luta, se houvesse uma luta, Peter e Afrodite mudariam de lado, se Afrodite muda de lado, Embry também muda, primeiro porque vocês são amigos, segundo que aonde Afrodite estiver ele também está. Drake é capaz que venha, porque Luciana não é da reserva, é tão livre quanto . Entendeu? traria muita gente com ela, ficariam em desvantagem.

Jacob se admirou com o que Seth disse.

Deixo você ficar se ficar calado – Jacob disse por fim – Mas é só por hoje, Seth. Ok que você quer alertá-los e blá, blá, blá, mas amanha mesmo você volta moleque.

Ah Jake , cara me deixa ficar vai. Eu juro que fico quietinho –Seth disse pidão.

Não Seth, seu lugar é na reserva. – o assunto acabou quando a casa dos Cullen se tornou visível.

Jacob deixou transparecer tudo o que aconteceu nesses últimos minutos para Edward, que avisou a família.

- Vamos ficar alertas, obrigado – ele disse com fervor.

Ficaremos por aqui também – Jake pensou. – Seth, faça algo de útil e ronde as fronteiras dos Cullen.

Certo – ele disse começando a correr.

- Como ela está? – Edward perguntou para Jacob.

Não sei, espero que bem. Para o bem de Sam eu espero que bem – Jacob amargurou enquanto corria em volta da casa dos Cullen.

- Ela é esperta, vai dar um jeito – Edward disse de forma gentil.

Sei disso – Jacob encerrou a conversa, então passos rápidos foram escutados e Jake ficou tenso.

Já estou chegando! – Seth corria o mais rápido que podia.

- Não se preocupem – Edward sorriu brevemente – É a .

Jacob saiu em disparada ao encontro da amada.


Capitulo 23: Confusão.

Como você conseguiu? – Seth pensava eufórico.

Percebi que Sam não tem tanta autoridade sobre mim quando estou em forma humana – ela disse ainda abraçando (do melhor jeito que podia no momento) Jacob. – Falei que ia para casa, então fiz minhas coisas e sai.

Alguém mais está vindo? – Jake perguntou.

Não, sou apenas eu, antes de ir embora eu tive uma briga feia com o Peter e com a Afrodite – ela suspirou – Acho que agora eles me odeiam.

Você fez o que era certo – Seth tentou acalmá-la. deu de ombros.

Como estão as coisas por aqui? – perguntou de forma preocupada.

Eles não atacaram, qual foi a ultima coisa que você viu? – Jacob perguntou.

Nada de importante, eles iam se reunir com os anciãos, como o ataque surpresa não deu certo eles não vão atacar hoje, não sei o que farão, só sei que não será hoje – ela suspirou, em sua mente aparecia a forma (mesmo que de lobo) de Peter, o olhar com raiva e Afrodite a olhando com desprezo – É apenas nós – ela pensou triste.

oOo

Os dias se passaram e nada do bando de Sam atacar. Era horrível ficar naquela tensão de quando e como eles iam atacar, mas os três estavam se virando bem. Os Cullen não saiam da grande casa. E isso estava se tornando um problema, já que eles precisavam caçar.

estava fazendo sua ronda enquanto Jacob decidia isso com Carlisle. Bella tinha ido de mal á pior. Agora estava em um tipo de quarto de hospital, tomando soro na veia, para ver se melhorava alguma coisa. Mas muito pouco parecia funcionar.

Você deveria tirar um descanso, – Seth disse carinhosamente – Desde que você voltou você não descansou.

Estou bem, Seth. Obrigada – disse gentilmente, era verdade que não tinha descansado, assim como não tinha saído da sua forma desde que deixou as terras de La Push, mas era bom ficar de olhos bem abertos.

Como Leah esta?

Brava. – a garota respondeu – Peter não a deixou vir. E ela também não tem apresso pelos Cullen o que a deixou mais fácil de desistir da idéia de vir com você. Mas não se preocupe, Luciana vai falar com ela que você esta bem.

Luciana vai vir pra cá? – ele disse sobressaltado.

Não, não – riu suavemente – Mas eu vou falar com ela por celular, quem você acha que me ajudou a escapar de La Push? – ela tornou a rir.

Uma tremulação no ar os conscientizou de que Jacob já tinha conversado com os Cullen.

Eles vão sair em pares, mas antes teremos que limpar a área, ver se está de boa para eles. – Jake disse quase como um suspiro.

Como a Bella está? – Seth perguntou.

Piorando. – Jacob corria para se juntar a eles, o pensamento triste e pesaroso – Nada para no estomago dela. Carlisle não sabe mais o que fazer. Não tem como saber como o feto é porque a placenta é do mesmo tecido que a pele dos vampiros, aparentemente.

E como a coisa vai sair então?! – disse sobressaltada.

Jacob não respondeu, ficou em silencio. A imagem de Rosalie em seus pensamentos. “A maioria das mãe morrem nos partos, porque os filhos abrem caminho pela barriga. Mas são apenas lendas, nenhuma delas teve a experiência de um medico vampiro e habilidoso como Carlisle”.

arfou.

Isso é loucura! De que valeu sair de La Push sendo que ela vai querer se matar do mesmo jeito? – Seth disse abismado.

não respondeu, prestou atenção por onde corria, a conversa que teve com Bella era entre ela e Bella. Mas a resposta de qualquer modo era óbvia. Enquanto olhava a vegetação a sua volta, se lembrou do que kit de pintura. Ele parecia uma lembrança tão longe agora! Como se ela havia pintado quando criança e que a idéia de ser arquiteta era a mesma idéia de quando você é criança e quer ser veterinária ou bailarina.

Sobre o que conversavam? – Jacob mudou de assunto.

Sobre como escapou.

Vocês falam como se eu tivesse fugido de uma prisão – ela riu/latiu – Não foi tãããão difícil assim, Sam tem mais controle sobre nós quando estamos em forma de lobo. Humanos não é tão influente assim. – ela deu de ombros – Luciana me ajudou, quando voltei pra casa ela meio que já sabia que eu ia embora, então só tornou as coisas mais rápidas.

Ah, Esme pediu para dizer pra vocês dois, que a casa está aberta, ela sabe que você não gosta muito de comer coisa crua, amor. – Jacob disse.

Como ela sabe disso? – franziu o focinho.

Edward – foi apenas o que Jake disse, fazendo balançar a cabeça de modo divertido. – Você precisa descansar, amor.

Estou bem – ela repetiu de forma teimosa.

, não seja teimosa, ande logo. Amanha se quiser você recompensa – Seth disse.

tinha dado meia volta e se encontrou com Jacob.

Isso é uma ordem? – disse divertida. Jacob rolou o olhos. – Certo, certo, estou indo. – então correu para a entrada da casa dos Cullen, se deitou e colocou a cabeça entre as patas. Os dois tentavam correr em silencio para que ela pudesse descansar.

oOo

- – a loba escutou a voz de Alice, estava escondida na mata, Alice não conseguia vê-la. Então a garota acordou de supetão.

Algum problema?! – ela perguntou para quem ainda estava na ronda.

Não, amor, Alice só esta te chamando para comer algumas coisa – Jacob disse entrando no campo de visão de .

- ? – Alice disse um pouco mais impaciente. caminhou, ainda na sua forma, e olhou para a baixinha. Que a mirava com descrença nos olhos – Esme está te chamando para comer – ela disse gentil.

assentiu com a cabeça e voltou para a mata, para se trocar.

Quando terminou de vestir seu shorts azul claro e sua blusa branca regata, que quase cobria o shorts, e seus all star branco, ela foi atrás de Jacob, que ainda estava na forma de lobo, mas estava deitado.

- Vamos comigo? – ela pediu passando a mão nos pelos avermelhados dele. Ela podia escutar Seth dentro da casa, mas não queria entrar lá sozinha, como uma intrusa.

Jacob se levantou e torceu o focinho.

- Aqui – Alice disse entrando na floresta com uma muda de roupa – Edward disse que ele está sem roupa, acho que vai servir – ela entregou a roupa e sorriu radiante para a se virou e correu de volta para a casa.

soltou uma baixa risada.

- Desculpe, esqueci de passar na sua casa – ela disse de forma brincalhona e Jacob rolou os olhos, pegando a roupa com a boca e indo se trocar.

Quando voltou, notou que ele tinha batido a roupa em algum lugar, porque tirou bastante do cheiro de vampiro.

Jacob a puxou para um forte abraço e beijou seus cabelos para depois atacar a boca da morena com necessidade. Os dois se beijando sofregamente. abraçou o pescoço dele e o puxou para mais perto, mordendo os lábios do nativo com força.

Foi encostada na arvore com força, as mãos quentes dele se prendendo na nuca dela, a trazendo mais para si.

O desejo dos dois palpitando e se transformando cada vez maior, mais intenso e caloroso. Até que se separaram com suspiros, não era hora para isso.

- Eu amo você – ele sussurrou no ouvido dela a puxando para mais um abraço.

- Também te amo, muito – ela escondeu o rosto no pescoço dele, inalando seu cheiro amadeirado que tanto enlouquecia ela.

Eles caminharam para a casa dos Cullen e Alice já os esperava na entrada da casa. Rosalie com sempre resmungou com a vinda deles.

- Aqui , querida – Esme disse colocando o prato na frente de .

- Obrigada, Esme – ela disse constrangida. Jacob também pegou seu prato e se sentaram ao lado de Seth, que ria com Emmett das piadas indecentes que o mesmo contava.

- Esta sendo grosso, ursão – Rose disse brava – Piadas de loiras são ofensivas.

- Relaxa – Jacob disse rindo – É porque a carapuça serviu.

viu Rose voando no pescoço de Jacob, com o olhar fulminante dela, mas a mesma trincou os dentes e decidiu ignorar totalmente Jacob. Enquanto o acotovelava e lhe lançava um olhar bravo.

- O que, amor? – ele disse divertido.

- Você não tem jeito – ela riu.

Seth parecia se vangloriar porque correu 12 horas sem parar, mas demonstrava o quão cansado estava, com pequenas olheiras na pele morena.

- Você pode dormir aqui se quiser, Seth – Esme disse com carinho – Sabe que todos vocês são bem vindos aqui – ela declarou olhando para e Jacob também.

- Obrigada Esme – respondeu, mas não tinha intenção de dormir aqui, principalmente com Rosalie fazendo careta, discordando do que Esme tinha dito. – Você que deve descansar agora, Jake – ela mirou o namorado com amor. – Está correndo sabe-se lá desde que horas.

Ele passou os braços em volta dela.

- Estou bem – disse, embora também possuísse suas olheiras.

- Bom, eu tenho que fazer a minha ronda, então... – deixou a frase no ar enquanto se levantava e dava um selinho em Jacob – Descanse. – disse saindo da mansão dos Cullen.

Retirou as roupas e se transformou, trotou o caminho inteiro até que se deparou com um novo cheiro. Era de vampiro... e não era dos Cullen.

O cheiro estava forte em volta dos Cullen. uivou e começou a seguir o rastro, ele se distanciava para o próximo povoado, indo perto de La Push.

O que foi?! – Jake disse vindo correndo na direção que ela estava, com Seth em sua cola.

Sentem esse cheiro? Não é dos Cullen – ela disse de forma concentrada. Era um cheiro um tanto mais cítrico.

Seth de meia volta e avise os Cullen, faça a ronda em volta da casa, não saia dessa linha, voltei mais um pouco, está quase saindo do território dos Cullen...

Mas a frase parou quando se deparou com Peter, na fronteira dos Quileutes. Ele mostrou os dentes para ela, e continuou estática.

Jacob chegou ao lado da namorada e entrou um pouco na frente dela.

Significa que o bando de Sam também esta ciente desse novo vampiro – Jacob pensou enquanto rosnava para Peter.

não disse nada, mirava o irmão com saudade e tristeza nos olhos.

Peter – ela sussurrou mentalmente, como e o irmão fosse capaz de escutá-la. Mas o ganido que ela soltou realçou sua saudade. Peter rosnou alto e com raiva, os pelos do dorso se eriçando.

Não é o melhor momento, amor. – Jake a empurrava para voltar ao que buscavam.

Com um ultimo ganido de tristeza virou as costas e tornou a correr.

Edward disse que parece com o cheiro dos Denali, um clã amigo deles! – Seth disse apressado.

E porque esse tal “amigo” não fez comunicação com os Cullen? – Jake disse ríspido.

Perguntei isso a Edward também, ele disse que os Denali não falam mais com eles, por causa que nós matamos o Laurent, que tinha uma ligação com eles. Quando quiseram a vingança contra nós, Carlisle não cedeu e eles perderam o contato. – Seth disse se encontrando com eles no caminho.

Mas isso não explica muita coisa. – disse cerrando os olhos – Eles deveriam ter feito contato. Não faz sentido.

Ele disse especificamente de quem era o cheiro? – Jacob perguntou.

Uma tal de Tanya – Seth disse – Ele falou que era mais perto do cheiro dela.

Ela foi no casamento deles. Uma loira arruivada – disse – Ela olhava meio estranho para Edward.

De forma ameaçadora? – Jake perguntou.

Não, de forma amorosa – respondeu enquanto eles voltavam para a mansão dos Cullen.



Capitulo 24: A confusão do bando.

PDV Scoz.


Eu tentava a todo tempo ignorar a angustia em meu peito, por deixar minha família tão furiosa comigo. Nas poucas vezes que me comuniquei, por celular, com Lu ela dizia que estava um caos aquela casa, Peter não parava de xingar Jacob – sempre o culpando por tudo -, Afrodite não deixava de me xingar, e Drake... bom ela dizia que Drake ria de tudo.

É claro que aquele projétil de ser humano ia rir da minha situação ferrada. Mas não vou criar rugar precoces por culpa dele. O pior de tudo era meu pai, Lu disse que o máximo que ele falava era: Bom dia, boa tarde, boa noite. Apenas. Ele também não tornou a falar com Sam o culpando também.

Mas eu tinha que admitir que todos nós éramos culpados, não existia uma pessoa certa. As rondas na propriedade dos Cullen se tornaram mais longas, por causa da nossa visitante, os mesmos só saiam da mansão para caçar, apenas. A situação com Bella também não estava nada bem, Jacob passava grande tempo lá dentro, conversando com Carlisle e Edward sobre essa gravidez estranha. Eu não gostava de ficar lá dentro, me sentia uma intrusa, é claro que muitas das vezes Jacob me arrastava lá para dentro, para pelo menos descansar, mas mesmo assim eu não me sentia confortável.

Como agora. Aqui estou eu, sentada ao lado de Edward, enquanto Jacob tem o braço ao redor de Bella, por causa de sua constante mudança de temperatura. Ele e Edward ficam trocando, para manter normal sua temperatura.

Eu tentava não ligar, mas é claro que sempre bate aquele ciuminho, assim como eu tenho certeza que Edward também sente, a diferença entre nós dois é que ele sabe disfarçar, eu não.
Por muitas vezes, hoje, eu quis sair um pouco, mas me mantive aqui sempre que Jake me olhava pidão. Um uivo ao longe nós escutamos, provavelmente Seth. Me levantei rapidamente – um tanto aliviada de estar saindo um pouco desta casa – e corri mata a fora, me despindo e transformando.
O que foi, Seth? – perguntei e comecei a correr seguindo o cheiro de Seth.
Passos, pesados, se aproximando – ele disse de forma tensa.
Fique ai, Seth! – Jake disse correndo ao meu lado. – Você esta bem? – ele perguntou direcionado para mim – Não parecia muito bem lá na casa dos Cullen.
Escondi o real motivo.
Normal – dei de ombros, me concentrando mais na mata.
Olha, sei que voce não gosta de ir lá...
Hey, pombinhos, não quero ser mal educado, mas não é hora para isso – Seth disse, em sua mente um grande grupo do bando de Sam se aproximando. Entre eles, Peter e Afrodite.
Fui parando a corrida, receosa. Olhei de forma intensa para Peter, mas o mesmo apenas mostrou os dentes, sendo copiado por Afrodite. Jake logo se colocou um pouco mais a minha frente.
Jared vinha em sua forma humana, o que fez todos nós estranharmos.
- Calma gente, vim em missão de paz – ele disse erguendo as mãos.
Aham, sei – Seth disse olhando de soslaio para Jacob.
Calma garoto, vamos ver o que ele quer – Jacob disse mirando Jared desafiadoramente.
- Jake, tem como vir para a forma humana? Assim nós dois podemos conversar. – Jared tentou amenizar as coisas. Quando Jake fez um barulho negando o pedido, Jared suspirou – Certo, então só eu falo. Jake, amigão, pare com isso, sempre fomos do mesmo bando e essa separação não esta sendo boa para ninguém. Sam está disposto a reavaliar a ideia, ele estava agitado no momento. Tenho certeza de que voce precisa de roupas, assim como Seth. Aqui não é sua casa, Jake.
Jacob olhou pra mim de um modo significativo, fazendo meu coração acelerar, estava claro ali que ele não sairia do território dos Cullen. Jake se transformou de volta em humano, fazendo Afrodite bufar e virar de costas.
Jared sorriu.
- Sinto muito, Jared. – Jake disse firme – Mas não vou sair daqui, está por sua conta, assim como Seth, não obriguei nenhum dos dois a vir comigo. Se eles quiserem voltar, podem voltar. – Jake olhou para Seth.
- Sua casa não é aqui, Jake.
- E não é em La Push também – Jake disse de forma simples – Olha, ficaria muito tenso se eu voltasse, já que eu me declarei alfa, dois alfas em um mesmo bando não daria certo.
Jared notou que com Jacob não tinha mais volta, então olhou para Seth – Sue sente sua falta, Seth. Ela esta se sentindo bem sozinha, já que Leah está uma pilha de nervos, estão preocupadas com voce.
- Hey, hey. Vamos com calma ai, Jared – Jake assumiu uma postura mais defensiva. – Sue é uma mulher forte, tenho certeza que não está se sentindo sozinha, já que tem Leah com ela. E Leah sempre foi preocupada com Seth, não apele pelo lado emocional.
Jared estreitou os olhos, mas depois ergueu as mãos – Só estou dando o recado. – então olhou para mim.
Eu já sei como eles estão! – gritei na minha mente, eu já sabia disso e não precisava ser lembrada do caos que eu tinha feito na minha casa.
Nisso Peter deu um passo a frente, o olhar suplicante.
- Não preciso dizer muito não é, ? Kevin sente sua falta – Jared suspirou.
- Agora voce já foi longe demais – Jacob rosnou – Ela tem plena noção do que está acontecendo na casa dela e não precisa se sentir mais culpada do que voce já esta fazendo, Jared. A decisão é essa. –
Afrodite se virou para mim, os olhos também suplicantes. Um ganido saiu de minha garganta e eu queria correr e abraça-los, mas nunca deixaria Jacob. Eles tinham que entender isto.
- Diga a Sam para não invadir o território dos Cullen – Jake disse de forma dura fazendo Jared franzir o cenho, não gostando do tom de Jacob.
- Certo, passarei o recado adiante – ele disse se virando.
- Jared – Jake chamou – Vi que Peter também seguiu o cheiro de vampiro outro dia. Esse vampiro invadiu o território?
- Isso não é mais da sua conta, Jake. Sinto muito. – então virou e se infiltrou ainda mais na mata. Jake suspirou e ficou sobre quatro patas.
Peter e Afrodite demoraram para partir, só partiram quando eu fiz menção de ir até eles.
Sinto muito – sussurrei mais para mim mesma do que para eles.
Peter virou e empurrou Afrodite para sair de lá. Jacob encostou sua grande cabeça em meu ombro. Lamentando.
Está tudo bem – eu disse me recompondo.
Tem certeza? – ele disse, assenti não querendo mais falar sobre isso. – Eu falei tudo o que tinha para falar?
Isso tirou uma risada de mim. – Ah sim, voce foi magnifico, chefe – eu disse rindo ainda mais.
É, sacanagem o Jared dizer aquelas coisas – Seth balançou a cabeça – Deveríamos voltar e avisar os Cullen, que ainda estão em alerta.
Voltamos correndo e em todo o caminho eu pensava sobre a visita de um vampiro do clã Denali, porque um deles viriam para cá e não fariam contato? Aquilo ficou rondando minha mente durante um bom tempo, me deixando meio alienada, quando dei por mim Jacob estava avisando os Cullen, ainda na forma de lobo, sobre o incidente.
- Não se preocupe, eu escutei boa parte da conversa, já alertei os outros – Edward disse na varanda da casa.
Vou terminar de fazer a ronda – Seth disse voltando a correr, eu me infiltrei na floresta e me transformei, colocando minha roupa intima. Ouvi os passos de Jacob atrás de mim, já na forma normal. Eu não quis muito papo, simplesmente cortei o espaço entre nós e me joguei em seus braços, o beijando de forma ardente e arrebatadora. Ele me abraçou apertado, me beijand com a mesma intensidade.
Logo mais estava sendo encostada em um tronco de arvore, com Jake retirando minha calcinha para logo me pegar no colo, seus beijos quentes desceram por meu pescoço, me fazendo jogar a cabeça para trás e gemer baixo seu nome.
O desejo me consumia de um modo muito maior do que das outras vezes, chegava até a doer, de um certo modo. Passei a mão por suas costas, sentindo os músculos, e depois pelo tórax, arranhando. Jacob segurou meu rosto com uma mão e olhou no fundo dos meus olhos, foi lentamente me invadindo, arrancando um gemido longo de meus lábios. Um sentimento de cumplicidade me encheu, o sentimento de estar completa, estar inteira e perfeita foi se seguindo ao decorrer de todo o ato.
Jake me beijava, encobrindo meus gemidos e os seus, as mãos apertando o que podia, diante daquela posição. Eu estava entorpecida, cada estocada eu me sentia mais perto de um orgasmo alucinante e intenso. Era uma lenta tortura, que tomava cada célula do meu ser.
Abafei o gemido em seu pescoço enquanto ele acelerava as estocadas, mordendo meu ombro, chupando meu pescoço. Minhas unhas se cravaram em seus ombros enquanto meus gemido se tornavam mais desesperados. E como eu tinha previsto, veio de forma alucinante e intensa. Eu via pequenos pontos brilhantes ao meu redor, meu corpo estava tendo espasmos e tremia um pouco. O calor de Jacob aumentando ainda mais o meu calor.
Com um gemido rouco de satisfação Jake veio logo após, me apertando forte contra seu corpo, me pressionando ainda mais contra a árvore. As respirações mais do que aceleradas, os corações rápidos como hélices de helicópteros.
O olhei atentamente, sentindo todo o seu amor e o meu amor nos tocar de forma carinhosa e suave.
- Eu amo voce – ele sussurrou perto dos meus lábios, me provocando um sorriso involuntário.
- Eu amo voce – respondi, depois de um tempo Jake me desceu de seu colo e se trocou comigo. Nada mais além dele se passava em minha cabeça. Neste momento eu esquecera de meus irmãos, do vampiro Denali, de tudo. Quando entrei na casa dos Cullen o assunto era bem pior. O feto.
- Se eu ao menos soubesse de que lado ele mais puxou – Carlisle disse enérgico.
Jake ficou em silencio e de cara fechada, dava para notar que o assunto preferido dele era o feto, no modo irônico da coisa.
Edward desceu as escadas com um certo brilho no olhar, olhando para Jacob como se o mesmo fosse um deus.
- Carlisle, Jacob teve um pensamento interessante, que ainda não tentamos – Edward disse com Rosalie ao seu lado.
- Chamar voce de monstro sanguessuga é um pensamento interessante? – Jake franziu o cenho e eu balancei a cabeça.
- Não tanto esta parte – Edward disse um tanto divertido, fazia tempo que eu não o via assim – Estou falando da parte do sanguessuga. Estamos dando o que Bella precisa, mas não o que o feto precisa. E se ele for mais... vampiro – ele contorceu a palavra em sua boca – Do que nós imaginávamos?
- Qual é seu ponto exatamente? – Rosalie disse impaciente.
- Sangue. – Edward disse – Pode ser isto que a coisa quer.
- Coisa? – Rosalie disse entre dentes, mas Edward fingiu que não ouviu, olhando intensamente para Carlisle.
- Pode ser, mas também temos que ver com Bella. Se ela quer fazer do modo comum, bebendo, ou se vamos colocar diretamente em sua veia. – Carlisle disse.
- Sim, e se dissermos que é bom para o bebe, ela vai fazer! – Rosalie disse completamente radiante, subindo correndo as escadas e indo falar com Bella.
- Repugnante – Jacob sussurrou para mim, que fiz uma careta concordando.
Subimos logo atrás de Edward e Carlisle. – Como estávamos guardando para Bella, em sua fase recém-criada, podemos usar este para o bebe. – Carlisle dizia para Edward enquanto subia as escadas.
- Bom, é como se eu treinasse para o futuro não é? – Bella disse, quando entramos no quarto ela já tinha o copo de sangue em suas mãos.
Comprimi meus lábios, vendo Bella colocar o copo na boca. Ela sorveu o primeiro gole, olhava para a janela tentando esquecer sua plateia.
- Hm... nada mal. Quero dizer, não parece ter gosto ruim – ela disse e a melhora foi instantânea, a cor voltou suavemente em seu rosto e o cabelo com um leve brilho.
- Olhe! Acertamos desta vez! – Rose disse comovida.
- Nós estamos descendo – Jake disse me olhando.
- É, acho que vai ser melhor – eu disse me despedindo dos Cullen e descendo com Jacob que murmurava sobre o quão nojento era.
Eu me mantive quieta, é claro que era horrível, mas isso fez bem para o feto, não fez? Quero dizer, eu tenho certeza que se fosse o filho de Jacob eu faria a mesma coisa, e isso chamou a atenção de Jake.
- Porque está tão calada?
- Porque... – eu hesitei em responder – Olha, Jake, não me entenda mal, mas se fosse seu filho, eu faria a mesma coisa entende? Sim é repugnante, mas fez bem tanto para Bella quanto para o feto, então...- deixei minha frase no ar.
Jacob me encarou como se eu fosse louca – Você só deve estar de brincadeira com a minha cara.
- Não, não estou – disse firme, ele tinha que ser um pouco mais mente aberta.
- Argh, não quero mais falar sobre isto. – Jacob disse mirando a frente.
Rolei meus olhos , quando ia fazer um comentário sarcástico o corpo de Jacob ficou tenso.
- Aquilo é o que eu acho que é? - ele disse olhando mais atentamente. Me virei para aonde ele olhava, era nas montanhas, não muito longe, tinha um brilho prateado, como de relógio. Um campista não iria tão longe. Uma hora estava lá e na outra estava correndo rapidamente. Sim, era um vampiro.
Logo nos transformamos e saímos correndo atrás, o mais rápido que pudéssemos.

Capitulo 25: A confusão se desfaz.


PDV:


Nós corremos o mais rápido que podíamos, pulando o lago em frente a casa dos Cullen. Seth já estava correndo também. O vampiro tinha uma grande dianteira de nós e como éramos apenas três ele estava em vantagem na corrida.

Eu não sabia como Jake podia correr tão rápido, ele estava bem mais a frente e eu tentava, a todo custo, ficar, pelo menos, ao lado dele. Mas parecia impossível.

Jacob estava todo eufórico, os pensamentos dele só se focavam em acabar logo com o vampiro. Quando estávamos “perto” do vampiro notamos que era uma vampira de longos cabelos louros platinados, eu não vi a cara dela, mas julguei ser familiar. Seth acabou me passando, e ficando no encalço de Jacob. Desviei meu caminho pela direita, dando a volta, para logo tornar a correr o mais rápido que eu podia. Iria encurralá-la.

Estávamos perto já da outra reserva, mas a vampira foi mais rápida. Ela desviou de mim com agilidade e ainda conseguiu escapar de Jake e Seth, porem não saímos da cola dela, até que o bando de Sam apareceu, nos dispersando e acabamos parando a caçada contra ela para nos encararmos.

Peter rosnava fazendo coro com Paul. Era como se estivessem marcando território, embora ali fosse um território de ninguém. Depois, o grande lobo negro apareceu; o focinho elevado, e Jake tomou uma postura defensiva, praticamente elevando o focinho também. Eu não queria brigas, pelo menos não com eles.

Jake, a vampira – tentei lhe lembrar, depois de um curto período de tempo Jake me olhou e assentiu – Vamos deixar com eles, eles estão em maior quantidade, e se for uma emboscada? Nos atrair para cá e atacar os Cullen? É bom voltarmos.

Não sei, não – ele disse e quando Peter e Paul voltaram à caçada ele mirou Sam – Mas talvez você tenha razão, não vamos procurar encrencas com eles.

Nos viramos e voltamos o mais rápido que podíamos para a casa dos Cullen.

* * *

Os dias se seguiram sem nenhuma visita vampírica, os Cullen saiam em grupos para caçar, foi quando tudo virou um caos. Bella estava dando a luz – ou melhor, sendo aberta de dentro para fora – no andar de cima, enquanto Jake estava com ela, ajudando Edward a tirar o feto. Eu tinha uma certa aflição se Bella viveria. Por mais que a odiasse por ela continuar na vida de Jake, eu não queria que ela morresse, queria que fosse feliz e deixasse eu e Jacob em paz.

Quando a criança nasceu, Jake estava pronto para matá-la, e eu sabia que ele faria, entrei na casa bem no exato momento em que ele se agachava para atacar a criança, que parecia mais um bebê de meses do que de um dia, mas eu sabia que isso só traria dor para os Cullen, e eu não queria mais isso, logo eles que praticamente nos acolheram quando não podíamos voltar para La Push. Ao mesmo tempo que eu entrei na frente de Jake, Seth também entrou.

- Jake, não – eu sussurrei, Rose se virou assustada, assim como a criança.

- Essa coisa matou a Bella – ele apontou para o bebê.

- Jake não fale assim, cara. É só um bebê... – Seth disse olhando para o bebê no colo de Rose, e foi quando eu vi tudo mudar. Os olhos de Seth se deslumbrando e a criança sorrindo consciente para ele.

- De jeito nenhum! – Rose assumiu a defensiva, mas ela sabia, como todos nós, que nada poderia ser feito sobre isso, a única pessoa que teria que lidar com isso seria Edward e Bella – se a mesma sobrevivesse.

Seth não se incomodou com o repudio de Rose, apenas olhava a criança, com um suspiro. Bravo Jacob saiu da casa, tremendo. No andar de cima eu escutei um coração sendo transformado.

* * *

Não peguei apreço pela criança e preferia assim, Jake e eu fomos alertar Sam do ocorrido, é claro que depois disso ele não poderia fazer nada, mas mesmo assim isso o deixou abalado. Sue ficou feliz por Seth e logo a proposta de voltarmos para as nossas casas foram feitas, mas eu não queria mais viver sob o mesmo teto de Peter e Afrodite, não agüentaria mais olhar para a cara deles e – além de me sentir odiada – saber que no momento que eu mais precisei deles, eles simplesmente me deram as costas, preferindo ficar contra mim do que comigo.

Eu sentia pena de Edward. Ele não saiu a nenhum momento do lado de Bella e a mesma parecia mais imóvel do que nunca, acho que a única coisa que mostrava que ela ainda estava viva era o coração batendo rápido e a respiração lenta. Porem isso era uma tortura para ele.

Renesmee crescia em uma velocidade incrível e Rosalie não viu outra opção – por hora – a não ser deixar Seth também cuidar da menina, já que a mesma sempre o queria por perto e se não o tinha, chorava.

Eu queria agora ter uma vida tranquila com Jake, ter ele apenas para mim sem problema nenhum, viver calmamente e tranquilamente com ele. Sermos felizes, eu e ele. O sonho de ser arquiteta para mim não era mais importante, nem mesmo pintar. A única real alegria que eu tinha era com Jake. Enquanto os Cullen construíam uma casa para Edward e Bella, eu e Jake estávamos procurando uma para nós. Eu sabia que ir morar sozinha com essa idade poderia ser um passo apressado, já que nem casados estávamos, mas se eu vou passar minha eternidade com ele, porque não começar agora? Tínhamos tempo, não é porque iríamos morar juntos, que iríamos nos casar amanhã.

Acabamos encontrando uma perto da entrada de La Push, era um tanto distante, mas era perfeita para nós. Os planos de mudança corriam e era raro irmos para a casa dos Cullen, agora com o sufoco passado queríamos apenas ter nossa vida, nossa alegria e felicidade.

Bella estava indo bem em sua época de recém-criada, parecia mais feliz do que nunca e foi bom ver que ela não sentia mais nada por Jake, a não ser a amizade, não poderia dizer que o mesmo se sentia assim, ele ainda não gostava de Bella-vampira, dizia que era difícil achar a amiga em meio de toda a pele branca, cheiro enjoativo e olhos vermelhos. No inicio foi difícil para Bella aceitar Seth na família, tendo ele tido um imprinting com Renesmee, mas ela pouco podia fazer em relação a isto, proibir é a pior coisa que se poderia fazer.

Mal eu via os Cullen, Quil e Embry quiseram se juntar ao bando de Jake, mas agora não existia mais ‘bando do Jake’, era apenas eu e ele, Seth vivia com Renesmee ou se não matando a saudade da mãe e da irmã. Leah e Peter estavam mais fortes do que nunca, o que me surpreendeu muito quando eu voltei para La Push, fora que a mesma não tinha mais nenhum rancor de ninguém, parecia que ela estava em um mundo cor-de-rosa, era engraçado.

Porem, em meia a tanta felicidade, é claro que o destino iria conspirar contra eu e Jacob.

Veio a visão de Alice, mudando todo o curso da minha vida, e veio outra notícia bombástica. Eu estava em casa, arrumando algo para comer com Luciana. O primeiro enjôo veio forte, no meio da tarde veio mais outro, então a pergunta brilhante de Luciana:

- Quando foi a última vez que você menstruou?




Capitulo 26: Depressão.

PDV

Isso não podia estar acontecendo, não agora. Ao mesmo tempo que eu me sentia feliz por estar gravida de Jake eu me sentia temerosa pela reação dele, afinal de contas não era o melhor momento para um outra preocupação. Por isso decidi esperar para contar a ele, nesse meio tempo eu ficaria fazendo o máximo de exames de gravidez que eu pudesse, para confirmar mesmo.
Luciana estava me apoiando o máximo que ela podia, ela não achava certo eu esconder temporariamente isto de Jacob, mas eu não podia fazer muita coisa, tudo tinha o seu momento.
- Oi, amor – Jake chegou já entrando em casa, embora eu rosto estivesse suave sua voz era tensa.
- Aconteceu algo? – perguntei lhe beijando levemente.
- Os Cullen vão se separar, procurar por amigos que possam testemunhar sobre a vida de Renesmee, que ela não é uma criança vampira – ele esfregou o rosto – Não sei não, Edward e Bella vao ficar para receber os convidados, mas os Cullen deixaram claro que nem todos os amigos são como eles... temo por todos nós.
O abracei de leve – Os Cullen sabem o que fazem, provavelmente vão alertar que não é para caçar em Forks.
Jacob me olhou durante um longo tempo e isso começou a me intimidar, remexi nos meus curtos cabelos.
- Tem algo de diferente em voce – ele acariciou meu rosto – Parece mais... mulher.
Ergui uma sobrancelha- Oh, que descoberta, pensei que eu era homem.
Jake riu – Não é disso que estou falando, sei lá, deve ser coisa da minha cabeça, mas voce parece mais madura sabe... o rosto... como foi seu dia? – ele trocou de assunto assim que viu que eu me senti incomodada.
Dei de ombros – A Lu veio aqui, conversamos um pouco, mas eu tive que ir ver o Peter, esclarecer as coisas sabe, foi um pouco tenso – me virei e sentei-me no sofá, sim eu tinha ido falar com Peter, mas não consegui resolver muita coisa com ele, estou com a minha cabeça cheia e mal prestei atenção nas acusações que ele fazia.
- Vou tomar um banho, depois conversamos sobre o Peter, ok? – me deu um beijo mais demorado e eu senti minha excitação sobrepujando qualquer problema, Jake parecia sentir a mesma coisa, pois aos poucos foi me deitando no sofá, suas mãos explorando meu corpo suavemente, a língua se enroscando na minha de forma sensual e quente, os lábios grossos sugando o meu inferior, eu me sentia ainda mais quente. Infiltrei minhas mãos pelos seus cabelos o puxando mais para mim, minha unha brincava em sua nuca, arranhando prazerosamente.
O telefone tocou insistentemente e eu suspirei. – Não atende – ele sussurrou beijando meu pescoço, eu não ia atender, não com ele pedindo deste jeito. Mas quando eu lembrei de Luciana me dizendo que ligaria quando voltasse do serviço eu logo tratei de afastar um pouco Jacob.
- Preciso, a Luciana quer falar algo serio comigo – sussurrei selando rapidamente seus lábios, é claro que Jake não gostou, mas também não forçou, soltou um muxoxo e foi tomar seu banho – Oi, amiga.
- ! Jake esta ai?
- Sim – olhei na direção que ele foi, era bom ela não falar nada, eu sabia que Jacob poderia escutar.
- Ah... tá – ela parecia decepcionada – Eu te ligo mais tarde ve se... fala, sobre aquilo – quando pensei em lhe responder ela me cortou – Só pensa, ok? Tchau.
Eu já tinha pensado! Isso era o mais rondava minha mente. Fui para o quarto e me olhei no espelho, tentando buscar o que Jacob viu. O pior é que eu achei. Meus olhos estavam bem mais maduros e perderam aquele brilho travesso que eu sempre tinha, as formas e feições tinham adquirido um tom mais sério e formal. Abaixei meu olhar para os seios e vi o quão maiores eles pareciam, podia ser coisa da minha cabeça, mas eu não pude deixar de notar.
Então levantei minha blusa expondo a barriga lisa, me virei de lado, ela continuava lisa, do outro, a mesma coisa. Não tinha mudado nada, mas era como se eu soubesse que tinha alguém ali, ganhando vida. Meu coração acelerou e eu não pude deixar de sorrir, tavez Jake não ficasse bravo, não foi uma coisa que planejamos, mas seria bem vinda. Passei a mao na barriga e uma ansiedade fora do normal me atingiu, eu queria logo que essa barriga crescesse, será que eu ficaria feia, inchada? Rezava para que não.
Olhei novamente para meu rosto e notei que aquele piercing não parecia mais certo ali. O retirei e vi a cicatrização ocorrer quase que instantaneamente. Pronto, a única coisa que em deixava com um ar mais descontraído e adolescente era meu cabelo curto e bagunçado, de resto eu parecia mesmo diferente. O barulho do chuveiro cessou e eu rapidamente abaixei a blusa e fui para a sala, me sentei e comecei a assistir TV, daqui a pouco daria a minha ronda.
- – Jacob me chamou com a voz séria, quando me virei para trás ele segurava uma caixa de teste de gravidez – O que é isso? – meu coração quase pulou para fora e minha garanta secou. Fiquei um bom tempo sem dizer nada, ate que Jacob ergueu uma sobrancelha, esperando minha resposta.
Luciana que me desculpasse – É da Luciana! – disse rapidamente e Jake arregalou os olhos – Ela pensou que estava gravida, relaxe, alarme falso. Na verdade, ela veio aqui hoje para isso sabe, estava muito nervosa, coitada. – rezei para que ele acreditasse.
- Hm – ele disse colocando a caixa no balcão.
- Eu tenho que ir para a ronda – disse me levantando e pegando a bolsa que tinha uma outra muda de roupa.
- Na verdade, Embry vai cobrir voce – Jake disse – Você parece muito preocupada essa semana, amor, e tem ficado na ronda mais do que seu horário, descanse um pouco.
Eu so tinha ficado para distrair a minha mente, para não pensar na reação dele, mas eu não queria ficar em casa. Eu vinha me esquivando de Jake nessas semanas que se seguiram desde que eu descbri minha gravidez, toda vez que Jake me olhava era como se visse através de meus pensamentos, isso me incomodava agora. E sabai que ele sentia minha falta, assim como eu sentia a dele, mas não queria deixar nada transparecer.
- Mas tem os vampiros vindo para cá, Jake – eu disse – Não acha arriscado os meninos ficarem sozinhos na ronda?
Jacob riu – Eles sabem se cuidar, anda, fica um pouco comigo – ele me abraçou, seu corpo másculo me dando a sensação de proteção, a única distração naquele sentimento era que Jake ainda estava de toalha... apenas de toalha – Quase não ficamos juntos essas semanas – me deu um beijo na testa.
- Certo – eu disse me rendendo e amolecendo em seus braços, Jake me abraçou mais forte. – Vou fazer algo para comermos – eu disse lhe dando um beijo e indo cozinhar. Não que eu fosse uma boa cozinheira, mas eu sabia me virar, principalmente quando voce tinha minha mae como cozinheira, quando ela queria, cozinhava que era uma delicia, mas quando resolvia inventar, o jeito era eu mesma ir cozinhar.
Enquanto eu deixava minha mente vagar no almoço, Jake ia e trocando. Fui temperar o frango e o bom de ter um excelente olfato era sentir quão bom o tempero tinha, antes de ser loba eu sempre amei cheiro de tempero, agora isso só melhorou. Peguei o tempero para frango e coloquei, mas um cheiro forte e incomodo subiu e eu senti meu estomago revirar. Corri paara o banheiro e vomitei. Nunca fui muito de vomitar e sempre odiei isso, agora não era diferente.
Jacob veio correndo no banheiro e segurou meus cabelos. Quando terminei escovei bem os dentes e me sentei na tampa do vaso.
- Esta melhor? – perguntou colocando uma mecha do meu cabelo para tras.
- Um pouco – disse, meu estomago ainda estava revirado.
- Tem certeza? Acho melhor irmos no médico, amor, não é normal isso – ele disse franzindo o cenho em preocupação.
- Não precisa, foi só o cheiro do tempero, esta estragado acho, me revirou o estomago – respirei fundo e sorri de canto.
- Você tirou o piercing – ele disse depois que eu me levantei, ri.
- Estava na hora, não é? – caminhei para a cozinha novamente e prendi minha respiração, não conseguiria prender por muito tempo, mas foi só o suficiente para jogar fora o tempero.
- Deixa que eu termino – Jake me deu um beijo e me mandou ir para sala, eu ouvia ele remexendo nos temperos, Jake não sabia temperar frango e isso me fez rir – Não é engraçado – ele murmurou da cozinha e eu gargalhei – Tem certeza que o tempero estava estrago, pequena? Não está com cheiro.
Meu sangue gelou assim como meu coração. É claro que eu vomitei por causa da gravidez, eu sabia, bem vagamente, que com algumas mulheres aconteciam isso.
- Er... acho que sim, de qualquer modo o cheiro foi bem forte – disse mudando de canal.
- Hm... ok acho que vou pedir uma pizza – ele disse pegando o telefone e eu ri. Jake fez o pedido e eu abaixei minha cabeça, apoiando nas mãos, meu estomago estava embrulhando de novo e eu não queria mais vomitar. Respirei fundo uma série de vezes, apertando os olhos.
Senti Jake se sentar ao meu lado, sua mao quente e grande fazendo carinho em meus cabelos. – Não acha melhor irmos ao medico?
- E como vai explicar a temperatura alta e o coração mais acelerando, Jake? – ri sarcástica.
- Bom, o Dr. Cullen não saiu ainda, pode dar tempo – ele disse e vi que na sua voz havia determinação, ou seja, eu ia ou ia. Jake nos levou de carro para a mansão dos Cullen e a movimentação era grande.
Subimos as curtas escadas da entrada e Alice logo abriu a porta. Nós entramos e Edward chamou Carlisle, era estranho, não dissemos sequer uma palavra, eles já sabiam com quem queríamos falar.
Renesmee estava no colo de Bella, como eu disse antes, não peguei apreço pela garota.
- Jacob, – Carlisle desceu as escadas com um sorriso um tanto tenso.
- Preciso de um favor, Carlisle – Jake ia dizendo e eu sentia meu coração cada vez mais rápidos, meu corpo todo tenso, é claro que a maioria dos Cullen me olhava e eu sabia que minha cara estava tensa.
- Claro, temos um pouco de tempo, vem comigo, – ele nos conduziu para aonde Bella tinha ficado quando estava se transformando. – Certo, agora sente ali – obedeci. Jake ficou no canto e tinha os braços cruzados, a expressão séria. Respirei fundo arrajando coragem, torcia para qe não desse tempo de Carlisle descobrir minha gravidez. Má ideia. No momento que o ar encheu meus pulmões foi no mesmo momento que o cheiro de todos eles se intensificaram, corri para o banheiro do quarto.
- É disso que estou falando – Jake disse para Carlisle enquanto segurava novamente meus cabelos, eu queria afastá-lo, tirá-lo de lá, era incomodo ele ficar lá enquanto eu colocava tudo para fora, mas nenhum dos dois saiu.
Quando terminei enxaguei bem minha boca, bem mesmo e Alice me trouxe uma escova descartável, agradeci e escovei os dentes, Jake e Carlisle conversavam no quarto, eu tinha a porta do banheiro fechada e esse era meu tempo sozinha, respirei fundo enquanto escovava os dentes, mas o gosto da pasta me fez novamente querer vomitar e lá fui eu.
Vi que não conseguiria escovar com esta pasta então enxaguei a boca e passei o anticéptico bucal que Alice trouxe junto com a escova.
Me sentei no vaso novamente, respirand fundo, eu não aguentava mais. Me sentia fraca, bem fraca. Pela primeira vez essa coisa de sentidos mais apurados estava me estressando profundamente.
Sai do banheiro e vi Carlisle e Jacob entretidos em uma conversa que eu peguei de relance.
- , preciso perguntar – Carlisle disse – Quando foi a ultima vez que voce menstruou?
MERDA! MERDA DE PERGUNTA! Por que a gravidez tinha que se basear na menstruação?! Que ódio!
Fiquei um temo em silencio e me sentei na beira da cama, olhei para Jake que me olhava ansioso.
- Está atrasada há quase 3 semanas – respondi com o coração aos pulos, Jake me olhou assustado e ficou com essa expressão por um bom tempo, o silencio tenso se instalou.
- Já vez o teste? – Carlisle tentava prosseguir com profissionalismo, mas com a cara e a tensão do ar, pouco ajudava.
Não tinha mais porque mentir ou adiar. – Deu positivo – sussurrei com lagrimas nos olhos, era incontrolável, elas vinham em modo cachoeira. O silencio na casa inteira se instalou.
- Não entre em prantos – Carlisle tentou me dizer – Apenas um teste não é certeza absoluta.
- Eu fiz testes a semana inteira – minha voz não passava de um sussurro quase inaudível – Todos deram positivo.


Me impressionei com a facilidade e felicidade que Jacob aceitou, logo depois que eu contei ele me abraçou e agradeceu até não querer mais. E agora eu estava completando um mês de gestação. Os Cullen tinham partido e o primeiro clã que veio foi o Denali, todos ficamos atentos, por causa da antiga visitante, mas descobrimos que foi Irina que andou nos vigiando.
Por mais que Jake não quisesse que e fizesse mais as rondaas eu não deixei de faze-las, porem só ficávamos felizes pela gravidez quando chegávamos em casa, fora isso o dia inteiro era pressão, ansiedade, atenção e mais uma série de sentimentos tensos. Os enjoos se tornaram mais frequentes e eu não entendia porque diziam que era enjoo matinal sendo que era o dia inteiro praticamente.
Minha família aceitou bem, eu tinha muita confusão com o Peter e Afrodite, mas os dois aos poucos foram cedendo, porem eu queria ter a mesma relação que eu tinha antigamente com Peter, mas o mesmo pouco ajudava e isso me magoava.
Mais vampiros vinham, mais eles se encantavam com Renesmee, mais atenção tínhamos nas rondas, fora tudo isso eu ainda tinha o conflito com meus dois irmãos e isso me matava aos poucos.
Porem eu não podia reclamar muito, sim todos os dias eram tensos e tristes, mas eu estava feliz e Jacob também, o mesmo nem parecia como ele era antigamente, ele já fazia planos para o quarto e uma série de coisas. A única coisa ruim dessa nova personalidade dele era que ele tinha medo de me machucar na hora das relações sexuais e não importava quanto eu dizia que não me machucaria e nem ao bebe, ele tentava se esquivar de mim.
Eu estava saindo da casa do meu pai emburrada, tinha tido uma briga feia com Peter ele continuava a bater na mesma tecla, por mais que Afrodite estivesse amolecendo aos poucos ele não, continuava com a ideia de traição e que eu o deixei e blá, blá, blá. Eu só não mandava ele ir para aquele lugar porque agora eu era madura e seria mãe, teria que manter a educação se eu não quisesse que meu filho fosse mal educado eu não podia fazer isso.
Fui para casa muito brava, meus braços tremiam de leve, mas eu tentava me controlar. Eu me sentia mal, quando cheguei na minha casa tomei um copo de leite, ainda bufando. Eu não sabia como eu suportava tanta pressão, Jake tentava me abstrair de tudo isso e eu sabia que não era tanta pressão quanto ele estava tendo, mas mesmo assim já me deixava angustiada. E só de imaginar os clãs que não eram vegetarianos caçando por pessoas fora de Forks me embrulhava o estomago.
Fui me deitar um pouco, estava exausta mentalmente, me deitei e tentei relaxar, a casa vazia me incomodava um pouco, mas tirei isso da cabeça. Acariciei minha barriga e sorri ao ver que essa casa se encheria de alegria, que logo, logo a criança estaria em meus braços.
Fui pegando no sono com esse pensamento.


Acordei sentindo uma dor absurda no meu abdômen, como cãibra. Ofeguei e abri os olhos, quase vomitei quando fiz isso. A cama estava completamente suja de sangue, um sangue forte.
O desespero me tomou e eu peguei meu celular, ligando para Carlisle.
- Sim, ?
- Carlisle... – ofeguei com lagrimas invadindo meus olhos – Me ajuda, pelo amor de Deus, me ajuda!
- O que aconteceu?! – ele perguntou eufórico e eu já o ouvir mexendo em suas coisas.
- Estou sangrando, muito, o que eu faço? – mal conseguia dizer.
- Estou indo – desligou, não deu nem cinco minutos Carlisle invadia o quarto com Jake em seu encalço. – Calma, , calma – ele dizia, mas eu vi algo em seus olhos, uma certeza.
- Não – sussurrei.
- Você sentiu alguma dor? – ele dizia remexendo em sua maleta. Fechei os olhos com força.
- Sim... cãibra do abdômen... Por favor, Carlisle – solucei.
Ele passou um gel na minha barriga e colocou o instrumento, silencio. Eu sentia o desespero me tomar.
- ... Sinto muito – Carlisle disse.
- O que?! O que foi?! – Jake perguntou.
- Meu bebe – sussurrei fechando os olhos e passando as mãos na minha barriga. Senti um vazio me tomar, ouvi vagamente Carlisle conversar com Jacob.
- Pode ter sido sob estresse, ou porque houve já um erro no processo de formação do feto – Carlisle dizia.
- – Jake o interrompeu e veio para o meu lado, segurando minha mão, me afastei dele com rapidez e corri para o banheiro. Tranquei a porta.
Meu filho... porque eu tinha sofrido um aborto? O que tinha acontecido de errado comigo? Porque eu tinha que ser a problemática?
Capitulo 27: Automático.

PDV Scoz.

Eu estava em meu modo automático. Jake e eu estávamos passando por uma crise terrível, não conversávamos, não nos tocávamos e nem nos olhávamos nos olhos. Na verdade foi eu quem aplicou esta regra, Jacob muitas vezes tentava conversar comigo, porem eu me afastava, não sabia porque, mas não queria qualquer tipo de relação agora com Jake, nem de amizade, companheirismo e etc.
Meu filho... eu não conseguia nem pensar no que realmente tinha acontecido a ele, era duro demais. Como eu disse, estava no automático, ia nos Cullen apenas para saber como estavam as coisas, tinham já um bom grupo de aliados hospedados em sua casa, porem eu odiava o olhar que Isabella e todos naquela casa me mandavam, odiava a preocupação do meu pai, a pena de Peter e Afrodite. Ninguem estava sofrendo mais do que eu, era isso o que eu tinha em mente, eu nem me importava com Jake para mim tinha se tornado indiferente.
- Vai na reunião do conselho hoje? Vão explicar as lendas para os mais novos, é bom voce ir, – Jake disse mais cauteloso do que nunca.
- Não, vou ficar em casa – remexi na minha comida.
- ...
- Se quiser pode ir, vou ficar bem sozinha – esta era a deixa que eu fava pra Jacob sair de casa, ou pelo menos sair da minha frente.
Eu não dei muito tempo para ele e me virei para ir ao banheiro e me trancar lá até ele ir embora.
- , abre esta porta! – Jake suspirou – Por favor, pequena, vamos conversar.
- Não quero conversar, Jacob, se eu quisesse já teria conversado com voce a muito tempo – rebati nervosa.
Ele ficou um tempo em silencio, porem eu sabia que ele ainda continuava ali. O escutei escorregar pela porta e se sentar no chão.
- Não vou sair daqui até conversamos civilizadamente, nem que eu tenha que passar a noite aqui.
- Então já arme sua barraquinha – suspirei afundando minhas mãos em meus cabelos e tentando me manter calma.
- Você não é a única que está sofrendo com tudo isso, – Jake disse depois de um longo tempo de silencio. – Todo mundo está. Sei que não mais que voce, mas voce não pode agir como se ninguém te entendesse e como se ninguém soubesse o que voce está sentindo. Eu sei o que voce está sentindo, este filho era tanto meu quanto seu.
A frase no passado me deixou ainda mais triste. – Você não entende – sussurrei – Eu estraguei tudo, Jake. Deixei a preocupação me tomar, eu praticamente procurava pela tensão e problemas.
- Não, não se culpe! – ele se apressou em dizer – Voce apenas queria consertar as coisas, para que todos ficassem felizes, isso não é ruim, amor.
- Mas me fez perder... – não terminei – É minha culpa.
- Talvez ainda não estivessimos prontos – ele disse cauteloso – Talvez... talvez não fosse a hora, tanta coisa acontecendo... Não estou dizendo que não ficaria feliz se ele nascesse, longe disso, porem estamos em uma fase difícil a preocupação seria muito maior, cresceria de forma preocupante, se não agora, depois.
Ele tinha razão. – Esta chegando perto. – assinalei.
- Sim – ele sussurrou cansado – Deve estar faltando duas semanas...
- Acha que vamos conseguir resolver tudo na conversa?
- Duvido muito... Saia deste banheiro, amor.
Mordi o lábio e me levantei, caminhei com passos largos até a porta, meu corpo sentiu a urgência dos braços fortes de Jacob ao meu redor, eu tinha privado tanto seus carinhos! Abri a porta com certa euforia, ele já estava de pé por isso o abracei forte e ele afundou seu rosto na curva de meu pescoço.
Eu queria chorar, mas me mantive forte, tanto porque acho que meu corpo não conseguia produzir mais lagrimas. Não conversamos. Jacob nos encaminhou para o quarto e nos deitou, me tomando novamente em seus braços, fazendo leves carinhos em meu cabelo. Talvez ele estivesse certo, talvez não teria sido a hora, porém a dor da perda ainda estava presente. E se eu não conseguisse engravidar mais?
- Vamos passar por isso – Jake sussurrou para mim, como se lesse meus pensamentos – Já passamos por muitas coisas e vamos passar por esta. Juntos.
Fechei os olhos e afundei minha cabeça em seu peito, inalando seu perfume amadeirado. Eu teria que ser forte, não podia ficar me lamentando pelos cantos, isso só faria Jacob sofrer e eu não queria que ele sofresse. Senti-me estupida por ficar machucando nós dois. Eu tinha que mudar isso. Jacob tinha razão, eu não era a única estar sofrendo. De agora em diante eu colocaria este assunto no fundo da minha mente, lidaria com ela depois, depois que passássemos pelos Volturi. Isso era uma promessa, eu não sabia o que o futuro me reservava, porem eu queria viver para dar um filho a Jacob, para ter um filho, uma família. Eu nunca quis tanto isso na minha vida como eu queria agora.

Capitulo 28: Lutando.

Saímos de casa e fomos direto para a casa dos Cullen, por mais que o clima fosse ameno eu podia ver os olhares preocupados sendo trocados a cada dia que passava. O natal já estava próximo e sabíamos que logo após ele seria contagem regressiva. O olhar de Edward caiu sobre mim e eu vi uma ponta de desespero em seu olhar, eu não podia imaginar o que ele estava sentindo, mas rezava para que não envolvesse perder sua filha.
Seth e Renesmee não se desgrudavam um só momento e era engraçado ver Bella com ciúmes da filha. Os sentimentos entre nós duas estavam bem menos agressivos, é claro que ainda tinha aquela distancia que só o tempo curaria, mas eu estava aliviada de não ter que ficar o tempo todo preocupada que um dia ela desse em cima de Jacob.
Renesmee crescia com rapidez surpreendente, era muito esperta, vivia sendo paparicada por Rosalie, olha-la era tão fácil porque por mais que soubéssemos que Renesmee sabia o que estava para vir, ela ainda continuava inocente com as brincadeiras que crianças gostavam, só que é logico que ela corria muito mais que uma criança da sua idade.
Não conseguia ficar muito tempo na casa dos Cullen pelo fortíssimo cheiro de vampiro, eu estava acostumada com o cheiro dos Cullen, mas os de seus amigos eram bem diferentes, Jake e eu saímos e voltamos para La Push.
- Seria demais pedir para voce não ir a luta? – Jake perguntou com as sobrancelhas grossas juntas.
- Sim, seria – dei um meio sorriso.
Suspirou – , isso é... muito perigoso eu não posso passar a luta inteira me preocupando se voce esta bem.
- Jake eu sei me virar, não fale como se eu tivesse me transformado ontem, tudo bem em campo de batalha eu nunca fui, mas sei me virar. Acha que seria fácil para mim ficar na reserva escutando a briga? É capaz que nem tenha uma briga, de qualquer forma. – tentei ser positiva.
- Não gosto disso – torceu os lábios. Entrelacei nossos dedos e suspirei.
Eu não iria deixar de ir a luta, da ultima vez que isso aconteceu eu quase me transformei e Jacob tinha se machucado gravemente, eu não ia ficar de escanteio assistindo-o lutar. Tudo bem que toda vez que eu pensava na luta um frio descia pela minha espinha, mas eu sabia que isso era medo por eu nunca estar em uma luta. E não era como se eu fosse ser o alvo principal, eu não era a única garota lobo dali... a única que não tinha uma forma de lobo, talvez, mas não acreditava que isso fosse chamar a atenção deles... ou assim eu esperava.
* * *
O natal chegou e eu já estava muito melhor, meu humor recuperado e a cicatriz estava quase curada, durante a maior parte do dia eu treinava com todos os outros lobos, já a noite eu ficava com Jacob o máximo que eu podia e que o meu cansaço permitia, eu havia me esquecido e me negligenciado de como era bom ficar com ele, beija-lo, tocá-lo e senti-lo me tocar. Chegava a ser surreal, os toques nunca mudavam era sempre como se fosse a primeira vez que ele me tocou.
Por mais que eu tentasse não pensar o dia da luta estava chegando com muito mais rapidez, eu tentava – assim como todos os outros – não me importar com ela, porem eu podia ver o clima tenso na casa de Emily, por mais que as maiorias dos garotos animassem e esquentassem a casa, a nuvem de tensão e medo pairava sobre nossas cabeças, esperando a hora certa de cair.
De repente eu senti falta de Alice, por mais que eu não tivesse muito contato com ela, o tempo que passamos em sua casa ou até mesmo quando Renesmee nasceu me fez criar alguma amizade com a mesma. Pensei em como ela estaria passando o natal com Jasper, em como ela estaria.
A noite estava bem fria e alguns flocos de neve caiam, mas derretiam antes mesmo de chegar ao chão, sabíamos que isso não seria por muito tempo.
Eu e Jake voltamos para casa já era de madrugada, a floresta estava mais do que silenciosa, estava tensa, como se esperasse pelo pior. Novamente afastei pensamentos negativos da minha cabeça, respirei fundo e retirei este pensamento. Entramos em casa e fui para o quarto guardar a bolsa e retirar os sapatos, Jacob caiu no sofá e ligou a TV.
Depois de tirar as botas eu fui até o sofá e sentei-me em seu colo, dei-lhe um beijo cálido nos lábios.
- Feliz Natal – sussurrei enquanto beijava-lhe os lábios, ele sorriu entre o beijo e o aprofundo, deixando que nossas línguas se entrelaçassem de forma conhecida e prazerosa, arrancando arrepios do meu corpo.
Jake apertou minhas coxas e nos levantou, comigo ainda em seus braços, nos levou para o quarto e foi retirando rapidamente minha roupa, com certa pressa até. O toque quente de suas grandes mãos faziam-me ferver, os lábios grossos passeando por todo o meu corpo, seus músculos se contraindo ao meu toque e o mesmo suspirando meu nome era para deixar qualquer uma louca de desejo.
* * *
O dia amanheceu com flocos de neve começando a forrar o chão, estava perto, muito perto. Nós dois levantamos e fomos nos trocar para logo em seguida partir para a casa dos Cullen.
Jake possuía sua mão firme em minha cintura, não era novidade para ninguém que Jacob não gostava que eu ficasse no meio de tantos vampiros, porem a emoção da casa era outra, uma tensa e preocupada.
- Aconteceu alguma coisa? – perguntei assim que entrei.
Bella suspirou – Tivemos um desentendimento ontem, mas já esta tudo bem – disse olhando para Renesmee que estava em seu colo.
- Como passaram o natal? – Tanya perguntou sorrindo um tanto apertado, era difícil para eles serem cordiais conosco, além do mais não estavam acostumados com lobisomens em suas casas.
- Foi muito bom – eu disse e senti meu rosto corar um pouco, Jacob pigarreou e a sala caiu em um silencio incomodo, é claro que depois disso todos deduziram o que tinha acontecido na noite de Natal – E a de vocês?
- Depois de um tempo não se torna tão empolgante assim – Zafrina riu para mim.
Meus olhos caíram sobre todos da sala, mesmo os que eu nunca havia conversado, todos eles estavam aqui para um bem maior, tinham concordado em ficar no caminho dos Volturi para proteger seus amigos, todos eles tinham a intenção de ajudar, de fazer algo para que a justiça fosse feita.
Eu esperava com todo o meu coração que uma briga não começasse.




Capitulo 29: Sem mais delongas!

PDV Scoz


O dia chegou. A tensão se espalhou pelo meu corpo logo que eu acordei, já sabia que Jacob estava acordado ao meu lado, fazendo carinho em minhas costas nuas. Eu não iria perde-lo!
- Esta na hora de levantar – ele sussurrou serenamente em meu ouvido. Aconcheguei-me mais em seu corpo quente.
- Eu sei – suspirei. Jake me embalou em seus braços e me apertou neles. Ficamos mais um tempo assim antes de realmente levantar, tomamos banho juntos e nada aconteceu só algumas trocas de carinho, fora isso nada.
O dia em La Push estava como sempre, cinza. Porem a tensão parecia estar em cada molécula que havia a nossa volta. Saímos na manhã fria e corremos em direção a casa dos Cullen.
- , eu ficaria muito mais tranquilo se você ficasse em La Push – Jacob disse enquanto corríamos.
- Não dá, Jake. Tanto porque vocês precisam de todos nós, quanto não vou me segurar como da ultima vez, saber que a luta esta acontecendo a centímetros de mim. – balancei a cabeça.
Jacob suspirou forte e se calou o resto do caminho, eu não queria que ele ficasse com raiva de mim, mas eu não poderia ficar na minha sabendo que a qualquer momento ele entraria em uma batalha mortal.
Chegamos a casa dos Cullen e a mesma estava silenciosa, se não fosse apenas por algumas respirações superficiais.
- Onde está Edward e Carlisle? – Jake perguntou a Rosalie, que estava saindo.
- Na campina, onde acontecerá a luta. Estão decidindo nossas posições. – e saiu.
- Vamos mesmo ficar escondidos na mata, Jake? – perguntei – Não é melhor ficarmos perto deles, caso haja alguma luta – o que eu esperava fervorosamente que não.
- É melhor nos mantermos em sigilo na hora, – caminhávamos agora – Podemos ter o elemento surpresa, já que nenhum dos vampiros sabem ao certo nosso numero, acham que virão só os lobos do bando de Sam e do meu, mas voce sabe que muitos outros se transformaram depois dessa vinda dos vampiros – Jacob suspirou, nenhum de nós gostava quando alguém entrava para o bando muito cedo. Praticamente tirava a infância.
- Sam já está por lá? – perguntei.
- Sim, já deve estar. – nós não fomos para a clareira, demos a volta pelo lago e ficamos na orla da campina, escondidos pela mata. Todos já estavam lá, eu me distanciei dos outros para poder me transformar, quando Jake me seguiu.
- O que foi? – perguntei quando ele me olhou torturado.
- Por favor, faça o possível para não se machucar, se houver uma briga – apertou-me em seus braços em um abraço forte.
- Não haverá luta, Jake – sussurrei, eu mantinha meu pensamento positivo. Nunca vi nenhum desses Volturi, mas pela a preocupação de todos em descobrir que eles estavam vindo, eu já notei que a coisa é feia.
Jacob por outro lado não era tão otimista quanto eu. Ele dizia que só estava se prevenindo para tudo, mas eu sabia que ele esperava um confronto.
Beijou-me demoradamente e depois se afastou. Minha posição seria ao lado de Sam, na linha de frente, um pouco mais atrás do que ele. Jacob ficaria ao lado de Sam, os dois lideres – Jacob quase arrancou a cabeça de todos quando sugeriram que eu ficasse praticamente na linha de frente – e Leah ficaria ao lado de Jacob, um pouco mais atrás, como eu. Os outros ficariam espalhados estrategicamente.
Logo que me transformei fui para o meu lugar, a surpresa é que Jacob trocou apenas um olhar com Sam – sem pensar nada – e eles trocaram de lugar, ficando ao meu lado.
Eu me mantive um pouco atrás, mas notava as orelhas de Jacob para trás, percebendo cada movimento que eu fazia, cada respiração que eu soltava.
Todos estavam quietos, ninguém pensava nada e isso fazia uma pressão em meu peito, todos tensos, concentrados, por mais que não tivesse ninguém na campina a não ser os Cullen.
Foi quando Edward ficou rígido e sibilou, olhando para frente.
Eles surgiram em mantos esvoaçantes, vermelhos, pretos e cinza. Em uma ordem perfeita uma sincronia perfeita. Eram muitos e quando terminei de contar sabia que eles não vieram para conversar, vieram preparados para lutar. Por mais que todos estivessem com as feições perfeitamente lisas, parecia que estava estampado em suas caras que eles queriam luta. Os olhos de todos presos em Bella e Renesmee.
Minha respiração se tornou mais pesada quando Carlisle se aproximava para falar com eles, a tensão crescendo em mim, de repente que não estava mais sentada – como os outros – eu estava de pé, atenta.
Calma, amor. – Jacob disse sem me olhar, apenas suas orelhas viraram para trás.
Tentei me acalmar e sentar novamente, e foi com esforço que fiz isso. Estavam sendo diplomática e simpática falsidade. Os Cullen e seus amigos queriam apenas a prova de que Renesmee não era um bebe imortal, que eram todos inocentes, mas a cada palavra que Aro dizia, cada movimento que eu notava na perfeita formação dos Volturi eu notava que eles não estavam nem ligando para isso.
Os outros perceberam isso comigo.
Não tenho certeza se será apenas uma conversa – Sam compartilhou com todos, mas mais especificamente com Jacob.
Nunca pensei que seria – Jacob suspirou – Aqui estamos longe, se eles vierem para cima podemos deixar os Cullen em desvantagem.
Deveriamos nos juntar aos Cullen! – Seth disse quase implorando, em sua cabeça tinha apenas Renesmee presa nas costas de Bella.
Mas se nós saímos agora, podem pensar que vamos ataca-los, interpretar como se fosse uma ordem de ataque – eu disse.
Vamos esperar mais um pouco – Jake disse concordando comigo.
Todos nós nos silenciamos, Aro continuava a falar e não deixava que Carlisle argumentasse. Porem finalmente Edward deixou que Aro visse suas lembranças, ver que Renesmee não era um bebe imortal... isso poderia ter me tranquilizado há algns momentos atrás, mas agora eu não tinha certeza se eles iam embora, eles tinham –praticamente- declarado a morte de todos quando vieram para cá, não iam sair assim sem mais nem menos.
Era como eu tinha imaginado. Por mais que Aro acreditasse, os outros não pareciam estar aceitando isso muito bem. O que nos impressionou foi quando Irina foi morta, foi tudo muito rápido!
Está na hora de sairmos – Jake e Sam disseram juntos. Todos nós nos levantamos e saímos das sombras da floresta, um silencio tenso se instalou sobre todos os Volturi, todos nos olhando abismados.
Peter furou a formação e se postou ao meu lado, um pouco mais atrás, assim como Afrodite e Drake. O olhar que nós trocamos me deixou emocionada. Éramos irmãos e lutaríamos juntos.
Eu podia notar a felicidade de Emmett e dos outros vampiros.
Aro deixou-se perturbar por um curto período de tempo. Logo tornou a perguntar para os amigos de Carlisle.
- Amigos interessantes, vocês tem – Felix disse para Edward.
- Sim, muito interessante – Aro nos olhou com os olhos vermelhos brilhando. Seth se postou ao lado de Bella e logo Renesmee subiu em suas costas, deixando Bella com suas mãos livres.
Não gostei do olhar desse cara – Drake disse bufando – Na verdade, está me cansando esse olhar dele, podemos atacar?
Controle-se, Drake – Sam disse veemente.
- Não funciona assim, Aro. – Edward disse tenso. – Estão conosco porque protegem a raça humana, apenas.
- Hm, não sei. O modo como estão parecem tão... leais. – acariciou as palavras.
Jacob bufou para Edward, inquirindo um esclarecimento.
- Aro está pensando na ideia de... cães de guarda – Edward disse e seu olhar disparou para mim.
Muitos rosnados de indignação encheram a campina.
Deixe eu mostrar para ele o cão de guarda! – Paul disse sacudindo o dorso.
Estão achando que eu sou o que? Cadela de estimação?! – Afrodite disse indignada. – Cadela é a mãe deles!
Podem me chamar de idiota e viado, mas de cão de guarda pra vampiro?! – Drake disse rosnando – Ah não, mexeu com a minha autoestima! Me chamo pra briga! Quem ele pensa que é? Aqui é o Drakezinho, sua peste! Drakezinho não é cão de guarda de ninguém, não!
Tomar no cú ninguém quer, porque se fosse bom todo mundo tomava – Leah rosnou para Aro, mostrando seus dentes.
Silencio! – Sam ladrou e todos nós nos calamos – Não vamos começar a briga, se for para alguém começar que sejam eles! Ignorem!
Calma, – Jacob disse saindo de sua posição e vindo se postar ao meu lado, encostado praticamente.
Respirei fundo e concentrei-me em Aro, que concordava que nossa lealdade estava com os Cullen.
Mais falação foi feita, mais acusações entrelinhas foram faladas e mais impacientes todos nós ficávamos.
- Vamos deliberar – Aro disse a seus irmãos.
Eles voltaram para sua formação e os mantos pretos se reuniram, é claro que podíamos escuta-los e estava claro que Caius queria todos mortos, inclusive nós.
- Lembra-se do que a mamãe te disse? – Bella tirou Renesmee das costas de Seth a abraçou a filha. Todos nós assistíamos aquilo confusos. – Seth, voce é a única pessoa em que eu confio para cuidar dela, na bolsa tem tudo o que precisam – Bella dizia e a nossa ficha foi caindo. – Fuja com ela, pegue um avião e se escondam.
- Era isso o que estava fazendo? – Edward abraçou a filha.
Senti meu coração pesar e lagrimas invadirem meus olhos, as reprimi. Olhei para Jacob ao meu lado e o abracei da melhor maneira que podia. Todos tinham saído de suas formações e os casais que tinham foram se juntando.
Não vou deixar nada te acontecer – Jacob disse encostando seu focinho no meu – Absolutamente nada.
Sei que não vai. Amo voce. – respondi.
- Se preparem, esta começando – Bella disse tensa.
Peter pulou para o meu lado, ficando praticamente encostado em mim, ao seu lado juntou Drake – um pouco mais atrás – com Afrodite e Embry em seu encalço. Leah foi até Seth.
Qualquer coisa te damos cobertura, Seth – eu disse, se fosse ter uma briga Seth era a nossa chance de sair e se salvar.
Pode apostar – Jacob concordou assim como todos nós.
Obrigado, pessoal! – Seth agradeceu e se concentrou em Bella.
Pelo o que conseguíamos acompanhar uma sucessão de ataques estavam sendo feitos a todos nós.
Aro nos olhou inquieto quando não viu nenhum cair. Bella tinha se superado mais do sabíamos em seu poder.
Caius e Marcus votaram. Caius queria a guerra, Marcus queria apenas ir embora sem briga, ficou tudo na mao de Aro.
- Antes de eu dar meu voto – Aro disse eu bufei de irritação, quanta delonga mais ele faria?! – Quero dizer que sempre tem lugar para vocês conosco, Edward, Bella, Kate, Zafrina, Eleazar, serão bem vindos conosco!
Edward rosnou em resposta, assim como os outros.
- Uma pena – Aro disse para Edward.
De repente Edward se endireitou. – Antes de decidir, Aro. Será que podemos apresentar mais uma testemunha?
Aro ergueu a sobrancelha, Caius se irritou, mas não disse nada.
- Certamente – balançou a mão como se desse passagem para Edward.
- Porque não vem aqui e nos explica tudo, Alice – Edward saudou.
Alice! Pensei, assim com todos os outros.
A baixinha saltitante surgiu da orla da floresta junto com Jasper e mais dois indivíduos que eu não sabia quem eram. Um deles tinha aparência de vampiro... mas tinha os batimentos cardíacos.
- Esses meses Alice procurava por sua própria testemunha – Edward disse sorrindo abertamente para Alice.
Então Alice olhou para suas duas testemunhas e logo tudo foi explicado de forma ensaiada.
Ninguem poderia acreditar que Alice tinha conseguido trazer outro mestiço e feito todos nós repensarmos! Era, de certa forma, um alivio. Renesmee tinha sido considerada um perigo por ter sua espécie desconhecida e ninguém saber o que ela seria no futuro, mas ali estava o seu futuro, a nossa frente! Um hibrido dizendo que não eram apenas ele e Renesmee e sim muitos outros!
Eu duvidava que agora houvesse alguma luta!
Alguns com raiva, outros com surpresa. Os Volturi não tinham mais alegações e não poderiam atacar sem motivo algum, foram desmoralizados e questionados e teriam que engolir suas palavras e voltar para Itália onde era o lugar deles.
E foi o que fizeram! Logo depois de Aro ser o vampiro mais cínico que eu tivera conhecido, todos saíram.
Jacob foi o primeiro a uivar de felicidade, acordando todos do nosso transe de tensão. Então mais uivos soaram e todos estavam comemorando e se abraçando.
Nada como um pensamento otimista, Sr. Black – eu disse á Jacob, que riu.
Desculpe-me, subestimei voce, amor. – falou doce.



Capitulo 30: Presente.


PDV Scoz.
8 anos depois.
A felicidade não era uma palavra forte o suficiente para mim. Depois da briga com os Volturis que deixou de ser. Continuávamos em La Push, porem eu já era formada em Arquitetura, assim como Jacob em Engenharia Mecanica. Sam tinha deixado seu bando para Jacob há mais ou menos 4 anos atrás, para poder envelhecer com Emily – fazia 2 anos que ele tinha conseguido! – e agora Jacob alternava os horários entre o trabalho em Seattle e o bando.
Uma mão quente tirou-me de meus devaneios.
- Está quase na hora, vamos? – Jake perguntou. Estavamos na frente da casa de Emily e tinha vários carros estacionados na frente da casa dela.
- Urgh, eu não posso desistir? – perguntei rindo.
- Nem pense nisso, Scoz! – Alice disse de dentro da casa de Emily.
Suspirei e entrei na casa de Emily, a agitação foi imediata, todo mundo veio para cima de mim e falando para eu me sentar.
Acontece que hoje era o dia do meu... Ah! Eu não cansava de repetir isso! DO MEU CHÁ DE BEBE! Sim! SIM! SIM! SIIIIIIIIIIIIIIIIIIIM!
Eu estava enormemente grávida de 7 meses! Não foi algo não planejado – como da ultima vez. Jacob e eu avinhamos pensando em ter um filho há algum tempo e eu no inicio neguei, mas parei para pensar. Tinha passado tanto tempo! Porque não tentar uma ultima vez? Afinal eu e Jacob estávamos casados há 6 anos. Não posso dizer que foi na primeira tentativa, mas eu não fiquei paranoica, nenhum de nós ficamos. Foi algo natural e simples.
- Vamos! Sente-se, preparamos toda uma brincadeira- Rosalie disse sorrindo. Tinhamos nos aproximado bastante nesses 8 anos que se seguiram, assim como eu com Alice. Rosalie ainda implicava bastante com Jacob, mas já deixou bem claro que não era sempre que tinha vontade de mata-lo, era só de vez em quando.
- Ah, não! Já aprontaram comigo no meu chá de cozinha! – reclamei.
- Não torra, ! – Alice disse rindo, provavelmente se lembrando do evento – Ah, como Rose é maldosa nas brincadeiras, não acha, ? – riu.
Jacob gargalhou ao meu lado e eu o acotovelei. Acontece que não dia enquanto eu tentava descobrir quais eram os presentes, Rosalie anotava todas as minhas falas e depois juntou tudo – apenas os que ela quis – e montou um texto bem malicioso para que eu lesse para Jacob.
Tudo aquilo de: “Esse presente é duro” ou “É macio” virou fala pornográfica. Imagina eu lendo isso para JACOB!
Logo depois que eu li tudo ele apenas disse : Agente conversa quando chegar em casa. Já imaginaram que tipo de conversa foi, né!
Sabe algo que me surpreendeu? Foi o anuncio de Peter ontem, todos estávamos reunidos na casa do meu pai quando ele disse, segurando a mao de Leah: “Vamos nos casar”. SURTEI!
Pois é, estava todo mundo se ajeitando em seu tempo. Estava claro que para nenhum dos dois o imprinting iria acontecer, isso se não tivesse acontecido um com o outro de forma sutil.
As brincadeiras começaram assim como os presentes. Dessa vez eu não era o alvo e sim os convidados. Que eram boa parte da minha família por parte de mãe – fora os por parte de pai – e a irmã de Jacob também tinha vindo, Raquel.
Jacob apertou minha mao e sorriu abertamente. Senti-me emocionada e olhei em volta. Essa era minha família, minha paz e meu porto seguro, por mais que fossemos diferentes (eu tinha minha família humana, Quileute e vampírica) éramos amigos eternamente.
Olhei para Jacob. No final das contas era ele quem importava, ele que era meu ar, meu sol e minha vida. Ele e o Luke Black, meu filho ainda não nascido.
- Emocionada de novo? – perguntou beijando-me nos lábios. Meu coração disparou.
Humpf, Jacob achava que era meus hormônios, mas essa coisa de hormônios não acontecia comigo. Eu só me emocionava com o comercial de detergente, mas era porque ele estava tão isolado no comercial! Isso era emocionante! Mas fora isso eu não tinha essa coisa de hormônio. Eu continuava a mesma... admito que cada beijo que Jacob me dava o desejo era muito mais forte do que antes, mas isso era porque estávamos em abstinência de sexo – ideia do preocupado do Jacob. Não tinha nada a ver com hormônios!
- Podem deixar isso para depois?! – Alice bufou – Vamos, ! Você tem que monitorar as coisas! Cade a Lu?
- Aqui! – minha melhor amiga disse erguendo os braços.
- Me ajude, já que sua melhor amiga não quer nem saber! – Alice deu a língua para mim. Ri e fui ajuda-la também.
Afrodite e Embry estavam de lua de mel em Veneza. Afrodite ligava sempre que podia para mim, para saber mais sobre seu sobrinho do que de mim!
Na minha barriga o bebe se agitou. Era uma maravilha e ao mesmo tempo estranho esta gravida. Só de saber que alguém esta se formando dentro de voce era lindo, mas as vezes não era só maravilha. Não quando o bebe quer se esticar e coloca o pé na minha costela e empurra, isso dói!
- Alguém esta agitado ai dentro! – Jacob disse rindo e passando a mão na minha barriga.
Não tinha mais nada que eu desejasse. Tudo estava perfeito e tudo o que eu queria nesse momento já estava acontecendo, ter todos juntos e unidos.

N/A: AAAAAH, NEM ACREDITO QUE ACABOU! Gente eu agradeço muito os comentários e quem sempre acompanhou a historia, sei que dei meus erros em passar atualizações e atualizações sem postar, mas quero que saibam que eu amo essa fic, amo vocês por lerem ela, amo as meninas do blog por terem paciência comigo e por continuarem com o blog! Não é minha ultima fanfic aqui, podem ter certeza, mas essa era meu xodó , kkkkkkkk, espero que vocês gostem das outras que irei postar! Um beijo meninas!

119 comentários:

  1. Ameii a fic diva
    Sério.
    Ain ain,o Jake olhou minhas coxas uii quer olhar tudo eu dexo(perva on)hehe
    Então posta mais tá
    Kisses

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  2. Obrigada flor, por dispoibilizar essa fic linda para o blog1^^ estou amando. Bjs

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  3. Ain flor , EU AMEI ESSA fic , nossa , ela é tão sincera e revoltadinha KKKK' .
    O Jake deveria ter ciúmes tbm viu , pq do jeito que ela é , vai ser difici domar a fera KKKK'
    Amei tudo , continue *-*
    Ass:RAyssa

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  4. Gente, o Peter surtou geral!!
    Coitadinho do Black...agora tah proibido de ficar comigo D: mas ele vai dar um jeitinho ;)
    E pq eu tbm não senti o mesmo por ele?? Acho que foi por isso que ele ainda não consegue esquecer totalmente a Bella, o imprint foi só de um lado :#


    Bjux, Tah ótimo!

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  5. Sério,agora fikei com raiva do Peter agora mew.
    Eu sou a alma gêmea do Jake ele ñ pode interferir nisso mew affe.
    Mais mesmo assim amei o cap,e amo a fic
    Posta mais tá
    Kisses

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  6. gente, obrigada mesmo pelos comentarios *--------*
    proximo cap está mais legal - minha opinião -, acho que vai na proxima att, nao sei.
    UmBjo.

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  7. Ok,quase morri com o quase beijo aki menina,que isso.
    E nussa posso dar porrada no drake?,juro que fico mtoooo feliz hehe.
    E ain ameii o cap.
    Posta mais tá
    Kisses

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  8. Gosto da personalidade da moça...

    será q vai ser loba???
    to sofrendo pelo jake... sempre perdido nesse lance de coração!!!hahaha

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  9. Flor do meu jardim, essa fic está otima! Estou amando e espero que o Jake pare de frescura e me beije logo. Afff

    rsrsrsrsrsr
    Não demore!

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  10. Eu ri muito quando eu li o ''Vc é sempre tão articulado assim?'' por que é a mesma coisa que a Meg fala p/ Hércules no desenho da Disney *--*

    Nossa e que beijão SUPER CALIENTE foi aquele?!!!
    Ai bicho a Afrodite e o pai...super empata foda u.ú

    Vou no cinema com o Black!!
    (8)No escurinho do cinema...(8)

    Tô adorando ;)
    BjaO

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  11. Até que fim,ele falou que ta xonado por mim humph.
    E vo no cinema com o Black uii coisas podem acontecer hehe.
    Ameii o cap
    Kisses

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  12. Poxa...na hora que tava ficando bom o amasso com o Jake
    E o Peter tah um saco hein?!!!

    Será que eu vou surtar quando eu descobrir o segredo???

    Mistérios...MUAHUAHUAHUAA

    BjaO

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  13. Eu nem surtei com a descoberta do segredo XD
    E que droga hein...o Jake vai ter que ir na escola da tapada da Bella ¬¬

    gente que bafão esse do meu ex e a Lu *O*
    Que vontade de matar ele!!! ò.ó


    Tô ansiosa pelo resto da fic...

    BjaO

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  14. AAAAAAAAAAAI QUE PERFEEEITO *-*
    AMEEEEEI, POSTA MUUUUUUUITO MAAIS

    BEIIJOS:**

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  15. muito mara esse cap post mais bjs:Gabhy

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  16. ADOREIIII....esses pegas com o Jake, meu Deus hein?!!

    Eu botei o Embry no chinelo!! HUAHUAUAUAH

    Posta mais pq tah muito perfeito!

    BjaO ;))

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  17. Sempre a maldita Isabella p/ ferrar com a minha vida ò.ó

    HUAHUAHAUa Todo mundo zuou o Peter no aniversário dele ^^

    Tinha que ser a anta do Drake msm p/ me fazer deslocar o pé!!


    Mto MARA o capítulo...

    BjaO

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  18. Dou muita risada do Drake e "eu" brigando e exatamente assim aqui em casa eu e meu irmão só falta a gente partir para o braço.Essa fic tá demais mesmo eu sendo Team Edward to amando isso aki.Bjosssss e ñ demora para postar lemon do Jake com a Team.Por favorr. *--*

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  19. Raxo mtoo diva.
    E ainnnn,eu faço isso com o meu primo.já que minha irmã é mais velha sabe.Faze o que hsuahsuahs.
    Ameii o cap tá
    Kisses

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  20. Ohhh..
    ki raiva do Drake
    fez eu quebrar o pé
    ashaushusashus tadinha de mim!
    ohhh..e o Peter ke se casou bêbado
    eu avisei mais não adiantou! ashahshssh
    muito legal esse cap.
    beijos
    Kammy

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  21. Ô maldição viiu! Cortar a mão e ainda por cima quebrar o pé! o Drake Maldito hein!!!

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  22. Julia Scoz nossa amo essa fic,e gostaria muito,claro se vc quiser conversar comigo.Meu msn é luhh04@live.com.Bjossssssssssss

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  23. claro Luiza, vou te adicionar no meu msn, e obrigadíssima por todos os coments, estou terminando de fazer o outro cap pra voces, uuum grande bjo <3

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  24. Que capitulo foi esse. Amei, adorei, tudo de bom. Ai como quero acabar com a raça dessa Bella sonsa.

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  25. Sério essa Bella é uma vaca sem piedade, que ódio. Não sei como sobreviverei até o próximo capítulo da fic... Estou em estado de rofunda tristeza até fazer as pazes com Jake... Não gosto de vê-lo sofrer.

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  26. AIIII QUE RAIVA!!!
    Tava tudo tão perfeito, tão lindo...
    E mais uma vez aquelazinha da Bella maldita e desgraçada Swan tem que acabar com tudo!!!!!!

    O Jake também hein?!! Que sonseira!!
    Ele não tem super reflexo? Pq não usou agora?!!!

    Ai que ódio ò.ó
    Agora eu aposto que eu vou voltar p/ Brasil ou me transformar!!!!!!

    Ah Julia, faz agente se entender logo...please y.y

    Ps:Essa fic é uma das minhas favoritas ;))

    BjaO

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  27. poxa vida
    que final hein
    não esperava por isso
    td culpa daquela @#&*¨%# e tbm ¨&¨&&$$#@( , e mais "!#@*&$# odeio ela...
    fez isso só pra estragar a nossa Felicidade d
    odio mortal dela

    tomara que a gente se entenda logo
    não podemos ficar separados

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  28. CARA,QUE P*** V*** C****
    Tudo quanto é nome
    Odeio mais muito mais ela agora.
    Mew por que ela não morre?
    Eu posso matar ela e ainda me sentir em paz.
    Ela tem que morrer.
    Eu e o jake temos que voltar,eu to chorando litros aki diva.
    Vc ñ tem noção
    Posta logo tá
    Kisses

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  29. Ahhhhhhhhhhhhhh q tudu.
    Eu kero virar lobo tbm =/
    Meus irmãos são e eu sou a unica excluida :(

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  30. Ahhh eu não acredito que agente vai começar do zero de novo *O*
    Mas é melhor do que ficar igual a um zumbi pela casa...falando em zumbi...nossa a Bella é uma desgraçada msm né?!! toda arrependida eu tinha é que ter dado na cara dela isso sim u_u

    E gente o que é "Talarica"? Eu fiquei tipo: What? HUAHAUHAHAUAHU

    A Lu dando uma surra no Drake foi ÓTIMO!!!

    BjaO

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  31. Gente vi até fogos de artifício acredita hsuahsuahsa.
    Ainn até que fim.
    Depois essa coisa de amigos ñ vai dura nadica de nada hehe,e sim vai virar outra coisa hsuashausa.
    Então diva posta logo tá
    Kisses

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  32. Nossa q medo da Lu rsrs revolto tadinha rsrs,s rapidim eu o meu exnamoradogostoso vamos nos tornar namorados dinovo *-* obs: amu a relação de irmãos entre Drake e eu da ate para sentir os quanto agente se ama de longe ahuahuahauahau bjs

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  33. [aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa]
    Akela vadia[Bella]!! Tem medo de morrer ñ a bichinha!! Minha filha eu devia dá um salga de responsa nessa vadia de esquina vulgo Isabella Cadela mal comida Swan!! "Ela me olhou de olhos esbugalhados.

    — Eu... — babulciou — Oh! Vocês terminaram!
    — Feliz? — perguntei.

    — Não, Nanda! Claro que não! Eu... não queria isso! Só... estava... confusa..." Se tava confusa minha filha pq ñ foi bjar o monstrinho do pantano?! tenho absoluta certeza q ele ñ iria se opor!!
    Mas mudando de assunto, euzita aki ñ acho q essa "amizade" mas colorida q akela bandinha Game Over[Restart] deve durar tanto tempo assim ñ viu, eu deveria parar de besteira e partir prakeles braços perfects[*meabanandoaki*], e passar pela vadia de esquina mal comida[Bella] tds felizes, e ele passar um BOOOOOOMMMM TEEEEEMPOOOOOO sem falar com ela, dando gelo nela[elajatahacostumadacomgelomesmo].!! É isso dei minha opnião!! Espero q gostem dela!!
    Kiss e posta mais!!

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  34. Primeira vez que eu tô vindo aqui comentar, sem ser como beta. Por isso deixa eu caprichar!
    (Sim, porque eu amo de paixão essa fic. Juh, se me quiser de volta como beta...aqui estou! aushauhsuahs)
    Nem sei por onde começar!!!!
    Posso matar a Bella?? Posso capar o Jacob?? Posso dar um tiro no Drake? (Ele regenera, além do mais ele quebrou meu pé e nem o Peter nem o Jacob foram homens o suficiente para me defender!)Posso atirar a Luciana de uma ponte? (OK, tô brincando. Eu amo demais minha confi. Mas me dá vontade de vomitar mesmo qd a vejo/leio com o Drake).
    Porque é que o idiota teve a sorte de ter um imprinting por ela? Peter era o mais indicado e eu ia ser SUPER feliz...

    Mas eu tô sentindo falta da Leah. Ela tá com alguém? Ela por acaso faz parte da fic? Tem vezes que eu nem lembro que ela existe. E eu amo ela muito. Juh! Coloca e a Leah e o Peter juntos, vai! kkkkkk

    E nossa, os nossos momentos (meus e do Jake) são prálá de vulcânicos, hein! Fico na vontade...kkkk

    OK, PERVA de Plantão mode off! Não quero ser apedrejada por ser safada! auhsuahushauhsuahs

    OK! Juh, quero mais caps, viu! Eu quero ver o circo pegar fogo! Me deixa matar a Bella com uma cana de pesca!
    Posso enfiar o Mike pela goela dela? Posso sacanear ela com o Edward?? Eu quero fazer intriga! Quero que ele bata nela e diga que ela é dele e demais ng!
    Ops, melhor não! Senão o Jake vai atrás dela com o rabinho entre as pernas, defender a puta indefesa. Ops, digo, a donzela puta indefesa! zaushauhsuhasuhauhs

    Ok, perdão pela boca suja. Mas sou mesmo assim qd tô revolts. (E qd não tô tb!)

    POSTA MAAAIIISSS!

    Kisses da Baby

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  35. AHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!

    Agente voltou!!!!!!!!

    Eu quero um Jake p/ mim tbm *.*
    O Peter e a Leah?!!! *O*
    Quero só ver se ele vai aguentar ficar sem falar comigo HAUHAUHAUAH...
    E gente eu sou muito doida msm né?!! Para que ir p/ escola?? Eu tÔ querendo algo que todos os adolescentes sonham em não ter!!!!

    Masss tá de boa!!!
    Eu quero mais amassos com o meu Jake!!!

    Posta Logoooo!!!

    BjaO

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  36. noooooooooooossa que fic engraçada ,romantica e muito , muito legal releria varias vezes essa lu é tão engraçada flor meus parabens

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  37. A gente voltoooouuu!
    Aaaaaaaaaaaaaahhh!
    Você concretizou meu sonho de ver a Leah e o Peter juntos! Ou então eu que adevinhei! ausauhsuahushuahsuh
    Juh, eu não quero ser lobaa! Mas seria muito legal chegar em uma escola nova e fazer novos amigos, novos inimigos, gatos me paquerando...
    mas eu nem tenho como opiniar! Vc que é autora, vc que decide. Se calhar tem planos para eu ser loba pq é essencial mais tarde...não sei!
    Mesmo assim continuarei amando MUITO essa fic!
    Kisses gigantes da Baby

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  38. Finalmenteeeee.
    Coltaram.
    Tava quase morrendo aki mew que isso genteeee
    Bommm,tipo vc tem que continuar.
    Então posta mais tá
    Kisses

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  39. Acho que esse capítulo foi o que eu mais ri! HUAHUAHAUH

    A cena do café da manhã foi IM-PA-GÁ-VEL!! Me lembrou muito um episódio de "Eu, a patroa e as crianças", onde toda a familia do junior cai quando ele fala que vai para a faculdade HUAHUHAUAHU

    E eu brigando com o Jake por causa daquelazinha da Isabella...deve ser muito engraçado me ouvir misturando o português com o inglês quando estou com raiva :)
    Mas a Isabella bem que merecia uma boa surra...e falando em surra, a Afrodite querendo bater na Bella foi muito bom!!

    E será que o Jacob vai me convencer a voltar para o Brasil?!! Eu só volto se ele vier comigo u_u

    Adoro essa fic
    BjaO

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  40. Woow,Brasil na área genteee
    Olha se ele me convencer ele vai cmg tá
    Humph
    E bommm ameii o cap diva
    Ai ai
    Posta mais tá
    Kisses

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  41. Quero me transformar em lobo logo para o Jake não ter que me enviar para o Brasil. Adoro meu país mais só volto se ele vier junto...Agora se ele resolver aprontar alguma comigo para que eu retorne para o Brasil sem saber o real motivo, transformo ele em cachorrinho de madame até perdoá-lo de novo.

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  42. gente desde quando eu sou tão educada assim?? dando bom dia e tudu mais??? isso foi um MILAGRE rsrs e a Afrodite querendo bater na vacadaBella RIALTO ashuashua mas isso EU mesma quero ter o prazer de fazer hehehe
    E que papo é este de eu voltar para o brasil rumm não gostei nada disso estou ate vendo a forma q ele (meujakegostoso) vai me mandar pra lá so espero q agente não brigue e como todas as meninas disseram eu tmb vou dizer so volto ao Brasil se for comigo u_u bjs aguardando ansiosamente o proximo cap!

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  43. COMOÉQUEVCFAZISSOCOMIGO?!!!

    Eu aqui com a cara quase grudada na tela do pc e o capítulo acaba assim?!!!! D:
    Vc quer que eu fique inquieta durante todo o meu dia esperando a próxima Att ser postada?!!!

    Ah que mundo injusto...enfim, adorei o capítulo e ainda digo que essa Isabella sempre é o motivo da vida de todo mundo empacar :#
    O Edward merece coisa melhor sério...o coitado ficou sozinho por quase 100 anos e aí quando ele se apaixona, é por uma garota sem graça que fica se atirando p/ cima do meu lobo!Hump u_u

    O Paul é muito bocão meu!!
    O Jake realmente conseguiu me trazer para o Brasil...mas que jeito de fazer ele mudar de idéia hein?? Tentei apelar de todas maneiras mas não deu, então apelei para o lado físico msm u_u
    NEMGOSTEI# HUAHUAHUSHAUSHUAHSUAH


    BjaO

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  44. Meu coração está ansioso para ver como tudo irá se desenrolar nesta fic... Luta com vampiros, a ansiedade de estar longe daqueles que amo, a possibilidade de alguém se machucar e não estar lá para ajudar... São tantas emoções ... mais o jeito é esperar os próximos capítulos...

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  45. Céus, quandu q eu vou virar lobo? Q nervoso esse vai não vai. E essa mania d sempre tentarem me excluir das coisas pqp, soh pq eles são lobos e eu não tenho semore q abaixar a cabeça p/ eles =/
    Tah na hora d começar a fazer o q eu kero e naum o q eles kerem e "axam" q eh "seguro p/ mim.
    Fic MARA, adoro ela ^^

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  46. Nossa essa luta esta mexendo cm os animos de todos enh! mas o Jake nao podia ter escondido de mim rum mas eu perdoo ele (*-* sempre) a nao poderia deixar de falar tadinho do Edward ainda nao sabe q a vacaBella bjou o meu Jake so pode!!
    AA e como vc acaba a esse cap assim?? Quer me matar de curiosidade!!??(xuaaaaxuaaa) ansiosíssima para o proximo cap *-* minha primeira vez cm o Jake (superfelizdandopulinhos)

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  47. Como eu odeio essa bela, ela sempre arruma algum problema, tomara que eu de uma surra bem dada nela. ADOREI, essa fic é muito boa, parabéns.
    Bjos Karol

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  48. Deixando meu coment já que não betei esse cap.

    OMG! Assim, queria comentar um monte de coisas mas o final me deixou sem palavras! Eu sabia que Jake me ia deixar sozinha lá no brasil, mas minha atitude me surpreendeu! Será que eu vou conseguir dobrar o Jake depois de me entregar? Ain, ia ser liindo vendo ele feito cachorrinho abandonado! aushauhuhsuhas
    I´m evil, yes i am!
    aushahusuhauhsauh

    Ameiii!
    Kisses da Baby

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  49. Como assim >
    "— Eu quero você, agora."??
    Desvirtuei...
    Mas com Jake pode entao nem ligo.
    HausHaus
    Agora esta na hora dessas mentes pervertidas entrarem em açao.
    Espero que o Jake goste tanto da "coisa" que nao volte para La Push...
    Tenho certeza que EU vou gostar;
    '66

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  50. Genteee QUE CALOR!!!!

    Esse capítulo foi no mínimo tão quente quanto o calor solar!!!! *O*
    Ahh foi só eu provocar o Jake que eu nem vi o que me atingiu e ele já estava em cima de mim(666²)

    Acabou que quando eu convenço ele a ficar...eu desisto e falo p/ ele voltar p/ La Push =/

    Como é que eu resisti e tomei banho sozinha? Sem ele?!!
    Nossa a minha mãe é mico total!!
    "Vc deu!" Putz como ela chega falando assim?!!!
    e eu rimuito quando ela mandou a gente ir dormir em quartos separados pq a casa dela não era bordel!! HAUHAUAHUAHAUAU

    Adorei Ju..

    BjaO

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  51. Que emocionante, carinhoso e quente esse capítulo. Amei. A minha coragem em incentivar a volta do Jake para a luta só mostra como sou altruista e me preocupo com o bem estar da tribo, isso quer dizer que o meu lado lobo está em alerta pois, a segurança da tribo vem em primeiro lugar. Realmente esse capítulo foi mara.

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  52. Coitada dessa Andreia, conjutivite naum é bom!
    Mas gente que cena foi akela... adorei!!
    Mas eu sou lerdinha msm, dormir com o Jake ao meu lado? Já fui mais esperta.
    Estou adorando.

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  53. Que idiota essa Bella,quer tudo pra ela.Mas to amando essa fic mesmo sendo tea Edward.Parabéns

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  54. AI QUE AGONIA!!!
    Essa batalha acontecendo e eu no Brasil só sentindo um desespero calado e ainda quando eu chego, ao invés do Jake estar me esperando, quem estava lá era o Peter!

    E quando eu cheguei e ouvi o osso dele sendo quebrado...ahh que aflição ó.ò

    A Bella não cansa né? Ela podia ter guardado que ama o Jake só p/ ela!! Assim pouparia ela de ouvir o corte do Jake XD
    Amomuitoomeulobo!!

    BjaO

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  55. Adoro a frase a vingança é um prato que se come frio!
    Não que eu queira o mal da Bella, não msm, mas ela esnobou tanto o Jake, que ela precisava ver o que estava perdendo!
    Amei ♥

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  56. Meninaaaaaaaaaaaaaaa

    E vc me diz que essa fic é classificação 16 anos?=O

    No meu tempo de 16 anos eu não lia essas coisas não, fia (jura!) Bora mudar a classificação flor! huahuahuahuahuahuahua

    Bjs está fantastica!

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  57. Não consigo parar de rir e nem repetir bem feito sonsa!
    " - Mas se pode amar mais de uma pessoa. – ela retorquiu baixinho. " Pelo amor né?! Fala que ama ele e depois fala que vai casar com o Edward.. Tãaao egoísta querendo que o Jake ainda ame ela..
    Ainda beem que o Jake não sofre mais por ela *--*'
    E o Jake todo preocupadinho porque não cumpriu a promessa, tãao fofo! *--*'
    Bom que ele vai aprendendo mesmo, tem que me respeitar ! qq

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  58. Menina isso ta ficando cada vez melhor.Gente o que foi isso.Jake taradinho. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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  59. Aiai...não vi nada de sem graça nesse capítulo...vc tah fazendo charminho Julia u_u
    HUAHAUHAUHA

    Nossa só falt aeu e o Jake colocarmos fogo naquela casa (666²

    Não adianta, sempre que tem a Luciana no capítulo - mesmo que seja no finalzinho - eu morro de rir...ela me lembra muito uma amiga minha que tbm se chama Luciana ^^

    cOMO é que será a minha transformação?
    *morta de curiosidade*
    BjaO

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  60. Adorei esse lado selvagem do Jake, UAU... amei amei!!!
    Agora ainda me pergunto oq a Bella quer de mim? Uma porrada? Ela é louca só pode... aff... me convidar para o casamento dela!! ha... ela ainda naum sabe que eu a amo? *ironia on*
    Mas estou amando a fic *-*

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  61. Que o quê, mané de capítulo cahto? VOcê endoidou, menina Júlia! Esse capítulo estava pra lá de quente...além desse final ter sido hilário por demais!
    Se eu fosse o Jake, teria arrancado a cabeça da Lu! kkkkk
    Estou doida de curiosidade para a minha transformação! nuss!! COMO VAI SER???
    E o que a minha mums quer? Será que aconteceu alguma coisa???
    Betando de imediato o cap seguinte pra ver se ele sai na próxima att!

    Kisses da Baby

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  62. Ahhhhhhhhhhhhh, que capitulo foi esse, chato nada foi ótimo, nem nos meus melhores sonhos eu imaginaria uma cena dessas, Estou adorando, ta isso não é nenhuma novidade, eu sempre adoro os capítulos.kkkk

    Bjos

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  63. Amei a fic.Apesar ki eu acho que teria sido melhor se eu tivesse quebrado os dentes da Bella ela saiu uma pilantra.Teve horas ki ri muito e outras quase chorei ( to emotiva) soh nao curti muito uma coisa o nome da minha amiga pq eu me chamo Luciana entao ficou meio estranho,se o nome dela fosse interativo teria ficado mais massa.Contando um segredo quase desisti de ler pelo nome da minha amiga ser o mesmo que o meu mais pensei se ta legal de ve ser mais ainda e nao me arrependo de ter lido quero mais ta .
    parabens .....

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  64. ah esqueci uma coisa a sua notinha falando que corno manso eh assim mesmo ficou perfeita. Bjuss

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  65. Que casal mais ciumento... mas a Dakota devia levantar as mãos pro céu por ter seus dentes poupados. A detenção até que ficou suave depois do prazer que o Jake me deu na biblioteca. Mas para estragar o meu humor nada melhor que a bitch da Bella. O que ela quer comigo, ou com o Jake? É melhor ela ir assistir filmes trash, já que vai se tornar uma morta-viva, do que vir me encher a paciência.

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  66. o que essa magrela quer falar com ele?ah "estudar" na bibioteca é tão legal.ri muito com o jake e a luciana brigando os dois são mais engraçados que o drake e a team.kkkkkkkkkkkk

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  67. AHÁ,dá para ter um primeiro dia de aula melhor que esse?...
    Acho que não!
    Agora, o Jake chamando a Lu de empata foda, foi o melhor kkk tô rindo atoa aqui!!!
    Mas depois da alegria sempre vem a dor de cabeça né?! O que a Bella quer agora??
    Só para ajudar na transformação msm, acho que meu quarto não sobreviveria a isso!
    Amando!

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  68. Putz!! Quem não quer uma 1º dia de aula igual a esse?!!
    Eu nem ligaria p/ detenção u_u
    Deveria ter quebrado a cara dessa Dakota até ela entrar em coma...

    Nossa são nessas horas que a gente percebe as outras utilidades p/ a biblioteca e as prateleiras (666¹

    O que aquele verme de olhos castanhos quer comigo? E ainda por cima p/ falar sobre o Jake?
    Ela deve tah querendo morrer e tah arranjando uma desculpa p/ isso ò.ó

    Tô amando mais essa fica a cada dia que passa *.*

    BjaO

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  69. Gente chorei de rir desse primeiro dia de aula! E o pós-detenção, hein? Quente!!!!! Mas o que esse projeto de vampiro tá querendo comigo? Cara to lançando uma campanha nova: Queimem Bella na fogueira santa!

    Fic mara flor, to adorando!!!!!

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  70. Eu falei que não coseguia ler hj por conta do acidente com meu marido, mas na verdade não consegui não ler... acabou que eu me acalmei mais...

    Mas hein... vou me juntar aos que querem a extinção da criatura Swan 'Cullen'...
    Ô Eduard, toma uma decisão meu filho! Você é o que um homem ou um saco de pipocas? Pega essa mulher sua e some com ela da frente do MEU Jake!!!!

    Ai gente amei ser uma loba/tigresa... uhhhh foi show!

    Bom gente meu comentario hj foi meio desanimado, mas considerem que estou em casa sem uma noticiazinha do meu marido que no momento esta na mesa de cirurgia e eu não posso estar perto dele (mimimimimi T.T).

    No proximo capitulo prometo ser mais eufórica. Bjo, bjo.

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  71. Nossa! Todos os meus instintos estão voltados só p/ uma coisa: Matar Isabella boboca Swan da maneira mais torturante e lenta possível ò.ó

    Eu colocarei ela em uma mesa de tortura, depois com um bisturi farei um corte profundo na barriga dela - tudo sem anestesia e com o cuidado p/ ela não entrar em choque e desmaiar senão não vale - e depois colocarei dentro do corte os mais horríveis dos parasitas que é p/ ela se familiarizar, depois fecharei o corte deixando que aquelas coisinhas pequenas e famintas façam o trabalho enquanto eu filmo pacientemente cada grito e ofego de dor que ela der...Bom isso deu medo até em mim, apesar de eu ainda achar pouco p/ essa maldita u_u


    Esquecendo a escrota...Viva1 Eu me transformei e sou uma espécie de loba com tigresa...sou bonita p/ ca****...e tive um imprint com o Jake..agora tah completo \O/

    Ps: Ainda digo que o Edward é bom e legal demais p/ ficar com essa hipócrita!!

    BjaO

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  72. Ai que legal, minha transformação foi show, adoreeeeeeei.
    Essa fic é ótima!!
    Bjsss!!!!

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  73. E agora?... Bom Imprinting Jake não pode sofrer certo? Eu já sou o imprinting dele... mas porque Bella quis tanto ver os dois?...

    Amei cada pedacinho desse capitulo... principalmente a reconciliação no carro ¬¬ ...

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